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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

12
Dez17

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Ora viva!

 

Ainda que alguns exemplares pareçam reunir consenso, a verdade é que o tipo de homem que arranca suspiros no sexo feminino varia muito de pessoa para pessoa. O que mexe com as hormonas de uma pode perfeitamente não levantar nem uma sobrancelha de outra.

 

No meu caso, por exemplo, o tipo que me provoca palpitações encaixa-se no seguinte perfil: alto, magro, tonificado, lábios cheios, dentadura bonita, orelhas domesticadas, estilo casual chic. Basicamente é isso, pois não sou uma mulher muito exigente (imagina se fosse).

 

Seja branco ou negro, alto ou baixo, loiro ou moreno, musculado ou franzino, sisudo ou divertido, a pergunta sobre a qual se debruça esta crónica é: afinal qual é o tipo de homem de que mais gostamos?

 

Uma pesquisa recente parece ter encontrado a resposta a essa questão, já que, segunda ela, a maioria das mulheres modernas procura um homem maduro, confiante, com uma vida profissional estável e que goste de dominar na cama. Másculo, sem ser exagerado; cuidadoso, sem ser vaidoso; atencioso, sem ser piegas: prestativo, sem ser intrometido; parceiro nas tarefas domésticas, sem dar uma de mulher a dias. Fora isso, são-lhe ainda associados mais estes atributos:

 

Confiança
Um tipo seguro de si, que passa uma imagem de poder e controlo, sem ser arrogante, é o must have do sexo masculino. Se a isso acrescentarmos o não sentir ciúmes, nem sentir-se ameaçado por outros homens, é o jackpot. Este perfil torna-se ainda mais irresistível se for natural e não forçado.

 

Veia artística
Músicos, pintores e até artistas de rua são sobejamento conhecidos por serem espontâneos, criativos, viverem o momento e serem atentos a pequenos detalhes que fazem toda a diferença para as mulheres. São precisamente essas caraterísticas que fazem com que emanem uma atração especial que faz com que cada uma de nós se sinta única, uma espécie de musa inspiradora.

 

Pinta de bad boy
Sabes aquele tipo de "espírito livre", meio perdido na vida e que não se deixa espartilhar pelas convenções sociais? Geralmente, são homens muito aventureiros, que proporcionam uma adrenalina bastante apelativa. E é esta forma despreocupada de encarar a existência humana que nos deixa pelo beicinho.

 

Intelectual q.b.
Conviver com um homem inteligente é um dos mais poderosos afrodisíacos, na minha opinião. As conversas nunca são superficiais, nem ocas e muito menos estéreis. O mais fascinante neste tipo é o seu real interesse em saber o que a mulher tem para dizer. Além disso, tende a ser bastante maduro, algo que apreciamos bastante.

 

Sentido de humor
Quem não quer um homem com um senso de humor apurado, adequado e refinado, capaz de arrancar sorrisos fáceis e contagiar com a sua boa disposição? Ao lado de um exemplar desses a vida fica bem mais leve e a relação uma dádiva.

 

Com o acima exposto ficou claro que agradar (efetivamente) ao sexo feminino depende muito mais daquilo que se é do que daquilo que se tem. Uma carinha laroca, um corpo musculado e uma carteira recheada não são, por si só, garantia de felicidade, ainda que, num primeiro momento, possa parecer que sim.

 

Atraímos pela aparência, mas é pela essência que cativamos, lembra-te disso!

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Ora viva!

 

Começo por pedir perdão peor estes dias de ausência. A verdade é que não tive inspiração (nem vontade, assumo) para dar um saltinho até aqui, quanto mais para escrever algo à altura deste blog. Ando numa verdadeira maratona a fim de conseguir entrar no novo ano com um emprego decente, que me permita alcançar a tão ambicionada estabilidade financeira (e emocional, por tabela). Não está fácil, confesso. É um acumular de negas, mensagens de consolação e ostentivos silêncios em torno das minhas manifestações de interesse. Enfim...

 

Ultrapassado a sessão de lamúrias, e dado que o alento para a escrita continua em baixo, deixo-te com uma repescagem de um post publicado há exatamente um ano e que versa sobre a dificuldade em nos voltarmos a cair de amores por alguém.

