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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

A crónica de hoje mais não é do que a partilha do testemunho da jornalista Raquel Costa, sobre um assunto freguês deste blog: relações amorosas versus sites/aplicações de encontros. Acerca disso, escreve ela o seguinte:

 

"Sou uma frequentadora assídua de aplicações que promovem o conhecimento de pessoas com os mesmos interesses amorosos, vulgo apps de engate (desculpa, mãe, é verdade).


Para os menos versados nesta matéria, aplicações para telemóvel como o Tinder e o Happn funcionam desta maneira: aparecem no ecrã homens (ou mulheres, consoante os gostos de cada um) que estão nas imediações da zona onde nos encontramos. O nome, a idade, uma breve biografia (opcional) e uma quantidade variável de fotografias permite-nos fazer "sim" ou "não" no potencial candidato. Ao fazer "não", o indivíduo desaparece para todo o sempre do nosso alcance (cuidado com os dedos de manteiga!). Ao fazer "sim", inicia-se uma espera que pode demorar um segundo...ou para sempre.

É a espera pelo "match". O "match" significa que a outra pessoa também nos fez "sim" e que, a partir daí, já é possível estabelecer um diálogo.

Depois...começa o jogo.

A maioria das pessoas que está no Tinder procura companhia. Uns dizem que procuram sexo, outros um vago "conhecer pessoas". Mas a realidade é mais simples. Companhia, seja forma de uma relação física fugaz, de um café, de uma conversa.

Estou, de forma intermitente, nestas aplicações, há dois anos. Já contactei com todo o espectro de seres do sexo masculino: os casados e felizes, os casados e infelizes, os que estão em processo de separação (de fugir!), os solteirões inveterados. Os traumatizados, os descompensados, os que perderam qualquer réstia de sanidade e criam identidades falsas e vidas imaginárias. E, claro, pessoas normais.

O que temos em comum, homens e mulheres? Estamos sós. Estamos sós num mundo cheio de gente, sós em vidas cada vez mais preenchidas, com inúmeras solicitações profissionais, sociais, com tempo para tudo menos para o que é mais importante: a tarefa árdua, extenuante, nem sempre agradável de conhecer outra pessoa. Criar intimidade é um processo demorado, os intervalos do romance são tudo menos um mar de rosas e as apps de engate não nos dizem que a pessoa que está do outro lado também arrota, solta gases e tem mau acordar.

Este é o lado pessimista da situação.

O lado otimista e maravilhoso de ser solteiro/divorciado/disponível em 2017, na era das apps de engate, é este: temos a liberdade de escolher. Sabemos mais, esperamos mais. Queremos verdadeiramente ser felizes, embora nem sempre saibamos como lá chegar.

Se isso justifica continuar no Tinder? Justifica, pois!"

 

Não obstante ter já dedicado uns quantos posts a esta temática, é sempre bom inteirar-nos da perspetiva alheia sobre o mesmo assunto. E este, devemos reconhecer, traduz-se num relato bem conseguido do que se passa no mundo das relações virtuais.

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16
Mai17

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Ora viva!

 

Olha só este genial texto da Bia Lopes, publicado no obvius, sobre a dinâmica das relações nos tempos atuais.

 

"Não há dúvidas sobre os benefícios da tecnologia. Sem ela, por exemplo, não me seria possível escrever esse texto a essa hora da noite sem incomodar meu companheiro de quarto. No momento não disponho de lâmpada acesa, nem de papel, caneta ou máquina de escrever, mas o aparelho celular resolve o problema. Acontece que nem só de bondade vive a ciência. Com ela, manias, fobias, dependências e mais outra leva de complicações também se instalaram em nossas vidas. É como uma rede infinita de conexões que poderiam nos manter ligados uns aos outros, mas estão nos afastando cada vez mais. Ou ando vendo coisa onde não tem?

 

Estamos nos aproximando de quem está longe e nos distanciando de quem está perto. Não podemos deixar o amigo virtual mais de cinco minutos sem resposta, enquanto o que está sentado à mesa bem à nossa frente é obrigado a esperar quase a noite inteira.

 

Então, qual o sentido dessas relações? Sou uma pessoa nostálgica. Podem me chamar de velha, mas sou do tipo que diz "no meu tempo as coisas eram diferentes". E eram mesmo. Talvez essa geração nunca saiba a graça que há em receber um telefonema sem ser previamente avisada pelo WhatsApp ou passar dias e noites suspirando, pensando numa maneira de dizer a quem a gente gosta o quanto a gente gosta, sem nos escondermos por trás das mensagens inbox. No meu tempo era olho no olho, expectativa, frio na barriga. Mas quem liga para um olhar quando as emoções podem ser expressadas via emoticons? Estamos substituindo o cotidiano real pelo virtual. E ainda há quem diga que é romântico. #chateada

 

Não, não sou contra a tecnologia. Eu mesma a uso (e até abuso, confesso) diariamente. Ela facilita o meu trabalho, economiza o meu tempo, me distrai, informa, situa, orienta, ensina, me abre portas e… É muita coisa, viu? Sem contar que ela permite realmente o encurtamento de certas distâncias. Parentes e amigos que moram longe podem participar do dia a dia do outro, mesmo que virtualmente. Tenho alguns amigos que se conheceram pelas redes sociais, casaram, tiveram filhos e estão juntos até hoje. Os benefícios são incontáveis. O problema é que os malefícios também.

