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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

Por mais balizado que se esteja com encontros, não há como negar que a cada novo fica-se com a sensação de ser a primeira vez. Não me recordo de conhecer quem consiga resistir ao inebriante aroma da cataplana de sentimentos (excitação, ansiedade, temor, expectativa e insegurança) que vai-se marinando até à hora D.

 

Nessas horas, apela-se a todas as figuras celesteais, no sentido de derramarem sobre aquele evento a luz divina, na firme crença de será o início de um belo romance. É assim que a expectativa assume proporções jurássicas e uma comoção calorosa toma de assalto o nosso espírito.

 

Ansia-se por conhecer melhor o objeto do nosso interesse, impressioná-lo, cativá-lo, seduzi-lo, porque não admitir, "fisgá-lo". Para que assim seja, isto é, para que nada possa comprometer esse special moment, convém evitar de todo cometer algumas gafes, sob pena de se acabar a noite ainda mais carente.

 

A propósito disso, o site Bustle apontou uma quantas frases que não devem ser mencionadas num primeiro encontro:

- "Tu não és como as outras mulheres/os outros homens" – não generalizar.

- "Hoje saímos daqui a rir-nos como sei lá o quê" – não exagerar no álcool.

- "A minha ex adorava este LUGAR" – não mencionar ex’s.

- "Não posso chegar muito tarde a casa" – não mostrar pressa.

- "A dividir pelos dois nem fica muito caro..." – não chorar miséria.

- "O que pensas do desempenho do governo?" – não abordar assuntos sensíveis.

 

Posto isto, desafio-te a consultares a tua memória, a fim de saberes se já não incorreste em nenhum destes pecados românticos. Só não te esqueças de partilhar connosco o resultado dessa pesquisa cognitiva. Combinado?

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Ora viva!

 

Eis-me de volta ao teu convívio com uma crónica sobre flirt, sim essa coisa que tão bem sabe ao ego e tanta falta faz em tempos de solteirice. Antes de adentrar pelo post do dia, pergunto-te se és daquelas que "capta" logo quando alguém está de olho em ti ou das que andam sempre a leste de tudo, até que o gajo diga por a+b que te curte. Seja lá qual for o teu perfil, nada como uma conversa amiga para elucidar a questão.

 

É compreensível que quem ande no mercado não queira deixar escapar nenhuma oportunidade de encontrar o amor, ao mesmo tempo que teme ser presunçoso ou imaginar interesse onde não existe. A propósito disso, Steph Holloway, especialista neozelandês em linguagem corporal, aponta alguns sinais que te podem ajudar a perceber se estão ou não a tentar cortejar-te.

 

Um primeiro sinal é o olhar. Se um rapaz está constantemente a olhar para ti, prestando atenção a todos os teus movimento, é um sinal flagrante de interesse. Se este for mútuo, não te acanhes, minha amiga, e capricha na retribuição. No caso do olhar se mantiver por algum tempo sem que nenhum dos dois o desvie é sinal de que há match.

 

Outro sinal a ter em conta são os pés – sim, leste bem. Na opinião deste especialista, se estes estiverem em forma de 'V', é sinal de que o pretendente está aberto a partilhar o espaço dele contigo. Mais ainda: se estão a apontar na tua direção, ele está a tentar entrar no teu espaço.

 

Holloway revela ainda que, quando estão interessados, os homens tendem a pôr os músculos em maior destaque, enquanto as mulheres procuram realçar o rosto.

 

Os gestos também têm uma palavra a dizer na arte do flirt: por exemplo, endireitar a gravata, no caso dos homens, ou mexer no cabelo, especialmente no caso das mulheres, são indicadores de interesse.

 

Meu bem, como pudeste ler, não é assim tão difícil decifrar os códigos inerentes ao namorisco. Só tens que estar atenta, que o amor pode estar à distância de um reparo.

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Ora viva!
 