 

"Um inspirador artigo do Já Foste sobre um dos efeitos colaterais da solteirice: a dificuldade de se apaixonar novamente. Identifico-me totalmente com o conteúdo deste, pelo que aproveito a oportunidade para mandar um recado teleguiado para todos aqueles que não se cansam de dar bitaites em relação à nossa escolha de permanecer desemparelhado. Até parece que preferem ver-nos numa relação abusiva ou infeliz do que sem uma alma a tiracolo. Um dia ainda hei de perceber porque a solteirice incomoda tanto, e a tanta gente.

 

Depois de um tempo fica difícil abrir o coração novamente, assim de maneira espontânea. As derrotas no amor ensinam a racionalizar alguns sentimentos, e por este motivo gostar de alguém deixa de ser tão simples como deveria ser. Criamos barreiras, exigências, inventamos mil motivos, mais para o não do que para o sim.

 

Meio que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para sermos felizes sozinhos o tempo todo. Aprendemos as coisas que nos aliviam, que nos deixam felizes, que nos acalmam, que nos distraem e que nos fortalecem. Construí­mos um mundo particular confortável e uma cela quase intransponível para o coração.

 

De vez em quando aparece alguém batendo na porta, educadamente, querendo entrar, e por mais que a pessoa mereça uma chance, às vezes entregar-se é custoso. Parece cansativo sair do conforto de não sentir vazios no coração ou nós na garganta – porque gostar de alguém às vezes causa estes efeitos colaterais – mesmo que isso tenha um custo: não morrer de amores nos finais de semana e levar uma vida sem grandes intimidades. Pagamos o preço de não amar.

 

Com o acumular de deceções nós vamos criando um medo enorme, mas ele não é de amar, nunca foi. O medo é de dar errado, de se machucar, de se entregar à toa, de quebrar a cara e sofrer novamente. Com o tempo ficamos fortes para a vida, mas frouxos para o amor. É como ter medo de alturas, porque não se tem medo da distância entre o chão, mas sim da possí­vel queda.

 

E no meio desse medo que vamos acumulando, passam algumas pessoas que poderiam ter valido a pena insistir, mas até nisso, a motivação acaba. Lutar por alguém, dedicar-se um pouco mais para que algo dá certo, custa um esforço danado. Insistir em alguém parece exaustivo. Com o tempo ficamos práticos: se der certo ótimo, se não adeus. Enquanto encaixa, o jogo continua, mas se uma peça se perde, é melhor substituir. O problema é que ficamos práticos demais.

 

Outras vezes chega a ser meio contraditório, pois o medo é de dar certo. E se com esta pessoa funcionar? E se eu for feliz de uma maneira que nunca imaginei que seria? Quem me garante que desta vez a pessoa não irá embora? Quem me promete que as atitudes dela me renovarão a cada dia?

 

Mas a vida é este risco incalculável de incertezas, e talvez a solução seja mesmo entregar-se totalmente, sem limitações. Se correr mal, correu; com coragem a gente recupera, a gente traz de volta a esperança, e transforma as deceções em lições e em aprendizado.

 

Depois de um tempo é preciso muita coragem para sair dessa mediocridade de relações superficiais. Talvez valha a pena encarar o medo, mesmo que a gente precise de um tempo de solidão e de calma no coração. É preciso criar um alarme para não perder o horário de voltar a abrir o coração, de querer com ânsia os mais puros sentimentos.

 

Mesmo que não seja o momento, uma hora tu precisas criar coragem para voltar a subir nas alturas, mesmo com medo, porque um dia a alma fica inquieta e pede por isso. E que este tempo seja para criar impulso e depois pular com tudo, porque estar vivo só vale a pena quando podemos – com toda a nossa plenitude – sentir."

 

Continuação de bom fim de semana e até breve.

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25
Nov17

Quem trai mais?

por LegoLuna

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Ora viva!

 

No embalo das duas últimas crónicas, que versaram essencialmente sobre o amor e suas complicações, nada mais pertinente que um olhar sobre o inimigo número um de qualquer relação amorosa e o maior pesadelo de quem ama: a traição.

 

Sobre isso, começo por dizer que ninguém está livre da traição e que quem nunca provou deste amargo sabor deve-se considerar a mais sortuda das criaturas. Traição é algo deveras penoso, difícil de superar, especialmente se gostamos mesmo do nosso parceiro ou nele confiamos plenamente. Podemos prevê-la, minimizá-la, fintá-la, ignorá-la e até perdoá-la, mas evitá-la é algo que dificilmente passa pela decisão de quem leva com os cornos (perdoa-me a expressão um tanto ou quanto ordinária).