 

Incontáveis vezes perco a noção do tempo olhando coisas que em nada me acrescentam. Sabe aquele vizinho que nem te conhece bem, mas sabe tudo da sua vida? É como me sinto nas redes sociais. Às vezes acabo sabendo tanto da vida da pessoa sem sequer ter lhe dirigido um "oi", que me sinto constrangida.

 

Nossa vida virou um grande reality show, onde alguns mostram o lado que melhor lhes convém e outros não conseguem manter por muito tempo as aparências. Só que neste caso não há uma premiação milionária, garantia de fama ou contratos publicitários. É a nossa vida que está em jogo. É o nosso tempo que está sendo desperdiçado. E no final não dá para resetar ou reiniciar o sistema. Não se pode simplesmente desativar uma conta e criar outra. Talvez por isso as pessoas se refugiem tanto no mundo virtual. A vida real dá muito mais trabalho.

 

Os celulares se tornaram nossos companheiros em praticamente todos os momentos do dia, o que me faz pensar que nunca estamos 100% ligados à realidade. As refeições são devoradas em meio a inúmeras pausas. As atualizações da timeline não podem esperar, mesmo que elas só estejam mostrando um mero "like ou share".

 

Aliás, é bom aproveitar a pausa para gostar e partilhar aquele post que você achou genial. E não esqueça de responder aos amigos que chamaram no "whats". Como assim, não há nenhuma mensagem por lá? Então é hora de conferir como está seu pacote de dados ou se sua última mensagem foi visualizada, afinal de contas a única que não pode lhe bloquear nesse cenário é a sua comida.

 

Resolvi deixar meu celular de lado por um período do dia e comecei a observar as pessoas ao meu redor. E, confesso, me senti meio esquisita sabendo que faço parte dessa geração de "cabeças baixas". Ninguém olha mais para a frente, nem para o lado, muito menos para trás. O display é o campeão das atenções. Não se fazem mais amizades nas salas de espera e não temos tempo para ouvir o desconhecido que sentou ao nosso lado no autocarro. Não nos desconectamos sequer para ir à casa de banho. Trocamos as refeições em família pela companhia de milhares de pessoas que, assim como nós, buscam desesperadamente por atenção. Somos solitários em meio a uma multidão. E eu temo que em breve as relações se resumam a add, chat e unfollow.

 

Há uma linha ténue entre o saudável e o vício. Para isso existe o bom senso. O uso inteligente evita o dependente. É muito bom trocar mensagens online, mas emoticon nenhum substitui um abraço. Conversar olho no olho ajuda a fortalecer a relação muito mais do que um bonequinho segurando um coração. Passar algum tempo se distraindo com o que as aplicações podem nos oferecer é útil e até muito divertido. A questão é quando a utilidade dá lugar ao prejudicial. Que saibamos diferenciar o hábito do excesso. Que a ciência nos traga o avanço e não um retrocesso. Que a tecnologia encurte a distância e não as relações."

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Ora viva!

 

Um artigo da Visão, assinado por Ana Alexandra Carvalheira, sobre relações à distância retrata o quanto esta é uma realidade cada vez mais comum nesta nossa "aldeia" global, onde o maior dos desafios talvez seja conciliar o currículo amoroso com o profissional, este último cada vez mais implacável nas suas exigências.

 

Neste cenário, a internet, poderosa ferramenta na procura de amor, sexo e todo o tipo de relações, assume um papel essencial. Esta não só permitiu a dissipação das fronteiras geográficas como acabou por fomentar o encontro de corações que de outra forma jamais seria possível.

 

Ainda que a distância já não possa ser considerada elemento dissuasor do emparelhamento, embarcar nesse tipo de parceria amorosa não deve ser pera doce. Até porque é certo e sabido que relações exigem muito. Longe da vista então… o desafio torna-se gigantesco e as dificuldades e ameaças acrescidas.

 

Nem vou perder tempo a enumerar os aspetos negativos de uma relação a longitudes distintas, até porque não é disso que se trata esta crónica. Ao contrário, vários aspetos positivos estão associados a este modelo relacional, pelo que passo a enumerá-los:

 

1. É protetora do desejo sexual, particularmente do feminino, uma vez que as separações durante certos períodos de tempo impedem a nefasta influência da rotina no desejo sexual das mulheres. Sentir a falta do outro estimula o desejo e pode ser um ingrediente erótico muito interessante em alguns casais.

