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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

Começo por pedir perdão peor estes dias de ausência. A verdade é que não tive inspiração (nem vontade, assumo) para dar um saltinho até aqui, quanto mais para escrever algo à altura deste blog. Ando numa verdadeira maratona a fim de conseguir entrar no novo ano com um emprego decente, que me permita alcançar a tão ambicionada estabilidade financeira (e emocional, por tabela). Não está fácil, confesso. É um acumular de negas, mensagens de consolação e ostentivos silêncios em torno das minhas manifestações de interesse. Enfim...

 

Ultrapassado a sessão de lamúrias, e dado que o alento para a escrita continua em baixo, deixo-te com uma repescagem de um post publicado há exatamente um ano e que versa sobre a dificuldade em nos voltarmos a cair de amores por alguém.

 

"Um inspirador artigo do Já Foste sobre um dos efeitos colaterais da solteirice: a dificuldade de se apaixonar novamente. Identifico-me totalmente com o conteúdo deste, pelo que aproveito a oportunidade para mandar um recado teleguiado para todos aqueles que não se cansam de dar bitaites em relação à nossa escolha de permanecer desemparelhado. Até parece que preferem ver-nos numa relação abusiva ou infeliz do que sem uma alma a tiracolo. Um dia ainda hei de perceber porque a solteirice incomoda tanto, e a tanta gente.

 

Depois de um tempo fica difícil abrir o coração novamente, assim de maneira espontânea. As derrotas no amor ensinam a racionalizar alguns sentimentos, e por este motivo gostar de alguém deixa de ser tão simples como deveria ser. Criamos barreiras, exigências, inventamos mil motivos, mais para o não do que para o sim.

 

Meio que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para sermos felizes sozinhos o tempo todo. Aprendemos as coisas que nos aliviam, que nos deixam felizes, que nos acalmam, que nos distraem e que nos fortalecem. Construí­mos um mundo particular confortável e uma cela quase intransponível para o coração.

 

De vez em quando aparece alguém batendo na porta, educadamente, querendo entrar, e por mais que a pessoa mereça uma chance, às vezes entregar-se é custoso. Parece cansativo sair do conforto de não sentir vazios no coração ou nós na garganta – porque gostar de alguém às vezes causa estes efeitos colaterais – mesmo que isso tenha um custo: não morrer de amores nos finais de semana e levar uma vida sem grandes intimidades. Pagamos o preço de não amar.

 

Com o acumular de deceções nós vamos criando um medo enorme, mas ele não é de amar, nunca foi. O medo é de dar errado, de se machucar, de se entregar à toa, de quebrar a cara e sofrer novamente. Com o tempo ficamos fortes para a vida, mas frouxos para o amor. É como ter medo de alturas, porque não se tem medo da distância entre o chão, mas sim da possí­vel queda.

 

E no meio desse medo que vamos acumulando, passam algumas pessoas que poderiam ter valido a pena insistir, mas até nisso, a motivação acaba. Lutar por alguém, dedicar-se um pouco mais para que algo dá certo, custa um esforço danado. Insistir em alguém parece exaustivo. Com o tempo ficamos práticos: se der certo ótimo, se não adeus. Enquanto encaixa, o jogo continua, mas se uma peça se perde, é melhor substituir. O problema é que ficamos práticos demais.

 

Outras vezes chega a ser meio contraditório, pois o medo é de dar certo. E se com esta pessoa funcionar? E se eu for feliz de uma maneira que nunca imaginei que seria? Quem me garante que desta vez a pessoa não irá embora? Quem me promete que as atitudes dela me renovarão a cada dia?

 

Mas a vida é este risco incalculável de incertezas, e talvez a solução seja mesmo entregar-se totalmente, sem limitações. Se correr mal, correu; com coragem a gente recupera, a gente traz de volta a esperança, e transforma as deceções em lições e em aprendizado.

 

Depois de um tempo é preciso muita coragem para sair dessa mediocridade de relações superficiais. Talvez valha a pena encarar o medo, mesmo que a gente precise de um tempo de solidão e de calma no coração. É preciso criar um alarme para não perder o horário de voltar a abrir o coração, de querer com ânsia os mais puros sentimentos.

 

Mesmo que não seja o momento, uma hora tu precisas criar coragem para voltar a subir nas alturas, mesmo com medo, porque um dia a alma fica inquieta e pede por isso. E que este tempo seja para criar impulso e depois pular com tudo, porque estar vivo só vale a pena quando podemos – com toda a nossa plenitude – sentir."

