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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 
Enquanto a senhorita inspiração não volta ao ativo a tempo inteiro, ganho mais em contentar-me com contribuições alheias, desta feita do FR a quem aproveito para endereçar sinceros agradecimentos  a respeito da força de acreditar.
 
Acredita no destino. Lembra-te que às vezes o que temos que fazer é soltar as rédeas e acreditar que quem nos guia conhece o caminho.
Acredita no amor. Por mais que ele nos faça sofrer, não há outra fonte que alimente tanto o sentido desta vida.
Acredita no amanhã. Embora incerto, é lá que devem estar as nossas esperanças mais sinceras.
Acredita nas pessoas. Eu sei, elas erram muito, mas nós também. É justamente por isso que existe o perdão: para que pessoas como tu e eu tenham a condição de continuarmos juntos apesar de tudo.
Acredita na vida, na paz e na guerra.
Acredita nos teus sonhos, jamais desistas de perseguir a tua felicidade.
É simples, mas é quase tudo!
 
Meu bem, aproveita este post para renovar a tua crença de que coisas realmente boas caminham na tua direção. Boa semana, single mine!

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29
Jun17

Há que saber perdoar

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Olha só o que a minha guru do bem e conselheira espiritual do Ainda Solteira, a querida Isabel Soares dos Santos, diz acerca do perdão, conceito que, segundo o dicionário, é definido como a ação humana de se livrar de uma culpa/ofensa, absolver ou isentar do pagamento de... Portanto, depreende-se que o perdão é um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo sobre determinada pessoa ou por si próprio.

 

"Aprender a perdoar é uma das coisas mais difíceis de fazer para o comum dos mortais. A maioria de nós pensa que é muito mais fácil não perdoar, ficar agarrado a mágoas e tristezas. Infelizmente, na sociedade de hoje, não nos ensinam a perdoar, a amar, as coisas mais básicas da vida. Por isso mesmo, muitas almas andam perdidas, pensando que estão a fazer o bem, quando muitas vezes nem sequer sabem qual o caminho do bem.

 

Perdoar deve ser aprendido. Pode ser muito simples para quem se disponibilizar a viver uma vida feliz. Perdoar significa libertar-se de uma energia que pesa e que bloqueia a tua alma. No fundo, perdoar significa libertar. Mas este sentimento de libertação tem sido muito difícil de compreender, pois é como se pudesses viver no paraíso (se te libertasses), mas preferes viver agarrado à raiva que bloqueia (inferno). Tens medo de te sentires sozinho ou desamparado na vida...

 

Faz a experiência, não tenhas medo de te sentires leve e livre. A libertação através do perdão é uma das maiores bênçãos da vida. Após essa libertação, serás capaz de receber todas as bênçãos que o universo tem ao teu dispor. Serás capaz de sentir uma enorme leveza; as preocupações passam a parecer bem mais simples de se resolverem e o teu coração fica cheio de afeto. Nenhum pensamento menos bom será capaz de entrar num coração cheio de amor."

 

Meu bem, que o dom do perdão se faça presente no teu coração e consigas eliminar qualquer vestígio de mágoa, tristeza ou ressentimento que por lá ainda possa permanecer.

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Ora viva!

 

Encerrado mais um capítulo no meu percurso profissional (ontem foi o último dia daquele trabalho de cuidadora de terceira idade de que te falei no outro dia), eis-me, na melhor disposição e cheia de energia, de volta à minha rotina que tanto adoro e que tanta falta me fez nas últimas semanas.

 

Dito isto, que tal um olhar sobre o atributo que nós as mulheres mais valorizamos nos homens? Quanto a este assunto pertinente e sempre atual, diz-me a minha experiência (real e virtual) que a maioria deles, especialmente os desemparelhados, não fazem a mais pálida ideia sobre os aspetos – intrínsecos, claro, que os físicos saltam à vista – dão o xeque-mate no jogo da sedução.

