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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

A propósito de uma conversa, desenrolada há instantes, via chat do Twoo, trago à baila a crónica do passado 13 de fevereiro, que fala precisamente sobre essas "novas" mulheres que, pela sua independência, deixam os homens com medo.

 

Quando o single guy com quem trocava caracteres me confessou que, "por já não terem controlo sobre as mulheres (que nos dias que correm não têm qualquer pudor em dizer NÃO), os homens sentem-se um tanto ou quanto perdidos, recomendei-lhe a leitura deste artigo que agora republico, não sem antes deixar este recado aos meus seguidores solteiros: "Rapazes, estou ciente que mulheres autónomas, independentes e bem resolvidas (ainda) vos faz muita confusão. Também sei que "todos os homens querem abrir a caixa dos segredos das mulheres, mas elas têm o seu próprio código, impossível de decifrar", palavras do próprio. Bem, vamos lá então ao artigo.

 

Por diversas vezes aqui assumi que mulheres demasiado bem resolvidas não fazem muito sucesso junto do sexo oposto, a não ser que delas se queira apenas sabura (palavra crioula que qualifica tudo que seja diversão). A última foi na passada sexta-feira, quando escrevi que: "Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que tantos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar."

 

Esta declaração rendeu-me todo o tipo de reações, de tal modo que se justifica uma nova incursão ao âmago desta questão de independência feminina versus sucesso amoroso. Inspirada num texto do Thought Catalog, o artigo de hoje, uma sequela da anterior, visa esmiuçar o porquê de tantos homens não acharem grande piada a mulheres fortes e independentes.

 

Se "forte" e "independente" são caraterísticas inerentes à tua personalidade, deves estar habituada a dificuldades acrescidas no que toca a relações amorosas. Uma das razões primeiras, provavelmente a mais enraizada, prende-se com a educação patriarcal que confere ao sexo masculino o dever de zelar pela segurança e bem-estar do chamado sexo frágil, nós mulheres.

 

Encarada como um ser indefeso, tal qual a donzela das estórias de encantar, a mulher precisa de quem a conduza, de quem a proteja, de quem a defenda de tudo e mais alguma coisa. E cabe aos homens, autênticos cavaleiros andantes de armadura e espada em riste, o papel de zelar pela sua segurança e sobrevivência. Assim vigorava no tempo das cavernas e assim continua a vigorar em muitas sociedades e na cabeça de muitas pessoas.

 

A maioria dos homens demonstra desconforto perante mulheres autossuficientes precisamente porque têm consciência de que o papel que lhe caberia na vida delas seria de mero figurante, com sorte de coprotagonista, ao invés do protagonismo que a sociedade lhe incutiu desde sempre. Sem donzela para ser salva, como pode ele desempenhar o papel do herói salvador? Se ela não precisa dele para garantir a sua preservação, então qual o seu papel na vida dela?

 

À custa dessa tal sociedade patriarcal e de milénios de lavagem cerebral, os discípulos de Marte precisam das mulheres, melhor dizendo das meninas, para acariciarem os seus egos e fazê-los sentirem-se elemento sine quo non na vida delas e membro ativo da esfera privada, uma espécie de macho alfa da relação.

 

Na presença de espécies femininas portadoras de atributos qualificativos semelhantes ou até superiores aos deles, o mais certo é que estes se sintam inibidos ou diminuídos. A verdade é que estes homens não foram programados para duvidarem de si mesmos, para porem em causa o seu valor, para sentirem-se intimidados, especialmente pelas mulheres.

 

Preferem ir atrás de uma "donzela", dependente e submissa, capaz de fazê-los sentirem-se superiores, necessários e responsáveis, do que batalhar por uma que o desafie, que o encare de igual para igual, que o estimule a superar-se e a dar o melhor de si (todos os dias).

 

Se estes exemplares pudessem aprender a amar e aceitar uma mulher forte e independente, muitas vezes mais disposta a dar mais e melhor para o bem da relação, não assistiríamos a este fenómeno tão contemporâneo e francamente desolador: um crescendo de mulheres espetaculares desemparelhadas, estigmatizadas e rotuladas. Talvez resida aqui a justificação para tantas preferirem submeter-se a relações ocas, estéreis e abusivas a enfrentarem o celibato.