 

Continuação de bom fim de semana e até breve.

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Ora viva!

 

Como voltei ao ativo, infelizmente, o tempo e a inspiração voltam aos registos pré-baixa. É neste contexto que te trago outro inspirador artigo do Já Foste sobre um dos efeitos colaterais da solteirice: a dificuldade de se apaixonar novamente. Identifico-me totalmente com o conteúdo deste, pelo que aproveito a oportunidade para mandar um recado teleguiado para todos aqueles que não se cansam de dar bitaites em relação à nossa escolha de permanecermos sós. Até parece que preferem ver-nos numa relação abusiva ou infeliz do que sem ninguém. Um dia ainda hei de perceber porque a solteirice incomoda tanto, e a tanta gente.

 

"Depois de um tempo fica difícil abrir o coração novamente, assim de maneira espontânea. As derrotas no amor ensinam a racionalizar alguns sentimentos, e por este motivo gostar de alguém deixa de ser tão simples como deveria ser. Criamos barreiras, exigências, inventamos mil motivos, mais para o não do que para o sim.

 

Meio que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para sermos felizes sozinhos o tempo todo. Aprendemos as coisas que nos aliviam, que nos deixam felizes, que nos acalmam, que nos distraem e que nos fortalecem. Construí­mos um mundo particular confortável e uma cela quase intransponível para o coração.

 

De vez em quando aparece alguém batendo na porta, educadamente, querendo entrar, e por mais que a pessoa mereça uma chance, às vezes entregar-se é custoso. Parece cansativo sair do conforto de não sentir vazios no coração ou nós na garganta – porque gostar de alguém às vezes causa estes efeitos colaterais – mesmo que isso tenha um custo: não morrer de amores nos finais de semana e levar uma vida sem grandes intimidades. Pagamos o preço de não amar.

 

Com o acumular de deceções nós vamos criando um medo enorme, mas ele não é de amar, nunca foi. O medo é de dar errado, de se machucar, de se entregar à toa, de quebrar a cara e sofrer novamente. Com o tempo ficamos fortes para a vida, mas frouxos para o amor. É como ter medo de alturas, porque não se tem medo da distância entre o chão, mas sim da possí­vel queda.

 

E no meio desse medo que vamos acumulando, passam algumas pessoas que poderiam ter valido a pena insistir, mas até nisso, a motivação acaba. Lutar por alguém, dedicar-se um pouco mais para que algo dá certo, custa um esforço danado. Insistir em alguém parece exaustivo. Com o tempo ficamos práticos: se der certo ótimo, se não adeus. Enquanto encaixa, o jogo continua, mas se uma peça se perde, é melhor substituir. O problema é que ficamos práticos demais.

 

Outras vezes chega a ser meio contraditório, pois o medo é de dar certo. E se com esta pessoa funcionar? E se eu for feliz de uma maneira que nunca imaginei que seria? Quem me garante que desta vez a pessoa não irá embora? Quem me promete que as atitudes dela me renovarão a cada dia?

 

Mas a vida é este risco incalculável de incertezas, e talvez a solução seja mesmo entregar-se totalmente, sem limitações. Se correr mal, correu; com coragem a gente recupera, a gente traz de volta a esperança, e transforma as deceções em lições e em aprendizado.

 

Depois de um tempo é preciso muita coragem para sair dessa mediocridade de relações superficiais. Talvez valha a pena encarar o medo, mesmo que a gente precise de um tempo de solidão e de calma no coração. É preciso criar um alarme para não perder o horário de voltar a abrir o coração, de querer com ânsia os mais puros sentimentos.

 

Mesmo que não seja o momento, uma hora tu precisas criar coragem para voltar a subir nas alturas, mesmo com medo, porque um dia a alma fica inquieta e pede por isso. E que este tempo seja para criar impulso e depois pular com tudo, porque estar vivo só vale a pena quando podemos – com toda a nossa plenitude – sentir."

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Como hoje é sexta-feira, e estamos praticamente no pico do verão, quem sabe se o tal summer affair que tanta falta faz por estes dias não vá ainda dar o ar da sua graça. Eu, pelo menos, continuo esperançosa. No caso disso vier a acontecer, convém estarmos por dentro do que nos garante sucesso imediato na hora de "socializar".

 

Assim, o artigo de hoje é sobre qual que torna uma mulher mais atraente aos olhos de possíveis pretendentes. Como não podia deixar de ser também partilho contigo aquela que nunca devemos usar num primeiro encontro.

