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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 
Cá estamos nós para mais uma semana; esta que, pesarosamente, arranca com acontecimentos trágicos e registos térmicos pouco habituais nesta altura do ano. Aparte isso, estou em condições de afirmar que tudo corre bem no reino da solteirice.
 
Cumprido o protocolo da cordial saudação, é hora de dizer que a crónica deste dia incide sobre dois elementos essenciais no erotismo, em primeira instância, e na autoestima, em última, de qualquer pessoa, sobretudo pertencente ao sexo feminino: o sexo e a pele.
 
Não deve ser novidade para ti que existe uma relação flagrantemente intimista, uma espécie de elo em cadeia, entre estes dois elementos. Ou seja, boa pele pode render em bom sexo e bom sexo pode traduzir-se numa boa pele. 
 
A propósito dessa dinâmica, explica Yael Adler, dermatologista alemã que anda nas bocas do mundo devido ao livro O Fascinante Mundo da Pele, que: "O sexo aumenta as hormonas femininas ou masculinas, o que faz bem à pele, e diminui o cortisol, a tal hormona do stress, que a afeta negativamente. Nas mulheres, o aumento dos níveis de estrogénio combate as borbulhas, torna a pele mais macia e fortalece o cabelo. Nos homens, a testosterona fortalece os músculos e a barba, embora faça perder cabelo. Há estudos que mostram que o sémen quando «aplicado» por via intravaginal tem efeitos antidepressivos nas mulheres (não estudaram a administração oral). E sabe-se que o sexo reduz o risco de enfarte do miocárdio e de osteoporose, assim como a intensidade das depressões. A natureza inventou o sexo para que fosse muito praticado, para garantir a continuação da espécie. E faz bem à saúde, física e mental."
 
A ser assim, é caso para se perguntar se a pele pode ser considerada um órgão sexual. Ao que parece, sem dúvida, já que: "todo o nosso erotismo está relacionado com a pele. Não há sexo sem pele ou sem toque. E as nossas zonas erógenas, os órgãos genitais, o ânus, os mamilos, etc., todos estão cobertos de pele e é esta que contém os recetores sensoriais e terminações nervosas que proporcionam o prazer. Por isso, para mim, a pele é «o» órgão sexual."
 
Dado que este é um assunto caro a qualquer solteira bem resolvida, recomendo uma espreitadela a esta obra. Com uma linguagem simples e cheia de humor, esta especialista, para quem a pele não tem tabus, explora todos os recantos do «tecido» que envolve o corpo humano, o sexo inclusive.
 
Boa leitura e uma excelente semana.

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Ora viva!

 

É com alguma surpresa que fico a saber, pelos relatórios estatísticos, que o post mais lido nos últimos tempos é Queres um amor de segunda? Vai ao Second Love!, um dos primeiros artigos deste blog. Como gosto de agradar, eis-me aqui a encetar a terceira edição do referido artigo, com uma nova roupagem.

 

"Ser solteira tem destas possibilidades, ou seja, deixa-nos mais à vontade para tentar o engate digital, já que com o avançar da idade os engates reais, os da vida quotidiana, tornam-se uma tarefa cada vez mais árdua e inglória.

 

A minha irmã (do meio) há muito que me incentivava a tentar a sorte no cibermundo. Por ter sido sempre bem sucedida neste tipo de empreitada, pretendentes nunca lhe faltaram. Às vezes, até chegava a sair com dois ao mesmo tempo (cada um de uma cidade diferente, não vá o azar fazer das suas), já que para ela "um é companheiro de nenhum!"

 

À enésima desilusão amorosa resolvi deixar de lado o velho preconceito de que quem procura companhia na rede, ou é pervertido, encalhado, esteticamente prejudicado e por aí fora, e toca a efetivar o registo num dos mais badalados sites de encontros.