Feito o match, é hora de rever a matéria dada no que toca à sedução/manutenção do interesse dele pela nossa pessoa. Comecemos então por lembrar que a conquista, estejamos a falar de namoro, casamento ou um mero flirt, é apenas a primeira etapa de algo que pode (ou não) evoluir para compromisso. É precisamente aqui que o poder de cativar alguém faz toda a diferença.
 
Por natureza, o sexo oposto – mais conhecido por espécie masculina que todas as mulheres gostariam de decifrar – é bem menos expressivo no que toca a sentimentos, sobretudo no início da relação. Quantas de nós não viveu aquele momento em que doaria um rim, sem sequer pestanejar, se isso lhe permitisse ler a mente, o coração e, porque não, a alma do "seu" gajo?
 
No intuito de nos ajudar a melhor entender os sentimentos masculinos, especialmente o que mais lhes toca o coração, o site Your Tango revelou oito coisas relacionadas com as mulheres que os homens secretamente adoram, mas não partilham porque gostam de apreciar calados e no seu íntimo:
 
1. Pousas a cabeça no peito dele
Este tipo de intimidade, sobejamente apreciado por ambos os sexos, além de revelar o quão segura te sentes com ele, vai despertar o seu lado protetor.
 
2. Mandas mensagem primeiro
Pode até não parecer, mas terem de ser os primeiros a dizer alguma coisa à mulher representa uma enorme pressão para os homens. Além do medo de serem rejeitados, não sabem bem o que dizer. Por isso é um alívio para eles quando somos nós a tomar a iniciativa.
 
3. Verbalizas o quanto o estimas
Ainda que ele consiga decifrar as tuas emoções, nada como dizer por a+b o quanto gostas dele e aprecias o esforço que ele faz por ti e pela vossa relação. Declarações de afeto é algo que lhes toca fundo, por mais que não demonstrem.
 
4. Brincas com o cabelo dele enquanto ele conduz
Outro gesto que costuma deixá-los derretidos. Desde que não o distraias, ele vai recompensar-te com um belo sorriso.
 
5. Falas bem dele em público
Quem não gosta de ser elogiado, ainda para mais em público? Se não estiver à espera, então... Tem é cuidado para não exagerares na dose, já que corres o risco de parecer lamechas, acabando por deixá-lo embaraçado.
 
6. Escutas o que ele diz
Ouvir para compreender (e não para responder) é uma caraterística crucial em qualquer tipo de relação. Por isso dar-lhe atenção total enquanto ele fala é a melhor prova do quanto te importas com ele e com aquilo que ele partilha contigo.
 
7. Mandas mensagens quando sais com os teus amigos
Perceber que pensas nele mesmo estando com os teus amigos, vai deixá-lo feliz, orgulhoso e seguro do teu afeto por ele.
 
8. És afetuosa do nada
Pequenos gestos de carinho, como dar-lhe a mão, fazer-lhe uma festinha na cara ou beijá-lo de leve quando ele menos espera, contam muitos pontos na apreciação dele e na forma como te vê enquanto companheira.
 
Por mais fechados que sejam, esta crónica mostra que, afinal, não é assim tão difícil cativar os homens. O desafio é encontrar um exemplar merecedor destes passos. E mais não digo! 

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05
Jun17

 

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Ora viva!

 

Single mine, acaso já ouviste falar do Hater, a aplicação de encontros que junta os corações solitários, não pelo que gostam, mas sim pelo que detestam? Ah, pois é pois é, isto do romance online é uma novidade atrás de outra.

 

Esta app, gratuita e disponível para iOS na App Store, à semelhança de outros softwares como Tinder ou Ok Cupid, foi pensada precisamente para contrariar o modelo tradicional de encontros online, em que a correspondência (match na linguagem digital) dá-se com base no que se gosta de fazer, comer, visitar, ler e por aí fora.

 

Fora isso, funciona tal e qual às restantes apps do mundo virtual: swipe para a direita em caso de interesse, swipe para a esquerda em caso de desinteresse.

