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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

No início do ano, aquando do post Entre sadomasoquismo, rendez-vous e sugar baby, fico-me pelo cuddling, fiz referência a um prática emergente nas terras do tio Sam: pagar para ter companhia. Faire l'attention que não escrevi pagar para ter sexo, mas sim para ter companhia. Ah pois, parece que esta tendência galgou o Atlântico – tal qual os bravos navegadores portugueses séculos idos – e deu o ar da sua graça em território luso.

 

De acordo com um artigo do Sol, esta moda que "começou nos Estados Unidos, pegou na China e já chegou a Portugal" é um negócio muito simples que consiste em trocar uma certa quantia de dinheiro por um certo período de tempo com um completo estranho, que, durante aqueles momentos, se torna um companheiro.

 

Por aqui, cabe à plataforma virtual Rental Girlfriends dar as cartas no ramo, ao ponto de poder gabar-se que da sua carteira de prestadoras de serviço contam várias venusianas, todas elas dispostas a ceder o seu tempo (e otras cositas mas, se assim desejarem) a favor de uma simpática quantia em euros.

 

De uma foma muito sucinta a coisa funciona assim: o cliente – consoante a sua vontade, o seu fundo de maneio, a disponibilidade da prestadora ou a conveniência da entidade patronal – aluga a pessoa por um x número de horas. Feito isso, espera-se que ele dê uns giros com a nova companhia por vários sítios, cabendo a esta vestir a pele de uma namorada comme il faut.

 

Caso a tua mente esteja para aí a magicar hipóteses e possibilidades, convém registares que os preços variam entre 60 e 80 euros por hora. Pelo menos é esta a informação que consta no referido site.

 

Ao contrário do cuddling, quiçá por os tugas serem mais travados que os americanos, o contacto físico é terminantemente proibido, estando prevista uma margem de tolerância de até alguns beijos 'extra'. Isso se a contratada se mostrar recetiva a tal, obvimente!

 

"Não é suposto haver contacto físico. Aqui não há sexo envolvido, está bem explícito nas nossas regras. Tanto que os encontros têm que ser marcados só para sítios públicos, não pode ser em hotéis, por exemplo, para segurança das meninas, embora se as meninas quiserem ter outro tipo de envolvimento isso já é da responsabilidade delas", garantiu um dos sócios deste negócio.

 

"Os nossos clientes 'compram' habitualmente estas namoradas para passeios, jantares fora e cinema. Queremos dar aos homens uma oportunidade de desfrutar dos benefícios de ter uma namorada sem todos os aborrecimentos. Assim são eles que decidem onde ir e o que fazer, quando querem sair e quando não querem. E tem vantagens em relação às acompanhantes de luxo, que costumam agir de forma linear, estática e transacional, o que faz com que os homens sintam que estão simplesmente a pagar por um encontro sexual. Alugar uma namorada faz um homem sentir como é querido, amado, cuidado e todos os mesmos sentimentos de ter uma namorada real", remata Pedro Santos em entrevista a um pasquim nacional cujo nome recuso-me a citar pelo simples facto de achar que não interessa a ninguém, nem mesmo ao CR7 (se é que me entendes).

 

Declaro encerrada esta sessão com a seguinte sentença: condenado estará todo e qualquer inupto (esta foi diretamente importada do dicionário, só para me armar em erudita) que ouse cobiçar semelhante serviço!

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Ora viva!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Mudanças várias se avizinham no horizonte: os dias ensolarados a tempo inteiro começarão a minguar; o calor, as roupas leves, a humidade zero, o bronze, as sentadas na esplanada, os fins de tarde languidos, a boa disposição – que só muita vitamina D pode proporcionar – e tudo o mais que associamos ao verão daqui a umas semanitas não passarão de saudosas lembranças. Tirando um dia aqui e outro acolá, daqui a pouco, chuva, vestuário grosso, dias sombrios, ventos gelados e noites longas fazer se ão convidados do nosso quotidiano.

 

Início da semana, início do mês, início de uma nova estação do ano...
Já que fatais serão essas mudanças, queres uma ocasião melhor para uma injeção de life coach, como quem diz, uma chamada à razão no que toca a boas práticas existenciais? A esse respeito, o site Inc escreve que sete lições de vida devem ser assimiladas antes que seja tarde demais.