 

É neste contexto que, num belo dia de janeiro (lembro-me bem) vejo na minha inbox um anúncio do Second Love. Sem atentar ao real significado do nome, na ânsia de me aventurar no engate virtual, ao mesmo tempo que tentava fintar a desconfiança e a prudência, toca a preencher os campos, tornado assim real a minha entrada neste mundo clandestino, oculto e incerto.

 

Quando dei por mim, já era membro (honorário) de um dos mais conceituados sites de online dating, a meu ver, um provedor por excelência de contatos amorosos de segunda linha, como gosto de chamar.

 

Escusado será dizer que quando me apercebi de que era uma séria candidata a tornar-me a mistress de alguém "amarrado" –  por livre e espontânea vontade, convém ressalvar –, mas inconformado em degustar durante dias, semanas, meses e anos o mesmo prato, os meus alicerces morais foram abalados.

 

Foi assim que perdi a minha virgindade amorosa online e as aventuras e desventuras dessa parte até aqui, perfazem mais de quatro anos, vou contando aos poucos, pois são tantos episódios que nem o Atlas conseguia absorver tudo de uma vez só."

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Ora viva!

 

Feriado vai feriado vem e eu aqui entalada entre o Ainda Solteira, a terceira idade, a diplomacia (entidade para a qual voltei a prestar serviço de consultoria), a fisioterapia, o workout e a paixão pelo fulano do ginásio que estes tempos, tal qual uma fénix, renasceu das cinzas.

 

Ainda hei de entender porque mexe tanto esse fulano comigo. Enquanto isso não acontece, bora tocar a vida e dar corpo à crónica do dia, cujo tema é o poliamor.

 

Soube que, recentemente, a Colômbia procedeu à  legalização de uma relação entre três pessoas. Os envolvidos, todos do sexo masculino, alegam que obtiveram reconhecimento legal como a "primeira família poliamorosa" do país, depois de celebrarem o matrimónio.

 

Ainda que amar em várias frentes seja uma capacidade emocional tão antiga como a própria condição humana, não deixa de ser surpreendente a legitimação deste género de união por parte de uma sociedade mais conservadora, como é o caso da colombiana, ao contrário de outras, como a muçulmana, a indiana, a africana e a indígena (só para citar as mais flagrantes), em que a poliamorosidade, se é que a podemos assim chamar, é uma realidade que a mais ninguém surpreende.

 

Ilações a tirar da crónica de hoje? A vida é mesmo caprichosa: uns com mais do que um parceiro e outros sem nenhum. Poliamor versus solteirice, que venha o diabo e escolha!

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Ora viva!

 

Acabo de me dar conta que, não obstante nutrir uma queda pela escrita dela, pouco partilho sobre os artigos da Paula Cosme Pinto. É por isso que decidi que hoje – sexta, véspera de feriado e com as festas populares à espreita – é um bom dia para este texto da autora do A vida em saltos altos sobre o tema-mor deste blog: a solteirice.

 

Boa leitura, single mine, e já agora, um fim de semana absolutamente escaldante, de preferência, naquele sentido (se é que me entendes).

 

"Com a chegada do verão, chegam também os convites para casamentos. Há uns tempos estava eu a jantar só com mulheres e percebi que, para quase todas, ir a uma festa do género significava de lidar com um rol de perguntas indiscretas sobre a sua vida privada. Das solteiras às enamoradas, passando, inclusive, pelas divorciadas, eis a principal questão a que nenhuma se escapa, como se disto dependesse a sua realização pessoal neste mundo: "Então e tu, quando é que te casas?". Melhor que isto só mesmo o eterno "não consegues arranjar ninguém?", mas já lá vamos.

 

Se a partir dos vintes já se ouve a pergunta sobre o casamento, é certo e sabido que passando os trintas a mesma surge quase como uma sentença por incumprimento do ciclo correto da vida: 'arranjar' alguém, casar e ter filhos, enquanto ainda se é nova, claro. Porque, pelos vistos, também temos prazo de validade nisto do amor. Há várias coisas que são particularmente desagradáveis nesta pergunta feita com aparente inocência, começando pelo mais óbvio: a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.