 

Se, tal como eu, já não podes com "caramelos" que apregoam cultivar hábitos interessantes, mas que ao fim de meia dúzia de frases deixam transparecer que só assumiram essas caraterísticas para conseguirem aumentar as probabilidades de serem bem-sucedidos na arte do engate, agora tens uma alternativa que aposta precisamente no outro verso da moeda.

 

Afinal, porque odiar a solo quando se pode fazê-lo au pair?

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Ora viva!

 

Quando me martelam a cabeça com aquela lengalenga sobre a minha situação amorosa, dependendo da pessoa que me aborda e do meu estado de espírito, costumo assumir três posições: encolho os ombros e respondo "não sei", atiro com uma resposta impertinente ou simplesmente contra-argumento com tal convicção que o assunto acaba por morrer.

 

Em relação à última posição, nos dias de maior inspiração, dou-me ao trabalho de explicar pacientemente, por a+b, por que razão não me sinto infeliz, nem menos mulher por não ter um macho agregado à minha vida.

 

Como é sexta e precisamos de coisas leves e ânimo redobrado, partilho contigo alguns argumentos de que me costumo valer nessas ocasiões:

1. Teria que limpar por dois. Só de pensar nas toalhas molhadas em cima da cama, em catar roupas sujas alheias, baixar a tampa da sanita, limpar os respingos de urina das zonas adjacentes à sanita, ter que levar com os pelos no lavatório, só para citar as mais gritantes, até fico com urticária.

2. Volta e meia teria que dar uma de enfermeira particular, já que quando ficam doentes os homens portam-se piores que os bebés e fazem um drama como se fosse o último suspiro deles.

3. Teria que cozinhar frequentemente e variar mais no cardápio (eu que não me importo de comer por dias a fio o mesmo prato e contento-me com fervidos, cozidos e coisas leves).

4. Teria que cozinhar carne (prática que evito por uma questão de hábito, saúde e respeito pelas minhas colegas de casa, ambas vegans).

5. Teria que levar em conta a disponibilidade e vontade alheias na hora de decidir a minha vida (já não poderia fazer o que quisesse, quando quisesse, com quem me apetecesse e da maneira que me desse na real gana).

6. Sair à noite as vezes que quisesse e vestida como quisesse é algo que me iria render muitos dramas.

7. Estaria sujeita a protagonizar ou antagonizar cenas de ciúmes.

8. Teria que falar com outro ser humano todos os dias. Eu gosto de estar na minha e tem dias que não me apetece abrir a boca nem interagir com ninguém.

9. Teria que partilhar a minha cama, o meu quarto, o meu sofá, a minha tv e mais coisas em relação às quais sou tão possessiva.

10. Teria que dividir o meu tempo.

11. Teria que aturar os amigos dele, mesmo que não suportasse alguns.

12. Teria que privar com a família dele, mesmo que não gostasse dela.

13. Teria que voltar a correr o risco de ser enganada, traída e usada. Já excedi o meu plafond disso para esta encarnação.

14. Teria que embarcar em programinhas com outros casais.

 

Estas são apenas algumas das coisas que teria que (re)aprender a gerir para poder encaixar um homem na minha vida. Já o fiz, não me arrependo, mas não estou certa de querer voltar a fazê-lo. Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que muitos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar.

 

Claro que estar emparelhada tem o seu lado bom, se for com a pessoa certa então... é bem capaz de fazer com que estes meus argumentos pareçam futilidades.

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Ora viva!

 

Portador de maior ou menor quantidade de neurotransmissores românticos, a verdade é que vem aí o dia mais amoroso do ano, o de São Valentim. A solteirice, apesar de um estado civil que a muitos realiza, não é uma sentença de vida. Com isso quero dizer que, a qualquer momento, o amor pode bater-nos à porta. É essencial estarmos atentos e de coração aberto para recebê-lo. Se não abrirmos o coração, o amor não entra.

 

Apesar do nome, este blog não é um manifesto anti-emparelhamento, pelo contrário. É, desde o primeiro post, pró amor, seja ele em versão duo ou, na ausência de um par, em versão solo. O imprescindível é que ele se faça presente na nossa vida. E isso não passa necessariamente pela presença de outro ser na nossa vida, no nosso coração ou na nossa cama.

