Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

o-GET-OLD-facebook.jpg

Estes dias tenho dado de cara com tanto texto interessante e pertinente para este nosso espaço, que nem vejo necessidade de dar largas à minha imaginação e criatividade, (oficiosamente) em modo férias. Voltando ao assunto do post de hoje, digo-te que se trata de uma crónica da psicóloga Ana Alexandra Carvalheira, publicada na revista Visão, que nos convida a uma reflexão sobre os efeitos do passar dos anos no corpo feminino.

 

"O verão apenas começou e estou cansada de tantas advertências e pressões para conseguir um corpo magro, tonificado, e jovem. São receitas de refeições light, prescrições de chás e alimentos com funções detox, adelgaçante ou diurética, anúncios de cremes e óleos, tratamentos que engolem adipócitos, procedimentos que fazem desaparecer celulite, modalidades de exercícios físicos para todas as agendas, dos trinta minutos diários aos cinco para os mais ocupados. Tudo a favor de um determinado modelo de beleza que é ditado socialmente. E nesse modelo dominante o padrão de beleza está associado à idade jovem, ao vigor e à forma física. É um modelo extraordinariamente exigente sobretudo para a mulher, mas também já para o homem. É um modelo que exclui, despreza e expulsa totalmente um corpo a envelhecer.

 

Passados quarenta anos de enormes transformações na sociedade, continua a ser verdade a afirmação de Susan Sontag:

"Um homem, inclusive um homem feio, mantém-se sexualmente elegível até ter uma idade avançada. É um parceiro aceitável para uma mulher jovem e atraente. As mulheres tornam-se inelegíveis numa idade muito mais jovem. Assim, para a maior parte das mulheres o envelhecimento constitui um humilhante processo de desqualificação sexual" (Susan Sontag, 1975)

 

Querem-se corpos magros e jovens, e não praticar exercício físico é quase um sinal de debilidade de personalidade. Proliferam as campanhas "anti-aging" (odeio o nome), em que os cremes lifting para senhoras a partir dos 50 anos são publicitados por mulheres de 30. Na minha opinião, a luta desenfreada não deve ser contra o processo natural e vital que é o envelhecimento, mas sim contra a deserotização do corpo a envelhecer. Aqui, declaro a minha defesa do erotismo no envelhecimento e da possibilidade livre da atração entre pessoas que procuram o prazer independentemente da idade. Aqui me declaro contra as brigadas anti-aging que negam o envelhecimento e prometem juventudes eternas (que grande chatice…!).

 

Estou contra a tirania e escravatura do corpo tonificado e jovem. Uma ditadura que é transversal a todas as idades, que não afeta só as mulheres na segunda metade da vida. E a anorexia nas miúdas de 17 anos? E os rapazes de 16 a fazerem depilação definitiva? E a elevadíssima frequência de cirurgia estética mamária em miúdas no final da adolescência, em países como a Itália? Afirmo-me contra as imposições sociais sobre padrões de beleza e de atração que desconsideram e anulam a diversidade. E ainda mais contra aquela coisa abominável que é a subjugação ao que os outros pensam, ao que os outros vão dizer. Isto sim, uma falta de liberdade que nos impede de crescer.

 

Sou a favor do exercício físico, sim, ao longo de toda a vida. Dedicar tempo e trabalho ao cuidado do corpo e a favor da saúde e do bem estar, sempre. Também sou a favor da cirurgia estética e outros procedimentos que visam ajudar a pessoa a sentir-se mais atraente, sim, mas sem cairmos nas redes da tirania. Que seja sempre uma escolha livre, que vem de dentro, e não em resultado de malditas pressões externas para cumprir requisitos e exigências impostas socialmente que tantas vezes acarretam culpas e frustrações. Os problemas de autoimagem são altamente perturbadores da vivência sexual, sobretudo nas mulheres. Não gostar do próprio corpo, ter uma imagem negativa dele, não se sentir atraente, é um dos fatores que mais afeta o desejo sexual, a excitação, e a satisfação sexual. Digamos que a dificuldade com a autoimagem é um veneno para o prazer sexual.