 

Será o cavalheirismo, a generosidade, o sentido de humor ou, quem sabe, o paleio? Nada disso, meu bem! Mais do que a beleza, que de facto, rende imensos pontos em matéria de atração, a qualidade masculina que as discípulas de Vénus mais valorizam é, pasme-se!, o altruísmo. Sim, leste bem!

 

Pelo menos é que diz um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology, cujos resultados "provam a importância do altruísmo nas preferências das mulheres quando procuram um companheiro", segundo escreve Daniel Farrelly, que foi quem liderou esta pesquisa da Universidade de Worcester.

 

"O altruísmo é muito importante para as mulheres, no que diz respeito ao homem da sua vida", sendo os detentores desse traço de perfil encarados como muito mais atraentes que os bad boys, espécie que só reúne a preferência feminina quando se trata de one night stand, vulgo relação casual instantânea.

 

Caro seguidor, portador ou não de predicados estéticos de alta intensidade, com este artigo passas a saber que a beleza em si não é garantia de sucesso na arte do amor sustentável. O altruísmo sim parece ser a chave que abre o coração feminino (pelos menos das britânicas, amostra da referida pesquisa).

 

Portanto, se ainda acalentas o sonho de encontrar a tua special one, toca a trabalhar esta característica, que o (verdadeiro) amor espera por ti. Boa sorte e uma ótima semana.

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Ora viva!

 

Correu bem o fim de semana, single mine? O meu – feliz ou infelizmente, já nem sei dizer – foi passado a trabalhar. Abro aqui um parêntesis para te fazer um balanço da minha situação profissional, coisa que há muito não acontece.

 

Durante este mês, abracei o cargo de cuidadora (de um amoroso casal nonagenário), cujas tarefas se regem nos seguintes termos: dias úteis, entrada ao final da tarde e saída na manhã seguinte, e aos fins de semana, entrada na sexta à tarde e saída à mesma hora de domingo.

 

Como podes imaginar, a minha vida social, que já andava ligada a soro, neste momento só sobrevive à custa do suporte básico de vida. E logo agora que, quiça inspirada pelas festas juninas, pelos arraiais, pelos festivais de música, pelos eventos ao ar livre, pelo arranque da época balnear, pelo regresso dos sunset party ou pela perspetiva de um (escaldante) amor de verão, me predispus a atravessar a fronteira da solteirice e dar uma oportunidade ao amor.

 

Mas fazer o quê? Trabalho é trabalho, e enquanto não chega a tão ambicionada estabilidade económico-profissional, não me posso dar ao luxo de dispensar as oportunidades que me vão surgindo, venham elas de onde vierem.

 

Dramas meus à parte, hoje escrevo-te a propósito dos resultados de um estudo da Aston Medical School sobre os benefícios do casamento na saúde humana. Ao que apurou esta recente pesquisa, o matrimónio ameniza os efeitos de problemas como hipertensão, colesterol alto ou diabetes tipo 2, os principais fatores de risco para o aparecimento de doenças cardíacas fatais.

 

A explicação para esta relação causa-efeito parece residir no facto de os cônjuges se incentivarem mutuamente no que toca a cuidar da saúde e da alimentação, a tomar medicação e a praticar exercício físico.

 

A dita pesquisa, que contou com mais de um milhão de participantes com cerca de 60 anos e desenrolou-se ao longo de 13 anos, vem confirmar os resultados de vários outros estudos anteriormente realizados, como a descoberta da OMS de que o casamento reduz o risco de ansiedade e depressão ou da Universidade da Califórnia, que concluiu que a taxa de mortalidade nos pacientes oncológicos casados é menor do que nos pacientes solteiros (assunto já aqui abordado aquando do artigo Três razões porque compensa namorar). 

 

Contudo, parece que as benesses do enlace marital são bem mais flagrantes na vida deles do que na delas. Isto porque os efeitos nefastos da solteirice são mais amenos quando se trata delas.

 

Estar casado traz ainda outras vantagens para o sexo masculino que não são tão significantes nas mulheres. Segundo o America's Institute for Family Studies, os benefícios do casamento para os homens "são substanciais em todos os parâmetros". Incluem ganhar mais dinheiro, ter uma vida sexual melhor e "saúde física e mental claramente melhor", afirma o estudo.