 

A respeito disso, a minha filosofia é tão simples quanto isso: enquanto não chega aquele amor que todos nós almejamos e merecemos, contentemo-nos e sejamos felizes com o nosso próprio amor, mais essencial e grandioso que qualquer amor alheio.

 

A meu ver o amor acontece quando tem que acontecer, de forma natural e espontânea, sem que para isso necessitemos de traçar estratégicas de caça, numa autêntica campanha de marketing, que visa cativar o consumidor, mostrando-lhe (apenas) os benefícios do produto. Na fase da sedução ou enamoramento, tudo é um mar de rosas, as pessoas resumem-se a qualidades, predicados, encantos, gentilezas e boas intenções. Tal e qual o anúncio de um produto, em que só se revela o lado B da coisa.

 

O caldo começa a entornar quando o consumidor, tantas vezes incauto, depois da compra começa a constatar in loco que o dito produto não é aquela maravilha toda que o fizeram acreditar. Apesar dos defeitos fazerem parte do ser humano, a par das qualidades, muitos consumidores não conseguem gerir bem a situação, ao ponto de preferirem descartar, trocar (por outra versão, outro modelo, outra gama ou outra marca) ou simplesmente deixar de usar o dito artigo.

 

Sim, o amor dá trabalho. Mas a vida também, não? Tudo o que vale realmente a pena exige esforço, empenho, dedicação, motivação, paciência, perseverança, fé, foco e sentimento. Nem faria sentido ser de outra forma. Lamentavelmente, vivemos numa sociedade em que o culto da facilidade, da descartabilidade e da desresponsabilidade é uma realidade cada vez mais gritante. À primeira crise, ao primeiro descontentamento, ao primeiro defeito, abre-se mão. Tão simples quanto isso!

 

Quantas vezes não ouvi eu da boca de gajos o seguinte: "Por cada mulher que dá trabalho, existem três ou quatro que não dão. Então, porque hei de eu ralar-me?". Concorde ou não, o facto é que este ponto de vista tem a sua lógica, da mesma forma como espelha a forma como estamos adictos na lei do menor esforço.

 

A máxima nos dias de hoje consiste em pouca dificuldade para muita felicidade, pouco investimento para muito retorno, pouco esforço para muito proveito, pouco trabalho para muito prazer. Quanta ingenuidade, quanta pobreza de espírito, quanta mediocridade.

 

A dificuldade faz parte, na realidade, é precisa. No meu caso, é ela que motiva e instiga a fazer mais e melhor para conseguir atingir aquilo que eu quero. Claro que, à semelhança da maioria dos comuns mortais, chega uma altura em que canso, desanimo, desespero, deprimo e revolto. Ou seja, vou abaixo. Mas depois levanto-me, mais forte, mais motivada e ainda mais determinada. C'est la vie!

 

Aplico, igualmente, esta filosofia a relações interpessoais, em geral, e amorosas, em particular. Aprecio pessoas difíceis, não no sentido de andarem com joguinhos ou esquemas para te fazerem correr atrás ou mendigar pela sua atenção, mas no de levaram tempo para se revelarem plenamente, para manifestarem os seus sentimentos, para se comprometerem, para te cativarem. A meu ver, é a prova de que não são levianos, que pensam muito bem antes de agir e que só expressam o que realmente lhes vai na alma.

 

Bem, entusiasmei-me de tal modo com este parlapiê todo, que nem sequer cheguei a mencionar o verdadeiro tópico que tinha delineado para a crónica do dia. Sendo assim, vai ter que ficar para uma próxima, pois o dia já vai a meio e encontrar um emprego é preciso. Lá vou eu à minha odisseia de mandar currículos, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo e votos de um dia bem feliz para ambos. Nós merecemos!