 

Quem sabe por estar a par daqueles danos irreversíveis para o coração de que falei no post anterior, o Psychology Today encetou uma investigação no sentido de desvendar os tipos de pessoas com maior propensão para "dar uma facadinha na relação". Três perfis foram identificados:

 

1. Quem utiliza (ativamente) as redes sociais
Diariamente somos confrontados com evidências de que o social media tem vindo a assumir uma influência cada vez mais nociva nos relacionamentos amorosos. Acerca disto, a Cyberpsychology, Behavior and Social Networking apurou que a excessiva utilização das redes sociais é capaz de originar conflitos no relacionamento, que poderão repercurtir-se em traições e até mesmo divórcios. Que o digam os Second Loves, Tinders, Cupids e companhia ilimitada.

 

2. Quem já tenha traído
Pessoas que já traíram uma vez têm uma maior probabilidade de o vir a fazer novamente. Lembro-me perfeitamente do primeiro namorado que me fez vestir a carapuça de rena a dizer-me que para quem trai o que custa mesmo é a primeira vez. A partir daí é só deixar-se ir. É por isso que nem sequer cogito a hipótese de me envolver com alguém comprometido. Além de moralmente questionável, fico com uma clara noção do que posso esperar desse fulano.

 

3. Quem tenha poder
Aquela velha ideia de que o poder "dá a volta" às pessoas parece mesmo ser verdadeira. E esta máxima aplica-se a ambos os sexos, garantem vários estudos científicos. Tal deve-se ao facto do poder fazer com que os indivíduos tenham maior confiança em atrair novos parceiros e, assim, a tornarem-se mais prováveis traidores. Sem falar que muitos envolvem-se com pessoas poderosas à espera de levaram vantagem ou ficarem bem vistas aos olhos da sociedade.

 

Como disse há pouco, ninguém está livre de tal drama emocional. Ao menos com este artigo ficas a saber de antemão quais os tipos mais suscetíveis à prevaricação. Cuida desse coração e não permitas que ninguém to parta, pois ele foi feito para o amor e não para a dor.

 

Feliz sábado!

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Ora viva!

 

Lembras-te de no post anterior o autor do livro Quem nunca morreu de amor ter dito que precisamos morrer de amor algumas vezes? Ah, pois, isso pode até parecer muito romântico aos olhos de quem lê, mas na vida real dor de amor é algo que não traz benefício nenhum, pelo contrário, pode causar sérios e permanentes danos à saúde cardiovascular. Dos psíquico-emocionais, escuso mencionar...

 

Reza a minha experiência que um coração partido equivale a morrer um pouquinho todos os dia, para se renascer no dia seguinte e voltar a morrer novamente. Uma, duas, três, vezes sem conta. O que nos salva é que um dia ela acaba por entrar em estado vegetativo, até que decidamos que é hora de desligar a máquina e deixá-la descansar em paz nos confins da memória. Até lá, só nos resta recorrer à máscara de oxigénio, um dia de cada vez.

 

Mas esta crónica não é para falar dos meus desgostos amorosos, mas sim de um novo estudo da British Heart Foundation que garante que o síndrome do coração partido (ou miocardiopatia Takotsubo, cientificamente falando) é um facto, com consequências mensuráveis, embora ainda não reúna consenso entre a comunidade académica.

 

A referida investigação apurou que três mil britânicos padecem anualmente deste mal, que, na prática, enfraquece o músculo cardíaco ao ponto de dificultar o seu normal funcionamento. Testes à amostra permitiram concluir que as consequências de uma desilusão amorosa assemelham-se às de um ataque cardíaco, isto porque, tanto num caso como no outro, há danos no músculo cardíaco, algo que é não reversível. Tal constatação permite afirmar que aqueles que padecem deste síndrome ficam com as mesmas taxas de sobrevivência que aqueles que sofreram um ataque cardíaco.

 

De acordo com os entendidos na matéria, essa tal de Takotsubo é uma doença tão devastadora que pode, num ápice, prejudicar a mais saudável das criaturas. Se antes se pensava que as suas consequências seriam temporárias, agora não restam dúvidas de que pode deixar marcas para o resto da vida.

 

Aos (ex)corações partidos dedico esta bela composição do Alejandro Sanz. Estou ciente que não cura dor nenuma, mas ao menos anima a alma.

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Ora viva!

 

O meu tempo nesta sexta-feira estará mais concorrido que o CR7 numa covfefe: de manhã vou estar lá pelas bandas da Betinholândia (leia-se Cascais), num forum de alto nível, e à tarde no Bazar Diplomático, a explorar as mil e uma maravilhas do mundo.