 

A ser verdade tudo isso, porque relutam tanto eles em deixar-se enlaçar? E porque é a sociedade tão impiedosa com a solteirice feminina, quando, no final das contas, são eles quem mais lucram com o casamento?

 

Terá a ciência uma resposta cabal e convincente a estas minhas questões? Aguardemos, pois, o desenrolar das próximas investigações. Até lá, uma semana ausipiciosa para todos nós e um bom feriado para os alfacinhas!

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Ora viva!

 

Nada dura para sempre. Esta constatação aplica-se tanto à vida humana como à maioria das relações, sejam elas românticas ou sociais. É precisamente sobre este último tipo de ligação afetuosa, a amizade, que versa esta crónica.

 

O término de uma amizade dificilmente passa incólume aos intervenientes. Dependendo da antiguidade e da intimidade, essas podem ser profundas, ao ponto de deixar um vazio na nossa vida por tempo indeterminado. Eu, por exemplo, ao longo da vida, fui perdendo vários amigos pelo caminho. A rutura com alguns deles foi mais um alívio do que outra coisa qualquer, mas houve outros que até hoje lamento.

 

Isso porque a minha amizade por eles não poderia ser mais genuína, enraizada nos meus melhores sentimentos. A última então… duvido que algum dia venha a superar, pois amava verdadeiramente aquela pessoa, a primeira amizade que fiz na faculdade, com quem partilhei coisas únicas.

 

Dado que não é minha intenção estar para aqui a carpir as minhas mágoas, passo então a citar alguns tópicos de reflexão, elaboradas pela psicóloga Ellen Hendriksen, no sentido de nos ajudar a detetar alguns sinais de que uma amizade caminha a passos largos para o precipício:

 

Essa amizade é um jogo de interesses?
Há quem se relacione apenas pelo que os outros podem fazer por elas. No caso de reconheceres um amigo que constantemente te cobra favores ou está sempre a pedir-te dinheiro emprestado ou mesmo a tentar vender-te alguma coisa, abre a pestana: em vez de uma amizade podes estar a viver simplesmente uma transação.

 

Estão a desencaminhar-te?
É normal os amigos se influenciarem entre si. O que não é normal é quando eles te desviam do bom caminho. Por exemplo, se queres deixar um vício, ter um estilo de vida mais saudável ou abraçar algum hobby e eles te criticam, boicotam a tua motivação ou solicitam a tua presença justamente nas alturas em que te dedicas a essas atividades.

 

Estás a ser manipulado?
Geralmente quando se é manipulado, só se apercebe quando se deixou de viver essa situação. No entanto, fica atento no caso de teres um amigo que te faz sentir mal contigo mesmo. Outro sinal de alerta é se agora que olhas para ti percebes que, inconscientemente, mudaste a tua postura e o teu comportamento por essa pessoa.

 

São amigos apenas porque são parecidos um com o outro?
Vidas semelhantes ou traços de personalidade idênticos, muitas vezes, conduzem a uma amizade forçada. Estudos indicam que aqueles que tinham amizades desse tipo desvalorizam esses aspetos e concentraram-se no que verdadeiramente constrói a relação: confiança, honestidade, respeito e companheirismo.

 

És o único a contribuir para a relação?
Se para ti está sempre tudo bem, mesmo quando falham contigo, ou se és o único que se esforça por preservar a relação, de acordo com a conveniência da outra parte, apesar de saberes que não fariam o mesmo por ti, provavelmente, estás a viver uma relação desequilibrada, em que és o único a fazer por.

 

Podem contar um com o outro?
Os conceitos "recíproco", "mútuo" e "partilha" estão muitas vezes associados a estudos sobre a amizade, pelo que se nenhum destes termos te vem à cabeça quando falas do teu amigo, talvez seja melhor repensares a vossa relação. As boas amizades são baseadas em equilíbrio e apoio mútuo.