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02
Ago16

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Trechos de uma conversa, nos bastidores da página do Facebook do Ainda Solteira, com um dos seguidores deste blog, a propósito de um romance que começa a despontar na vida dele:

 

"Entusiasma-te sim, ó homem! Procrastinação só limita a nossa felicidade e faz-nos desfrutar menos daquilo que podíamos Eu, hoje em dia, não me censuro por nada. Sonho, deliro, um dia de cada vez! Se tiver que sofrer no dia a seguir, pelo menos fui estupidamente feliz no dia anterior.

 

Somos os nossos maiores boicotadores da nossa felicidade, pois, por medo de sofrer, não vivenciamos a 100% as coisas. Sempre fui assim, mas agora decidi mudar.

 

Se a vida me permite viver um momento feliz hoje, vou vivenciá-lo como se só me fosse permitido viver isso uma vez na vida. Se amanhã tiver que sofrer, pelo menos consolo-me com as doces e felizes recordações do dia em que fui verdadeiramente feliz.

 

Permite-te ser feliz, sem censura, sem querer saber o que vai acontecer amanhã. O meu grande lema de vida neste momento é: "amanhã fico triste. Hoje não!" Todos os dias digo isso a mim mesma. Talvez por isso nunca mais fiquei triste, mesmo com tantas preocupações, incertezas e uma paixonite aguda não correspondida. E olha que tenho predisposição para pessimismo e negativismo. Vou sendo feliz, um dia de cada vez.

 

A felicidade está tão preciosa e rara, que recuso-me terminantemente a ficar triste. Ao adiar, reiteradamente, a tristeza para o dia seguinte, nunca chega, efetivamente, o dia de ficar triste. Simples assim!"

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Solteira minha, já sabes que não consigo estar muito tempo sem dar o ar da minha graça. Hoje, com muita pena minha, o tempo para me dedicar à escrita não abunda. E quando assim é, o que me salva são os artigos de outros blogueiros que abordam questões que seguem a linha editorial deste (nosso) cantinho de amizade, partilha, risos e dramas. É neste contexto que te deixo com este - mais um - texto do blog Já Foste sobre o porquê de uma mulher optar por estar solteira.

 

"Primeiro tira da tua cabeça essa ideia vazia de achar que eu estou infeliz. Depois despede-te desse discurso de que quem muito escolhe acaba por ficar sozinho. Queres saber porque estou solteira?

Bom… Não quero embarcar numa viagem com alguém carregando as bagagens do passado, não quero conhecer outro mundo se ainda não consegui conhecer o meu.

Não quero magoar o coração de ninguém com as minhas incertezas, não quero falar do passado, nem lembrar dele.

Não estou machucada, não estou magoada, só que de tanta coisa que acontece na nossa vida, chega uma hora que nós nos cansamos, entendes?

Não estou numa fase de sair e "tentar" dar certo, quero que dê certo mas não com alguém que nem perde sequer um segundo para me ligar e saber como estou.

Não quero investir o meu tempo em alguém que não investe o seu em mim, que não se importa e que só me magoa.

Entendes? Eu estou feliz assim, para quê dececionar-me mais uma vez?

E se eu quiser terminar de ver a minha lista de séries? E se eu quiser viajar, conhecer o mundo, aprender um novo idioma, conhecer novas pessoas, outros lugares…

Na verdade é isso que eu quero. Na verdade eu estou solteira porque eu quero mais… Eu quero alguém que não me prive de viver, que divida as suas dores, que me veja como abrigo e que me acolha com um abraço quando eu não estiver bem. Na verdade quero alguém que aumente a minha lista de séries com as suas dicas e que fique comigo num sábado à noite, no final de mês, quando o dinheiro estiver curto e eu não estiver a fim de sair.

Eu quero alguém que não tenha vergonha de me assumir para os amigos e que não tenha medo do compromisso.

Não estou à espera do príncipe encantado – eu sei que é isso que tu pensas – mas e daí se ele não abrir a porta do carro para mim e não vir num cavalo branco? (risos)

E daí se ele não pagar a conta do jantar sempre que sairmos e quiser ver um filme em casa porque está sem dinheiro para sair? Eu sinceramente não me importo com isso.