 

Daí que escreva de véspera, não só para não faltar ao nosso rendez-vous, mas sobretudo para te dar conhecimento das conclusões do mais recente estudo sobre relações amorosas que está a dar que falar – não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

 

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

 

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das descípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

 

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras elas são mais felizes que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

 

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

 

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana.

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15
Nov17

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Ora viva!

 

A crónica de hoje é uma oferta das Spices, composto pelas minhas amigas mais chegadas que deixei lá na terra, a quem aproveito para dedicar este post e endereçar as mais sentidas saudades.

 

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor. Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, exclamando:

- "Fujam todos. A ilha vai ser inundada!"

Todos correram e agarraram nos seus barquinhos, a fim de irem para um lugar seguro localizado num monte bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha. 

Quando já estava para se afogar, correu a pedir ajuda.

Estava passando, nesse momento, a Riqueza, a quem ele disse:

- "Riqueza leva-me contigo!"

Ao que ela respondeu:

- "Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não vais caber nele!" 

Passou, logo a seguir, a Vaidade, a quem ele também pediu ajuda e ao que ela respondeu: 

- "Infelizmente, não posso, pois vais sujar o meu barco!"

Logo atrás vinha a Tristeza e um outro pedido de ajuda foi lançado. 

- "Tristeza posso ir contigo?" 

Retrucou esta:

- "Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha!"

Mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tão contente que estava, nem ouviu o Amor. Este começou a chorar.

Finalmente, eis que surge, passando perto de si, um velhinho navegando a sua embarcação que lhe disse:

- "Sobe Amor, eu levo-te!" 

O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar o nome daquela boa alma. Chegado ao cimo do monte, onde já se encontavam os restantes sentimentos a salvo, perguntou o Amor à Sabedoria quem era o velhinho que o trouxera até ali.

- "O Tempo!" , respondeu ela.

O Amor voltou a perguntar:

- "O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui?"

A Sabedoria, novamente:

- "Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

 

Gostaste, meu bem?

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Ora viva!

 

Onze de onze. Sabes que dia é hoje, meu bem? Dia Nosso, ou seja, Dia dos Solteiros. Recuando um pouco no tempo, este foi instituído, em 1993, pela Universidade de Nanjing, que começou a celebrá-lo como forma de dar uma oportunidade aos estudantes sem parceiros de celebrar o próprio estatuto. Foi assim escolhido 11 de novembro (11.11 ou Double 11), uma vez que é a única data do ano com quatro dígitos que simboliza a solitude. Capice?

 

Infelizmente, o que era suposto ser uma celebração para os solteiros chineses transformou-se numa extravagância que supera as vendas da Black Friday e da Cyber Monday juntas. Ai esse consumismo desenfreado que anda a dar cabo da nossa sociedade. Só para teres uma ideia, a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba assegura que as vendas deste ano totalizaram 10 bilhões de iuanes (1,51 bilhão de dólares) em pouco mais de três minutos.

 

A data que se tornou a maior maratona de compras a nível mundial é assinalada um pouco por todo o mundo, só que em dias diferentes. Em terras de Afonso Henriques está, desde 2006, agendada para 29 de setembro. Em terras de Vera Cruz para 15 de agosto, curiosamente o dia de Nossa Senhora da Graça. Quererá isso dizer que os desemparelhados brasileiros benefeciam da graça divina?

 

E já que este é um dia dedicado ao nosso estado civil, que tal celebrá-lo com pompa e circunstância? Vai um doube date, cara mia? É que decidi aceitar o convite de um pretendente para sair hoje. Ao menos não deixo a efeméride passar em branco e posso sempre dar-me bem ao final da noite.

 

Happy Single's Day, my dear!

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Ora viva!

 

Era minha intenção por-te a par das últimas da minha vida profissional, uma autêntica novela mexicana que poderá acabar na ACT, caso não sejam respeitados todos os meus direitos. A meio da descrição de mais um (lamentável) episódio na minha carreira, eis que recebo uma recomendação para a crónica de hoje.

 

Dado que prefiro mil vezes falar de coisas agradáveis, eis-me aqui a dar-te conhecimento de um estudo recente, que garante que os homens se conquistam, não pelo estômago, mas sim pela braguilha.