 

Com muita pena nossa, mulheres fortes e independentes, não abundam pelos tortuosos caminhos do amor homens com segurança e autoestima suficientes para, sem pudor nem receio, desafiar o status quo e contentar-se com uma companheira de batalhas ao invés de uma mera espetadora das suas façanhas.

 

Se também te assumes como uma mulher assim fica sabendo que não há nada de errado contigo. Pelo contrário, deves é ter orgulho em seres quem és. Em meio a tantas ovelhas, opta por ser a tresmalhada. Aquela que pensa pela própria cabeça, assume o comando da própria vida, é responsável pelas suas escolhas e decisões, dá a cara tal qual é e recusa-se a usar o espartilho social com quem se tenta moldar-nos.

 

A tua luz, especial, rara e preciosa, é o que deve guiar os teus passos rumo à felicidade plena. É precisamente a originalidade, a genuinidade, a particularidade e a força que fazem de ti digna de merecer um homem à tua altura, alguém com quem possas partilhar a tua essência sem filtros.

 

Desses homens de que falei ao longo do texto, só nos resta esperar que, ainda nessa encarnação, venham a consciencializar-se que, apesar de este tipo de mulher dar mais trabalho para conquistar e ainda mais para conservar, a vida ao seu lado é infinitamente mais interessante. Afinal não é à toa que se diz que quanto maior o esforço maior a recompensa.

 

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Ora viva!

 

Apesar da roupa suja ter sido lavada em casa, opto por secá-la em público, uma flagrante exceção a uma prática da qual sou totalmente a favor. A isso fui impelida por um tal de martins maduro, uma personagem que teve o descaramento de publicar um comentário neste blog, "a ver se encontra uma mulher interessante", quando, momentos antes, tinha-lhe feito saber que não queria voltar a ouvir falar dele e muito menos que usasse este espaço como secção de classificados para os seus sinistros intentos.

 

É melhor começar do princípio, que não deves estar a pescar nada de toda esta estória, francamente lamentável, se bem que à altura da mediocridade dessa tal criatura, um pré-idoso, que de senhor nada tem, não obstante ter mais do que idade para tal.


"Boa tarde,
li por acaso pedaços do seu blog do qual gostei muito,
Pergunto se me dá umas dicas na zona do Chiado, Principe Real, Baixa durante a semana...
Obrigado,
Sou homem maduro, bem parecido..
MM"

 

Foi pelos caracteres deste email que, na tarde desta quinta-feira, tive o primeiro contacto com esta pessoa. A primeira coisa que me passou pela cabeça ao ler as suas palavras, foi que anadava à procura de "companhia", se é que me entendes. Tanto assim foi que a minha resposta consistiu num:
"Boa tarde.
Admito que não entendi muito bem o seu pedido.
O que me passou pela cabeça prefiro nem concretizar antes de falar consigo."

 

Fazendo um parêntesis, deixa-me dizer-te que, sabe-se lá porquê, inúmeros gajos, ao primeiro contacto com o Ainda Solteira, tomam-no por uma espécie de classificado para arranjar macho, sem sequer se darem ao trabalho de ler com atenção o seu conteúdo, ficando assim por dentro da (verdadeira e única) essência deste espaço. Por assim ser, recebo uma infinidade de propostas de sexo, companhia, namoro e otras cositas más. Aqueles com cujas estórias empatizo, após criteriosa averiguação da real motivação por detrás do pedido de ajuda, até acedo a ajudar, através da partilha da sua estória, como bem sabes. Aos outros, por se revelarem ordinários, usarem linguagem chunga ou confessarem intenções perversas, mostro logo um cartão vermelho e peço que me poupem de novo contacto com a sua existência.

 

Retomando o segundo capítulo desta novela mexicana na qual, Por culpa da minha boa fé no ser humano aliada a uma boa dose de ingenuidade, me vi envolvida, instantes depois cai-me na caixa de entrada um segundo e-mail com estes dizeres: 
"ahhahah ok. Vou tentar estruturar melhor a pergunta... Vou ler com mais atenção o seu blog ...",
ao que prontamente respondi: "Afinal, foi o que pensei.
Não é o primeiro nem deverá ser o último. 
De facto, é melhor ler com atenção os meus textos.
Lá encontrará, com toda a certeza, a minha resposta ao seu  pedido de "ajuda"."