 

2. Na sequência da anterior, o erotismo fica mais protegido, já que não sofre a erosão da rotina, da falta de novidade ou da previsibilidade. Relações desse tipo permitem um maior investimento erótico, talvez porque o desejo não está desgastado.

 

3. Permite mais e melhor comunicação entre os parceiros. Não só permite como exige, já que, na ausência da presença física, a palavra é tudo o que têm para manter a ligação, por conseguinte, a comunicação pode tornar-se mais rica, mais profunda e mais cuidada.

 

4. Possibilita ainda mais qualidade no tempo que se passa junto. O próximo encontro é sonhado e desejado e por conseguinte, pode ser mais cuidadosamente planeado.

 

5. Por outro lado, também o tempo em que não se está junto da pessoa amada pode ser aproveitado para coisas da esfera individual. Ou seja, cada um pode ter mais tempo para si, para as coisas de que gosta, para os seus próprios interesses, que muitas vezes podem não coincidir com os da outra pessoa.

 

6. E por último, mas não menos importante, está a saudade, palavra exclusiva do vocábulo lusitano e que tão bem descreve a falta que uma pessoa deixa na vida de outra. Este sentimento pode ser coisa boa. Desde que não traga sofrimento, ela aquece o coração, acende o desejo e traz renovação à relação.

 

Mue bem, depois do que acabaste de ler, vai uma relação à distância?

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Ora viva!

 

Com a inspiração a ir fim de semana mais cedo – disse-me que queria dar um saltinho até o Sabugal para brincar na neve (como poderia recusar-lhe um pedido destes?) – o artigo de hoje é assinado pela Margarida Vieitez, de quem já aqui tenho falado algumas vezes.

 

Publicado esta sexta-feira na Visão, sob o título Desesperadamente à procura de namorado, este texto espelha ipsis verbis a essência daquilo que venho apregoando e defendendo ao longo deste blog. Vale a e pena perderes alguns minutos do teu tempo.

 

"Não têm sessenta nem setenta anos. Têm trinta e cinco, quarenta anos… e não conseguem encontrar um namorado/a. Estudaram muito, têm um bom emprego, são médicos, advogados, juízes, professores, pilotos, engenheiros, apresentadores de televisão, trabalham muito mais do que era suposto, ganham mais ou menos bem, alguns acima da média, vivem com os pais, outros sozinhos, outros ainda vivem com os filhos porque se divorciaram.

 

Todos querem ter um namorado/a. Alguns dizem que não, que já estão "vacinados", mas a validade da "vacina" nem sempre é muito grande. São atraentes, cultos, inteligentes, interessantes, simpáticos, bons comunicadores, generosos, têm sentido de humor, são talentosos, alguns são figuras mediáticas do cinema, das telenovelas, da política, do mundo empresarial… tem tudo para ter não um, mas muitos "interessados". E têm, mas nenhum preenche os "requisitos" ao "lugar de namorado/a". Todos têm algo em comum: querem viver um grande amor e não o encontram.

 

Conforme os anos vão passando, maior a pressão. Elas porque o relógio biológico não pára de lhes gritar: "Despacha-te porque já não tens muito tempo". E quando não é o tal relógio, é a solidão que lhes sussura baixinho a cada instante: "Por este andar vais ficar sozinha!"

 

Eles, porque talvez já estejam saturados de "saltitar" de atração em atração ou cansados de sentir todas as noites o lado frio e vazio da cama, querem agora uma mulher em quem confiem, que os faça sentir "grandes", que valha a pena voltar para casa todos os dias.

 

Mais uma vez, em comum: a carência afectiva e a procura de se sentirem aceites, valorizados, desejados e amados. Querem o mesmo, mas não se encontram. Ou encontram e logo se desencontram. A lista dos requisitos nunca é preenchida e decidem "saltar fora". Fica a sensação de vazio e a dúvida se um dia acontecerá de novo. E enquanto não acontece, a tristeza, a angústia, a ansiedade, a frustração e o desespero vão se instalando, porque de uma forma ou de outra, podem sentir-se incapazes de o conseguir alcançar, mas especialmente porque os outros assim o fazem sentir.

 

Em pleno século XXI, vivemos numa sociedade e num mundo em que as pessoas sem namorado tem um qualquer problema ou "avaria", que todos tentam resolver e concertar. A pressão psicológica e emocional a que se auto-induzem, no sentido de encontrarem um namorado/a, e a pressão social e familiar pode ser tão intensa, a ponto de algumas pessoas fazerem uma série de disparates, como namorar com quem não gostam, nem delas gosta, ou mesmo casar, só para não ouvir os comentários dos pais e/ou dos amigos já casados e com filhos. Meses ou anos mais tarde divorciam-se.

 

São inúmeras as pessoas que me revelaram, ao longo do meu percurso profissional, terem casado sem querer casar, terem tido filhos sem quererem ser pais, terem "ficado" com pessoas que não amavam, apenas para fugir dos seus próprios medos e agradar a quem sentiam ter o dever de o fazer. Está admirado? A perguntar-se como é possível isto acontecer? Mas é esta a realidade.

