Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

16797427_10212273508779923_9013656761641992398_o.j

Ora viva!

 

Feriado vai feriado vem e eu aqui entalada entre o Ainda Solteira, a terceira idade, a diplomacia (entidade para a qual voltei a prestar serviço de consultoria), a fisioterapia, o workout e a paixão pelo fulano do ginásio que estes tempos, tal qual uma fénix, renasceu das cinzas.

 

Ainda hei de entender porque mexe tanto esse fulano comigo. Enquanto isso não acontece, bora tocar a vida e dar corpo à crónica do dia, cujo tema é o poliamor.

 

Soube que, recentemente, a Colômbia procedeu à  legalização de uma relação entre três pessoas. Os envolvidos, todos do sexo masculino, alegam que obtiveram reconhecimento legal como a "primeira família poliamorosa" do país, depois de celebrarem o matrimónio.

 

Ainda que amar em várias frentes seja uma capacidade emocional tão antiga como a própria condição humana, não deixa de ser surpreendente a legitimação deste género de união por parte de uma sociedade mais conservadora, como é o caso da colombiana, ao contrário de outras, como a muçulmana, a indiana, a africana e a indígena (só para citar as mais flagrantes), em que a poliamorosidade, se é que a podemos assim chamar, é uma realidade que a mais ninguém surpreende.

 

Ilações a tirar da crónica de hoje? A vida é mesmo caprichosa: uns com mais do que um parceiro e outros sem nenhum. Poliamor versus solteirice, que venha o diabo e escolha!

Autoria e outros dados (tags, etc)

16487101_1509136405793251_6938970504838069696_o.jp

Ora viva!

 

Um dos motivos porque continuo solteira tem precisamente a ver com o pesadelo das exs, verdadeiras almas penadas que mais não fazem que assombrar a relação das que as procedem, cujo único propósito é ser e fazer o outro feliz.

 

O que não falta no historial da minha vida amorosa são casos de antigas namoradas que não sossegaram até envenenarem a minha relação, ao ponto desta acabar por não resistir às suas investidas fatais.

 

Por não terem conseguido que a relação delas desse certo, o que as move é impedir que outra possa ser bem sucedida onde elas falharam. No meu último namoro então, já lá vão mais de seis anos, a ex tanto fez que ainda hoje continuo traumatizada. A forma como tudo aconteceu deixou marcas tão profundas que nunca mais consegui voltar a confiar em homem algum ao ponto de me entregar sem reservas e menos ainda de acreditar num happy end.

 

Porque te estou a contar tudo isto? Porque se tivesse estado mais atenta aos sinais, alguns tão flagrantes que até o Stevie Wonder seria capaz de retratar, talvez tivesse saltado fora da relação a tempo de salvaguardar este meu incauto coração de uma dor que, por mais do que uma vez, acabou com a minha alegria de viver.

 

A crónica de hoje tem precisamente a ver com algumas evidências sobre quando ele (ainda) não cortou o cordão umbilical que o liga à falecida. No meu caso, trata-se de um bom pretexto para rever a matéria dada e fazer um update ao sistema de alerta. No teu, pode ser uma dica amiga para te precaveres no caso de te reveres nestes sete exemplos, citados pela Women’s Health:

 

1. Ele fala da ex com muita frequência e parece continuar muito envolvido na vida dela.

2. Todos os pretextos são válidos para estar sempre a 'checar' e a 'gostar' das publicações que a ex faz nas redes sociais. 

3. Seja para elogiar ou para criticar, ele fala demasiadas vezes nela. 

4. Ele está tão empenhado na nova relação que dá a sensação que é para provar alguma coisa à ex. 

5. Sabe mais do que devia sobre a dita cuja, ao ponto de estar constantemente a fazer comparações entre ti e ela. 

6. Ele ainda guarda/usa o algum objeto pessoal que ela lhe ofereceu ou fez. 

7. Ele faz questão de manter a proximidade com a família dela.

 

No outro dia, perante a pergunta do quizz Quem Quer Ser Milionário, um dos meus passatempos favoritos, sobre quantos sentidos possui o ser humano, a minha resposta só poderia ser: "Depende do género. Se for homem, cinco: visão, audição, olfato, tato e paladar. Se for mulher, seis: visão, audição, olfato, tato, paladar e intuição".