 

Atesta a University College London que o cérebro masculino está programado para, perante a escolha entre 'sexar' e comer, dar sempre prioridade à atividade sexual, ficando a comida relegada para o the moment-after. Achas que é à toa que eles ficam com uma fome de leão após o coito?

 

A meu ver, o dado mais curioso desta pesquisa é a constatação de que a mente feminina – cujos neurónios funcionam ao contrário – prefere optar pelo alimento, mandando o sexo para os bastidores. De acordo com Scott Emmons, um dos autores do estudo, isto acontece porque o cérebro masculino possui tipos de neurónios que o feminino não tem, e vice-versa.

 

Aproveito a deixa para sugerir a estes estudiosos que tentem estabelecer uma correlação entre este dado empírico e o excesso de peso nas mulheres. Como podem elas não engordar se, ao invés de queimarem calorias e tonificarem o corpo, preferirem chafurdar-se na comida?

 

Devo ser uma vergonha à classe, pois jamais – nunca de vida, como se diz na minha terra – trocaria um orgasmo por um petisco. A comida, ao fim de um par de horas, desaparece sanita abaixo, enquanto que o orgasmo – dependendo da qualidade e intensidade – é capaz de nos deixar com um sorriso pateta ao fim de horas, dias e até semanas. Nunca vi ninguém com um ar extasiado depois de comer, por melhor que tenha sido o cardápio.

 

Cara mia, esquece a comida e vai mais é pinar, que isso é que faz mesmo bem. A tudo. Vejamos: poupa-se na mercearia, poupa-se no size, poupa-se na dermocosmética, poupa-se no ginásio, poupa-se na terapia, poupa-se no mau-humor, poupa-se no envelhecimento e em muitas outras coisas, como mostra esta imagem.

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Ora viva!

 

Um artigo publicado este domingo no P2  trouxe (novamente) à baila a pressão que mulheres solteiras e sem filhos sofrem por parte da sociedade, que, embora cada vez mais moderna na sua embalagem, volta e meia, demonstra continuar parada no tempo no que toca ao papel do feminino na esfera pública. Atordoada com este meu prefácio inflamado? Não fiques, que já explico.

 

Acaba de tomar posse como primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern, humanóide do sexo feminino, de 37 anos de idade e solteira por opção (apesar de ter namorado).

 

De acordo com Bárbara Reis – quem assina o artigo É primeira-ministra e não tem filhos. E isso ainda é notícia – não é por ser mulher que a novel governante foi notícia, assim como também não é pela idade – apesar de ser a mulher mais jovem de sempre à frente da Nova Zelândia (e já agora, do mundo). Ela foi sim notícia por ter cometido o pecado de ser solteira. Pior ainda, de não ter, até à data, contribuído para a perpetuação da espécie (leia-se procriar).

 

Alguém que me explique como é que, 17 depois de entrarmos no século 21, ainda persistam situações desse tipo? Como é se dá mais relevância ao facto de uma chefe do governo ser solteira e sem filhos do que pelos seus ideais políticos ou programa governamental?

 

O que nos salva é o facto de, cada vez mais empoderadas e conscientes de que ser (ou não) solteira/mãe é uma decisão que passa exclusivamente pela própria vontade, já não termos papas na língua para darmos respostas dignas de registo. Como estas da Arden quando lhe perguntaram (duas vezes seguidas) se ia ter filhos.

 

A primeira, sete horas depois de ter sido eleita líder do seu partido, em que foi interpelada deste modo: "muitas mulheres chegam ao fim dos 30 anos e têm de escolher entre terem filhos ou continuarem a sua carreira. Essa é uma escolha que sente que tem de fazer ou que já fez?". A resposta dela: "Não tenho problema em que me faça essa pergunta, porque tenho sido muito aberta em relação a esse dilema e sinto que muitas mulheres o enfrentam. A minha posição não é diferente da das mulheres que têm de ter três empregos ou que têm muitas responsabilidades."

 

No dia seguinte, outros dois jornalistas (curiosamente, todos do sexo masculino) voltam à carga, desta vez nestes termos: "Acho que é uma pergunta legítima, porque pode ser primeira-ministra, e um empregador numa empresa precisa de saber este tipo de coisas sobre as mulheres que vai contratar, porque as mulheres tiram licença de maternidade. E portanto a pergunta é: é aceitável que um primeiro-ministro tire licença de maternidade quando está em funções?" Desta vez, visivelmente irritada, Jacinda ripostou nesses termos: "É totalmente inaceitável, em 2017, dizer que as mulheres têm de responder a essa pergunta no local de trabalho. É uma decisão das mulheres quando querem ter filhos. Não deve predeterminar se são ou não contratadas."