 

Podes ser tu mesmo?
Estudos realizados durante décadas afirmam que ligar-se a pessoas com as quais podemos ser verdadeiros é dos maiores contributos para a saúde e felicidade. Se pensas duas vezes antes de agir de determinada forma e mudas o teu comportamento na presença da outra pessoa, então não lhe podes chamar amigo.

 

Como pudeste constatar, há amigos que não são dignos desse nome. Por mais que a tua amizade seja sincera e verdadeira, há que saber reconhecer quando ela não é recíproca muito menos saudável. Há um tempo para tudo na vida e se calhar este é o tempo de reavaliares o teu conceito de amizade e pores alguns pontos nos is. Afinal, a presença das pessoas na nossa vida só se justifica se for para contribuir para a nossa felicidade. Caso contrário, não deverá haver lugar para elas.

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Ora viva!

 

Um dos motivos porque continuo solteira tem precisamente a ver com o pesadelo das exs, verdadeiras almas penadas que mais não fazem que assombrar a relação das que as procedem, cujo único propósito é ser e fazer o outro feliz.

 

O que não falta no historial da minha vida amorosa são casos de antigas namoradas que não sossegaram até envenenarem a minha relação, ao ponto desta acabar por não resistir às suas investidas fatais.

 

Por não terem conseguido que a relação delas desse certo, o que as move é impedir que outra possa ser bem sucedida onde elas falharam. No meu último namoro então, já lá vão mais de seis anos, a ex tanto fez que ainda hoje continuo traumatizada. A forma como tudo aconteceu deixou marcas tão profundas que nunca mais consegui voltar a confiar em homem algum ao ponto de me entregar sem reservas e menos ainda de acreditar num happy end.

 

Porque te estou a contar tudo isto? Porque se tivesse estado mais atenta aos sinais, alguns tão flagrantes que até o Stevie Wonder seria capaz de retratar, talvez tivesse saltado fora da relação a tempo de salvaguardar este meu incauto coração de uma dor que, por mais do que uma vez, acabou com a minha alegria de viver.

 

A crónica de hoje tem precisamente a ver com algumas evidências sobre quando ele (ainda) não cortou o cordão umbilical que o liga à falecida. No meu caso, trata-se de um bom pretexto para rever a matéria dada e fazer um update ao sistema de alerta. No teu, pode ser uma dica amiga para te precaveres no caso de te reveres nestes sete exemplos, citados pela Women’s Health:

 

1. Ele fala da ex com muita frequência e parece continuar muito envolvido na vida dela.

2. Todos os pretextos são válidos para estar sempre a 'checar' e a 'gostar' das publicações que a ex faz nas redes sociais. 

3. Seja para elogiar ou para criticar, ele fala demasiadas vezes nela. 

4. Ele está tão empenhado na nova relação que dá a sensação que é para provar alguma coisa à ex. 

5. Sabe mais do que devia sobre a dita cuja, ao ponto de estar constantemente a fazer comparações entre ti e ela. 

6. Ele ainda guarda/usa o algum objeto pessoal que ela lhe ofereceu ou fez. 

7. Ele faz questão de manter a proximidade com a família dela.

 

No outro dia, perante a pergunta do quizz Quem Quer Ser Milionário, um dos meus passatempos favoritos, sobre quantos sentidos possui o ser humano, a minha resposta só poderia ser: "Depende do género. Se for homem, cinco: visão, audição, olfato, tato e paladar. Se for mulher, seis: visão, audição, olfato, tato, paladar e intuição".

 

Cito este exemplo como forma de deixar claro que se tens "aquela" sensação de que a pessoa com quem andas a sair, ou até mesmo o teu crush, ainda não ultrapassou a ex-namorada, talvez haja mesmo motivos para isso.

 

Portanto, olho aberto, foco na intuição e atenção nestes sinais.

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Ora viva!