 

Outra faceta desta realidade, é a procura de pessoas que não existem, a não ser na cabeça das pessoas que as procuram. Se as nossas avós queriam um homem que fosse um bom marido e um bom pai, e quando assim não acontecia, aguentavam para não ir viver para debaixo da ponte, hoje muitas mulheres procuram não homens, mas "super-homens", que sejam super-românticos, super-atenciosos, super-atentos, super-empáticos, super-conversadores, super-atraentes, super-sedutores, super na intimidade sexual, super-tolerantes e compreensivos, super-calmos, super bem-sucedidos, super-pais e de preferência super-ricos. E, quando uma destas "coisas" falha, colocam-lhes um ponto de interrogação vermelho na testa, mesmo quando o passado recente demonstra que eles têm muitas dessas qualidades.

 

A idealização pode ser a razão pela qual muitas mulheres fazem listas de requisitos essenciais, "descartam" ou não encontram um companheiro. Não estou a dizer que devem aceitar tudo para viver um amor, pois se o fizerem apenas viverão o "desamor", especialmente por si mesmas. Mas é preciso reduzir o uso da palavra "super", especialmente quando se trata de namorados. Talvez seja o caminho para encontrar e viver o amor que tanto quer. Amor e "super" não conjugam nenhum verbo e podem ser inconciliáveis.

 

E quanto aos homens? Será que eles sentem o mesmo? Será que também fazem listas de requisitos e andam a idealizar demasiado as mulheres? Será que querem "super-mulheres"? É curioso, porque a minha experiência com casais demonstrou-me que os homens não fazem listas de requisitos tão grandes e não idealizam tanto as mulheres, como elas os idealizam. Os homens não procuram tanto "super-mulheres". Aliás, isso do "super" assusta-os, pode fazê-los sentir inseguros, não estar "à altura" e levá-los a pensar "para que é que ela precisa de mim?".

 

Então, porque também não encontram as namoradas que querem? Parece-me que culturalmente os homens ainda não aprenderam a relacionar-se com estas "novas" e super-exigentes mulheres, especialmente os que têm mais de quarenta anos. As mães destes homens, muitas delas, educaram-nos para ter uma carreira de sucesso e não para os afectos ou para falar de amor ou de sentimentos. São "super-carreiristas" no trabalho, mas muitos deles estão ainda no "secundário", senão na "primária" no que toca à linguagem dos afectos, à empatia e ao descobrir das necessidades emocionais dessas mulheres e escondem as suas fragilidades e vulnerabilidades.

 

Os homens de vinte e de trinta anos já demonstram maior habilidade, mas ainda assim, quando chega o momento de falar sobre os problemas de uma relação e sobre afectos, tal como os primeiros, não percebem o que elas querem, e muito menos quando elas querem que eles sejam perfeitos e que lhes dêem um "tudo" que não existe.

 

Homens e mulheres, apesar de quererem ter uma relação, amar e sentir-se amados, parecem falarem línguas diferentes. Eles não têm paciência para conversas sobre problemas da relação, porque pensam que elas passam a vida a inventar problemas. Elas sentem total indiferença da parte deles quando eles se recusam a falar sobre o amor e se afastam. Ambos pensam que a relação vai acabar assim que discutem mais do que cinco minutos. Como querem ter namorados? Difícil, não lhe parece? Mesmo quando estão numa relação, é difícil encontrarem-se.

 

Outras razões por detrás deste desencontro, pode ser o facto de o desespero ser sentido por quem está potencialmente interessado, o colocar nas mãos de outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade, o acreditar numa relação perfeita, sempre cor-de-rosa e em que a paixão é uma constante, o focar-se nos aspectos negativos e nas experiências menos boas, esquecendo o "lado bom" e os momentos maravilhosos passados a dois.

 

Fundamental é perceber o que se passou nas suas relações passadas, porque acabaram e o que aprendeu com elas. Caso não o faça, existirá tendência a repetir os mesmos padrões e a procurar pessoas que alimentem esse mesmo "registo" de relação. A descartabilidade da sociedade em que vivemos pode levá-lo a "deitar relações para o lixo" só porque essa pessoa não é como queria que fosse, não pensa nem é como você.

 

Também pode estar a acontecer que estejam a projectar um no outro aspectos da sua própria personalidade com os quais lidam menos bem, ou a tentar resolver situações não resolvidas no passado com os progenitores.

 

Nos últimos anos, apercebi-me que muitos casais discutem e separam-se, porque projetam um no outro "dores" e sofrimento de um passado longínquo e de experiências mais ou menos marcantes.

 

Existe ainda uma mensagem que eu gostava de lhe deixar. O facto de ter um namorado/a não é garantia da sua felicidade. Não é o seu namorado/a que o vai fazer feliz. Ele/ela pode apenas fazer com que se sinta ainda mais feliz. Só vale a pena ter um namorado/a quando essa pessoa nos faz sentir ainda melhor connosco próprios, com os outros e com o Mundo.