 

A mim apresentou-se como jornalista, aspirante a escritor. Agora, 27 e-mails depois, vejo que, na realidade, não passa de um patético sessentão (nasceu em 1955) a tentar safar-se no engate online, por detrás da desculpa esfarrapada de que a sua intenção visa tão somente "entender a alma das mulheres quarentonas e outras, se é que se pode alguma vez entender a mulher, as mulheres".

 

Apesar de não plenamente convencida com esta explicação, lá resolvi acionar o meu lado bom, dando-lhe assim o benefício da dúvida, até porque garantiu-me ele que tinha: "2 títulos para livros, pelo que gostaria de saber a minha opinião como mulher e ainda por cima ainda solteira". Foi assim que decidi dar seguimento à troca de mensagens, até porque tenho por hábito ser simpática e atenciosa com quem entra em contacto comigo.

 

Mensagem vai mensagem vem, pede-me ele, depois de eu ter deixado bem claro, ainda que nas entrelinhas, que não teria a mínima chance comigo:
"escreva no seu blog que hoje trocou impressões com um homem diferente de todos os outros que andam por aí, curioso, culto, bem parecido, viajado, coloque o meu mail. Pode ser que hoje tenha sido o meu dia de sorte.... Não conte já que tenho um grande defeito.... dinheiro pouco...".

 

Mais na brincadeira do que propriamente a expor-lhe as minhas convicções mais íntimas, respondo-lhe que, nesse caso, faltava-lhe o essencial, fundamentando nesses termos:
"Falando por mim, já não aguento contar troquinhos.
Com isso quero dizer que procuro quem me resgate, tal qual nos contos de fada, desta vida miserável.
Procuro quem me apresente ao lado B da vida, um mundo com o qual tanto tenho sonhado e que mereço conhecer.
Mas posso partilhar que procura emparelhar-se."

 

Pelo meio, contou-me algumas passagens da sua vida profissional e amorosa, cujos detalhes não vejo necessidade de expor; recomendou-me a leitura de algumas obras literárias; e solicitou a minha opinião acerca de títulos para os livros que anda a escrever.

 

Até aqui tudo bem; a cavaqueira fluía solta e cordial. A coisa só começou a azedar quando, após confessar-lhe que continuava solteira devido à dificuldade em encontrar um homem que me mexesse simultaneamente com o corpo, a cabeça e alma, ao que ele prontamente acrescentou "carteira também", sai-me ele com esta:
"Tens de ter uns sem dinheiro para amar e outros com dinheiro para gozar a vida... o marketing resolve isso muito bem."

 

Foi só neste momento que comecei a tomar consciência da pouca elegância do meu interlocutor, mais não seja porque ele não me conhece de lado nenhum, nem sabe o suficiente sobre mim para dirigir-se a mim como se uma uma oportunista da vida fosse. Assim, preferi deixá-lo sem resposta, não voltando a responder às mensagens seguintes. Pelos vistos, não satisfeito com o meu silêncio, às 08:35 deste sábado, manda-me ele novo email:
"Bom dia,
Ontem junto ao rio andavam uns rapazes giros e ricos, espero que tenhas dado com eles.
Já pensaste que podes ter muito ego, seres convencida que és o máximo e teres pouco para dar a não ser uma cara e um corpo bonito? Isso existe em grande quantidade e está disponível desde que o homem tenha dinheiro para pagar.
Bom fim de semana..".

 