 

Que a cor da roupa que se usa no primeiro encontro pode influenciar (e muito) o impacto provocado no sexo oposto isso já todos sabemos. Também sabemos que não é à toa que o vermelho é considerada a cor da paixão. O vermelho - a minha cor favorita - encanta tanto a eles como a elas. Um homem de vermelho - desde que não em look  integral (sim, vivi para presenciar tal atentado ao bom gosto) - é uma coisa para lá de sexy. Quando o meu rapaz lá do ginásio me aparece à frente com um cachecol ou pulôver dessa cor, fico à beira do … (tu sabes).


Segundo o site She Finds, se o objetivo é conquistar a atenção e garantir a atração da outra pessoa, a cor encarnada é a escolha infalível: "Estudos mostram que a mulher que usa peças de roupa vermelhas é mais atraente aos olhos e potenciais pretendentes", lê-se no site norte-americano. Em contrapartida, o amarelo é a cor menos interessante para se usar num first date.

 

Viva o vermelho. Viva a paixão. Viva a sexta-feira. Viva a vida.

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Dias há li algo que me tocou particularmente: um ancião revelou que amou a mesma mulher por mais de 50 anos. Até aqui nada de especial. O que me emocionou foi quando ele diz, naquela voz mansa, sábia e conformada, que só a idade legitima: "quem me dera que ela tivesse sabido disso!".

 

Desde então, esta frase não me sai da cabeça. Daí estar agora a escrever sobre o assunto.

 

Muitas vezes, perdemos verdadeiras oportunidades de ser e estar feliz pelo simples facto de não arriscarmos, de não revelarmos, de não avançarmos, de não expressarmos o que nos vai na alma e no coração. Ou seja, de não fazermos nada.

 

Nos dias que correm, levamos com tantos mind games, esquemas e subterfúgios, que a (verdadeira) arte da sedução e da conquista vai caindo em descrédito, para não dizer em desuso.

 

Ou porque tememos a rejeição, ou porque temos medo da censura dos outros. Ou ainda pela insegurança, por timidez, por fantasmas do passado ou pelo simples facto de se gostar de joguinhos, a verdade é que são poucos os que demonstram, sem filtro ou make-up, o que realmente lhes vai na cabeça, no coração e na alma.

 

O espartilho social e moral é tão apertado que a claustrofobia emocional só tende a aumentar e a tornar-nos reféns de uma realidade que mais não é do que o fruto da nossa mente e das nossas escolhas.

 

Apesar de não me rever em joguinhos, reconheço em mim uma pessoa demasiado contida, muito apegada à ditadura social do que deve ser ou fazer uma mulher decente. Pouco arrisco, pouco demonstro, pouco revelo, pouco ouso. Quando damos pouco - não sem ter, a priori, a garantia de ser correspondida - menos ainda se recebe. Só que a vida não traz garantias de nada e para nada. Em matéria de amor, menos ainda.

 

Se te reconheces nestas linhas, presta atenção para não caíres no mesmo erro: em vez de desperdiçar tempo, expectativas, ilusões, suspiros, e noites de insónia e solidão, que tal ser aquilo que se é e dar-se a conhecer, a querer conhecer o outro, ao invés de se deixar moldar por meras convenções e ocos pensamentos, que só nos faz perder tempo, oportunidades e possibilidades.

 

Não é à toa que somos tão mais felizes na infância. É nesta altura da vida que ainda não temos desenvolvida a arte do socialmente aceito, da dissimulação, do fingimento, dos joguinhos e das palermices. Éramos o que éramos e verdadeiramente felizes com isso. Portanto, é hora de abrir mão do que não vale a pena e insistir no que pode valer. É hora de banir aquela vozinha incómoda, inoportuna e invasiva que não nos deixa, pura e simplesmente, seguir o coração, indo assim atrás do que se deseja.

 

Se apetecer dizer "gosto de ti", diz-se e pronto. Se apetecer ligar, liga-se e pronto. Se for para declarar, declara-se e pronto. Se for para abraçar, abraça-se e pronto. Se for para beijar, então que se beije.

 

Como me aconselhou no outro dia uma seguidora, mais vale expressar os sentimentos do que chegar a uma altura da vida e pensar "eu podia ter tentado". E se for para desiludir, olha paciência. C'est la vie! Que eu saiba, não se morre por amor. Essa é a única garantia que se tem.

 

Eu agora resolvi ver o mundo de outra maneira. E não foi ele que mudou, fui eu!