 

Porque eu acredito (piamente) que nunca é tarde para se aprender e que para melhor muda-se sempre, esta crónica nada mais é do que o meu olhar pessoal e transmissível sobre essas lições, que passo a citar:

 

1. Mais riscos, menos zona de conforto

A vida é demasiado curta para passá-la o tempo todo na nossa zona de conforto. Por mais que jogar pelo seguro seja bom (e tantas vezes, necessário), é fora dela que a magia acontece. Com isso quero dizer que arriscar, ousar, assumir riscos, ou seja, sair da zona de conforto, pode ser o impulso que te falta para uma vida melhor e mais realizada.

 

3. Mais saúde, menos desleixo 

Hábitos que cultivamos na juventudade vão, indubitavelmente, repercurtir-se na idosidade. Desse estigma, ninguém está imune. Tanto assim é que, para evitarmos ter que lidar com problemas de saúde mais sérios que os típicos da idade avançada, o melhor a fazer é investir desde já num estilo de vida consciente, isto é, saudável e sustentável.

 

3. Mais significado, menos frivolidade

A beleza da vida passa, essencialmente, pelas relações que estabelecemos com os outros e pelas memórias que sobre elas construímos. Por isso mesmo, devemos investir mais em pessoas e menos em coisas. Mais tempo para socializar e menos desculpa é a palavra de ordem.

 

4. Mais conteúdo, menos embalagem

Bens materiais não nos tornam mais felizes, a não ser que saibamos dar-lhe um rumo certeiro. Apesar de me assumir como uma materialista de primeira, tenho que reconhecer que conduzir um topo de gama, usar sapatos caríssimos ou seguir o último grito da moda não é, por si só, garantia de felicidade. Concordas comigo, não concordas?

 

5. Mais presença, menos ausência
Temos que arranjar tempo para os outros (amigos, amores e familiares), pois são eles que dão sentido e alento à nossa existência. Já que não sabemos quando os poderemos perder, devemos aproveitar ao máximo para desfrutar da sua companhia.

 

6. Mais vida, menos existência

A vida é uma dádiva divina, e talvez, por isso mesmo, tão frágil e fora do nosso controlo. Já que ela pode esfumar-se a qualquer instante, pois para morrer basta estar vivo, há que valorizar cada momento como se fosse o primeiro e o último.

 

7. Mais gratidão, menos cobrança

É possível que nunca cheguemos a ter a exata noção do quanto os nossos progenitores se sacrificaram por nós. Mas nem por isso devemos deixar de valorizá-los, agradecendo a benção que é poder tê-los nas nossas vidas. Liga aos teus pais e agradece. Agora!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Despeço-me com esta afirmação de Pedro Santos Guerreiro, atual diretor do Expresso, retirada do artigo Cinquenta formas de deixar o seu amor: "Viver cada dia ingénuos como se fosse o primeiro e desprendido como de fosse o último!"

 

Boa semana, ótimo mês e uma excelente estação...

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29
Set17

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Ora viva!

 

Esta crónica, assinada por Estefânia Barroso e publicada ontem no publico.pt, versa sobre a solteirice, mais concretamente sobre as cobranças a que o sexo feminino está sujeito à conta desta situação amorosa. A impressão que tenho é que este assunto não se esgota e, por mais que se lute por diginificar esta opção, a sociedade continua a insistir numa atitude fiscalista e implacável perante quem optou (ou não) por estar desemparelhado. Espreita só:

 

""Sim, continuo solteira!" — esta será uma das frases que mais utilizei ao longo dos anos. Nos encontros de família, nos reencontros de amigos que não se viam há muito e até nas conversas com pessoas que conheci há pouco tempo. Inevitavelmente, no decorrer destes momentos sociais, vinha a mesma pergunta mascarada de formas diferentes. Desde a forma mais directa "Então, ainda não casaste?", à forma mais discreta "Então, ainda não arranjaste tempo para uma pessoa nessa tua vida ocupada?", à forma mais galante (e ligeiramente patética) "Como é que uma miúda como tu continua sozinha?". E é verdade, contra tudo e contra todos, continuo solteira. Porquê? Vejamos…