 

Esqueça os "super-homens" e as "super-mulheres". Eles só existem nos filmes e na sua cabeça, são produto da sua imaginação. Conheça e perceba se consegue aceitar aquela pessoa com tudo de bom e menos bom que ela tem. Todos temos os dois lados e quanto mais depressa o aceitar, melhor para si.

 

O desespero para encontrar um amor, pode fazer com que ele fuja de si! Viva a sua vida o melhor que souber e puder. Seja Feliz consigo! Divirta-se, ria, brinque, sinta, viva… Quando se sentir muito bem consigo mesmo, esse amor vai aparecer. Nesse momento deve perguntar-se: Como me sinto melhor? Comigo, ou ao seu lado?

 

Se a resposta for a primeira, espere… Se for a segunda, conheça! E se continuar a sentir-se cada vez melhor, mais alegre e mais feliz… deixe-se de "supers" e ame!"

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16
Jan17

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Ora viva!

 

A rede é uma coisa fantástica, que não para de nos surpreender, não é mesmo? A cada clique uma novidade. A de hoje prende-se com uma nova designação da sexualidade. Para além de assexuado, bissexual, homossexual, pansexual, sapiossexual, metrossexual, e companhia limitada, agora existe o demissexual. Já tinhas ouvido falar?

 

De acordo com o site demisexuality.org, este conceito tem como definição "um estado em que a pessoa só se sente sexualmente atraída depois de formar uma ligação emocional". Ou seja, as pessoas demissexuais não se sentem sexualmente atraídas por alguém, independentemente do género, sem primeiro criarem um forte laço emocional.

 

Ainda sobre este assunto, um artigo do Washington Post, assinado por Meryl Williams, explica um pouco melhor em que consiste a demissexualidade: "Há uns anos, sentia-me culpada por deixar frustradas as pessoas com as quais me envolvia. Não queria sentir a necessidade de explicar o porquê de não me sentir preparada para uma fase mais íntima… Normalmente coloco o intelecto e o sentido de humor à frente da beleza de alguém. Se um homem não disser nada ofensivo e me fizer rir no primeiro encontro, é provável que marque um segundo. Mesmo assim, sei que os atributos de uma pessoa não garantem necessariamente que haja uma atração física. Tenho de ser paciente e esperar que esta surja".

 

Numa sociedade que parece incentivar o culto do "dar à primeira", assumir esta postura é, por vezes, uma tarefa hercúlea, inglória por demais. Disso não tenha dúvida! Vejamos: se damos logo somos fáceis, se não damos somos esquisitas, armadas em difíceis, complexadas ou estamos a jogar para valorizar o produto.

 

Independentemente de como a sociedade encara esta questão, o que sei é que está encontrada a minha orientação sexual. Sou demissexual e não se fala mais no assunto. Agora até tenho um argumento científico a que recorrer na hora do nega.

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Meu bem, espreita só este texto do Marcel Camargo, publicado no blog Contioutra, que, no fundo, vem confirmar aquilo que não me canso de apregoar neste blog e na vida: nós somos a nossa melhor companhia. A dos outros só acrescenta mais (ou menos) valor àquilo que já temos. Boa leitura e uma excelente semana.

 

"Estamos vivendo a era da solidão, em que as relações virtuais imperam, ao lado da desconfiança do outro, em vista da competitividade que permeia todos os setores de nossas vidas. Para não fugir ao chavão que carateriza as relações sociais contemporâneas, somos solitários no meio de multidões.

 

Cada vez mais ansiosos por consumir e por obter os bens materiais que nos conferem status e sucesso, aumentamos nossos horários de trabalho para além do saudável, acumulando serviços e subjugando nossa rotina ao quotidiano maçante dos papéis e reuniões em nada prazerosos. Sobram-nos, assim, míseros minutos para desfrutarmos do que podemos comprar e de quem faz toda a diferença na nossa jornada. E, assim, muitas vezes não encontramos tempo para relações amorosas.

 

No entanto, estar sozinho não é necessariamente algo ruim, muito pelo contrário. O tempo que gastamos connosco é precioso e deve fazer parte de nosso dia a dia, caso não queiramos nos perder no meio da frieza das companhias interesseiras. Quando nos reservamos um tempo a nós mesmos, somos capazes de refletir com clareza sobre o que estamos ou não fazendo de nossas vidas. E isso nos provoca mudanças positivas, trazendo-nos segurança.

 

É preciso, portanto, que gostemos de nós mesmos ao ponto de jamais sentirmos solidão, pois o amor próprio nos afasta de qualquer tristeza, visto então estarmos inteiros, completos e satisfeitos com o que somos. É preferível estarmos sozinhos, mas seguros e confortáveis, a ficarmos acompanhados por quem não nos completa, não traz verdade nem inteireza. Bastar-se a si mesmo é o primeiro passo para não se entregar a relacionamentos tóxicos.