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Jun16

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Hoje republico um dos meus artigos mais populares e comentados: o que fala sobre a minha crush por um gajo que anda no mesmo ginásio que eu. Boa leitura.

 

Com o meu ego de baixa, venho aqui em busca do teu ombro amigo e, quiçá, de uma palavra de conforto. O assunto que quero partilhar contigo hoje é a minha (não) relação com um rapaz lá do ginásio, que não há maneira de me passar cartão, mas por quem suspiro, suspiro e suspiro. A este ritmo ainda abro uma suspiraria.

 

Após três semanas de treino intensivo com o meu couch, regressei esta tarde aos treinos. Este interregno forçado deveu-se a falta de fluxo de caixa, já que esta cena de estar desempregada (e sem qualquer subsídio, diga-se de passagem) tem muito que se contar. Enfim... ultrapassada a questão, eis-me de volta ao Fitness Hut, que é bom, barato e bonito (agora até pareço um chinês a promover um dos seus artigos) e ajuda-me a manter a mente e o corpo sãos.

 

Ao final do dia sabe-me sempre bem lá ir, não só porque o exercício físico é algo do qual já não consigo (nem quero) estar longe por muito tempo, mas também porque é o único momento em que o meu cérebro não pensa em nada. A não ser no tal rapaz lá do ginásio!

 

O fulano, gaiato para vinte e poucos anos (não consigo precisar com exatidão a idade dele, sei apenas que é bem mais novo do que eu), é o tal por quem ando a babar desde janeiro, já lá vão mais de nove meses, tempo esse que, para uma mulher à beira dos 40 anos, é uma vida. O fulano não é bonito, mas é giro. O fulano não é gostoso, mas é apetecível. O fulano não é hot, mas tem pinta. O fulano é trinca-espinhas, mas todo trabalhado na tonificação. O fulano só tem duas mudas de roupa, uma para cada estação: uma calça de fato de treino de algodão que aperta nos tornozelos - no comment - e uns calções para a época mais quente, (ambos da cor cinza), mas tem estilo. O fulano só usa t-shirts promocionais -  aquelas das meias-maratonas, tipografia Santos e afins - e meias até às canelas, mas até isso lhe confere um diferencial. O fulano, até há uns meses atrás, só tinha umas sapatilhas de futsal (pois...), mas agora tem um par de adidas todo trendy. O fulano é daquele tipo que para a meio de um agachamento para ir ao telemóvel ler ou escrever mensagens (um dia ainda hei de descobrir com quem ele tanto troca mensagens). O fulano é tão fininho que dá perfeitamente para usá-lo como régua. O fulano é tão achatado lá atrás que deve ser um descendente direto do Mao Tsé Tung (só espero que o que Deus não lhe deu atrás, lhe tenha dado à frente).

 

Mas apesar de tudo isso, o fulano tem potencial, ah tem sim senhora! Sabes aquele tipo de homem que, apesar de não fazer nada o nosso género, tem aquele je ne sais quoi que nos deixa absolutamente fascinadas? Claro que o facto de ele não me ligar nenhuma contribui (e muito) para a intensidade desse fascínio.

 

Uma vez elencados todos os no match point dele, convém esclarecer o que é que eu vi no dito cujo para estar assim tão embeiçada. Para começar, o gajo não usa acessórios corporais, vulgo brincos, piercings e tatoos (em relação a essas coisas sou muito conservadora). Depila-se apenas nas axilas (pelo menos é o que está visível a olho nu), o que me faz pensar que é uma pessoa que zela pela estética, higiene e bem estar coletivo, mas que não deve ser gay. É muito disciplinado, nunca o vi começar a treinar sem primeiro fazer o aquecimento (coisa rara). É metódico, já que segue à risca o seu plano de treino (seja ele qual for), o que, a meu ver, quer dizer que não vai lá apenas polir o tatami, menos ainda socializar ou galar as damas ou cavalheiros (sei lá eu em que time joga o fulano!). Não passa cartão a ninguém, nem dá confiança para isso. Sempre na dele, fala pouco, treina bastante e "telemova" pra caramba (essa parte é mesmo creepy, admito). E eu que adoro pessoas reservadas, misteriosas e de acesso condicionado, não resisto. Bem, quando ele chega de fato, o meu coração simplesmente para: o homem é a coisa mais linda e elegante do mundo.