 

Cito este exemplo como forma de deixar claro que se tens "aquela" sensação de que a pessoa com quem andas a sair, ou até mesmo o teu crush, ainda não ultrapassou a ex-namorada, talvez haja mesmo motivos para isso.

 

Portanto, olho aberto, foco na intuição e atenção nestes sinais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

porque-os-homens-traem-0.jpg

Ora viva!

 

Espero que a pausa semanal tenha servido para recarregares as baterias e repores os níveis de energia positiva e boa disposição, já que arranca hoje uma nova maratona de 40 horas laborais, outras tantas de repouso, intercaladas com afazeres domésticos, atividade física, convívio, stress, cansaço, risos, beijos, abraços, insónias e todas as demais coisas que fazem parte do pacote "viver".

 

Infidelidade masculina é o tema do artigo de hoje, mais não seja porque o sonho de consumo amoroso de qualquer mulher é um homem fiel. Pela minha experiência pessoal, digo-te que conseguir um homem assim é tão fácil quanto encontrar um unicórnio na entrada do prédio. Fazendo um diagnóstico do meu histórico amoroso, só consigo garantir a não infidelidade de um único namorado. O que dá uma média de 5%, se tanto, logo eu que sou de uma fidelidade canina. Eis a prova viva de que os opostos, de facto, se atraem.

 

Experiência pessoal à parte, um estudo publicado na revista Social Psychology Quarterly garante que os homens que traem tendem a ter um quociente de inteligência (QI) mais baixo. Isto porque os inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual.

 

A partir do cruzamento de dados de duas pesquisas que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos, o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, concluiu que aqueles que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram possuir um QI mais alto.

 

Está-se mesmo a ver que a escolha de parceiros amorosos não é de todo o meu forte, pois, a ser verdade esta teoria, torna-se claro que toda a vida só me envolvi com equus asinus. Poderá o facto de ser sagitariana (metade humana metade cavalo) ter alguma coisa a ver com essa minha preferência por espécie semelhante? Até encontrar uma explicação convincente, o melhor que faço é permanecer Ainda Solteira.

 

Aquele beijinho amigo e uma boa semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

950678956-strong-warrior-women-by-3d-art-fiction-1

Ora viva!

 

Por diversas vezes aqui assumi que mulheres demasiado bem resolvidas não fazem muito sucesso junto do sexo oposto, a não ser que delas se queira apenas sabura (palavra crioula que qualifica tudo que seja diversão). A última foi na passada sexta-feira, quando escrevi que: "Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que tantos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar."

 

Esta declaração rendeu-me todo o tipo de reações, de tal modo que se justifica uma nova incursão ao âmago desta questão de independência feminina versus sucesso amoroso. Inspirada num texto do Thought Catalog, o artigo de hoje, uma sequela da anterior, visa esmiuçar o porquê de tantos homens não acharem grande piada a mulheres fortes e independentes.

 

Se "forte" e "independente" são caraterísticas inerentes à tua personalidade, deves estar habituada a dificuldades acrescidas no que toca a relações amorosas. Uma das razões primeiras, provavelmente, a mais enraizada, prende-se com a educação patriarcal que confere ao sexo masculino o dever de zelar pela segurança e bem estar do chamado sexo frágil, as mulheres.

 

Encarada como um ser indefeso, tal qual a donzela das estórias de encantar, a mulher precisa de quem a conduza, de quem a proteja, de quem a defenda de tudo e mais alguma coisa. E cabe aos homens, autênticos cavaleiros andantes de armadura e espada em riste, o papel de zelar pela sua segurança e sobrevivência. Assim vigorava no tempo das cavernas e assim continua a vigorar em muitas sociedades e na cabeça de muitas pessoas.