 

Num mundo em que os interesses desatrelados de afetividade reinam soberanos, não é difícil nos depararmos com pessoas que se aproximam apenas movidas por desamor. Não podemos aceitar nada que não se embase pelo amor, por sentimentos sinceros, por desinteresse material. Para tanto, precisaremos nós também nos desapegarmos da supervalorização das posses, para que alguém possa ficar e fazer morada junto a nós de corpo e alma.

 

Quando somos a nossa melhor companhia, não nos sentimos vazios, tampouco desesperados por ter alguém ao nosso lado, custe o que custar, pois nos tornamos resistentes ao que é fraco, insosso, falso, ao que faz mal. Porque então nos conheceremos tão bem, que não permitiremos que ninguém coloque em dúvida nossas certezas. Afinal, dessa forma é que estaremos felizes e cheios de amor para dividir, mesmo que seja com ninguém mais do que nós mesmos."

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20
Jul16

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Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

 

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

 

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

 

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

 

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

 

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

 

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntária, ou seja escolhida. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

 

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

 

Ainda admiram por eu estar (ainda) solteira. Num mundo em ninguém parece ter tempo, nem paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável.

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07
Jul16

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Sabemos nós que há coisas que são autênticas "corta-tesão", tanto para eles como para elas. No meu caso particular são as tatuagens grandes, cabelo comprido, barba rija, demasiado músculo, camisa cavada, alargador, roupas demasiado justas, tabaco, pelos, dentadura feia ou mal cuidada, baixa estatura, só para citar os mais flagrantes. Sim, estou ciente que sou exigente e picuinhas. Porque achas que continuo solteira, não obstante todos os meus predicados?

 

Que me perdoem os meus seguidores que se revejam nesta minha descrição. Não é de todo minha intenção ferir suscetibilidades e muito menos marginalizar quem quer se seja. A culpa é da minha líbido, que, quando confrontada com estas caraterísticas, pura e simplesmente se recusa a despertar do seu estado letárgico de indiferença - muitas vezes, repugnância mesmo.

 

Adiante, que este artigo não é sobre o que me atrai a mim no sexo oposto, mas sim sobre o que pouco atrai os homens em nós. Meu bem, presta atenção ao que vem a seguir, pois o teu estado de solteirice talvez se deva a alguns destes aspetos.

 

Comer num transporte público ou ter um piercing na parte superior do lábio são dois dos aspetos que mais afastam os homens das mulheres, considera o Reedit, citado pelo The Telegraph. Brincos de argola (essa apanhou-me desprevenida, admito), perfume com cheiro a velha, sabrinas e unhas demasiado compridas tão pouco lhes agradam. Assim como batom com cor demasiado berrante.

 

Em contrapartida, não resistem a personalidade cativante, aspeto físico cuidado (independentemente do size dela), cor vermelha, voz agradável (nem grossa nem estridente), leveza de espírito e energia positiva. Estas caraterísticas que conseguem deixar qualquer macho pelo beicinho.

 

Como pudeste constatar, o sexo masculino não é assim tão esquisito ou exigente no que toca ao sex apeal. Sendo assim, cabe às mulheres que estiverem para aí viradas investir nestes aspetos e começar a colecionar admiradores e pretendentes.

 

Caso contrário, sempre podem continuar solteiras e seguidoras deste blog. Afinal, alguém tem que me fazer companhia na minha solteirice.

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Na segunda, prometi que voltava ao tema solteirice com um texto enviado por uma seguidora deste blog. Como promessa é dívida, ei-lo: assinado por Bruna Cosenza, este fala sobre como aproveitar um estado civil, (aparentemente) desfavorável, a nosso favor. Com isso quero dizer que namorar é bom, mas estar sozinha também o é.

 

Toda mulher solteira já teve medo de ser solteira. Esta frase é muito esquisita, mas acredito que seja uma verdade para muitas mulheres. Eu mesma confesso que já passei por isso, mas hoje já vejo o grande erro que é sentir medo de ser solteira.

 

Se tentarmos entender a origem disso tudo, começaremos a filosofar sobre os inúmeros padrões que a sociedade estabelece e como isso afeta principalmente as mulheres, que desde pequenas se veem na obrigação de seguir o famoso "felizes para sempre" da Disney.

 

Bom, mas este texto não é para indagar os padrões e nem tentar entender por que a sociedade é tão sacana com a mulher em alguns aspetos. Este texto é para realmente tentar libertar essas mulheres solteiras que se sentem tão pressionadas.

 

Meu grande e precioso conselho para as minhas amigas solteiras é apenas um: vivam! Existem tantas coisas maravilhosas para se fazer quando se é solteira. Por favor, joguem essa carência pro lado, sacudam a poeira da necessidade constante de ter alguém com quem conversar no Whatsapp, e venham viver a vida com tudo o que ela tem de bom para oferecer.