 

Ninguém no ginásio me sabe dar informações dele e acredita que já recorri a quase toda a gente: ao gerente, a uma PT, à menina da limpeza, aos amigos, até subornei um gym service para aceder ao ficheiros dos sócios e conseguir-me um contato dele (telefone, e-mail, facebook, o que for). Nada!

 

Até agora a única coisa que consegui descobrir foi o seu primeiro e último nome. Uma vez, por acaso, assim só por acaso, vi-o inserir o código de acesso e fiquei a saber como se chamava ele (que alegria minha nesse dia, uma sexta-feira, lembro-me perfeitamente). Mas é um nome tão comum, tão lusitano, que de pouco me serviu até agora, uma vez que devem existir inúmeros sócios com as mesmas coordenadas notariais. Também não tive sorte nenhuma nas redes sociais e acredita que como gestora de social media dificilmente me escapa algo na rede.

 

Minha nossa! Empolguei-me a descrever o rapaz (é para veres o que ele faz comigo) que o texto já vai bem longo e ainda nem sequer cheguei ao cerne da questão: como fazer com o dito cujo repare em mim e me dê uma oportunidade. Alguma sugestão? Qualquer dica será devidamente apreciada.

 

Por ora é tudo, que esta suspirante aqui está toda moída (pudera! após todos estes dias de inatividade, sem falar que a idade também não ajuda) e este corpito que é meu, mas que não me importava de ceder ao tal rapaz do ginásio, só pede repouso.

 

Xiuuuuuu! Consegues ouvir? É a minha cama a chamar-me. Despeço-me com um até amanhã e prometo que para a semana haverá mais para contar sobre esta minha novela pessoal. O melhor ainda está para vir, acredita no que eu te digo!

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A edição norte-americana da revista Cosmo aponta sete situações que fazem um homem ficar cada vez mais apaixonado pela mulher com quem andam. Caso estejas numa relação, quem sabe este artigo não te ajuda a fazer um ponto da situação do quanto andas a caprichar na sedução.

 

7 coisas que deixam um homem mais apaixonado

Quando o fazes rir
A boa disposição é contagiante e todos os homens gostam de mulheres bem dispostas e com humor, que saibam desfrutar dos momentos com algumas gargalhadas.

 
Quando adormeces no colo dele
Planearam assistir a uma maratona de filmes em tua casa, mas estás muito cansada e adormeces no colo dele. Ele adora essa intimidade, é uma maneira de se sentir mais perto de ti.


Acordar lado a lado
Despertar colado a ti tem um significado muito especial para ele. É sinal de que leva a vossa relação a sério e que podem passar ótimos momentos juntos.


Quando passam o dia na cama pela primeira vez
24 horas dedicadas só a ti. Tomam o pequeno almoço, conversam sobre os vossos planos, vêm filmes atrás de filmes e ainda trocam muitos mimos.


Quando ele fica sem te ver
Às vezes um tempo separados é importante para perceberem se querem estar mais tempo juntos, ou não. Sentir falta também faz parte do amor.


Quando sente apoio
Ter-te por perto nos bons e nos maus momentos é muito importante para ele. Dá-lhe segurança, e sabe que pode contar contigo em qualquer momento da sua vida.


Quando têm bom sexo
Ele gosta de te ver ter prazer, o gostar de ti significa isso mesmo, também pensar em ti. Essa conexão só vos irá unir, ainda mais.

 

Meu bem, depois do que acabaste de ler, assumes-te como sedutora ou desleixada?

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Ninguém melhor do que nós mesmos para lidar com a nossa própria vida, sonhos e paixões. Daí que seja imperativo não permitirmos certas coisas por parte dos outros. Coisas essas que pouco ou nada acrescentam à nossa felicidade. Bem pelo contrário!

 

A meu ver, um dos luxos da idade adulta é o livre arbítrio para podermos decidir quem deve (ou não) fazer parte do nosso círculo de convivência. A nós mulheres então, na qualidade de criaturas confiantes e bem resolvidas, cabe-nos a tarefa - muitas vezes dolorosa e ingrata - de afastar de nós certo tipo de pessoas e de atitudes que simplesmente boicotam a nossa felicidade. O artigo de hoje debruça-se sobre algumas delas:

 

1. Quem sabe da tua vida és tu: Não permitas que te digam como viver a tua vida, e muito menos que nela interfiram nela, sobretudo em relação ao que deves vestir, com quem deves namorar e o que deves comer.

 

2. A tua paz de espírito deve ser sagrada: Bane da tua vida as pes­soas tóxicas, que servem apenas para perturbar a tua paz de espírito, sugar a tua energia e interferir com o teu bem-estar psíquico e emocional.