 

A maioria dos homens demonstra desconforto perante mulheres autossuficientes precisamente porque têm consciência de que o papel que lhe caberia na vida delas seria de mero figurante, com sorte de coprotagonista, ao invés do protagonismo que a sociedade lhe incutiu desde sempre. Sem donzela para ser salva, como pode ele desempenhar o papel do herói salvador? Se ela não precisa dele para garantir a sua preservação, então qual o seu papel na vida dela?

 

À custa dessa tal sociedade patriarcal e de milénios de lavagem cerebral, os discípulos de Marte precisam das mulheres, melhor dizendo das meninas, para acariciarem os seus egos e fazê-los sentirem-se elemento sine quo non na vida delas e membro ativo da esfera privada, uma espécie de macho alfa da relação.

 

Na presença de espécies femininas portadoras de atributos qualificativos semelhantes ou até superiores aos deles, o mais certo é que estes se sintam inibidos ou diminuídos. A verdade é que estes homens não foram programados para duvidarem de si mesmos, para porem em causa o seu valor, para sentirem-se intimidados, especialmente pelas mulheres.

 

Preferem ir atrás de uma "donzela", dependente e submissa, capaz de fazê-los sentirem-se superiores, necessários e responsáveis, do que batalhar por uma que o desafie, que o encare de igual para igual, que o estimule a superar-se e a dar o melhor de si (todos os dias).

 

Se estes exemplares pudessem aprender a amar e aceitar uma mulher forte e independente, muitas vezes mais disposta a dar mais e melhor para o bem da relação, não assistiríamos a este fenómeno tão contemporâneo e francamente desolador: um crescendo de mulheres espetaculares desemparelhadas, estigmatizadas e rotuladas. Talvez resida aqui a justificação para tantas preferirem submeter-se a relações ocas, estéreis e abusivas a enfrentarem o celibato.

 

Com muita pena nossa, mulheres fortes e independentes, não abundam pelos tortuosos caminhos do amor homens com segurança e autoestima suficientes para, sem pudor nem receio, desafiar o status quo e contentar-se com uma companheira de batalhas ao invés de uma mera espetadora das suas façanhas.

 

Se também te assumes como uma mulher assim fica sabendo que não há nada de errado contigo. Pelo contrário, deves é ter orgulho em seres quem és. Em meio a tantas ovelhas, opta por ser a tresmalhada. Aquela que pensa pela própria cabeça, assume o comando da própria vida, é responsável pelas suas escolhas e decisões, dá a cara tal qual é e recusa-se a usar o espartilho social com quem se tenta moldar-nos.

 

A tua luz, especial, rara e preciosa, é o que deve guiar os teus passos rumo à felicidade plena. É precisamente a originalidade, a genuinidade, a particularidade e a força que fazem de ti digna de merecer um homem à tua altura, alguém com quem possas partilhar a tua essência sem filtros.

 

Desses homens de que falei ao longo do texto, só nos resta esperar que, ainda nessa encarnação, venham a consciencializar-se que, apesar de este tipo de mulher dar mais trabalho para conquistar e ainda mais para conservar, a vida ao seu lado é infinitamente mais interessante. Afinal não é à toa que se diz que quanto maior o esforço maior a recompensa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

imagens-para-facebook-imagens-lindas-love-9.jpg

Na senda do artigo anterior, que primeiramente começou por debruçar-se sobre as cinco fases do amor identificadas pela ciência, mas acabou por relatar um drama alheio, eis-me aqui para concluí-lo. Assim sendo, invoco o conhecido psicólogo Jed Diamond, que das suas pesquisas concluiu que a maioria de nós encontra, de facto, a sua 'cara-metade'. No entanto, só terá direito ao happy end os que conseguirem superar os cinco desafios inevitáveis da vida a dois, a que ele chama de cinco fases do amor. O problema é que a generalidade das pessoas fica-se pela terceira fase, resultando daí o término da relação.

