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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Solteira minha, espreita só este artigo do médico psquiatra Pedro Afonso, publicado por estes dias no Observador, sobre o imiscuir da vida profissional na vida privada. Não poderia deixar de partilhá-lo contigo, não só por concordar ipsis verbis com ele, mas porque esta é uma realidade cada vez mais banal e gritante.

 

Perante as acusações de capitalismo predatório e desumanizado, alimentado pela obsessão do lucro, muitas empresas responderam com algumas medidas, adotando voluntariamente comportamentos e ações destinadas a promover o bem-estar da coletividade. Estas medidas são conhecidas como "políticas de responsabilidade social". Todos recordamos alguns exemplos de campanhas de solidariedade e de angariação de verbas para instituições de solidariedade social, promovidas por empresas, principalmente em períodos como o Natal.

 

Mas existem outros problemas muito mais graves (porque nos afetam a todos) que surgem atualmente em muitas empresas, e que estão a transformar-se num verdadeiro desastre social. Refiro-me ao excesso de carga horária semanal e à invasão predatória da vida profissional na vida pessoal. Trabalhamos cada vez mais horas, e passou a ser um hábito levarmos trabalho para casa. Por outro lado, os meios de comunicação proporcionados pelas novas tecnologias, como o e-mail, o telemóvel, as mensagens escritas, etc., contribuem para que a vida profissional subjugue a nossa vida pessoal e familiar.

 

A falta de pudor e sentido ético tomou conta de muitas empresas, e já não se hesita marcar uma reunião para as 19 horas. Tornou-se um hábito telefonar, enviar e-mails ou mensagens escritas fora do horário de trabalho. Além disso, é cada vez mais frequente que o jantar familiar seja interrompido por um contato profissional. O serão, após o dia de trabalho, é muitas vezes utilizado para responder aos e-mails que ficaram pendentes durante o dia. As férias são frequentemente invadidas com contatos profissionais, porque se criou a ideia de que se tem de estar sempre contatável e disponível. Este servilismo profissional, transformou-se numa nova escravatura, que afeta todos os níveis de responsabilidade dentro das empresas.

 

A pressão é enorme e aquele que procura resistir, colocando barreiras a esta autêntica invasão da sua vida pessoal e familiar, é criticado pelos colegas e pelas chefias. Existe uma coação moral para que todos estejam sempre disponíveis para a empresa.

 

Atualmente, um dos grandes problemas é considerar que é “normal” trabalhar diariamente 10-12 horas. Esta ideia tem criado raízes em várias áreas de atividade profissional. Uma jovem mãe advogada que acompanhei, contrariando a regra do tempo de permanência no local de trabalho, procurava sair o mais tardar até às 19 horas do escritório para passar algum tempo com o filho mais pequeno, cuja hora de deitar era habitualmente pelas 21h30 horas. A jovem advogada era dedicada e competente, mas ousou quebrar com o status quo do horário das 12 horas diárias do grande escritório de advocacia onde trabalhava. Um dia foi chamada ao gabinete de um dos sócios. Foi-lhe dito que as saídas do trabalho àquela hora haviam sido notadas e estavam a gerar algum incómodo junto dos outros colegas. Ela replicou, alegando que tinha a mesma produtividade do que eles e que desejava, para além de trabalhar, de ver o seu filho crescer e desfrutar da sua presença. Reconhecendo a competência da sua jovem colaboradora, o sócio respondeu: "Tem razão, mas, para acabar com os falatórios, envie de vez em quando um e-mail aqui para o escritório, por volta das 10-11 horas; assim pelo menos dá a ideia de que continua a trabalhar a partir de casa".

 

A conciliação entre o trabalho e a família é uma das tarefas mais difíceis de alcançar para qualquer casal com filhos. A pressão da sociedade está cada vez mais do lado do trabalho, pois a nossa cultura valoriza muito mais o sucesso profissional do que o investimento feito na família. Embora sejam realidades diferentes o trabalho e a família não são incompatíveis; pelo contrário, são complementares. Uma boa satisfação no trabalho enriquece a vida familiar e vice-versa.

 

É tempo de pedir às empresas que contribuam para o bem-estar coletivo, contrariando este ambiente de pressão que conduz a um autêntico sequestro profissional. É tempo de todos começarmos a exigir que as empresas adotem normas éticas de responsabilidade familiar.

 

Moral da história: deve-se trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

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Como se fossem precisos estudos científicos para atestar aquilo que qualquer pessoa com um par de neurónios funcionais é capaz de concluir por conta própria, mas aqui vai.

 

De acordo com um artigo do Observador, publicado por estes dias, ser sexy vai para além da roupa, do olhar e de um batom vermelho. Há outras formas de cativar quem está à nossa volta e que a ciência tem vindo a confirmar.