 

Um artigo da Visão, assinado por Ana Alexandra Carvalheira, sobre relações à distância retrata o quanto esta é uma realidade cada vez mais comum nesta nossa "aldeia" global, onde o maior dos desafios talvez seja conciliar o currículo amoroso com o profissional, este último cada vez mais implacável nas suas exigências.

 

Neste cenário, a internet, poderosa ferramenta na procura de amor, sexo e todo o tipo de relações, assume um papel essencial. Esta não só permitiu a dissipação das fronteiras geográficas como acabou por fomentar o encontro de corações que de outra forma jamais seria possível.

 

Ainda que a distância já não possa ser considerada elemento dissuasor do emparelhamento, embarcar nesse tipo de parceria amorosa não deve ser pera doce. Até porque é certo e sabido que relações exigem muito. Longe da vista então… o desafio torna-se gigantesco e as dificuldades e ameaças acrescidas.

 

Nem vou perder tempo a enumerar os aspetos negativos de uma relação a longitudes distintas, até porque não é disso que se trata esta crónica. Ao contrário, vários aspetos positivos estão associados a este modelo relacional, pelo que passo a enumerá-los:

 

1. É protetora do desejo sexual, particularmente do feminino, uma vez que as separações durante certos períodos de tempo impedem a nefasta influência da rotina no desejo sexual das mulheres. Sentir a falta do outro estimula o desejo e pode ser um ingrediente erótico muito interessante em alguns casais.

 

2. Na sequência da anterior, o erotismo fica mais protegido, já que não sofre a erosão da rotina, da falta de novidade ou da previsibilidade. Relações desse tipo permitem um maior investimento erótico, talvez porque o desejo não está desgastado.

 

3. Permite mais e melhor comunicação entre os parceiros. Não só permite como exige, já que, na ausência da presença física, a palavra é tudo o que têm para manter a ligação, por conseguinte, a comunicação pode tornar-se mais rica, mais profunda e mais cuidada.

 

4. Possibilita ainda mais qualidade no tempo que se passa junto. O próximo encontro é sonhado e desejado e por conseguinte, pode ser mais cuidadosamente planeado.

 

5. Por outro lado, também o tempo em que não se está junto da pessoa amada pode ser aproveitado para coisas da esfera individual. Ou seja, cada um pode ter mais tempo para si, para as coisas de que gosta, para os seus próprios interesses, que muitas vezes podem não coincidir com os da outra pessoa.

 

6. E por último, mas não menos importante, está a saudade, palavra exclusiva do vocábulo lusitano e que tão bem descreve a falta que uma pessoa deixa na vida de outra. Este sentimento pode ser coisa boa. Desde que não traga sofrimento, ela aquece o coração, acende o desejo e traz renovação à relação.

 

Mue bem, depois do que acabaste de ler, vai uma relação à distância?

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Ora viva!

 

Pelos vistos o sonho de morar sozinha na urbe alfacinha, assunto abordado no post Viver sozinho: sonho ou pesadelo?, não é exclusividade minha. Pelo contrário. O que não faltam são novas e testemunhos daqueles que, à causa da insuficiência económica, não conseguem custear uma residência na área metropolitana e áreas adjacentes.

 

Este relato da jornalista Raquel Costa, publicado esta quarta-feira no cidades online, é um retrato falado do drama daqueles que não têm a sorte de fazer parte das camadas panorâmicas da pirâmide socioeconómica, vulgo abastados ou desafogados financeiros.

 

"Por motivos vários vejo-me, aos 34 anos, nesta caricata situação: tenho um emprego estável, com contrato, mas não tenho rendimentos suficientes para viver sozinha em Lisboa ou arredores.

O boom do turismo na capital provocou uma inflação absurda no preço das rendas, o que torna praticamente impossível o arrendamento de uma casa a quem tenha um rendimento abaixo dos 1000 euros.

Há uns quatro, cinco anos, houve ligeiros sinais de adaptação do mercado imobiliário a uma nova realidade. Casas que estavam “empatadas” há vários anos começaram a entrar no mercado do arrendamento, permitindo a pessoas como eu poderem viver em habitações condignas.