 

No seu site MenAlive, Diamond, há mais de 40 anos envolvido com a pesquisa clínica, explica que para conseguirmos um amor verdadeiro e duradouro é preciso passarmos por estas fases:

 

1. Paixão
Fase em que nos sentimos extasiados pelas hormonas da felicidade, em que projetamos todas as nossas expectativas no parceiro e em que não conseguimos ver defeito algum nessa pessoa.

 

2. Início oficial da relação
Com o início de uma relação séria, união estável ou casamento o amor solidifica-se. A coabitação, um melhor conhecimento do outro e a influência mútua nos aspetos da vida, torna esta etapa um momento de união e de alegria.

 

3. Desilusão
Este é o momento chave, aquele em que todas as esperanças e expectativas são destruídas. Os sentimentos parecem estar a desaparecer, a outra pessoa torna-se demasiado previsível e o seu comportamento começa mesmo a irritar. Quer-se afastar durante um tempo ou mesmo pôr fim à relação. É aqui que muitas pessoas dão o amor como morto, deixando de se esforçar por uma relação que parece já não trazer felicidade.

 

4. Superação da crise e criação do amor verdadeiro e duradouro
Aqueles que conseguem superar a terceira fase com segurança, chegam àquela em que as ilusões projetadas no parceiro desaparecem e começa-se a ver a pessoa tal como ela é e não como se idealizou. Se a aceitar como ela é e compreender os seus pequenos defeitos conseguirão ajudar um ao outro e passar para a fase do amor verdadeiro e criar uma parceria real.

 

5. Utilizar o poder de ambos para mudar o mundo
Sabendo que conseguiram ultrapassar todas as diferenças e mal-entendidos e de que encontraram uma ligação profunda e forte entre si, sentem que têm força para mudar o que quer que seja, já que funcionam como uma equipa imbatível. Mais do que viver juntos, vivem juntos por um propósito, agem, trabalham e pensam como um só.

 

Oh sôr doutor, uma vez feito o diagnóstico, qual a posologia que recomenda? Diga lá se faz favor!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Unmasking-Prince-Charming.-Melbourne-Fringe.jpg

Para hoje um reprise de um artigo publicado há uns mesitos sobre uma nova espécie de sedutores: Cinderfella.

 

Afinal alguém tratou de dar um nome àquele tipo de gajo que está desesperado por trocar calores e ansioso pelo O (de orgasmo) com que me deparo praticamente todos dias na rede (sim, por cá continuo, afinal enquanto há vida, há esperança) e na vida real. Nessa então... é o que mais há.

 

Segundo Michelle Martin, bloger do Huffington Post e inventora do conceito, estes tipos nada mais são do que "Cinderfellas", isto é "homens que se sentem desesperados por uma relação emocional e física íntima. Querem paixão! Querem fogo-de-artifício! Querem sentir-se vivos! Querem ser retirados de uma vida solitária. E querem isto tudo logo no segundo ou no terceiro encontro", considera Martin.

 

De acordo com esta, o Cinderfella é atraente, romântico e carinhoso, mas é também carente e obsessivo. Não gosta de conflitos, mas adora situações dramáticas. A autora diz mesmo que, na maioria dos casos, são homens que se divorciaram recentemente.

 

Por experiência própria, e acredito que a maior parte das fêmeas que preencham os requisitos mínimos de beleza e sex apeal também, subscrevo totalmente esta teoria da Martin. O que não me falta é estórias de gajos que querem passar, em modo via verde (ou seja, sem pagar portagem nem fila de espera), do "olá como te chamas" para o finalmente.

 

Afinal, no auto (sim, auto!) da sua deficiência emocional, a corte é pura perda de tempo, portanto bora lá dar o corpo ao manifesto, sem muita fita, paleio, expectativas ou promessas de sentimentos mais profundos que a tesão. O que importa aqui é despejar os colhões, de preferência a custo zero: zero sentimento, zero despesa, zero compromisso, zero fidelidade, zero relação, zero apego.