 

É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada. E se, por acaso, os nossos planos simplesmente não passem pela vontade de casar e ter filhos, algo está nitidamente mal. Há olhos, incrédulos, que se reviram em jeito de julgamento, e, invariavelmente, soltam-se profecias do género: "Dizes isso agora, mas quando arranjares alguém vais querer". No que toca a estas coisas, a escolha e vontade individual de uma mulher não interessa para nada, porque o seu papel está bem definido desde o dia em que nasceu.

 

"Então e tu, não consegues arranjar ninguém?"

Esta profecia leva-nos diretamente a outra pergunta dispensável, mas também bastante comum, principalmente quando se chega sozinha a um casamento: "Então e tu, não consegues arranjar ninguém?". Quem a diz pode até não ter noção, mas a carga recriminatória desta frase é de digestão difícil. Novamente, parte-se do princípio de que temos de partilhar a vida com alguém para sermos felizes. Depois, a crítica implícita: nós é que não conseguimos 'arranjar’'ninguém, algo que, como todos sabemos, é um objetivo indispensável pelo qual devíamos batalhar todos os dias. Aparentemente tão simples quanto ir ao talho e arranjar um pedaço de carne que nos agrade para levar para casa.

 

De vez em quando, também surge o famoso "ninguém te pega?", que, para além de ser um comentário de uma classe extrema, também nos coloca a nós na qualidade de peça de fruta que alguém já deveria ter pegado e metido na cesta. Parece-me relativamente claro que as relações de intimidade, quando as queremos para as nossas vidas, não se arranjam, acontecem. Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar. E devemo-nos sentir preocupadas – ou até mesmo culpadas – com isso. E a verdade é que muitas mulheres acabam por se sentir assim.

 

"Queres ficar para tia?"

Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação. Quando nos aproximamos dos quarenta, somos claramente um caso perdido, "deixadas para trás" na linha de montagem da ordem supostamente natural das coisas. Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a "mania da independência", demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral (nesta regra de três simples, querermos ter uma relação com alguém do mesmo sexo entra, obviamente, na categoria da "mulher estranha"). Se o nível alcoólico já for elevado aquando desta conversa, talvez ainda se acabe mesmo por ouvir o famoso "mas queres ficar para tia?". O que é também um comentário deveras simpático de se ouvir em dia de festa.

 

Contudo, o tal rol de perguntas e comentários, feitos sem pudor, ora por familiares, ora por amigos, ou até mesmo por ilustres desconhecidos que se cruzam connosco pela primeira vez, não se resume a isto. Quanto a isto, falo por mim: partilhar a vida com alguém também não é suficiente para as expectativas da nossa sociedade. "Mas há algum problema para não casarem?", ouve-se amiúde num sussurro, seguido do mítico "então ele não te pede em casamento?". Pelos vistos, um casal só parece ser digno desse nome quando há papel assinado ou festa com vestido branco que comprove o seu amor. E, é claro, querer ou não querer casar passa pela vontade do homem, responsável máximo por dar o passo e por decidir o caminho dos dois. A mulher que espere, passiva, pela sua sorte.

 

Sei que há coisas mais preocupantes no mundo – haverá sempre – mas tal como no caso das perguntas sobre "para quando uma gravidez" escrevo este texto como chamada de atenção para a pressão e mal-estar desnecessários que muitas vezes causamos nos demais com comentários do género. Entendam, são perguntas carregadas de julgamento. Sei que muitas vezes surgem como conversa fácil e de circunstância, algo que se faz por hábito e que supostamente ninguém leva a mal. Mas, não só essas perguntas não acrescentam absolutamente nada de bom à vida de quem as ouve (e, já agora, também à de quem as faz), como podem ser catalisadoras de emoções muito amargas.

