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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana absolutamente escaldante (literal e figurativamente falando), a semana aqui no Ainda Solteira arranca com uma crónica sobre o fascínio humano pelo perigo, mais concretamente pelo que se sabe que faz mal.

 

Inspirada pelo artigo Porque É que Gostamos Tanto do Que Nos Faz Tão Mal?, sob a chancela da Elle, começo por reconhecer que já não me revejo nesses comportamentos autodestrutivos, se assim o posso chamar. É à maturidade, à experiência de vida e, sobretudo, à memória que devo essa sensatez para manter longe tudo que não me seja benéfico.

 

Não penses que já não cometi "pecados", mesmo sabendo que ia pagar caro por eles. Oh se já, em relação a relacionamentos então…. Só que cheguei a um ponto existencial em que faço questão de aprender com os erros, ou seja, fico-me pela primeira vez; às vezes até arrisco uma segunda, só para reforçar a primeira conclusão.

 

De acordo com a citada revista, não é de hoje que os estudiosos tentam perceber a razão que nos leva a desejar – algo ou alguém – mesmo sabendo, a priori, que as consequências dessa escolha poderão não ser positivas. Ao que tudo indica é na necessidade de obtenção de um prazer que vale pelo momento único em que é sentido, independentemente do que pode vir a acontecer, que pode residir a resposta a esta questão. Há um dito popular na minha terra que resume perfeitamente isso: "Depois da diversão, a morte não é nada".

 

Não conseguir resistir a alimentos que engordam ou mutilam a saúde; envolver-se com pessoas com o mesmo padrão de comportamento e que, invariavelmente, resultam em deceções ou incorrer ou reincidir em hábitos que podem colocar a integridade física em risco são apenas alguns exemplos capazes de ilustrar o acima exposto.

 

Quanto a possíveis explicações, as primeiras teorias culparam a dopamina, a fonte de prazer responsável por nos levar a gestos imponderados. Contudo, estudos posteriores concluíram que as sensações agradáveis não dependem diretamente desta hormona, uma vez que essa substância é igualmente libertada em momentos de medo e stress.

 

Ou seja, por si só, a dopamina não produz bem-estar nem conduz diretamente à busca descontrolada do prazer. O que ela provoca, isso sim, é a vontade de ter prazer, pelo que foca a nossa atenção na obtenção real desse prazer. Porém, não cabe a ela a responsabilidade por atos de insensatez, já que, quando o seu alerta é ativado, os mecanismos de aprendizagem e memória ficam mais apurados. É o sistema de defesa a entrar em ação.

 

Como uma droga, a dopamina desperta-nos, intensifica as vivências, estimula os sentidos. Mas, quando as coisas correm mal, ela também está presente e "grita" para não repetirmos a experiência. A ser assim, voltamos à questão inicial: o que nos leva a gostar tanto do que nos faz mal? De acordo a Elle, esta deve-se à submissão do nosso lado racional aos nossos instintos. Uma vez à mercê dos nossos desejos, é nessas alturas que cometemos os mais graves erros.

 

Em situações extremas, a procura obstinada do prazer pode conduzir-nos ao vício, seja ele em substâncias, pessoas ou situações. E aqui a situação já é grave ao ponto de só restar uma solução: pedir ajuda, antes que seja tarde.

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Ora viva!

 

Nada dura para sempre. Esta constatação aplica-se tanto à vida humana como à maioria das relações, sejam elas românticas ou sociais. É precisamente sobre este último tipo de ligação afetuosa, a amizade, que versa esta crónica.

 

O término de uma amizade dificilmente passa incólume aos intervenientes. Dependendo da antiguidade e da intimidade, essas podem ser profundas, ao ponto de deixar um vazio na nossa vida por tempo indeterminado. Eu, por exemplo, ao longo da vida, fui perdendo vários amigos pelo caminho. A rutura com alguns deles foi mais um alívio do que outra coisa qualquer, mas houve outros que até hoje lamento.

 

Isso porque a minha amizade por eles não poderia ser mais genuína, enraizada nos meus melhores sentimentos. A última então… duvido que algum dia venha a superar, pois amava verdadeiramente aquela pessoa, a primeira amizade que fiz na faculdade, com quem partilhei coisas únicas.

 

Dado que não é minha intenção estar para aqui a carpir as minhas mágoas, passo então a citar alguns tópicos de reflexão, elaboradas pela psicóloga Ellen Hendriksen, no sentido de nos ajudar a detetar alguns sinais de que uma amizade caminha a passos largos para o precipício:

 

Essa amizade é um jogo de interesses?
Há quem se relacione apenas pelo que os outros podem fazer por elas. No caso de reconheceres um amigo que constantemente te cobra favores ou está sempre a pedir-te dinheiro emprestado ou mesmo a tentar vender-te alguma coisa, abre a pestana: em vez de uma amizade podes estar a viver simplesmente uma transação.