Conhecendo-me como conheces, depois desta, a minha reação só podia ser agarrar no tablet e por os pontos nos is, através desta mensagem:
"Já não tinha apreciado a sua mensagem anterior, que ao sugerir que me relacionasse com dois tipos de homens, consoante as minhas necessidades amorosas ou financeiras, me fez sentir uma imoral, oportunista, uma vagabunda, capaz de usar inescrupulosamente os outros.
Daí nem me ter dado ao trabalho de reagir.
Dado que considerei esta ainda mais ofensiva, não seria eu se voltasse a deixar passar em branco.
Não sou uma caça-dotes, e ainda que o fosse, é assunto que só a mim diz respeito. 
De onde é que o conheço para estar a inferir sobre os meus valores, e mais ainda para ousar dar palpites?
Infeliz, misógino e deselegante são as palavras que para já me ocorrem para classificar esta sua atitude, espelhada nesta mensagem.
Se sou muita embalagem para pouco conteúdo, isso é comigo.
Aliás, se assim é porque anda a insinuar-se a mim desde o primeiro momento?
Os elogios à minha aparência, a referência à fila de candidatos, o convite para o cafezinho...
Percebi muito bem a intenção oculta por detrás destas manifestações. 
E se, no devido momento, não lhe chamei a atenção, foi porque não gosto de ser indelicada a custo zero.
Mas quando me pisam o calo, revido que é uma maravilha.
Se está ressabiado por não ter dinheiro para comprar essa "grande quantidade de mulheres com muito ego, convencidas, que se acham o máximo, mas com pouco para dar a não ser uma cara e um corpo bonito", problema seu.
E se eu sou uma dessas, problema meu.
Cada um tem o que merece!
Dou por encerrada as nossas conversações, que na minha vida só há espaço para quem contribua ativamente para a minha felicidade, pelo que lhe agradeço que não me volte a contactar.
Não queria que falasse de si no meu blog?
Pode crer que vou, se bem que não pelas razões que imaginou.
Não lhe desejo um bom fim de semana e também não quero voltar a ouvir falar de si.
Fui clara?"

 

O que faz a criatura imediatamente a seguir? Vem aqui e publica o seu anúncio. Ao receber a notificação desta jogada da parte dele, até pensei em apagar o comentário, mas deixei estar, já que para mim este era um assunto encerrado. Quanta ingenuidade da minha parte! Meia hora depois, não obstante ter-lhe expressamente escrito que não voltasse a contactar-me, recebo nova mensagem:
"Oigado,
Eu desejo-lhe um bom fim de semana...
Consegui que reagisse,
ao ter o blog e quando disse que andava à procura de respostas, pensei que conversando se pudesse lá chegar, mas fecha qualquer tipo de dialogo...
Não queria nada de si a não ser uma boa conversa...
Não consegui e apenas aticei o seu mau feitio.. não era essa a intenção
Bom fim de semana,".

Nem sequer me dei ao trabalho de responder, já que (finalmente) se tinha feito luz sobre a verdadeira natureza do remetente: conflituosa, perturbada e ressabiada. Novo lapso de ingenuidade. Ao que tudo indica a ausência de uma resposta da minah parte, ativou-lhe os mais primitivos genes de mesquinhez, já que, horas depois, nova mensagem, ainda mais provocadora que a anterior, chega-me pelas mãos do Gmail:
"Nenhum homem aguenta um feitio como o seu, um homem  foge
Agora fez-se luz e compreendo a razão de estar só".

 

Ainda mais convicta de uma sujeito dessa laia não merece absolutamente nada da minha parte, nem mesmo o "vai à m****" que me assaltou o espírito assim que li o conteúdo desta última mensagem, resolvi cortar o mal pela raíz, bloqueando-lhe qualquer acesso à minha pessoa assim como a este blog. Ao mesmo tempo que decidi tornar público este episódio, de modo que mais nenhuma mulher tenha que levar com a fealdade, a mediocridade e o despeito desta criatura patética, ressabiada e mal amada.

 

Ao invés de fazer mea culpa e desculpar-se, como seria de esperar de uma pessoa de bem, o execrável elemento teve a ousadia de me enviar mais duas mensagens, recorrendo ao insulto velado, ao mesmo tempo que, bem ao estilo dos cobardes, tentar negar o óbvio. Parece-te que comentários como: "A serem suas, bonita como é que se passa para continuar solteira, pois deve ter filas de homens de volta de si?", "Trintona gira interessante não casada…", "Se andar pela zona do Chiado Camões avise para bebermos um café", "Eu hoje já tive a sorte do meu lado, por estar a falar consigo", "Uma trintona interessante que sabe escrever (os escritores são os meus heróis preferidos) respondeu a uma provocação minha", "vi as tuas fotos és bem gira" são de alguém que não se fez a mim? Se isso não é tentativa de engate, então não sei o que será.