 

Analisando a situação:

A primeira ideia que ocorre na mente das pessoas é que, se já és uma mulher feita (digamos, se passaste dos 30…e eu já passei há mais de uma década), só podes interpretar na sociedade um de dois papéis: ou és uma "tia solteirona" que não sai de casa, vive a sua vida através das histórias de amor que assiste na televisão, tem um gato com quem conversa e continua a sonhar com o amor da sua vida enquanto, noite atrás de noite, fica em casa com o seu chá quente e com os pés frios. Ou então, e se tiveres uma imagem, na tua forma de vestir e apresentar, que não se coadune com essa teoria da "tia solteirona", serás a segunda opção: a louca que faz festa todos os dias, que não tem namorado porque não acredita no amor, mas acredita, e bem, nos prazeres físicos, que adora comer e ainda mais beber e por isso tudo não é companhia aconselhável para as amigas casadas porque as poderá enlouquecer com os seus hábitos poucos recomendáveis! Quando muito, poderá ser companhia para as amigas divorciadas que, de algum modo, sofrem do mesmo estigma.

 

E é com estes rótulos que tens que viver, apenas porque escolheste viver a tua vida de uma forma diferente daquela que é socialmente aceite pela sociedade. Não lhes passa pela cabeça que podes não ser nem uma coisa, nem outra. De facto, não sou a tia solteirona que fica em casa a ver novelas. Mas também não sou a louca pintada na segunda opção. Apenas sou uma mulher que até ao momento decidiu não partilhar a sua vida com ninguém porque não encontrou ninguém com quem quisesse ou lhe fosse possível partilhar a sua vida. Serei assim tão diferente da maioria das pessoas? Ou apenas serei exigente demais? Assumo que, como já escrevi noutra crónica, acredito que existe uma alma gémea à nossa espera no mundo. Mas também referi que nem sempre a alma gémea vem no corpo ou nas circunstâncias certas. E só me faz sentido partilhar a minha vida com uma pessoa que eu considere ter sido colocada no mundo para se encontrar comigo, uma pessoa com quem partilhe uma energia especial, uma pessoa que me faça pensar que serei mais feliz estando com ela do que estando sozinha, uma pessoa que terá aparecido nas circunstâncias certas. No fundo, só me faz sentido partilhar a minha vida com aquela que identificaria como a minha alma gémea.

 

Não irei negar que pensei muito sobre o facto de ver passar os anos e sobre o facto de não encontrar uma pessoa com quem quisesse ou pudesse partilhar o meu mundo. Pensei sobre a questão do casamento, do viver junto, da urgência que a sociedade impõe em resolver essas questões a partir dos 25/30 anos. E, para falar verdade, passei, também, a procurar conhecer-me e analisar-me, procurando compreender-me e perceber por que raio não seguia o caminho socialmente aceite.

 

Foi aí que percebi que desde pequenos nos vendem a ideia de que a felicidade só vem a dois, em casal e, de preferência, com filhos. Compreendi que estamos habituados a viver no barulho e na confusão. Compreendi que "ser sozinho" é, por isto, visto de modo negativo. Compreendi que o silêncio assusta. Compreendi que criaram em nós a ideia de que precisamos estar sempre acompanhados. Mais! Criaram em nós a ideia de que não somos completos a não ser quando temos ao nosso lado um "mais que tudo". Por isso, quando segues um caminho diferente desse socialmente aceite, tens de ser rotulada. Ou és uma perigosa amante das festas e dos prazeres mundanos ou és uma triste tia relegada ao conforto do sofá. De qualquer maneira, não podes ser feliz. Porque a fórmula da felicidade está no casamento e nos filhos.

 

Nada mais errado, digo eu. Com o tempo percebi que só se encontra a paz e a harmonia, o silêncio, dentro de si próprio. Percebi que não se pode ter medo de estar sozinho. Estar com outra pessoa tem de ser uma escolha e não uma necessidade. Só assim poderemos ser uma boa companhia para o outro. Só assim poderemos dar o tempo que for necessário para encontrar a pessoa que se julga ser a certa… ou não a encontrar de todo e, ainda assim, ser feliz e completa.