Não estou à espera de alguém para pagar a conta, não estou à procura de alguém para me levar para sair todos os dias, nem para me levar de carro para todo o lado ou para me dar presentes a toda a hora.

Não quero joias, roupas caras, perfumes caros, jantares caros, carro luxuoso. Não é isso que procuro em alguém, até porque se para ti essa é a conceção de homem perfeito (ou seja, rico), se para ti isso é o que carateriza um príncipe, eu definitivamente prefiro sapos.

Quero alguém que eu diga: Vamos? – vamos!

Quero mais… muito mais. Quero alguém que me inclua nos seus planos, que me irrite na mesma proporção que desperta o meu amor. Que seja inteiro e intenso, não precisa ser perfeito. Quero alguém que me respeite e respeite os outros. Aliás, respeito é algo fundamental.

Eu estou solteira porque relacionamento não é tentativa, não é oportunidade, é investimento. Investimento de tempo.

Eu estou solteira porque talvez eu queira curtir essa fase sem ninguém, quero organizar a minha vida, refazer os meus planos. Eu estou solteira porque estou bem assim, porque não quero alguém para me diminuir, quero alguém que venha para somar.

Então parem com esse discurso chato de que preciso de alguém, parem de me perguntar "Credo, mas tu és tão bonita e estás sem ninguém?", parem de querer empurrar-me para alguém, parem de dar o meu número de telefone para alguém e querer dar uma de cupido, isso é extremamente chato, acredita. Quando eu tiver interesse eu vou atrás, fica tranquilo. Pouco me importa se tu achas isso vulgar ou inadequado para uma mulher. Podes deixar que quando acontecer eu vou saber o que fazer, não precisas ficar perguntando quando é que eu vou assumir ou trocar o status nas redes sociais. Isso não te diz respeito.

Eu estou solteira porque sim, porque quero e porque estou bem assim.

Eu estou solteira porque chega uma hora em que tu te cansas de acreditar, em que tu te cansas de criar feridas e de te recompores.

Estou solteira porque às vezes a gente precisa de um tempo só nosso e de não ter ninguém a ocupar o nosso pensamento, nem a travar o nosso tempo.

Se for para namorar e só brigar, viver chorando, viver magoando-se, se for para namorar para trair, para sofrer, para não ter respeito eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para escrever textão na internet mas na verdade viver uma mentira, eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para ter alguém pela metade, eu prefiro estar solteira.

Se for para namorar para deixar de ser quem sou, ter que mudar o meu jeito, os meus gostos e não ter os meus defeitos aceites pelo outro, eu prefiro ficar solteira.

Eu estou solteira porque mereço muito e quero muito. Estou solteira porque não quero alguém que faça do meu passado um presente e dos meus erros um açoite. Não, eu não quero qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer sentimento, qualquer história, qualquer frio na barriga… Eu estou solteira porque não quero ninguém do meu lado pela metade, sou inteira demais para isso. E para finalizar, eu não estou a escolher, eu estou a esperar. A esperar pelo meu tempo."

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Há sempre alguém com uma teoria sobre o facto de uma mulher estar solteira durante muito tempo. Se essa fêmea for minimamente gira, inteligente, divertida e sexy, então… ui! Fazem disso uma autêntica tragédia grega. A pensar naquelas que, como eu, levam com isto o tempo todo, a Cosmo fez-nos o favor de preparar algumas respostas…
 
Razão nº 1: "És demasiado picuinhas. Escolhes demais!"
Resposta: "Estou a escolher um parceiro para a vida, não um sofá!"
Este é provavelmente o comentário que uma mulher solteira mais vezes ouve, quando toda a gente à volta encontrou a sua "metade da laranja"… e ela não. Pode ser considerado um elogio, se tivermos em conta que é importante existir algum critério de escolha, pois nunca se sabe com quem se está a lidar. A verdade é que atualmente as mulheres não procuram um parceiro com um ordenado considerável ou que as sustentem. Aquilo que realmente importa para o sexo feminino é bastante específico e simples: um homem atencioso, surpreendente e fiel. Mas com quem exista química sexual. Outro ponto a ter em conta é a quantidade de vezes que ouves essa observação. O conselho: foca-te na tua intuição e bom senso e dispensa a opinião das 12 melhores amigas, sempre que conheces alguém.
 