 

Se defender a honra, se não admitir que alguém nos trate como vagabunda, se não aturar desaforo, se não querer lidar com gente dessa laia é ter mau feitio, então é com o maior orgulho que me assumo uma mau feitio de excelência. É bem típico de pessoas medíocres, indivíduos de segunda linha, como lhes chamo, à falta de uma argumentação fundamentada, apelar à ofensa pessoal e àquele velho cliché de que já aqui falamos aquando do artigo Eles preferem-nas com mau feitio.

 

É assim que assumo publicamente que este indivíduo é persona non grata neste blog. Por isso não recomendo a ti ou a qualquer outra pessoa que reaja à sua manifestação de interesse. Se não apaguei o seu comentário foi porque não tolero a censura, por mais merecida que seja. Mas do meu email e da lista de seguidores deste blog fica ele banido. Para sempre, que criaturas dessas não fazem falta, nem aqui nem em lado nenhum!

 

Um bom resto de domingo, que amanhã há mais.

 

P.S. - Desculpa lá a extensão do estendal (leia-se texto), mas era muita roupa para caber num único.

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Ora viva!

 

Por diversas vezes aqui assumi que mulheres demasiado bem resolvidas não fazem muito sucesso junto do sexo oposto, a não ser que delas se queira apenas sabura (palavra crioula que qualifica tudo que seja diversão). A última foi na passada sexta-feira, quando escrevi que: "Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que tantos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar."

 

Esta declaração rendeu-me todo o tipo de reações, de tal modo que se justifica uma nova incursão ao âmago desta questão de independência feminina versus sucesso amoroso. Inspirada num texto do Thought Catalog, o artigo de hoje, uma sequela da anterior, visa esmiuçar o porquê de tantos homens não acharem grande piada a mulheres fortes e independentes.

 

Se "forte" e "independente" são caraterísticas inerentes à tua personalidade, deves estar habituada a dificuldades acrescidas no que toca a relações amorosas. Uma das razões primeiras, provavelmente, a mais enraizada, prende-se com a educação patriarcal que confere ao sexo masculino o dever de zelar pela segurança e bem estar do chamado sexo frágil, as mulheres.

 

Encarada como um ser indefeso, tal qual a donzela das estórias de encantar, a mulher precisa de quem a conduza, de quem a proteja, de quem a defenda de tudo e mais alguma coisa. E cabe aos homens, autênticos cavaleiros andantes de armadura e espada em riste, o papel de zelar pela sua segurança e sobrevivência. Assim vigorava no tempo das cavernas e assim continua a vigorar em muitas sociedades e na cabeça de muitas pessoas.

 

A maioria dos homens demonstra desconforto perante mulheres autossuficientes precisamente porque têm consciência de que o papel que lhe caberia na vida delas seria de mero figurante, com sorte de coprotagonista, ao invés do protagonismo que a sociedade lhe incutiu desde sempre. Sem donzela para ser salva, como pode ele desempenhar o papel do herói salvador? Se ela não precisa dele para garantir a sua preservação, então qual o seu papel na vida dela?

 

À custa dessa tal sociedade patriarcal e de milénios de lavagem cerebral, os discípulos de Marte precisam das mulheres, melhor dizendo das meninas, para acariciarem os seus egos e fazê-los sentirem-se elemento sine quo non na vida delas e membro ativo da esfera privada, uma espécie de macho alfa da relação.

 

Na presença de espécies femininas portadoras de atributos qualificativos semelhantes ou até superiores aos deles, o mais certo é que estes se sintam inibidos ou diminuídos. A verdade é que estes homens não foram programados para duvidarem de si mesmos, para porem em causa o seu valor, para sentirem-se intimidados, especialmente pelas mulheres.

 

Preferem ir atrás de uma "donzela", dependente e submissa, capaz de fazê-los sentirem-se superiores, necessários e responsáveis, do que batalhar por uma que o desafie, que o encare de igual para igual, que o estimule a superar-se e a dar o melhor de si (todos os dias).

 

Se estes exemplares pudessem aprender a amar e aceitar uma mulher forte e independente, muitas vezes mais disposta a dar mais e melhor para o bem da relação, não assistiríamos a este fenómeno tão contemporâneo e francamente desolador: um crescendo de mulheres espetaculares desemparelhadas, estigmatizadas e rotuladas. Talvez resida aqui a justificação para tantas preferirem submeter-se a relações ocas, estéreis e abusivas a enfrentarem o celibato.