Mas esse momento rapidamente desapareceu, dando lugar à venda (e compra... porque os bancos estão de novo aí, em força, a emprestar dinheiro a quem quiser) ou então ao arrendamento de curta duração (os airbnb desta vida).

Então o cenário atual é o seguinte: queres alugar casa? Ou tens amigos/conhecidos que te fazem o favor de alugar um T1 /T0 abaixo do valor de mercado ou estás lixado. Descontada esta opção, restam as filas para as visitas a imóveis das carteiras das imobiliárias. E é aí que as coisas se tornam absurdas.

Dei por mim a não saber se ria se chorava quando, às três da tarde, me encontrei na fila para ver um T1 num subúrbio de Lisboa. Para ver apenas, sublinho, um T1 a 380 euros, situado num prédio que parecia que tinha sido atingido por um míssil nuclear... com todas as características simpáticas e elevada segurança do dito subúrbio.

Ponderei, durante alguns minutos, ainda dar uma hipótese, sabendo de antemão a ginástica orçamental a que aquela renda me obrigaria. Ponderei desvalorizar o aspecto pouco simpático da vizinhança, ponderei pedir dinheiro emprestado a amigos para pagar os 3 meses (!) de caução que estes contratos hercúleos exigem atualmente.

Por fim, vim-me embora, frustrada e com alguma vergonha. “Onde é que eu falhei na minha vida?”.

A verdade, nua e crua, é esta. Para se ser independente, neste momento, em Lisboa, é preciso ganhar, no mínimo, 1500 euros. A outra opção é dividir casa, lotaria essa que pode resultar numa verdadeira batalha campal psicológica.

Vejo-me confrontada com este triste e misógino pensamento: estivesse eu casada ou em união de facto com alguém, já não teria este problema.

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado (trocar o 'a' pelo 'o')."

 

Verdade seja dita que este texto não poderia ser mais revelador da realidade atual – para mal dos pecados daqueles que, como eu, não querem ficar longe do burburinho da cidade. A esses só restam estas boas opções: torcer para que este cenário se reverta (o que não me parece muito provável), partilhar o lar com outros (por vezes tem-se sorte), apostar todas as fichas no euromilhões (nunca se sabe...), rezar para receber uma herança qualquer (milagres acontecem), trabalhar que nem um camelo para conseguir uns trocos extras no final do mês (deixa-se é de ter tempo para viver) ou… tornar-se um suburbano inconformado (no comment).

 

No meu caso optei pela segunda e posso dizer que, tirando uma coisa ou outra, não tenho muito do que me queixar. Afinal, há que louvar o que se tem ao invés de lamentar o que (ainda) falta ter. Tenho dito!

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Ora viva!

 

Penso já ter, por mais do que uma vez até, ter-te confidenciado que não sou parente chegada da D. Religião, não obstante ter sido criada, até aos 20 anos, no seio da Igreja Católica. Feliz ou infelizmente, a verdade é que no meu espírito não reconheço um único cromossoma associado à crença.

 

Com ou sem fé, teria que ser uma criatura no mínimo desnaturada para não reconhecer o lado B dos ensinamentos católicos, sobretudo no que toca à solidariedade, tolerância, amor e respeito ao próximo, só para citar os mais flagrantes.

 

Ainda adolescente, tive o privilégio de conhecer João Paulo II, aquando da sua visita às ilhas da morabeza, no longínquo ano de 1990. Talvez por isso, e à sua postura ímpar, nutra por ele um afeto especial, que vai muito além da mera admiração.

 

Ora esse sentimento, que misteriosamente se esfumou no reinado do Ratzinger (deixo ao teu critério os motivos para tal), voltou a ser resgatado pelo atual big boss da Santa Sé, pessoa humilde, dedicada e muito inspiradora, que este ano, à luz da homilia da sexta-feira paixão, dedicou aos fiéis estas palavras, que me tocaram de um modo tão profundo que não posso deixar de partilhar contigo:

 

"Você pode ter defeitos, ser ansioso, e viver alguma vez irritado, mas não esqueça que a sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode impedir que vá em declínio. Muitos lhe apreciam, lhe admiram e o amam. 