 

Concluindo: só depois de gostarmos da nossa própria companhia é que "outro alguém" poderá, também ele, apreciá-la. Gosto da minha companhia. Gosto de estar no meu silêncio, como gosto de do barulho por estar com amigos, em família, ou numa qualquer festa ou celebração. Continuo a acreditar em almas gémeas. Continuo a acreditar no amor. E sei que apenas deixarei de ser solteira porque encontrei alguém com quem sinto vontade de partilhar os meus silêncios. E não porque a sociedade assim me impôs."

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22
Set17

Coisas de Solteiros

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Tenho notado que a maioria daqueles que leem as minhas crónicas sente-se, na minha ótica, um tanto ou quanto constrangida em manifestar-se na praça pública sobre os tópicos aqui retratados. O número de comentadores das minhas crónicas é uma miséria quando comparado com o número de leitores/seguidores/subscritores/visitantes.

 

A pensar nisso, acabo de criar um grupo no facebook, de nome Coisas de Solteiros (cuja foto de perfil é exatamente esta que te apresento), na intenção de proporcionar aos membros a oportunidade de partilharem coisas da vida de um celibatário, sem medo, tabu ou pudor, e sem a exposição pública que as demais redes sociais nos sujeitam, claro!

 

Quem sabe assim os desemparelhados deste cibermundão não perdem a timidez e começam a expressar-se livremente, de modo a que esta blogger aqui consiga recolher conteúdos fidedignos para trazer à baila.

 

É um grupo fechado (quase secreto), uma espécie de irmandade da solteirice, contudo, quem quiser juntar-se a nós, será mais do que bem-vindo. Só tem que pedir para aderir.

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Ora viva!

 

Com uma noite mal dormida a pesar-me nos olhos e uma conversa (desagradável, mas nem por isso adiável) em pauta, este dia augura-se, física e emocionalmente, extenuante. Prevendo tal cenário, trajei-me a rigor: vestido branco a pender para o 'too much sexy for work day', saltos altos, ar compenetrado, semblante fechado e coração agoniado.

 

Estou ciente que tanto o meu discurso quanto a minha postura induzem quem está de fora a pensar que sou chegada num bate boca. Quem me conhece de verdade sabe que se há coisa que me custa horrores é a discussão. Não sei levá-la a bom porto, nunca soube, e para falar a verdade não estou minimamente interessada em passar a saber.

 

Feliz ou infelizmente, a vida poucas vezes se permite reger pelos nossos quereres. Volta e meia, lá exige ela que alguns pontos sejam postos nos is, sob pena de, num futuro inevitável, ter que se lidar com situações infinitamente mais penosas. Já nem falo nas várias crenças atuais que associam uma série de doenças à "engolição de sapos".

 

Enquanto me preparo para o embate, o melhor que tenho a fazer é descomprimir. É aqui que a escrita, no geral, e o Ainda Solteira, em particular, assume o papel de balão de oxigénio premium. Feito o desabafo, digo-te que a crónica de hoje é fruto da sugestão do PL, fiel seguidor que, volta e meia, acusa a ausência de uma perspetiva masculina a este blogue.

 

Como não sou de ignorar necessidades alheias, menos ainda as dos meus queridos solteiros, eis-me aqui a submeter à vossa apreciação este artigo do blog LIAM - Like a Man sobre como conquistar um macho legítimo. Dá uma olhadela.

 

"Cavalheiros, queiram desculpar mas este post é para as senhoras. Elas merecem e, em boa verdade, já era altura de alguém se dedicar a fazer este verdadeiro serviço público. Afinal, o que devem as mulheres fazer para nos conquistarem? O que nos faz perder a cabeça por uma mulher?

Sim, vamos falar de coisas sérias. E atenção que não estamos no "campeonato" das relações ocasionais. Isso é para meninos. Aqui fala-se de assuntos de homens. Ora leiam.

 

1. Naturalidade

Minhas senhoras, acreditem quando vos dizemos que uma das vossas maiores armas nesta coisa da sedução é mesmo a naturalidade. Não só porque não faz sentido tentarmos ser outra pessoa para além de nós próprios, mas também porque vivemos um tempo em que, muito provavelmente, ainda antes do primeiro encontro já terão tido acesso a muita informação sobre o outro através das redes sociais (vá, somos todos adultos. Não vale a pena fingir que não vão a correr ao facebook para tentar saber um pouco mais sobre ele, que amigos têm em comum, etc).