 

Com muita pena nossa, mulheres fortes e independentes, não abundam pelos tortuosos caminhos do amor homens com segurança e autoestima suficientes para, sem pudor nem receio, desafiar o status quo e contentar-se com uma companheira de batalhas ao invés de uma mera espetadora das suas façanhas.

 

Se também te assumes como uma mulher assim fica sabendo que não há nada de errado contigo. Pelo contrário, deves é ter orgulho em seres quem és. Em meio a tantas ovelhas, opta por ser a tresmalhada. Aquela que pensa pela própria cabeça, assume o comando da própria vida, é responsável pelas suas escolhas e decisões, dá a cara tal qual é e recusa-se a usar o espartilho social com quem se tenta moldar-nos.

 

A tua luz, especial, rara e preciosa, é o que deve guiar os teus passos rumo à felicidade plena. É precisamente a originalidade, a genuinidade, a particularidade e a força que fazem de ti digna de merecer um homem à tua altura, alguém com quem possas partilhar a tua essência sem filtros.

 

Desses homens de que falei ao longo do texto, só nos resta esperar que, ainda nessa encarnação, venham a consciencializar-se que, apesar de este tipo de mulher dar mais trabalho para conquistar e ainda mais para conservar, a vida ao seu lado é infinitamente mais interessante. Afinal não é à toa que se diz que quanto maior o esforço maior a recompensa.

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Ora viva!

 

Meu bem, qual o teu tipo sanguíneo? O meu é O+, estou quase certa disso. Digo quase certa porque perdi, há muitos anos, o meu BI hematológico (aquele cartãozinho que nos dão a primeira vez que fazemos uma análise ao sangue). Que é do tipo O estou certa, só não estou muito certa em relação ao positivo ou negativo. Independentemente de O+ ou O-, o facto é que soa dadora universal. Isso quer dizer que o meu sangue é compatível com o de todos os outros grupos. No entanto, no caso de ser eu a precisar de uma transfusão (coisa que espero que não aconteça jamais), a coisa já não será assim tão simples, já que só posso receber sangue proveniente do mesmo grupo sanguíneo.

 

Findo o miniworkshop de hematologia, passemos então ao senso comum, o real foco deste artigo. Descobri na rede (onde mais?) que os grupos sanguíneos não só indicam a compatibilidade hematológica, como ainda revelam muitos aspetos da personalidade humana. Aos portadores do sangue tipo O, estão associadas caraterísticas, como:

 

1. Uma saúde (quase) perfeita

Apesar de mais propensos a contrair doenças como úlceras gástricas e distúrbios da tiroide, ao que tudo indica estamos mais imunes a maleitas mais graves, como doenças oncológicas, cardiovasculares e distúrbios de memória. No que à doença maldita toca, afigura-se que o nosso sistema imunitário demonstra maior capacidade de detetar e destruir as células cancerosas do que os dos restantes grupos.

 

2. Guerreiros por natureza

Portadores deste grupo sanguíneo nascem líderes, isto é, quando têm um objetivo em mente, fazem de tudo para alcançá-lo. Além de resistentes, elas também são muito organizadas e responsáveis. E não é que é a mais pura verdade?

 

3. Hiperatividade e impulsividade ao rubro

Quando sob pressão, podemos facilmente perder o bom senso. Daí que se recomende aos que connosco têm que lidar que pensem duas vezes antes de nos pressionar. Falando por mim, posso garantir que se trata de outro facto incontestável.

 

4. Nada de álcool ou cafeína

O álcool e a cafeína devem ser mantidos a uma distância segura, isto porque o nosso nível de adrenalina já é naturalmente muito elevado, portanto, não convém aumentá-lo ainda mais. Além disso, recomenda-se que evitemos sementes e produtos láteos (difíceis de digerir), sendo igualmente aconselhável que devemos consumir uma grande quantidade de proteína. Outro dado empiricamente atestado pela minha pessoa.

 

Depois do que acabaste de ler, ficaste com curiosidade em saber o que diz o teu tipo sanguíneo sobre ti? Se sim, é só dares um clique até e começares a separar o trigo do joio até encontrares informações verosímeis.