 

O que lhes salva a vida, o ego e os colhões, é que para cada Cinderfella há sempre uma fulana qualquer disposta a aderir às suas causas. Generosas elas, liberais, desapegadas e muito (mal) resolvidas. Tudo que esta solteira aqui não é. Nem pretende ser.

 

Felizes daqueles que não complicam e se contentam com aquilo que lhes aparece à frente. Quando pouco se espera da vida, pouco dela se recebe!

Autoria e outros dados (tags, etc)

07
Set16

desktop-img3.st.jpg

Para quem está de fora, um dos principais motivos porque permanecemos solteiros prende-se com a ineficácia do nosso poder de atração. Pelo menos é que ouço over and over again. "Tens que aprender a atrair o tipo certo de homem e não esses losers da vida – com isso entende-se fracassados, traumatizados, indisponíveis, mimados, imaturos, tarados, promíscuos ou mulherengos – que não te levam a lado nenhum".

 

Nesta ótica, a culpa morre no lado de quem está só, ou seja, o problema está em mim e não nos gajos que cruzam o meu caminho ou simplesmente no azar, que este tem sempre uma palavra a dizer em tudo que nos acontece. A ser assim, cabe-me a mim resolver o assunto. E a solução mais óbvia e imediata para me dar bem no amor, pelo menos na opinião daqueles que não se cansam de dar bitaites na minha vida, parece residir na sedução. Como é que nunca pensei nisso antes?

 

É precisamente sobre a sedução que versa o artigo de hoje, mais concretamente sobre as razões - empíricas e não sensoriais - que nos fazem atrair ou ficar atraídos por alguém. Razões essas que vão para além da aparência física. Pelo menos é isso que defende um estudo publicado no jornal PNAS, que atesta que nos sentimos atraídos por pessoas cujas emoções podemos facilmente entender, o que pode ser explicado, em parte, devido à correspondência do circuito neurobiológico.

 

Silke Anders, professor de neurociência afetiva da Universidade de Lubeck e coordenador da pesquisa, considera essencial que uma pessoa consiga "entender as intenções e motivações do outro, antecipar as suas reações e adaptar o seu próprio comportamento em conformidade com isso." "Se os sinais emocionais enviados por uma pessoa forem corretamente processados pelo cérebro da outra, então o sistema de recompensa da segunda dispara e vai fazer com que ela se sinta atraída pela primeira", remata o investigador.

 

Trocado por miúdos: quem quer ter (mais) sucesso nas performances sentimentais deve esquecer o "ser-se misterioso" e mostrar as emoções o mais claramente possível. Ora aí está o que não me canso de apregoar: pessoal deixem-se de joguinhos e expressem claramente os vossos sentimentos ou intenções.

 

A meu ver, ninguém com mais de 20 e em plena faculdade das suas capacidades cognitivas, consegue encontrar disposição ou paciência para infantis e inúteis esquemas mentais, de que muitos insistem em deitar mão. Pessoalmente, ao invés de estimularem e intensificarem o meu interesse, cansam-me de morte e fazem-me perder logo o encanto. Homem com H maiúsculo deve saber o que e quem quer e manifestar as suas intenções (sejam elas boas ou más) de forma sincera e inequívoca. 

 

Assim, se houver mutch da outra parte, teremos ação. Caso contrário, next toooooo, que este planeta é habitado por bilhões de corações.

Autoria e outros dados (tags, etc)

03
Jun16

 

12800317_1687747744839986_4605578981037782257_n.jp

 

Meu bem, já alguma vez sentiste saudades de alguém que nunca tiveste? De algo que nunca viveste? De um lugar que nunca visitaste? De um abraço que nunca recebeste? De um beijo que só foi dado na tua imaginação? De um afago que nunca sentiste? De uma conversa que apenas se deu na tua mente? De um algo que nunca se concretizou, mas que é tão real que és capaz de apalpá-lo? De uma coisa que não sabes explicar muito bem, mas que sentes que te faz falta?