A verdade é que quanto mais uma mulher se conhece e respeita os seus limites, mais vai expor o seu magnetismo pessoal, atraindo assim a nossa atenção. Faz sentido?

 

2. Atitude

A arte da sedução tem muito pouco (ou nada, mesmo) a ver com a aparência. A atitude será sempre muito mais atraente do que só o visual. Por isso continuamos a ver mulheres de cair para o lado com homens de aparência apenas razoável, e vice versa. São pessoas que sabem o que valem e não deixam que esse valor se defina apenas (e sobretudo) pelo seu aspecto.

Quanto mais segura, mais sedutora uma mulher se torna. A maior parte de nós (a parte que interessa, digo eu) prefere mulheres que sabem o que querem, mulheres que agem e que falam com firmeza.

Acreditem quando vos dizemos: mesmo a mais bonita das mulheres sem atitude não vai muito longe nestas coisas do amor. Sim, pode até atrair olhares e uns engates ocasionais, mas não passará disso.

(Lembrem-se que estamos a falar de algo mais do que uma relação ocasional, ok?) 

 

3. Saber dizer "não"

Ao contrário do que se passa com a grande maioria das mulheres, que ouvem um "não" e se sentem rejeitadas, um "chega para lá" é coisa para deixar os homens ainda mais interessados e estimulados. Sim, é verdade. Vá-se lá entender, mas um homem sente mais desejo quando algo lhe é negado. Freud havia de explicar isto melhor do que nós, mas tenho para mim que a justificação para isto remonta ao Adão, à Dona Eva e ao seu fruto proibido.

Enfim: a melhor dica que vos podemos dar a este respeito (tipo cereja no topo do bolo) é dizer que não e sorrir ao mesmo tempo. Estes sinais contraditórios são infalíveis, acreditem. Been there, felt that.

 

4. Manter o mistério

Muitas mulheres pensam que para atrair um homem é necessário mostrar desde logo o que são e o que pensam. Mas os homens não funcionam assim. O "truque" é não demonstrarem de imediato todas as vossas qualidades ou defeitos (sobretudo estes últimos). Naturalidade, sim senhora, mas com calma. Não precisam de contar logo tudo sobre a vossa vida. O ideal será despertarem aquela vontade (boa) de querermos saber mais sobre quem está ali à nossa frente. De novo, numa era em que pespegamos tudo nas redes sociais, um pouco de mistério é ouro. E se há coisa de que nós, homens, gostamos é de uma boa (e saudável) corrida ao ouro.

 

5. Sem pressão

A uma senhora não se pergunta a idade, mas chega a uma certa altura em que uma mulher já devia saber que os homens não gostam de ser pressionados. Isto no geral, mas muito em particular nestes assuntos. Por isso, fica a nossa sugestão: deixem as coisas fluir e acontecer naturalmente, no tempo certo. Evitem comparar a relação ou o encontro com outros do passado e aproveitem o que está a acontecer sem qualquer tipo de preocupação. Só assim vão conseguir divertir-se e ser o mais naturais possível.

Se sentem que a coisa não avança ao ritmo que vocês desejariam, lembrem-se dos pontos 2 e 3. Com a atitude certa e a capacidade de dizer que não, podem não conseguir o homem que pretendem, mas pelo menos não perdem tempo com o errado. E o que não falta por aí são homens interessantes à espera de serem conquistados. Lembrem-se disso."

 

Se não me falha a memória, este tema já aqui foi abordado um par de vezes, só que nunca na perspetiva do outro lado da barricada. Agora que temos em nosso poder este precioso testemunho, dou por aberta a sessão de debate.

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Ora viva!

 
Enquanto a senhorita inspiração não volta ao ativo a tempo inteiro, ganho mais em contentar-me com contribuições alheias, desta feita do FR a quem aproveito para endereçar sinceros agradecimentos  a respeito da força de acreditar.
 
