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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

CIMG5035.JPGHoje, em vez de uma (nova) crónica, chego com um desabafo. Não sei se já te deste conta, mas estes tempos ando mesmo deprimida. Para além dos dramas-meus-de-toda-uma-vida, os quais conheces alguns, esta porcaria de intolerância alimentar anda a mutilar a minha sanidade mental e a minha autoestima.

 

Como se não bastasse ter que abdicar de tudo que contenha lactose e glúten – agora diz-me o que não tem estas componentes – ela castiga-me sobretudo o rosto, justamente o o nosso cartão de visita e o que me é mais caro.

 

Há quase um mês que não ingiro absolutamente nada que contenha estas coisas, mas ainda assim a pele teima em recuperar. Por via das dúvidas, bani igualmente do meu cardápio os frutos vermelhos, o ovo, o chocolate preto, a pimenta e os cogumelos. Tudo coisas que não tinha por hábito ingerir regularmente até uns tempos atrás.

 

Pelo que pude depreender das informações recolhidas, pode demorar um bom tempo até que o organismo consiga expelir todos os vestígios das substâncias a que é intolerante. Em relação ao meu, que acredito ser made in Caracolândia, esta estimativa deve ser revista em alta. Traduzido por miúdos, pode levar meses até que esteja limpa destas substâncias tóxicas que andam a envenenar-me o sistema digestivo e nervoso central.

 

Sequer quero cogitar a hipótese de conviver com a minha cara neste estado por tanto tempo. Além das malditas borbulhas, as manchas, por mais que os dias passem, não cedem um milímetro – a hiperpigmentação é um dos efeitos desta maleita. Vaidosa como sou, imagina tu o meu estado de espírito nos últimos meses. Cada vez que me olho ao espelho apetece-me escalpelar a minha derme facial.

 

Como (ainda) não há verba para recorrer aos préstimos de um especialista, menos ainda para aqueles produtos carérimos, contudo altamente eficazes, à venda numa farmácia ou para farmácia perto de mim, a minha esperança é que, entre os seguidores deste blogue, figure um especialista dermatológico, que me possa dar uma consultoria pro bono.

 

Alguém aí? Em troca prometo gratidão, dedicatória de agradecimento e textos (novamente) divertidos e inspiradores.

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alergia-alimentar.jpg

As alergias, ah estas indesejáveis inquilinas que se instalaram no meu organismo, sem contrato e sem caução, com a clara intenção de por cá se deixarem estar por tempo indeterminado, não dando mostras de pagar um cêntimo de renda. É sobre um certo tipo delas - as intolerâncias alimentares - que hoje escrevo, pois quisera eu, aquando dos primeiros sintomas, ter encontrado quem comigo partilhasse os seus dramas alimentares.

 

Vamos lá então falar sobre alguns sinais que o nosso corpo dá, com o claro propósito de nos alertar de que alguma coisa o está a incomodar. Pelo que tenho vindo a aprender sobre o assunto, as intolerâncias alimentares podem surgir do nada, de um momento para o outro e sem qualquer razão aparente. Há quem tenha nascido com elas e há quem (como eu) as desenvolva no decurso da vida.

 

Por intolerância alimentar (igualmente conhecida como alergia tardia, hipersensibilidade alimentar ou alergia tipo III) entende-se reações não tóxicas, as quais podem ser causadas por alimentos reconhecidos como estranhos pelo organismo, levando a reações mediadas.

 

Esta sensibilidade, a um ou vários alimentos, pode manifestar-se até 72 horas depois deste(s) ingeridos. Dado que os seus sintomas não acontecem de forma imediata, como os da alergia, pode levar desde alguns minutos até dias para aparecerem, o que dificilmente leva a uma associação de causa-efeito.

 

Qualquer pessoa pode desenvolver intolerância a qualquer alimento, principalmente se o mesmo for consumido em grandes quantidades e ao longo de muitos anos. Uma alimentação repetida e pobre poderá resultar em intolerâncias alimentares.

 

Segundo a médica naturopata e especialista em problemas de pele, Nigma Talib, autora do livro Reverse the Signs of Aging, as reações que provocam a intolerância alimentar podem não ser imediatas e drásticas, mas contudo afetar, pouco a pouco, a tua saúde, inclusive a envelhecer-te descaradamente.

 

Vejamos então alguns dos mais comuns sinais de intolerância alimentar:

Na pele: borbulhas, olheiras, dermatite, rosto inchado, pigmentação, envelhecimento precoce, papos nos olhos, eczema.

No sistema digestivo: inchaço e dores abdominais, obstipação, diarreia, flatulência.

Na saúde em geral: tosse, dores de cabeça, comichão nos olhos e boca, dores nas articulações, falta de energia, enxaquecas, mudanças de humor, dificuldade em concentrar-se, nariz entupido ou a pingar, espirros, aumento de peso.

 

Se desconfias que tens alguma intolerância, a primeira coisa a fazer é encetar um registo escrito de tudo aquilo que comes (inclusive condimentos e especiarias) e bebes. Sobretudo, novos itens que adicionaste à tua dieta alimentar. É a maneira mais fácil de detetares padrões e descobrires o que te anda a provocar o mal-estar.

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