 

3. A tua vida privada deve ser inexpugnável: A vida é tua e só tu sabes as batalhas que enfrentas todos os dias. Por isso mesmo, não temas em manter dis­tância dos bis­bilho­teiros e das pes­soas que não se im­portam con­tigo, mas que, ainda assim, insistem em intrometer-se e dar palpites na tua vida privada.

 

4. O sonho comanda a vida: Evita contato com todo aquele que faz pouco dos teus sonhos, que os desvaloriza e até ri deles. Em compensação, cerca-te de quem acre­dita neles e que te pode ajudar a realizá-los.

 

5. Tolerância zero para com segundas oportunidades: Com isso quero dizer que dar uma se­gunda hi­pó­tese a pessoas que já te desiludiram e nas quais deixaste de confiar é o mesmo que esperar que chova no deserto do Saara. Ou seja, espera-se demasiado tempo para presenciar tal fenómeno. Acre­ditar nas promessas de quem não soube merecer a tua confiança não passa de ilusão, por isso afasta-te desse tipo de espécie humana.

 

6. Se conselho fosse bom, seria pago: Todo mundo tem conselhos para dar sobre tudo e mais alguma coisa. Sobre a vida alheia, então…. Perante aquelas pessoas que passam a vida a dizer-te como deves viver a tua, em especial as que não põem em prática o que apregoam, só há uma coisa sensata a fazer: não desperdiçares o teu tempo com elas, já que o mais provável é que não saibam o que é me­lhor para elas quanto mais para ti.

 

7. Os fracassos são teus e mais ninguém tem direito a fazer uso deles: In­fe­liz­mente, algumas pes­soas sentem-se me­lhor me­nos­prezando os ou­tros. Não permitas que tal aconteça contigo. Man­tém-te firme na tua po­sição e evita o tipo de pessoas que te atira com os fracassos à cara e te faz sentir incompetente ou incapaz.

 

8. És digna de amor sim e ponto final: Por isso, evita as pessoas que in­sistem em dizer que és com­pli­cada e tal e que de­verias mudar. Acredita que existem pes­soas que te amam e te aceitam exatamente como és, ou seja, com todos os teus defeitos. São essas que interessa ter sempre por perto. O resto é o resto. E nunca ninguém precisou de restos para ser feliz.

 

9. Usar e abusar da tua bondade: Permitir que façam uso indevido das tuas qualidades mais altruístas é emocionalmente desgastante e uma batalha inglória. Dás o teu melhor e, em contrapartida, absorvem toda a tua boa vontade, sem falar no teu tempo, sem nada de bom dar em troca. Escusas deixar de ser uma boa amiga para saberes iden­ti­ficar quando alguém te toma por garantida.

 

10. É a paixão que nos faz querer ir mais além: Não deixes que te desviem da tua paixão, ainda que esta pa­reça insana, exequível ou incapaz de te garantir o sustento. Per­mitir que os ou­tros in­ter­firam com a tua verdadeira vo­cação é abrir mão do melhor de ti e deixar que outros assumam o comando da tua vida.

 

11. O teu tempo é mais importante de que o tempo dos outros: Não deixes que te pressionem com limites de tempo. As pessoas adoram ca­lendá­rios e prazos, mas isso não quer dizer que tenhas que te regular em função delas. Dá o teu me­lhor, sempre dentro do teu timing, e deixa a vida te levar.

 

12. Os artigos é que levam rótulos: Não permitas que te rotulem. As pessoas adoram ro­tular os ou­tros - vul­ne­rável, emo­ci­onal, louco, inde­ciso, chato, exigente, com­pli­cado e por aí adiante - porém não és obri­gada a aturar isto. Abre mãos de todos os ró­tulos para não ter que levar com nenhum deles.

 

13. Os teus planos devem ser a tua prioridade: Não permitas que te façam desistir dos teus planos. E se fores abrir mão deles, que seja por ti e não pelos outros. Na vida há que arriscar e de ter fé, pelo que não vale a pena par­tilhares os teus planos e as tuas ideias com quem não será capaz de os en­tender.

 

14. Os erros alheios não são responsabilidade tua: Não deixes que te culpem pelos erros dos outros e muito menos admitas que te usem como saco de pancada ou bode ex­pi­a­tório para fa­lhas alheias.