Acredita no destino. Lembra-te que às vezes o que temos que fazer é soltar as rédeas e acreditar que quem nos guia conhece o caminho.
Acredita no amor. Por mais que ele nos faça sofrer, não há outra fonte que alimente tanto o sentido desta vida.
Acredita no amanhã. Embora incerto, é lá que devem estar as nossas esperanças mais sinceras.
Acredita nas pessoas. Eu sei, elas erram muito, mas nós também. É justamente por isso que existe o perdão: para que pessoas como tu e eu tenham a condição de continuarmos juntos apesar de tudo.
Acredita na vida, na paz e na guerra.
Acredita nos teus sonhos, jamais desistas de perseguir a tua felicidade.
É simples, mas é quase tudo!
 
Meu bem, aproveita este post para renovar a tua crença de que coisas realmente boas caminham na tua direção. Boa semana, single mine!

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29
Jun17

Há que saber perdoar

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Olha só o que a minha guru do bem e conselheira espiritual do Ainda Solteira, a querida Isabel Soares dos Santos, diz acerca do perdão, conceito que, segundo o dicionário, é definido como a ação humana de se livrar de uma culpa/ofensa, absolver ou isentar do pagamento de... Portanto, depreende-se que o perdão é um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo sobre determinada pessoa ou por si próprio.

 

"Aprender a perdoar é uma das coisas mais difíceis de fazer para o comum dos mortais. A maioria de nós pensa que é muito mais fácil não perdoar, ficar agarrado a mágoas e tristezas. Infelizmente, na sociedade de hoje, não nos ensinam a perdoar, a amar, as coisas mais básicas da vida. Por isso mesmo, muitas almas andam perdidas, pensando que estão a fazer o bem, quando muitas vezes nem sequer sabem qual o caminho do bem.

 

Perdoar deve ser aprendido. Pode ser muito simples para quem se disponibilizar a viver uma vida feliz. Perdoar significa libertar-se de uma energia que pesa e que bloqueia a tua alma. No fundo, perdoar significa libertar. Mas este sentimento de libertação tem sido muito difícil de compreender, pois é como se pudesses viver no paraíso (se te libertasses), mas preferes viver agarrado à raiva que bloqueia (inferno). Tens medo de te sentires sozinho ou desamparado na vida...

 

Faz a experiência, não tenhas medo de te sentires leve e livre. A libertação através do perdão é uma das maiores bênçãos da vida. Após essa libertação, serás capaz de receber todas as bênçãos que o universo tem ao teu dispor. Serás capaz de sentir uma enorme leveza; as preocupações passam a parecer bem mais simples de se resolverem e o teu coração fica cheio de afeto. Nenhum pensamento menos bom será capaz de entrar num coração cheio de amor."

 

Meu bem, que o dom do perdão se faça presente no teu coração e consigas eliminar qualquer vestígio de mágoa, tristeza ou ressentimento que por lá ainda possa permanecer.

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Ora viva!

 

Encerrado mais um capítulo no meu percurso profissional (ontem foi o último dia daquele trabalho de cuidadora de terceira idade de que te falei no outro dia), eis-me, na melhor disposição e cheia de energia, de volta à minha rotina que tanto adoro e que tanta falta me fez nas últimas semanas.

 

Dito isto, que tal um olhar sobre o atributo que nós as mulheres mais valorizamos nos homens? Quanto a este assunto pertinente e sempre atual, diz-me a minha experiência (real e virtual) que a maioria deles, especialmente os desemparelhados, não fazem a mais pálida ideia sobre os aspetos – intrínsecos, claro, que os físicos saltam à vista – dão o xeque-mate no jogo da sedução.

 

Será o cavalheirismo, a generosidade, o sentido de humor ou, quem sabe, o paleio? Nada disso, meu bem! Mais do que a beleza, que de facto, rende imensos pontos em matéria de atração, a qualidade masculina que as discípulas de Vénus mais valorizam é, pasme-se!, o altruísmo. Sim, leste bem!

 

Pelo menos é que diz um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology, cujos resultados "provam a importância do altruísmo nas preferências das mulheres quando procuram um companheiro", segundo escreve Daniel Farrelly, que foi quem liderou esta pesquisa da Universidade de Worcester.