 

Falando concretamente no impacto que têm nas mulheres, são perguntas que, demasiadas vezes, têm o condão de magoar, desrespeitar, menosprezar, fomentar inseguranças e criar frustrações, porque quer queiram, quer não, nós crescemos a ouvir que aquele é o caminho certo a seguir e se não o fizermos a tempo a nossa vida roça o falhanço. Mas, acima de tudo, estas são perguntas invasivas, e a vida privada de cada um de nós – homens e mulheres – só a nós diz respeito. Não custa nada manter isto em mente e usar antes o empecilho Trump, por exemplo, quando for preciso fazer conversa de circunstância."

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Ora viva!
 
Feito o match, é hora de rever a matéria dada no que toca à sedução/manutenção do interesse dele pela nossa pessoa. Comecemos então por lembrar que a conquista, estejamos a falar de namoro, casamento ou um mero flirt, é apenas a primeira etapa de algo que pode (ou não) evoluir para compromisso. É precisamente aqui que o poder de cativar alguém faz toda a diferença.
 
Por natureza, o sexo oposto – mais conhecido por espécie masculina que todas as mulheres gostariam de decifrar – é bem menos expressivo no que toca a sentimentos, sobretudo no início da relação. Quantas de nós não viveu aquele momento em que doaria um rim, sem sequer pestanejar, se isso lhe permitisse ler a mente, o coração e, porque não, a alma do "seu" gajo?
 
No intuito de nos ajudar a melhor entender os sentimentos masculinos, especialmente o que mais lhes toca o coração, o site Your Tango revelou oito coisas relacionadas com as mulheres que os homens secretamente adoram, mas não partilham porque gostam de apreciar calados e no seu íntimo:
 
1. Pousas a cabeça no peito dele
Este tipo de intimidade, sobejamente apreciado por ambos os sexos, além de revelar o quão segura te sentes com ele, vai despertar o seu lado protetor.
 
2. Mandas mensagem primeiro
Pode até não parecer, mas terem de ser os primeiros a dizer alguma coisa à mulher representa uma enorme pressão para os homens. Além do medo de serem rejeitados, não sabem bem o que dizer. Por isso é um alívio para eles quando somos nós a tomar a iniciativa.
 
3. Verbalizas o quanto o estimas
Ainda que ele consiga decifrar as tuas emoções, nada como dizer por a+b o quanto gostas dele e aprecias o esforço que ele faz por ti e pela vossa relação. Declarações de afeto é algo que lhes toca fundo, por mais que não demonstrem.
 
4. Brincas com o cabelo dele enquanto ele conduz
Outro gesto que costuma deixá-los derretidos. Desde que não o distraias, ele vai recompensar-te com um belo sorriso.
 
5. Falas bem dele em público
Quem não gosta de ser elogiado, ainda para mais em público? Se não estiver à espera, então... Tem é cuidado para não exagerares na dose, já que corres o risco de parecer lamechas, acabando por deixá-lo embaraçado.
 
6. Escutas o que ele diz
Ouvir para compreender (e não para responder) é uma caraterística crucial em qualquer tipo de relação. Por isso dar-lhe atenção total enquanto ele fala é a melhor prova do quanto te importas com ele e com aquilo que ele partilha contigo.
 
7. Mandas mensagens quando sais com os teus amigos
Perceber que pensas nele mesmo estando com os teus amigos, vai deixá-lo feliz, orgulhoso e seguro do teu afeto por ele.
 
8. És afetuosa do nada
Pequenos gestos de carinho, como dar-lhe a mão, fazer-lhe uma festinha na cara ou beijá-lo de leve quando ele menos espera, contam muitos pontos na apreciação dele e na forma como te vê enquanto companheira.
 
Por mais fechados que sejam, esta crónica mostra que, afinal, não é assim tão difícil cativar os homens. O desafio é encontrar um exemplar merecedor destes passos. E mais não digo! 