 

15. Cada um tem o lugar que merece na tua vida: Dá a cada pessoa o lugar que ela merecer, caso contrário, corres o risco de te sentires usada, esgotada ou até mesmo de­ce­cionada. Se alguém te trata como prioridade, dá-lhe um lugar de destaque na tua vida. Se não, relega-a para os bastidores, de preferência dentro de um armário trancado a cadeado e cuja chave caiu num calabouço.

 

Para o bem da nossa sanidade mental, social e, porque não dizer física, convém não darmos margens a esse tipo de atitudes, que só servem para nos deixar ansiosos, estressados, diminuídos, infelizes, frustrados e ressentidos. Se para isso tivermos que banir algumas pessoas do nosso convívio…, olha temos pena. O importante é sermos e estarmos felizes, pelo que quem não contribui para tal coisa, não merece fazer parte da nossa vida.

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Com que então uma relação em regime duo acarreta muitos mais benefícios do que se pode imaginar à primeira. Além dos da praxe: muito beijo na boca, sexo sempre que quisermos, dignidade social, rolha na boca dos amigos e familiares, companheirismo, programas a dois e por aí adiante, a dona ciência aponta (mais) três benefícios em namorar:

 

1. Recupera-se mais rápido das cirurgias - pessoas apaixonadas são bem mais otimistas quando confrontadas com situações de doenças mais graves. De acordo com uma pesquisa norte-americana, o índice de sobrevivência depois de uma cirurgia entre os casados era três vezes superior ao dos solteiros.

 

2. Morre-se mais tarde - por um motivo óbvio: os apaixonados contam com maior suporte social, ou seja, alguém com quem contar em situações de adversidades. Para os pesquisadores da Universidade de Louisville, os homens solteiros apresentam um risco de morte 32% maior que os casados, enquanto que as solteiras correm um risco 23% maior de morrer. No fim das contas, os solteirões vivem de 7 a 17 anos menos que os comprometidos.

 

3. Aprecia-se melhor a comida - Kurt Gray, psicólogo da Universidade de Maryland, confirmou que quem está numa relação (saudável) gosta mais da comida, uma vez que "a forma como captamos as intenções dos outros muda a nossa perceção física do mundo", explica Gray. Vai ver é por isso, aliás, que os casais engordam depois de um tempo de namoro.

 

Hum... depois disto, o que dizer? Já que contra factos de pouco ou nada adianta argumentar, é perfeitamente possível fintar a coisa assim: já que os solteiros sobrevivem menos a operações e morrem mais cedo, o jeito é caprichar (ainda mais) em estilos de vida saudável: comer bem, dormir bastante, praticar exercício físico com regularidade, rir muito, chorar pouco, trabalhar o suficiente, sexo de qualidade (sempre que possível). Quanto ao terceiro benefício, esse não me faz falta, já que aprecio muito a minha comida e não quero engordar.

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21
Nov15

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Ainda na réplica do post anterior, alusivo ao Dia Nacional do Pijama, o de hoje aprofunda ainda mais a questão do dormir sem roupa, prática da qual assumo ser adepta incondicional. Para mim, sempre foi mais do que óbvio as vantagens inerentes a este hábito, mas agora é um jornal norte-americano, minimamente digno de confiança, que vem "certificar" este facto.

 

De acordo com o Huffington Post, dormir (completamente) nu traz pelos menos quatro benefícios a curto/médio prazo. Vejamos:

- Dormimos melhor: o corpo costuma baixar a sua temperatura durante o período em que descansamos. Os pijamas (principalmente os mais fofinhos) mantêm o corpo demasiado quente, impedindo o organismo de atingir a temperatura ideal. Este desequilíbrio faz com que tenhamos um sono mais leve e um menor período de descanso absoluto durante a noite.

- 'Pele com pele' ajuda a relaxar: "o contato pele com pele reduz a pressão arterial, diminui os níveis de stress e deixa-nos mais felizes", escreve o órgão no seu site.

- Ficamos mais apaixonados: um inquérito feito a 1000 casais britânicos revelou que aqueles que dormiam nus eram os que estavam mais contentes com as suas relações amorosas. Apenas 15% daqueles que dormem de pijama disseram estar satisfeitos com o seu parceiro.

- Um ambiente mais 'limpo': dormir com cuecas, bóxer, calças ou calções ajuda a criar um ambiente quente e húmido, ideal para o desenvolvimento de batérias, explica a mesma fonte.