 

Seja ou não um cliché, a verdade é que a beleza nunca será suficiente para tornar uma pessoa irresistível. De pouco ou nada serve a uma pessoa ser muito bonita se não souber falar, não for interessante ou não tiver um tema de conversa. Ou seja, se não tiver conteúdo de pouco vale a embalagem, por mais atrativa que esta seja.

 

A Time juntou algumas coisas que tornam uma pessoa realmente sexy e que não implicam usar micro calções. Estas são as três mais importantes, que, não obstante serem do conhecimento geral, muitas vezes são esquecidas.

 

1. O sentido de humor é sexy

É um clássico. Toda a gente gosta de rir e é um dom saber fazer os outros darem gargalhadas. Estudos recentes mostram que embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy

Um defeito nunca vem só, e o mesmo se pode dizer de uma qualidade. Segundo estudos realizados com pessoas de várias culturas, mais propriamente de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores maridos, mulheres e pais, já as que são desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais - ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade -, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. O que nos despertam é sexy

Vários estudos têm mostrado que nós não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando estamos com ela ("amo o que sou quando contigo estou", diz-te alguma coisa?). E isto demonstra-se através do conceito de 'contágio emocional': somos péssimos a explicar o que nos faz sentir de determinada maneira, mas ótimos a fazer associações. Sentir-se animado ou estimulado está muito relacionado com as pessoas que nos rodeiam, mesmo que as pessoas não sejam a causa direta desse estado de espírito. Claro que há outros fatores que tornam uma pessoa sexy, como ter temas de conversa, ter à vontade para partilhar a sua vida ou sentir que se é desejado.

 

A revista norte-americana até vai mais longe e escreve que o amor à primeira vista também é sexy e que para acontecer connosco só temos que acreditar que ele existe. Claro que tudo vai depender do conceito que cada um tem da palavra, mas estas dicas permitem, pelo menos, ter um ponto de partida por onde começar.

 

Se eu for levar ao pé da letra este artigo, serei obrigada a assumir perante ti que sou a mais sexy das criaturas. Sendo assim, porque continuo "atracada"? Ahhhh… Lembrei-me! Porque sou exigente, picuinhas e solteira por vocação.

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Tenho mesmo que partilhar este artigo do Observador, que não poderia espelhar melhor aquilo que venho apregoando há tempos.
 
O ginásio está muitas vezes associado à boa forma mas, nem sempre, à boa educação. Muitas pessoas encaram o treino como um escape ao quotidiano e como o momento ideal para se focarem num objetivo mas nem sempre isso acontece. Quantas vezes já te interromperam pressionando-te para saíres da máquina onde estavas a fazer exercício? E quantas vezes já deste de caras com as partes íntimas da gaja do lado que anda a passear nu pelos balneários? Para que nenhuma destas situações volte a acontecer, reunimos mais de dez regras básicas de etiqueta que todos os frequentadores de ginásios devem ter em conta:
 
1. Usar (sempre) uma toalha

Não é por acaso que a toalha de treino, de preferência branca, é obrigatória em qualquer ginásio. É indispensável para limpar a transpiração, os manípulos dos equipamentos e ainda para se sentar nas máquinas e colocar no colchão. Ninguém gosta de se deitar num colchão cheio de gotas de suor.

 

2. Deixar o telemóvel em silêncio

Seja nos balneários, em aulas ou na sala de exercício (isto se fores daquelas pessoas que sofre de FOMO), coloca-o em silêncio. Mesmo dentro do cacifo, é provável que o toque distraia e incomode as pessoas que estão a tentar descontrair.

 

3. Respeitar o tempo limite do uso das máquinas

Aquele papel afixado junto às passadeiras e elípticas por algum motivo ali está. "Em hora de ponta, evite exceder o tempo estipulado para os aparelhos de trabalho cardiovascular". O pedido é para cumprir, especialmente se já estiveres a correr há algum tempo e não houver pessoas à espera.

 

4. Não pressionar os outros

Toda a gente compreende que tens de seguir o teu plano de treino à risca (quem não tem?) mas não deves ficar parada junto aos aparelhos para forçar outra pessoa a sair. Arranja uma máquina alternativa ou troca a ordem do treino ou simplesmente desiste daquela máquina. Em último caso, pedes gentilmente para te avisarem quando terminarem as repetições e acrescenta "mas esteja à vontade" só para parecer bem. Funciona sempre.