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05
Jun17

 

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Ora viva!

 

Single mine, acaso já ouviste falar do Hater, a aplicação de encontros que junta os corações solitários, não pelo que gostam, mas sim pelo que detestam? Ah, pois é pois é, isto do romance online é uma novidade atrás de outra.

 

Esta app, gratuita e disponível para iOS na App Store, à semelhança de outros softwares como Tinder ou Ok Cupid, foi pensada precisamente para contrariar o modelo tradicional de encontros online, em que a correspondência (match na linguagem digital) dá-se com base no que se gosta de fazer, comer, visitar, ler e por aí fora.

 

Fora isso, funciona tal e qual às restantes apps do mundo virtual: swipe para a direita em caso de interesse, swipe para a esquerda em caso de desinteresse.

 

Se, tal como eu, já não podes com "caramelos" que apregoam cultivar hábitos interessantes, mas que ao fim de meia dúzia de frases deixam transparecer que só assumiram essas caraterísticas para conseguirem aumentar as probabilidades de serem bem-sucedidos na arte do engate, agora tens uma alternativa que aposta precisamente no outro verso da moeda.

 

Afinal, porque odiar a solo quando se pode fazê-lo au pair?

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Ora viva!

 

O que se faz quando o tempo não quer nada connosco e a inspiração recusa-se a dar o ar da sua graça? Recicla-se artigos, ora essa, de preferência um que tenha tido bastante aceitação, como é o caso deste, onde revelo alguns dos meus maiores aliados na luta para permanecer uma solteira gostosa, feliz e bem resolvida.

 

1. Pinça – este é sem dúvida um item imprescindível para qualquer solteira que se preze e um dos meus favoritos. Pequeno, leve e fácil de transportar, tenho-o sempre à mão, quando quero livrar-me dos persistentes e inestéticos pelos nas sobrancelhas, na aréolas dos mamilos, nos dedos dos pés, à volta do umbigo, nas virilhas (quando os mais resistentes recusam-se a sair, mesmo depois da depilação). Uso-a ainda para arrancar os (poucos) fios de cabelos brancos, sobretudo nas têmporas, e para remover as cutículas.

 

2. Bicarbonato de sódio – barato, acessível e altamente eficaz para quem deseja uns dentes branquinhos e uma pele suave. Antes de ir dormir, escovo os dentes com pasta dentífrica normal, para no fim repetir a ação, desta vez com um bocadinho deste pó. Mergulho a escova molhada na embalagem, passo pelos dentes e deixo ficar sem cuspir nem enxaguar. Horas depois acordo com os dentes branquinhos e um hálito fresco. Também uso o bicarbonato na esfoliação do rosto. Para tal, basta misturar um pouco deste pó com água e esfregar suavemente no rosto. É tão soft que pode ser usado diariamente (eu não o faço porque, como padeço de urticária, a minha pele fica logo irritada).

 

3. Limão – só não faço sandes de limão pelas razões óbvias, mas de resto uso este citrino para temperar carne, peixe, marisco (na panela, na grelha ou no prato), para limpar o organismo logo pela manhã (a mais que recomendada água morna com limão em jejum), para aclarar a pele, para reduzir as manchas do rosto, para combater a acne (sabias que o limão é um poderoso adstringente?), para retirar cheiros fortes das mãos, para fazer chá, para curar gripe ou constipação, para fazer bolo e biscoitos, enfim… para tudo e mais alguma coisa.

 

4. Cor vermelha – não é à toa que o vermelho é a cor associada à paixão, à sedução, ao desejo, à fúria, ou seja, a sentimentos fortes. Talvez por isso, seja a minha cor predileta. Solteira que se preze deve ter pelo menos um exemplar dos seguintes artigos em versão encarnada: sapato, mala, casaco, vestido, acessórios, batom, écharpe, lingerie, lençol, almofada, velas, cortinado, luvas, chapéu e verniz.