 

A esses benefícios acrescento outros tantos, comprovados por experiência própria:

- Ganhamos pontos perante o sexo oposto: macho que é macho fica em brasas quando toma conhecimento de que uma mulher tem por hábito durmir nua (falo com total conhecimento de causa), já que associam essa ousadia a outros campos (se é que me estás a entender).

- Poupamos dinheiro: ao cortar nas despesas com a roupa de dormir, ficamos com mais verbas para gastar noutros itens, como lingerie, malas, sapatos, assessórios e por aí adiante (opções é o que não hão de faltar com certeza).

- Marcamos posição perante as outras mulheres: quando assumimos para as nossas amigas, colegas ou conhecidas que preferimos dormir sem roupa, das três uma: ou ficam mordidas de inveja, ou denotam admiração pela audácia ou demonstram curiosidade. O facto é que ninguém fica indiferente.

- Mais liberdade de movimento: o contato direto da pele com o lençol (de preferência de cetim ou 100% algodão), aliado ao facto de não termos nada a prender-nos os movimentos, faz com que desfrutemos de uma sensação única de liberdade durante o sono. Podemos dar as voltas que quisermos na cama, que não haverá nada a condicionar-nos.

 

Se como eu és avessa a dormir vestida, então não preciso dizer-te que esta prática goza de boa saúde e recomenda-se. Se (ainda) não aderiste, é mais do que hora de saires da tua zona de conforto e experimentar. Afinal, que terás a perder? De que nos vale o estatuto de solteira se não for para ousarmos e nos distanciarmos da classe acasalada?

 

Mas uma coisa te digo: se nascemos nus é porque podemos perfeitamente viver (nesse caso dormir), au naturel, como dizem os franciús. E com esta retiro-me de cena com a sensação do dever cumprido e a esperança de que tenha conseguido angariar um novo membro para o nosso clube dos 'sem pijama'.

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Em tempos idos, namorei sério, quase vivi junto, falou-se em descendentes e otras cositas más que costuman fazer parte do atlas das relações sérias e legítimas. O nome dele é Hércules, minha Nossa Senhoras das Relações Felizes, como gostei desse rapaz, que conheci ainda menino. Foi o primeiro homem que me fez atingir o orgasmo e me iniciou nas maravilhas do sexo, pelo simples prazer de dar o corpo ao manifesto.

 

O nome dele é Hércules e, numa romântica alusão ao herói grego, tratava-o por my hero, ou simplesmente Hércules, o Herói. Ele era mesmo o meu herói e só por uma única vez não fez ele jus a esse apelido carinhoso. E essa única vez pesou muito na nossa separação.

 

Tudo começou no verão de 2003, quando voltei a casa, uma vez cumprida a missão do canudinho na mão, tinha eu quase 26 anos e ele 18 fresquinhos (sim, leste bem). Eu já uma licenciada e ele ainda no secundário de uniforme de colégio e tudo. As bocas que nós ouvimos, ui! Mas, nada disso foi impedimento, antes pelo contrário, para a nossa love story. E que love story! Mas sobre isso falarei num outro post.

 

O que quero partilhar contigo hoje é um poema, da minha autoria, pelo que estão salvaguardados todos os direitos de autor, que escrevi para ele, num momento de grande dor, fruto de uma das nossas separações temporárias (ainda bem que foram apenas duas). Como sofria há uns anos atrás. Enfim... voltando à minha composição poética, ei-la.

 

Herói

Teus beijos derretem-se-me na boca

Teus abraços diluem-se-me no peito

Nossos corpos fundem-se no calor da paixão

 

Paixão essa que chega feito um furacão:

Tudo arrasa, tudo consome, para deixar apenas cinzas

As cinzas da saudade e do prazer desfeito

 

Que faço com essa saudade que me agoniza,

Me dilacera e me faz querer-te ainda mais

Meu amor, com a saudade posso eu,

Mas me pergunto até quando conseguirei

Suportar a tua indiferença e o teu silêncio?

 

Por quanto tempo mais vou dormir sozinha

Procurando o teu corpo na minha cama?

Até quando conseguirei calar o meu sentimento

Palpitante no meu peito, pedindo liberdade?

 

Até quando sonharei acordada com o peso do teu corpo sobre o meu

O teu sorriso na minha mão

O teu doce amor, cujo sabor amargo experimento agora?

A tua complicada simplicidade, própria da tua idade,

A tua cativante ternura e ingénua sabedoria da arte do amor?

 

Volta para que eu possa mostrar-te o quanto

És tudo para mim, meu herói contemporâneo!

 

LegoLuna

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