 

Estão a desencaminhar-te?
É normal os amigos se influenciarem entre si. O que não é normal é quando eles te desviam do bom caminho. Por exemplo, se queres deixar um vício, ter um estilo de vida mais saudável ou abraçar algum hobby e eles te criticam, boicotam a tua motivação ou solicitam a tua presença justamente nas alturas em que te dedicas a essas atividades.

 

Estás a ser manipulado?
Geralmente quando se é manipulado, só se apercebe quando se deixou de viver essa situação. No entanto, fica atento no caso de teres um amigo que te faz sentir mal contigo mesmo. Outro sinal de alerta é se agora que olhas para ti percebes que, inconscientemente, mudaste a tua postura e o teu comportamento por essa pessoa.

 

São amigos apenas porque são parecidos um com o outro?
Vidas semelhantes ou traços de personalidade idênticos, muitas vezes, conduzem a uma amizade forçada. Estudos indicam que aqueles que tinham amizades desse tipo desvalorizam esses aspetos e concentraram-se no que verdadeiramente constrói a relação: confiança, honestidade, respeito e companheirismo.

 

És o único a contribuir para a relação?
Se para ti está sempre tudo bem, mesmo quando falham contigo, ou se és o único que se esforça por preservar a relação, de acordo com a conveniência da outra parte, apesar de saberes que não fariam o mesmo por ti, provavelmente, estás a viver uma relação desequilibrada, em que és o único a fazer por.

 

Podem contar um com o outro?
Os conceitos "recíproco", "mútuo" e "partilha" estão muitas vezes associados a estudos sobre a amizade, pelo que se nenhum destes termos te vem à cabeça quando falas do teu amigo, talvez seja melhor repensares a vossa relação. As boas amizades são baseadas em equilíbrio e apoio mútuo.

 

Podes ser tu mesmo?
Estudos realizados durante décadas afirmam que ligar-se a pessoas com as quais podemos ser verdadeiros é dos maiores contributos para a saúde e felicidade. Se pensas duas vezes antes de agir de determinada forma e mudas o teu comportamento na presença da outra pessoa, então não lhe podes chamar amigo.

 

Como pudeste constatar, há amigos que não são dignos desse nome. Por mais que a tua amizade seja sincera e verdadeira, há que saber reconhecer quando ela não é recíproca muito menos saudável. Há um tempo para tudo na vida e se calhar este é o tempo de reavaliares o teu conceito de amizade e pores alguns pontos nos is. Afinal, a presença das pessoas na nossa vida só se justifica se for para contribuir para a nossa felicidade. Caso contrário, não deverá haver lugar para elas.

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Ora viva!

 

No último dia útil do ano, para mais uma sexta-feira, escolhi como tema de artigo do dia o caminho da felicidade, mais concretamente alguns hábitos que a psicologia associa a este estado de espírito, o objetivo primeiro e último da condição humana.

 

De acordo com inúmeras pesquisas psicológicas, citadas pelo Insider, certas atividades – algumas delas básicas e rotineiras – parecem ter a capacidade de aumentar o humor, em primeira instância, a saúde, em segunda, e a felicidade, em última.

 

Duvidas? Confere só esta lista:

1. Fazer uma caminhada ou mirar estrelas.

2. Anotar três coisas que nos fazem sentir bem, de forma a impulsionar esses desejos e transformar o que está escrito em realidade.

3. Ir para a Suíça, eleito o destino mais feliz do mundo em 2015.

4. Ingerir cafeína (sem exagero, claro).

5. Meditar e descobrir os benefícios da paz e do silêncio.

6. Ler uma história de aventura.

7. Sair da nossa zona de conforto e experimentar coisas novas.

8. Desfrutar do ar livre.

9. Realizar tarefas que fazem sentir feliz, mesmo quando não estamos.

10. Participar em atividades culturais.

11. Ouvir música triste, atividade associada ao aumento da felicidade (a chamada musicoterapia).

12. Definir metas e objetivos realistas para a nossa vida.

13. Apontar todos os nossos sentimentos, ótimo para esclarecer os pensamentos, resolver problemas de forma mais eficiente e aliviar o stress.

14. Gastar dinheiro com os outros e não só connosco.

15. Ser voluntário e ajudar os outros.

16. Arranjar algum tempo para estar com os amigos.

17. Sorrir.

18. Perdoar.

19. Ser íntimo.

20. Ser otimista e realista.

21. Sujar as mãos, já que parece que respirar odores estranhos pode elevar o nosso espírito.

22. Desfrutar de uma refeição na praia.

23. Fazer exercício.

24. Trabalhar a nossa habilidade favorita.

25. O mais importante: ser paciente, já que a felicidade tem tendência a crescer com a idade.

 

Não poderia estar mais de acordo com esta abordagem dos profissionais da mente. Não se diz por aí que a felicidade está nas pequenas coisas? Uma dose de felicidade inspirada numa noite estrelada, meia dose arrancada a suor de uma aula de zumba, dose e meia vinda do voluntariado, duas doses oriundas de uma bela noite de amor, outra dose de uma viagem à Suiça... e teremos uma quantidade suficiente de felicidade para sermos melhores pessoas, amigos, amores, colegas e cidadãos.

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