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19
Fev16

É bom ter 30 anos

por LegoLuna

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Aposto que muitos de nós gostaríamos de ainda andar na casa dos 20. Outros mal conseguem conter a expetativa e curiosidade para chegar ao 40, década em que se atinge 'o auge' (na teoria, porque na prática só quem lá está ou esteve é que sabe). A verdade é que vários estudos afirmam que os 35 anos são "a melhor idade" e que o ser humano só começa a ser verdadeiramente feliz aos 33. Será?

 

Não obstante todas as idades estarem vulneráveis a crises e dramas, o facto é que mais vale atentarmo-nos no lado B da coisa do que estar a lamentar-se. A pensar nisso, o Huffington Post listou algumas boas que se alcançam aos 30 anos:

 

1.    Atinge-se o 'pico' sexual: Segundo um estudo divulgado por este órgão de comunicação, nós as fêmeas sociais atingimos o auge sexual na década dos 30 e no início dos 40. Pelos vistos, fazemos mais sexo e temos mais fantasias sexuais. Para além disso, muitas mulheres afirmam que se sentem mais sensuais e melhor com o seu próprio corpo aos 30.

 

2.    Aproveita-se mais o sucesso laboral: Aos 20 acaba-se o curso, procura-se trabalho e salta-se de empresa em empresa à procura de estabilidade. Aos 30 aproveita-se aquilo que se alcançou e vive-se mais intensamente os momentos bons profissionais, explica uma investigação divulgada na Payscale.com.

 

3.    A personalidade já não muda: Passamos vários anos a perceber-nos e a 'moldar-nos' de acordo com aquilo que vemos e acreditamos. De acordo com o psicólogo de Harvard William James é aos 30 anos que a pessoa 'assenta' e mostra aquilo que realmente é. Claro que a personalidade está ligada a questões genéticas, mas existem fatores culturais e sociais que a influenciam, levando a que a formação da mesma seja um processo longo, acabando por estabilizar aos 30, explica o mesmo psicólogo.

 

4.    Começa a surgir a verdadeira felicidade: Tal como anteriormente exposto, é aos 30 anos que as pessoas se começam a sentir realmente felizes. Um estudo feito em 2012 mostra que 70% do povo britânico com mais de 40 anos diz que a idade em que foi mais feliz foi aos 33. De acordo com a psicóloga Donna Dawson, esta idade pode estar relacionada com a felicidade devido à proximidade dos anos em que se fez mais loucuras e não se tinha noção dos limites e à estabilidade encontrada a partir dos 30. "Já passámos a idade da inocência, mas ainda mantemos uma certa esperança em relação ao que aí vem", explica.

 

Confesso que não tenho essa perceção, já que (ainda) não consegui alcançar nem 1/4 da felicidade que vivi nos anos 20, incensuravelmente os meus golden years. Ah! Como fui feliz há dez anos atrás. Agora estou prestes a terminar os 30 com a sensação de que este decênio passou-me completamente ao lado. Não consegui realizar-me decentemente, quer em termos académicos, profissionais, amorosos e sociais - e nem concretizar nenhum dos meus sonhos e projetos. Lamentos à parte, estes anos têm sido muito duros e ingratos para com a minha pessoa. Vou mas é esperar pelos 40 para (voltar) a ser escandalosamente feliz. On va voir!

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28
Jan16

Quer sejas uma notívaga - que prefere aproveitar o serão para ler, ver televisão, trabalhar, estudar, sair na night, blogar (guilty!) ou, simplesmente, confraternizar - ou uma madrugadora -  que acorda com as galinhas e vai dormir assim que acaba o telejornal -  os hábitos noturnos dizem muito sobre a tua personalidade.

 

Este vídeo, publicado no YouTube ASAPScience, explica de forma eficiente e divertida os benefícios e as desvantagens de cada preferência noturna. Na perspetiva de Mitchell Moffit, um dos videógrafos, os 'passarinhos madrugadores' apresentam as seguintes caraterísticas:

- "Maior proatividade";
- "Maior otimismo";
- "Menor propensão para depressões ou adições".

 

Já as 'corujas noturnas' possuem outras particularidades:

- "Menor substância branca [no cérebro], o que faz com que as hormonas ligadas ao prazer estejam muito limitadas;
- "Maior criatividade";
- "Maior capacidade cognitiva";
- "Maior propensão para correr riscos".

 

Coruja eu sou. E tu que és?

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