 

"O altruísmo é muito importante para as mulheres, no que diz respeito ao homem da sua vida", sendo os detentores desse traço de perfil encarados como muito mais atraentes que os bad boys, espécie que só reúne a preferência feminina quando se trata de one night stand, vulgo relação casual instantânea.

 

Caro seguidor, portador ou não de predicados estéticos de alta intensidade, com este artigo passas a saber que a beleza em si não é garantia de sucesso na arte do amor sustentável. O altruísmo sim parece ser a chave que abre o coração feminino (pelos menos das britânicas, amostra da referida pesquisa).

 

Portanto, se ainda acalentas o sonho de encontrar a tua special one, toca a trabalhar esta característica, que o (verdadeiro) amor espera por ti. Boa sorte e uma ótima semana.

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Ora viva!

 

Correu bem o fim de semana, single mine? O meu – feliz ou infelizmente, já nem sei dizer – foi passado a trabalhar. Abro aqui um parêntesis para te fazer um balanço da minha situação profissional, coisa que há muito não acontece.

 

Durante este mês, abracei o cargo de cuidadora (de um amoroso casal nonagenário), cujas tarefas se regem nos seguintes termos: dias úteis, entrada ao final da tarde e saída na manhã seguinte, e aos fins de semana, entrada na sexta à tarde e saída à mesma hora de domingo.

 

Como podes imaginar, a minha vida social, que já andava ligada a soro, neste momento só sobrevive à custa do suporte básico de vida. E logo agora que, quiça inspirada pelas festas juninas, pelos arraiais, pelos festivais de música, pelos eventos ao ar livre, pelo arranque da época balnear, pelo regresso dos sunset party ou pela perspetiva de um (escaldante) amor de verão, me predispus a atravessar a fronteira da solteirice e dar uma oportunidade ao amor.

 

Mas fazer o quê? Trabalho é trabalho, e enquanto não chega a tão ambicionada estabilidade económico-profissional, não me posso dar ao luxo de dispensar as oportunidades que me vão surgindo, venham elas de onde vierem.

 

Dramas meus à parte, hoje escrevo-te a propósito dos resultados de um estudo da Aston Medical School sobre os benefícios do casamento na saúde humana. Ao que apurou esta recente pesquisa, o matrimónio ameniza os efeitos de problemas como hipertensão, colesterol alto ou diabetes tipo 2, os principais fatores de risco para o aparecimento de doenças cardíacas fatais.

 

A explicação para esta relação causa-efeito parece residir no facto de os cônjuges se incentivarem mutuamente no que toca a cuidar da saúde e da alimentação, a tomar medicação e a praticar exercício físico.

 

A dita pesquisa, que contou com mais de um milhão de participantes com cerca de 60 anos e desenrolou-se ao longo de 13 anos, vem confirmar os resultados de vários outros estudos anteriormente realizados, como a descoberta da OMS de que o casamento reduz o risco de ansiedade e depressão ou da Universidade da Califórnia, que concluiu que a taxa de mortalidade nos pacientes oncológicos casados é menor do que nos pacientes solteiros (assunto já aqui abordado aquando do artigo Três razões porque compensa namorar). 

 

Contudo, parece que as benesses do enlace marital são bem mais flagrantes na vida deles do que na delas. Isto porque os efeitos nefastos da solteirice são mais amenos quando se trata delas.

 

Estar casado traz ainda outras vantagens para o sexo masculino que não são tão significantes nas mulheres. Segundo o America's Institute for Family Studies, os benefícios do casamento para os homens "são substanciais em todos os parâmetros". Incluem ganhar mais dinheiro, ter uma vida sexual melhor e "saúde física e mental claramente melhor", afirma o estudo.

 

A ser verdade tudo isso, porque relutam tanto eles em deixar-se enlaçar? E porque é a sociedade tão impiedosa com a solteirice feminina, quando, no final das contas, são eles quem mais lucram com o casamento?

 

Terá a ciência uma resposta cabal e convincente a estas minhas questões? Aguardemos, pois, o desenrolar das próximas investigações. Até lá, uma semana ausipiciosa para todos nós e um bom feriado para os alfacinhas!

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Ora viva!