 

Gostaria que lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem deceções. Ser feliz é encontrar a força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor na discórdia. 

 

Ser feliz não é só apreciar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza. Não é só celebrar os sucessos, mas aprender lições dos fracassos. Não é só sentir-se feliz com os aplausos, mas ser feliz no anonimato.

 

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões, períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista para aqueles que conseguem viajar para dentro de si mesmo.


Ser feliz é parar de sentir-se vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas conseguir achar um oásis no fundo da nossa alma. É agradecer a Deus por cada manhã, pelo milagre da vida.

 

Ser feliz, não é ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si. É ter coragem para ouvir um "não". É sentir-se seguro ao receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, mimar os pais, viver momentos poéticos com os amigos, mesmo quando nos magoam.


Ser feliz é deixar viver a criatura que vive em cada um de nós, livre, alegre e simples. É ter maturidade para poder dizer: "errei". É ter a coragem de dizer:"perdão". É ter a sensibilidade para dizer: "eu preciso de você". É ter a capacidade de dizer: "amo-te".


Que a tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz... Que nas suas primaveras seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amante da sabedoria. E que quando errar, recomece tudo do início. Pois somente assim será apaixonado pela vida. Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Utilizar as perdas para treinar a paciência. Usar os erros para esculpir a serenidade. Utilizar a dor para lapidar o prazer. Utilizar os obstáculos para abrir janelas de inteligência. Nunca desista.... Nunca renuncie às pessoas que lhes ama. Nunca renuncie à felicidade, pois a vida é um espetáculo incrível".

 

Depois do que acabaste de ler, diz-me lá se este senhor não é das criaturas com maior espiritualidade que o Vaticano já viu circular pelas suas ruas. Que o espírito da Páscoa e as palavras do papa Francisco estejam sempre contigo. Amém!

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Ora viva!

 

O homem (o ser) é uma criatura de hábitos, disso estou certa. Do que não estou assim tão certa é do quanto estes beneficiam ou condicionam a nossa vida. A propósito disso, garante o site Mind Body Green que algumas dessas práticas rotineiras devem ser abandonadas já, porquanto podem estar a contribuir para a nossa má saúde.

 

A primeira delas é o mau stress, aquele que nos deixa com os nervos em frangalhos, incapazes de ter uma respiração consciente ou de manter a concentração. Esse tipo de tensão é incapacitante, já que faz com que o cortisol, uma hormona nada amiga do nosso bem-estar físico, emocional e psíquico, se adone do nosso organismo.

 

A fome emocional é outro hábito a ser banido da nossa vida, o mais rápido possível, não só porque pesa na balança como também na carteira. Comer à toa, ainda que muitas vezes de forma inconsistente, é uma prática associada ao stress. Se bem que ingerir porcarias seja uma rotina comum a tantos mortais.

 

Outro mau hábito a perder tem a ver com dormir pouco, menos do que o recomendado, uma tendência cada vez mais gritante, já que as tentações para se permanecer acordado são mais que muitas e chegam de toda a parte. A boa qualidade do sono é fundamental para a saúde e para o bem-estar em geral.

 

O desleixo para com a higiene oral após as refeições não é só um mau hábito higiénico, como pode ser dos que mais contribui para a má saúde.

 

Outro mau hábito a ser eliminado do nosso dia a dia, talvez o mais difícil de todos, é o sedentarismo, muito por culpa da dinâmica profissional que nos leva a passar horas e horas sentados.

 

Meu bem, como bem sabes, todos nós temos um ou outro hábito que repetimos diariamente e que já fazem parte da nossa forma de estar na vida. Se os teus pequenos momentos rotineiros (beber água após acordar ou dedicar os últimos momentos do banho à água fria, por exemplo) contribuem para o teu bem-estar, maravilha. Caso contrário, preciso dizer-te o que fazer? Penso que não, já que ninguém melhor do que tu para saber o que te faz bem (ou não).

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