Razão nº 2: "Não te mostres tão disponível"
Resposta: "Deixa-me ver se entendi: se estou disponível devo mostrar que não estou, é isso?"
Com a exceção de um romance de três anos, a maioria dura três meses, e por isso pedes conselhos às amigas casadas. O diagnóstico? "Pensas muito, esforças-te demasiado! Tens de te fazer de difícil para conseguires o que queres." Falamos portanto em criar uma falsa confiança e em fazer com que o outro se sinta inseguro, sem dar a entender se estás ou não interessada. O ideal, em tudo na vida, é conseguir agir de forma verdadeiramente natural, sem jogos ou estratégias para fazer com que o outro goste ou fique mais interessado em ti, e sobretudo sem medo de expressar sentimentos genuínos, sem condicionantes.
 
Razão nº 3: "Tens que saber jogar!"
Resposta: "Procuro um namorado, não um troféu!"
Existe uma tendência para que a mulher se comporte sempre na defensiva. Envolvida nesta posição totalmente defensiva, podes esquecer-te de que homens e mulheres procuram exatamente o mesmo: um parceiro nesta vida tão confusa! Então como sabes se estás a seguir o teu instinto, ou a colocar-te numa posição de superioridade? Pergunta a ti mesma: "Como é que ele me faz sentir?" Claro que te podes desiludir, mas em vez de partires para a "batalha" com a armadura já vestida e uma série de regras sobre aquilo que não permites, talvez seja mais corajoso arriscar e sair com alguém sabendo que pode não correr bem, mas que, seja como for, vais sobreviver!
 
Razão nº 4: "Tens questões por resolver!"
Resposta: "E tu, não?"
Tens fobia a compromissos? Medo de intimidade? Uma relação demasiado próxima com o teu pai? Ou demasiado distante? Se és solteira e aparentemente não sabes por que ainda não encontraste "o tal", as patologias que te podem apontar são infinitas! Reconhecer e tentar resolver determinados bloqueios que possas ter é um exercício extremamente saudável. O problema surge quando usas esses mesmos bloqueios como desculpa para não conseguir manter uma relação. Na verdade é perfeitamente possível ser feliz numa relação, mesmo quando existem questões interiores mais ou menos evidentes por resolver. Não havendo um caso clinico que o justifique, o único bloqueio poderá ser o facto de acreditares nos problemas que te impedem de ter um relacionamento. E a razão pela qual estás sozinha pode ser, apenas e só, porque ainda não conheceste a pessoa certa.
 
Depois deste artigo até tenho pena do próximo desinfeliz que me vier com esta legalenga do porquê de eu estar solteira. Nem faz ideia do que lhe espera.

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15
Fev16

Nem tudo é técnica

por LegoLuna

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Ainda na senda do Dia dos Namorados, que espero que tenha sido, no mínimo, divertido, o livro 'The Science of Kissing: What Our Lips Are Telling Us' ('A Ciência do Beijo: O que os nossos lábios nos dizem', numa tradução ipsis verbis) atesta que uma pessoa pode beijar muito bem, mas não conseguir conquistar ninguém com os lábios.

 

Isto porque existem outros fatores (para além dos chamados 'técnicos') que influenciam o momento:

-  Aparência: ter bom aspeto é uma parte importantíssima numa relação. E se esta ainda não existe, mas há projetos para que venha a existir, aparecer com o cabelo todo despenteado ou com meias e chinelos está fora de questão;

- Ambiente: convém escolher um sítio apropriado, sem que haja grandes focos de tensão à volta;

- Contexto: um beijo 'sentido' não pode acontecer do nada. Há que dar um propósito a tudo;

- Gostos: importa aprender quais as preferências da outra pessoa. Assim ter se á vários tópicos de conversa e o momento irá desenrolar-se de uma forma muito mais natural. 

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