 

Nada dura para sempre. Esta constatação aplica-se tanto à vida humana como à maioria das relações, sejam elas românticas ou sociais. É precisamente sobre este último tipo de ligação afetuosa, a amizade, que versa esta crónica.

 

O término de uma amizade dificilmente passa incólume aos intervenientes. Dependendo da antiguidade e da intimidade, essas podem ser profundas, ao ponto de deixar um vazio na nossa vida por tempo indeterminado. Eu, por exemplo, ao longo da vida, fui perdendo vários amigos pelo caminho. A rutura com alguns deles foi mais um alívio do que outra coisa qualquer, mas houve outros que até hoje lamento.

 

Isso porque a minha amizade por eles não poderia ser mais genuína, enraizada nos meus melhores sentimentos. A última então… duvido que algum dia venha a superar, pois amava verdadeiramente aquela pessoa, a primeira amizade que fiz na faculdade, com quem partilhei coisas únicas.

 

Dado que não é minha intenção estar para aqui a carpir as minhas mágoas, passo então a citar alguns tópicos de reflexão, elaboradas pela psicóloga Ellen Hendriksen, no sentido de nos ajudar a detetar alguns sinais de que uma amizade caminha a passos largos para o precipício:

 

Essa amizade é um jogo de interesses?
Há quem se relacione apenas pelo que os outros podem fazer por elas. No caso de reconheceres um amigo que constantemente te cobra favores ou está sempre a pedir-te dinheiro emprestado ou mesmo a tentar vender-te alguma coisa, abre a pestana: em vez de uma amizade podes estar a viver simplesmente uma transação.

 

Estão a desencaminhar-te?
É normal os amigos se influenciarem entre si. O que não é normal é quando eles te desviam do bom caminho. Por exemplo, se queres deixar um vício, ter um estilo de vida mais saudável ou abraçar algum hobby e eles te criticam, boicotam a tua motivação ou solicitam a tua presença justamente nas alturas em que te dedicas a essas atividades.

 

Estás a ser manipulado?
Geralmente quando se é manipulado, só se apercebe quando se deixou de viver essa situação. No entanto, fica atento no caso de teres um amigo que te faz sentir mal contigo mesmo. Outro sinal de alerta é se agora que olhas para ti percebes que, inconscientemente, mudaste a tua postura e o teu comportamento por essa pessoa.

 

São amigos apenas porque são parecidos um com o outro?
Vidas semelhantes ou traços de personalidade idênticos, muitas vezes, conduzem a uma amizade forçada. Estudos indicam que aqueles que tinham amizades desse tipo desvalorizam esses aspetos e concentraram-se no que verdadeiramente constrói a relação: confiança, honestidade, respeito e companheirismo.

 

És o único a contribuir para a relação?
Se para ti está sempre tudo bem, mesmo quando falham contigo, ou se és o único que se esforça por preservar a relação, de acordo com a conveniência da outra parte, apesar de saberes que não fariam o mesmo por ti, provavelmente, estás a viver uma relação desequilibrada, em que és o único a fazer por.

 

Podem contar um com o outro?
Os conceitos "recíproco", "mútuo" e "partilha" estão muitas vezes associados a estudos sobre a amizade, pelo que se nenhum destes termos te vem à cabeça quando falas do teu amigo, talvez seja melhor repensares a vossa relação. As boas amizades são baseadas em equilíbrio e apoio mútuo.

 

Podes ser tu mesmo?
Estudos realizados durante décadas afirmam que ligar-se a pessoas com as quais podemos ser verdadeiros é dos maiores contributos para a saúde e felicidade. Se pensas duas vezes antes de agir de determinada forma e mudas o teu comportamento na presença da outra pessoa, então não lhe podes chamar amigo.

 

Como pudeste constatar, há amigos que não são dignos desse nome. Por mais que a tua amizade seja sincera e verdadeira, há que saber reconhecer quando ela não é recíproca muito menos saudável. Há um tempo para tudo na vida e se calhar este é o tempo de reavaliares o teu conceito de amizade e pores alguns pontos nos is. Afinal, a presença das pessoas na nossa vida só se justifica se for para contribuir para a nossa felicidade. Caso contrário, não deverá haver lugar para elas.

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