 

Palavras para quê? Este é só mais um episódio do que eu sofro há praticamente 10 anos. E acredito que não sou a única. Bom dia e uma ótima semana!

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Ora viva!

 

A filial do Sapo na minha terra (leia-se sapo.cv) sugeriu-me – sim, o Ainda Solteira já atravessou o Atlântico, na verdade já deu a volta ao mundo, contando com leitores/seguidores na Indonésia, Biolorússia, Tailândia, Canadá, Japão, Israel, Finlândia e por aí fora  – que a "citasse" mais vezes nas minhas crónicas, não só como forma de prestigiar a marca que acolhe este blogue, mas também de promover o que de melhor se escreve pelas terras da morabeza. Em contrapartida, passará a estar mais atenta à linha de produção do Ainda Solteira, existindo a possibilidade vir a adquirir e/ou recomendar algumas peças da coleção AS Outono/Inverno 2017.

 

Feita a notificação das minhas últimas conquistas como blogger, passemos então ao tema deste post: a regra dos três simples para tomar decisões, que me chegou ao conhecimento pelos caracteres do referido site.

 

Não se pode negar que, para a maioria dos humanos, a tomada de decisão não é algo que se encare de ânimo leve. Quanto mais impactante ela for, mais difícil será tomá-la. Isto porque, mais do que correr riscos, toda escolha implica uma renúncia.

 

Estamos mentalmente programados para ganhar/agregar/acumular e nunca para perder, daí que a tendência seja querer ter (sempre) mais e melhor sem abrir mão do que já se tem. Na minha perspetiva, tal lógica aplica-se a relações, afetos, bens materiais, sucesso, carreira, etc., etc.

 

Pesar os prós e contras, apesar de uma boa estratégia, nem sempre chega para ficarmos confortáveis com a nossa resolução. Abro aqui um parêntesis para dizer que por tomada de decisão entende-se o processo cognitivo que resulta na seleção de uma opção entre várias alternativas.

 

É aqui que entra a regra 10-10-10. Inventada por Suzy Welch na obra 10-10-10: Hoje, Amanhã e Depois, este mandamento ajuda a ponderar cenários face a determinada questão, de modo a falicitar o processo de decisão. Para a efetivarmos, só temos que considerar o que aconteceria em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Ou seja, quais as implicações a curto, médio e longo prazo da nossa escolha.

 

Tomemos como exemplo uma vítima de violência doméstica que, por uma série de razões – medo, dependência financeira, filhos, vergonha, desinformação, amor doentio e sei lá mais o quê – não se decide a romper com o agressor. Vejamos então como esta regra poderá ajudar essa pessoa a decidir-se de uma vez por todas: em 10 minutos, o mais provável é que se sentisse aliviada por, finalmente, fazer algo para acabar com o seu martírio. Em 10 meses, deixaria de ter marcas físicas no corpo e ver desaparecer aos poucos o medo da agressão física. Em 10 anos, poderia ver os filhos a crescerem num ambiente sem violência, encontrar um novo companheiro, recuperar a autoconfiança, em suma, ter uma vida totalmente diferente.

 

O que importa aqui reter é que esta é apenas uma estratégia que nos incentiva a pensar nas diversas etapas das consequências de uma decisão, ao mesmo tempo que nos permite ter a noção de que o que, de momento, parece custoso, pode, mais para a frente, revelar-se o melhor para nós.

 

Claro que não é intenção deste ensinamento dizer-nos o que fazer, mas ao menos dá-nos elementos capazes de facilitar o processo de escolha. Ao termos noção das consequências, poderemos ter uma melhor visão do quanto estamos a perder por não fazermos nada para alterar uma situação que não está a contribuir para a nossa felicidade.

 

Tive uma chefe que me ensinou que mais vale uma má decisão do que decisão nenhuma. Mesmo que os efeitos fiquem aquém das nossas melhores expectativas, pelo menos fizemos algo.

 

Meu bem, se por acaso precisas tomar uma decisão importante, por favor, atenta-te a estas palavras: 
A inação corrói a alma. 
A impotência destrói o espírito. 
A vitimização mina a autoconfiança. 
Resignar significa desistir. 
Não lutar é o mesmo que abrir mão do direito a algo melhor. 
Não fazer nada é legitimar o que nos faz infeliz. 
Não decidir é morrer por dentro.

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