 

Nem de longe este é um texto para incentivar o desapego. Até porque seria um pouco esquisito alguém como eu desacreditar no amor. Não. Eu acredito muito na importância do amor pelo outro. Mas eu também acredito MUITO no amor próprio. É ele que nos move o tempo todo, que nos faz descobrir coisas novas, superar obstáculos, e enxergar o mundo de várias formas diferentes ao mesmo tempo.

 

Estar com alguém é realmente muito bom, não nego. Porém, estar sozinha também é extraordinário. E confesso que morro de aflição de ver esse monte de mulheres que simplesmente não conseguem passar um fim de semana sozinhas, que não ficam um dia sem trocar mensagens completamente banais com algum cara, que não têm nenhum medo na vida que vá além do pavor de ficar para a titia.

 

Garotas, acordem! Primeiro de tudo: o amor chega para os distraídos. Já repararam como as maiores paixões de nossas vidas batem na nossa porta quando não estamos esperando por elas? Pois é… Segundo: há milhares de coisas incríveis para fazer quando se é solteira. E calma lá que eu nem estou me referindo a sair pegando todos os caras que existem. Estou querendo dizer exatamente o contrário.

 

Estar solteira é ter muito tempo para si mesma – muito tempo mesmo. Estar solteira é poder fazer absolutamente o que quiser no fim de semana. Pegar o carro e descer pra praia sem dar satisfações, sair com as amigas para dançar e voltar de madrugada, ou simplesmente ficar em casa enfiada debaixo dos cobertores vendo seu filme preferido pela milésima vez. É claro que também podemos fazer tudo isso quando estamos namorando, mas o gostinho sempre muda dependendo do nosso estado civil.

 

Porém, eu ainda acho que estar solteira é mais do que isso. Para mim, a maior vantagem de estar solteira é a autodescoberta que isso promove. É claro que ao nos relacionarmos com alguém também fazemos uma grande viagem dentro de nós mesmos, mas é quando estamos apenas em nossa própria companhia que desvendamos nossos maiores medos, inseguranças, e também descobrimos muitos dos nossos sonhos.

 

E não poderia ser diferente… Afinal, é na solidão que temos nossos momentos de maiores reflexões. Então, é claro que meu conselho não poderia ser diferente. Mulheres solteiras de todos os cantos, raças e credos parem de se lamentar por não terem ninguém com quem dividir a xícara de café. Apenas vivam. Até porque se vocês querem tanto um "felizes para sempre" com alguém, é mais do que primordial terem um momento sozinhas antes disso. Só assim terão certeza de que estão plenas com si mesmas e prontas para dividirem uma vida quando encontrarem a pessoa certa.

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Se te andas a lamentar por continuares sem namorado, este artigo vai dizer-te o que pode estar entre ti e o teu príncipe, ou melhor, entre ti e aquele que te vai fazer feliz. Profunda esta introdução, não? Pena que não seja minha, mas sim da revista Activa que, citando Margarida Vieitez, mediadora familiar e autora do livro O melhor da Vida Começa aos 40 e da página de Facebook Love Doctors, aponta vários motivos capazes de justificar a solteirice de uma mulher.

 

Ei-los:

A Expectativa

"Temos expectativas desfasadas", considera esta especialista: "Queremos o companheiro ideal, 'o grande amor da nossa vida', e já não procuramos o Príncipe Encantado, procuramos o Super-Homem: tem de ser giro, inteligente, com bom nível socioeconómico. Que nos faça feliz, nos dê atenção, que nos seduza, que nos conquiste, e quando alguma destas coisas não acontece, ficamos desiludidas." (De facto...)

 

O 'Tipo'

Quantas vezes não disseste já 'ai ele não é nada o meu tipo'. "Somos muito mais seletivas agora", concorda Vieitez. E não é bom sermos exigentes? "Só é bom se nos fizer bem. Mas se, por causa disso, estamos sistematicamente sozinhas, estaremos a viver bem a nossa vida? Não somos feitos para viver sozinhos. Há pessoas que nem sequer se aproximam porque as características físicas não correspondem àquilo que elas definiram como critério. É óbvio que é importante existir atração. Mas há pessoas que rejeitam à partida, porque a imagem delas não corresponde àquilo que querem. Os homens fazem muito isto, por isso é que há tantas mulheres sozinhas." (Minha Nossa Senhora da Solteirice livrai-me deste pecado!)

 

A Vaidade

Ah, portanto, escolhemos uma pessoa por vaidade? "Às vezes. Os homens querem uma mulher para exibir, parece que a namorada é o bilhete de identidade deles. Mas as mulheres fazem isto quanto ao sucesso profissional dos homens. Se não tiverem uma boa posição financeira, elas também os rejeitam. Ou seja, estamos a ter critérios de escolha de parceiros como temos critérios de escolha de um carro. E estamos a ficar cada vez mais sozinhos, apesar das inúmeras possibilidades abertas pelas redes de encontros, que promovem também estas características", nota esta mediadora familiar. (Guilty!)