 

Não sei se me consegues entender. Por estes dias ando murchinha. Coisas do coração, mais concretamente coisas do tal fulano lá do ginásio. E ponho-me a pensar como pode ser possível eu pensar, desejar, sonhar, suspirar e esperar tanto em relação a uma pessoa cuja voz não conheço, cujo toque nunca senti, cujos lábios não provei, cujo corpo não conheceu o meu toque e cuja cor dos olhos nem tenho bem a certeza do tom exato.

 

Há momentos que chego a pensar que devo estar a padecer de uma espécie qualquer de delírio, pois não me faz muito sentido - logo eu que sou tão pragmática e objetiva - esta minha fixação por uma entidade tão ilusória. Por outro lado, o que me desperta ele é tão intenso, erótico e humano que não pode ser apenas fantasia de uma (ainda) solteira carente e solitária.

 

A vida é o que qualquer pessoa com mais de 12 anos e com um mínimo de neurónios funcionais sabe: umas vezes madrasta, outras fada-madrinha, e pelo meio nem uma coisa nem outra. Estou certa de que concordarás comigo que a nossa vida mais não é do que aquilo que dela fazemos. É neste ponto que me assalta a pergunta: o que estou fazendo com a minha vida amorosa? Se tenho sentimentos por ele, porque não faço algo por? Porque não vou à luta e vejo no que dá? Porque não arrisco, em vez de me esconder por detrás de... do quê mesmo? Porque não saio da porra da minha zona de conforto (que de conforto deixou de ser há muito) e atiro-me logo de uma vez?

 

Tenho até medo de confessar, mas a verdade é que os meus traumas ainda continuam a vencer. Fui rejeitada tantas vezes e por tantas pessoas, a começar pela minha progenitora, que o medo de voltar a ser magoada simplesmente paralisa-me. Essa é que é essa. Ontem, numa esclarecedora troca de comentários com um seguidor deste meu caderno, voltei a ouvir (melhor dizendo, a ler) que, para o bem ou para o mal, esta indefinição, além de não me levar a lugar nenhum, impede-me de alçançar o prémio.

 

A procrastinação é algo ingrata, porém tão imponente que temos que estar munidos de artilharia da pesada para a ela podermos fazer face. Coisa que não acontece comigo neste momento. Enquanto eu não sanar o meu passado, fazer as pazes com ele, perdoar quem tem que ser perdoado, trabalhar a autoestima e cultivar pensamentos positivos, dificilmente conseguirei ter a atitude necessária para lidar com essa paixoneta ou qualquer outro sentimento por quem quer que seja.

 

Não tenho por hábito ser tão pessoal nos meus posts, mas hoje resolvi revelar-me um pouco mais. Para falar a verdade, procuro um colo amigo e umas palavras de conforto. Essa é que é essa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

o-RELATIONSHIP-ADVICE-facebook.jpg

 

Amiga, caso estejas numa relação ou pretendas embarcar nessa de vida a dois, abre as pestanas que este artigo é para ti.

 

Por mais que as sociedades ocidentais estejam a desconstruir as convenções respeitantes ao estereótipo de mulher para se levar a sério, a verdade é que na mente masculina existe uma linha muito vincada entre mulher para casar e mulher para comer. Vais desculpar-me esta linguagem crua, mas de pouco nos vale estar com cerimónias quando é mesmo assim que eles pensam.

 

Tudo isso para chegar ao cerne do post de hoje: o tipo de mulheres que eles nunca apresentam às mães, mais não seja porque querem poupar-se a si próprios de interrogatórios, dramas, conselhos, sermões, lições de moral e por aí fora.

 

Como se não bastasse a natural relutância em assumir compromissos, quando chega a hora de oficializar a relação, os homens são bastante seletivos. Por isso, as mulheres que querem uma relação a médio/longo prazo é bom que tenham consciência de que devem cair no agrado da "sogrinha". Ou, em último caso, não cair no desagrado dela.