 

Não ouço falar sobre a aceitação do processo de envelhecimento. De como pode ser importante ficar cara a cara com as rugas, com a perda da elasticidade da pele, dos músculos, dos tendões, entre outras coisas que se perdem. O que aqui defendo é a aceitação do envelhecimento com respetivos danos e perdas, numa atitude positiva que encara este período da vida como mais um momento desenvolvimental como todos os anteriores, em que se pode explorar as mais-valias e desfrutar e tirar partido dessa sabedoria que vem da experiência da vida longa. E sim, encontrar estratégias para minimizar as perdas e praticar atividade física adequada, que traga gozo e prazer. E que seja uma escolha livre e no sentido da saúde e do bem estar. Não por obrigação ou por sucumbir às malditas pressões sociais e ao inferno dos outros, do que eles dizem e do que eles pensam. E isto quanto mais cedo melhor! Não pensem que é tarefa dos velhos e comecem já.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

aab3cac1e.jpg

O artigo de hoje inspira-se em Jenny Marchal e nas suas dicas para aproveitarmos melhor os nossos 30 anos. Na opinião desta colaboradora do Lifehack, a partir dos 40 a retrospetiva torna-se uma coisa maravilhosa, já que se trata do momento em que pode-se olhar para trás e ver que foram precisamente os anos de juventude que fizeram com que a pessoa se tornasse naquilo que é.

 

Os 20 foram os anos que contribuíram para que descobríssemos o nosso lugar no mundo. É essencialmente a época da diversão. A família e a sociedade formatam-nos para acreditarmos que é aos 30 que as coisas começam a ganhar forma: encontramos a pessoa na qual nos devemos tornar e estabelecemo-nos na sociedade através das nossas carreiras, filhos e casamento.

 

Quer estejas prestes a entrar nos 30 ou, como eu, a caminhares a passos largos para os 40, a palavra de ordem é aprender com aqueles que sabem, através destas seis máximas:

1. Para de te preocupares com o facto de a tua vida não ser o que esperavas

Na ju­ven­tude acre­di­tamos que os nossos 30 serão a al­tura em que já te­remos per­ce­bido tudo. Te­remos a carreira, o ca­sa­mento, o bebé e tudo o mais que isso isso. Mas a vida nem sempre corre como planeado. A década do inta é uma al­tura que traz grande pressão so­cial para se ter todas estas coisas, pelo que, se (ainda) não as tivermos, tendemos a passar por uma sen­sação de fra­casso. Os "de­veres" - trabalho, casa, filhos, poupanças e por aí adiante - tendem a blo­quear-nos e a deixar-nos frustradas. Se for este o teu caso, então fica a saber que não estás so­zinha. O meu conselho é que não percas o teu tempo a pensar no que ainda não fizeste e que apenas desfrutes da vida. As coisas, a acontecerem, chegarão na al­tura certa.

 

2. Passa menos tempo a trabalhar

Durante esta década, a tendência é estarmos muito fo­cados na car­reira, uma vez que levam-nos a acreditar que, para sermos felizes e bem-sucedidos na vida, de­vemos tra­ba­lhar bas­tante e cro­no­me­trar essas horas. Muitas vezes passamos mais tempo dedicados ao tra­balho do que propriamente a viver. Se te revês nesta descrição, fica a saber que é altura de começares a per­ceber que os mo­mentos pre­ci­osos com aqueles de quem gostas são muito mais im­por­tantes do que estares sen­tada no es­cri­tório a ganhar di­nheiro.

 

3. Arrisca mais

A pressão que sen­timos quando tempos 30 anos faz com que nos tor­nemos excessivamente cau­te­losos em relação à tomada de de­ci­sões. Uma das re­fle­xões comum a quem já passou pela década é a de não se ter vivido um pouco mais. Viaja pelo mundo, corre atrás do em­prego dos teus sonhos ou faz bungee jum­ping! O que importa é não teres medo de abraçar novas e emocionantes opor­tu­ni­dades. Lá porque tens 30 anos, não significa que não possas fazer o que te apetece e faz feliz.