 

5. Não fazer barulho
Estás a ver aquelas pessoas que deixam cair os pesos no chão e fazem um barulho enorme? Ou aquelas que explodem em gritos de esforço sempre que aumentam a carga ou levantam pesos (demasiado) pesados? E aquelas então que gemem como se estivessem à beira de um ataque de orgasmos múltiplos? Pois, não é agradável e facilmente distraem os atletas que estão concentrados num objetivo. Reserva os teus gemidos (caso os tenhas, claro!) para as aulas de bicicleta ou de tonificação muscular para que ninguém confunda o ginásio com um jardim zoológico ou um motel.

 

6. Dar espaço aos outros

Tanto nos balneários como na sala de exercício, respeita o espaço das outras pessoas. Se existem três chuveiros disponíveis, precisas de ir logo para o lado daquele que está ocupado? O mesmo se aplica aos cacifos e às passadeiras. Evita ainda deixar objetos espalhados nos bancos e no chão (especialmente roupa interior suja).

 

7. Evitar andar despida no balneário

Por muito que te sintas à vontade com a nudez, e tenhas orgulho do teu corpinho danone, nem toda a gente partilha da mesma opinião. Seja a caminho do banho, na sauna ou até no banho turco, tapa as tuas partes íntimas ou corres o risco de ser acusada de falta de respeito, despudor ou exibicionismo. Ah, e muito importante: tanto a sauna como o banho turco são espaços para relaxar e não para te depilares, pentear, pôr creme ou ter uma conversa séria com a vizinha do lado.

 

8. Evitar selfies no balneário

Nada contra as fotografias na sala de exercício - muito pelo contrário - desde que estas não incomodem o treino dos outros. Mas no balneário (especialmente à rush hour), o caso muda de figura: a probabilidade de se expor a privacidade das outras pessoas é muito grande. Não arrisques se não quiseres comprometer a intimidade das outras ou ser chamada a capítulo.

 

9. Arrumar os equipamentos

"Cada atleta que utilize material de pequenas dimensões é responsável pela sua arrumação", lê-se nas regras de utilização de vários ginásios. Sejam halteres, colchões, steps ou bolas de pilates, volta a colocá-los no sítio onde os encontraste. Já pensaste se alguém pode tropeçar num dos pesos que deixaste no meio do chão ou que o pessoal do gym service não é teu criado para estar a arrumar o que tu tiraste do sítio?

 

10. Usar roupa adequada

Se usas ténis de montanha no ginásio porque achas que correr 20 minutos é o mesmo que escalar uma serra, enganada estás tu. E acredita que os veteranos olharão para ti com uma cara de incredulidade (e pena). O ideal será usar sempre equipamentos que sejam adequados às modalidades que se pratica. Neste ponto, até o soutien deve ser escolhido a dedo. E as leggins. E as cuecas.

 

11. Não monopolizar duas máquinas ao mesmo tempo

Isto de deixar a toalha a reservar um equipamento enquanto alternas o seu uso com outra, pode ser o suficiente para originar hostilidades - refiro-me àqueles olhares assassinos e algumas tiradas desagradáveis. Por muito conveniente que seja, deixa esse tipo de treino para aquelas horas em que não está ninguém na sala de exercício.

 

12. Não olhar fixamente os outros (à exceção do rapaz lá no ginásio)

Por muito que o vizinho do lado tenha um corpo de fazer inveja, convém evitar concentrar o olhar nessa pessoa. Poucas são as pessoas, salvo os exibicionistas lá do pedaço, que se sentem confortáveis perante o olhar fixo de alguém - principalmente quando se está a suar por todos os lados e, possivelmente, com a cara mais vermelha do que um tomate e a exalar não propriamente o Chanel n. 5.

 

13. Ser prática

Tendo em mente que existem pessoas que têm os minutos contados para ir treinar - sobretudo à hora de almoço -, evita congestionar as portas dos espaços comuns porque estás à conversa com uma amiga ou porque não encontras o cartão para entrar no ginásio. Os apressados agradecem (e a cortesia também).

 

14. Respeitar as regras dos espaços comuns

As normas de segurança e as regras de utilização dos equipamentos devem ser cumpridas. Não arrisques em exercícios quando não estiveres certa de como os deve fazer. Se precisas de ajuda, chama um dos instrutores ou funcionários do espaço. Nas aulas, não interrompas o programa para beber água (guilty guilty guilty) e fiques à espera das indicações do professor. No que às máquinas toca, evita que os pesos toquem uns nos outros porque desgasta mais os aparelhos.

 

Quanto a ti não sei, mas eu (infelizmente) já levei com todas estas incortesias. Porém, confesso que também já cometi umas poucas.

 

A lição que tiro deste artigo? Estar mais atenta a algumas coisas que, ainda que inconsciente, podem incomodar os outros, tipo: pôr a conversa em dia com amigas, falar num tom mais alto, monopolizar os aprelhos mais tempo que o devido, interromper a aula de body attack. E tu, meu bem, quais os teus pecados no ginásio?

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