 

Existem alguns tipos de mulheres que eles pura e simplesmente não costumam apresentar à família, por mais que ela tenha uma carinha laroca ou seja boa de cama. Lembro-me de pelo menos cinco.

 

A promíscua

O tipo mais flagrante de mulher que dificilmente chega a conhecer a residência ofical da família. Além de não ser a "nora ideal", mulheres do tipo não inspiram confiança, já que eles receiam o tempo todo levar com os cornos. Ninguém gosta de ser traído, os homens menos ainda. Atrofia-lhes o ego. Para mulheres suscetíveis a comportamentos do tipo o meu conselho é que tenham cuidado para não parecerem demasiado vulgar e chamativa e moderar a linguagem perto dos amigos e da família dele.

 

A controladora

O ciúme é uma condição inerente ao amor. Contudo, convém não exceder os limites do bom senso e muito menos fazer disso uma obsessão. Os homens não gostam de se sentir controlados (aliás, quem gosta?). Isso fá-los sentirem-se sufocados e com mais vontade ainda de "pular a cerca". Mãe já ele tem, por isso as mulheres controladoras têm muito poucas chances de serem levadas a sério, até porque seria uma adversária à altura da sogra.

 

A fútil

Estas mulheres são ótimas para se divertirem (na cama), fazer inveja aos amigos ou exibir como acessório num bar ou a numa after party. Já no que toca à família, a conversa é bem outra. Não há mãe que queira ver o seu mais-que-tudo nas mãos de uma gaja qualquer que quando abre a boca a todos os outros apetece fechar os ouvidos. O culto da loira burra tem cada vez mais os dias contados.

 

A competitiva

É verdade que as mulheres podem fazer um pouco de tudo e ser bem-sucedidas. Dar uma de "miss i have opinion about everything" ou de mulher independente e autónoma de tudo e de todos, além de irritante, acaba por fazer com que ele se afaste, já que ele não se vê preciso na vida delas. Salvo raras exceções, eles não gostam de ficar mal ao pé das mulheres, muito menos à frente da família. Se te revês nessa descrição (eu sim), o meu conselho é que neutralizes esse teu lado e que te mantenhas fiel a ti mesma, mas sem ofuscá-lo. Isto é, deixá-lo ser o centro das atenções de vez em quando.

 

A resmungona

Mulher mal-humorada, de trombas, propensa a amuos e ceninhas é uma mala. Sem alça. Não há nada mais aborrecido e contaminante do que o mau humor- e quando é constante, torna-se mesmo insuportável. As mulheres negativas, que estão sempre a reclamar e a passar sermões, dificilmente se integram e não criam bom ambiente, o que é motivo suficiente para que ele evite os jantares de apresentação à família. Se tens propensão para este tipo de comportamento, fica sabendo que ninguém está para te aturar. Por pior feito que tenhas, esforça-te para seres agradável, ou pelo menos educada, ao pé do pessoal com quem ele priva.

 

Gostemos ou não, dificilmente uma mulher consegue entrar para a família do homem amado sem passar pelo crivo, e consequente aprovação, da mãe dele. Costumo chamar a isso "o teste da sogra". Do meu historial amoroso só tive duas sogras assumidas e ambas foram impecáveis comigo: muitas vezes bem mais generosas e amorosas do que a minha própria mãe. Será que, de alguma forma, conseguiram antever que eu não duraria muito na vida dos seus rebentos?

 

Quem sabe!

Autoria e outros dados (tags, etc)

17
Dez15

 

 

Hoje trago este tocante vídeo, intitulado "I'M A CREEP...", que retrata bem o medo que assombra alguns homens quando confrontados com a oportunidade de tomar a iniciativa para abordarem a  mulher que lhes interessa. O trabalho, da autoria de Sasha Daygame, é digno de ser visto e partilhado por todos nós.

 

Dá uma espreitadela que vais gostar, garanto-te (nem que seja da banda sonora)!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D