 

4. Investe mais tempo a cuidar de ti

Os há­bitos anti exercício e de má ali­men­tação que ten­demos a adotar quando somos mais novos po­derão persistir até aos 40, al­tura em que se torna mais di­fí­cil abrir mão delas. Além de termos que correr atrás do prejuízo, o nosso metabolismo releva-se bastante mais lento e a energia dos 20 uma saudosa lembrança. De modo a evitares isso, mais vale investires desde já numa ati­tude po­si­tiva, que en­volva exer­cício e ali­men­tação sau­dável. Acredita que o teu corpo agradecerá quando en­trares nos 40.

 

5. Passa mais tempo com os teus pais

Ten­demos a achar que os nossos pais es­tarão con­nosco para sempre, mas, assim que entramos nos 40, apercebemo-nos que os nossos pais estão a ficar (realmente) velhos. Nestas alturas, é comum sen­tirmos que de­víamos ter pas­sado mais tempo com eles e que talvez não tenhamos muito mais tempo para desfrutarmos da companhia deles. Dar um sim­ples pas­seio irá tornar-se mais di­fícil quando se tor­narem frágeis, por isso arranja mais tempo para con­versas, férias e ati­vi­dades que possam fazer em con­junto.

 

6. Para de pensar que estás velha

Chegar aos 30 po­derá ser um choque, já que co­meçamos a acre­ditar que en­tramos definitivamente na ve­lhice. Por sentirmos que éstamos a ficar "velhos", começamos a limitar-nos, para não dizer boicotar-nos. Bom, não é nada disso! A vida não mudou de forma tão sig­ni­fi­ca­tiva desde os nossos 20, pelo que ainda somos jovem. É hora de sairmos para a vida e agarrar as opor­tu­ni­dades com que nos deparamos. A men­ta­li­dade é poderosa, pelo que tudo o que precisamos é de uma mu­dança de pers­petiva para percebermos que a vida pode ser emoci­o­nante e vi­vida ao li­mite em qual­quer idade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

11
Nov15

thumbs.sapo.pt.jpg

É do conhecimento geral da noção cibernética (e não só) que sou uma adepta confessa do exercíco físico, em primeira instância, e do bem-estar em geral, em segunda instância. E por isso mesmo, não me canso de incentivar aqueles de quem gosto a aderirem a esta prática, não somente por questões de beleza, tão sobejamente conhecidos e que tanto prezo, mas também pela saúde, o bem mais precioso que temos, imediatamente a seguir à vida.

 

Tudo isto para dizer que a publicação de hoje vem no sentido de frisar a importância de um estilo de vida são, já que é certo e sabido que o exercício físico é uma das fórmulas mais eficazes para uma vida mais longa e sustentável. Por nos proporcionar mais energia, esta prática faz com que vivamos mais tempo, fazendo dele um verdadeiro medicamento natural anti-envelhecimento e anti-doeças.

 

E fundamento essa teoria com base numa pesquisa recente, através da qual um grupo de investigadores estabeleceu uma relação entre a condição corporal e a cerebral. Através da análise de um grupo de homens com mais de 60 anos, constatou-se que os que praticam exercício físico apresentaram uma melhor capacidade mental do que os homens sedentários. Os cientistas ainda não sabem ao certo a justificação para este fenómeno, teorizam na possibilidade de que uma parte do cérebro deteriora-se com a idade.

 

O facto é que o estudo atesta que aqueles que praticam exercício físico conseguem conservar a parte saudável do cérebro durante mais tempo. A meu ver, isso faz com que possamos estar perante a melhor terapia anti-envelhecimento, para além de um look mais jovem, mas sobretudo uma mente mais ativa, mais jovem, mais dinâmica.

 

Convém é não esquecermos que não existem milagres, ou seja, para conseguirmos todos estes benefícios é fundamental apostar numa alimentação saudável, parte integrante de uma vida com mais qualidade e saúde.

 

Amiga, convencida ou são precisos mais posts sobre o assunto? Vemo-nos por aí, num ginásio qualquer da vida. Até lá nada de sedentarismo nem abuso de junk food!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D