 

A Experiência

A vida marca-nos, deixa-nos medos e receios de voltarmos a ser magoadas. Por isso, as pessoas muitas vezes preferem recuar a ter a hipótese de se magoar novamente. (Duplamente culpada)

 

O Trabalho

É normal que, em tempo de crise, a carreira se torne cada vez mais na grande prioridade da vida, e também num enorme sugadouro de tempo e de energia. Conciliar isto com filhos e uma relação, é muito complicado, especialmente para as mulheres. "É preciso tempo para investir na busca de um novo amor. É preciso tempo, vontade e paciência para voltar a sair com amigos, para ir a um ginásio, para frequentar cursos, para conhecer pessoas novas, para se divertir, e quando é que as mulheres têm tempo para elas?", diz Margarida Vieitez. (Desse mal não sofro)

 

A Paz

Mas é bom estar em paz, ou não? Claro que é bom: se é aquilo que queres. Mas se o que queres é um novo amor, a rotina não te ajuda. Estar confortável, ter uma boa vida, uma casa bonita, DVDs para ver à noite, tudo isso é fantástico, mas a verdade é que vais ter de sair do sofá se queres que qualquer coisa aconteça na tua vida fora da televisão. "As pessoas querem encontrar um novo amor, mas depois não fazem nada para que isso aconteça. Se ficares em casa todos os fins de semana sentada no sofá a ver séries, é pouco provável que te caia no colo o homem da tua", explica esta. Bem, pode-te aparecer alguém no Facebook, mas mais dia menos dia vais ter de sair com ele, ou a coisa transforma-se numa daquelas relações totós que não andam para a frente nem para trás. (Acuso-me!

 

O Facebook

Não entendas mal: hoje em dia as redes sociais são a forma mais imediata e prática para se conhecer alguém. O que é importante é saber usá-las: se estás ali para fazer amiguinhos novos e ter alguém com quem dar uns dedos de conversa à noite e mais nada, ótimo. Se procuras mais qualquer coisa, evite os fundos falsos. "Há muitas pessoas que passam horas a conversar com imensa gente, mas depois a relação não evolui para nada e não passa dali mesmo", nota Margarida Vieitez. Quer dizer: é preciso que as mulheres aprendam a distinguir os homens que não querem compromissos, e que não insistam em batalhas perdidas. Se estás num site de encontros, atenta-te que te vão aparecer pessoas muitíssimo diferentes. "É um risco, mas conheço vários casais sólidos e felicíssimos que se conheceram pelas redes sociais." (Ups, i did it again!)

 

O Sexo

Não o sexo em si, mas o facto de se ser homem ou mulher. Continua mais fácil para um homem refazer a sua vida amorosa depois do divórcio do que para uma mulher, principalmente por causa dos filhos, que ficam quase sempre a cargo das mulheres. E também porque os homens continuam a preferir mulheres mais novas. (Sem informação suficiente para comentar

 

A Carência

"Há mulheres tão carentes que afugentam os homens, sem se aperceberem. Não há nada que assuste mais um homem do que uma mulher muito ansiosa por encontrar um novo amor, porque eles percebem isso e afastam-se, e elas acabam por atrair homens também eles desesperados", nota Margarida. Conselho: tem calma, que o amor acaba por acontecer. Enfim, ou não, mas de outra maneira pode acontecer qualquer coisa que não tem nada a ver com amor. (Hum... tem dias!)

 

A Descrença

As pessoas já partem derrotadas e a achar que nunca vão ser felizes. "Têm muita dificuldade em acreditar que o amor possa acontecer de novo, o que as leva muitas vezes a baixar os braços", explica. "Isso são medos, que, trabalhados e percebidos, são ultrapassáveis. O que deves ter em mente: não existem pessoas perfeitas nem relações perfeitas: tenta encarar o outro como um ser imperfeito e tenta perceber se consegues aceitá-lo na sua imperfeição ou não. Isso é o fundamental." (It's me!)

 

Esta conselheira nascida em Moçambique, há 48 anos, vai mais longe e sugere alguns sítios onde podemos encontrar o amor: nos ginásios, nos cursos, em aulas de dança, em casa de amigos. Mas chama a atenção para o facto de que esta empreitada pode levar tempo, e não te deixares abater se a coisa não funcionar ou se encontrares mais tipos parvos do que homens que são 'o teu tipo'. Contacta os amigos que também estão sozinhos, juntem-se para jantar ou ouvir música, partilhem amizades. É um processo que leva tempo, mas hoje em dia há cada vez mais divórcios e cada vez mais gente disponível. Podes frequentar a Internet, mas tendo cuidados básicos e percebendo que tipo de pessoas são aquelas que lhe aparecem.

 

Para mal dos meus pecados revi-me em (quase) todas as situações por ela descritas. O que só reforça aquilo que já todas sabemos: sou uma solteira nata. E tu, solteira minha, inocente ou culpada?

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