 

5. Água micelar/água termal – a meu ver um dos mais bem conseguidos artigos da dermocosmética. A micelar dá-me um jeitão na hora de limpar rápida e convenientemente a pele (de manhã ou à noite, tanto faz) e a termal para refrescar durante o dia. Sabe-me, literalmente, a uma lufada de ar fresco.

 

6. Açúcar/sal – o que estes ingredientes têm de prejudiciais à saúde (quando usados sem moderação), têm de benéficos à pele. Geralmente no primeiro dia de cada mês, ponho-me de molho na banheira durante uns 20 minutos, para depois fazer uma esfoliação com sal grosso. É só misturar um punhado com um pouco de gel de banho e esfregar suavemente com a ajuda de uma bula (aquelas luvas de esfoliação) para se obter uma pele macia e uma aura imaculada, já que, por ser o mais puro dos cristais (sabias disso?), o sal está associado à limpeza energética e ao afastamento das energias negativas.

 

7. Limpeza de pele – nada como uma limpeza de pele profunda - e com isso refiro-me a uma intervenção feita por profissionais - para que me sinta a própria Cleópatra, não rainha do Egito, mas da Estefânia. E nesse aspeto sou fiel ao Ruana Spa, já que nenhum outro sítio cuidou tão bem da minha pele. A pele fica macia, sedosa (põe-se a mão e ela escorrega), iluminada e rejuvenescida.

 

8. Duche frio – "água fria em pele nua tanto bate até que firma", não poderia ser mais verdade. A água fria faz milagres na pele humana, em especial naquela que começa a perder a firmeza e a elasticidade (culpa do maldito colagénio que, a partir dos 30 anos, começa a ficar forreta). Além de deixar a pele brilhante e rijinha, ajuda ainda a melhorar a circulação sanguínea e a minimizar o risco de constipações.

 

9. Batom – Acho que este item é indispensável a qualquer descendente direta de Eva com mais de 10 anos, mas para as solteiras é uma das mais poderosas armas de autoafirmação, atração e sedução. Não sou de me maquilhar no dia a dia, mas o batom esse não dispenso. Prefiro os tons mais escuros, já que os meus lábios dispensam destaque, em versão gloss (quando baixa em mim o espírito da cantora funk) ou em versão nude (sem brilho).

 

10. Água-de-colónia – Uma das coisas de que uso e abuso diariamente. A seguir ao duche, ponho a loção corporal, para em seguida espalhar água-de-colónia pelo corpo todo. Como os poros ainda estão dilatados, isto é, mais propensos a absorver tudo o que se lhes põem em cima, a essência da colónia entranha-se na pele e vai sendo libertada ao longo do dia. No tempo das vacas gordas e da (ex) BFF assistente de bordo costumava usar os da Victoria Secret, importados diretamente da América. Agora, contento-me com aqueles que se compram nos supermercados (1l custa menos de 10 euros). Como são baratos e cheiram divinamente não economizo na dose. Assim fico a cheirar bem o dia todo, mesmo no ginásio quando estou alagada em suor, sinto que o meu odor sabe a colónia.

 

Amanhã há mais, até lá toma conta de ti e orgulha-te do teu status quo, que ser solteira é o que está a dar por estes tempos (sem querer desmerecer os emparelhados).

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Ora viva!

 

Porque gente feliz não incomoda (pelo contrário); porque de fel e fealdade deve-se manter distância; porque a felicidade é um dos poucos sentimentos infecto-contagiosos que queremos, necessitamos e devemos ter por perto; porque acredito que a vida só vale a pena se for para ser e fazer os outros felizes; porque a essência deste blog é promover uma solteirice feliz; porque sim; deixa-me partilhar contigo este texto de Marcel Camargo, publicado este domingo no CONTI outra, um sítio bastante interessante onde volta e meia vou inspirar-me.

 

"A sociedade nos dita regras e normas de convivência, como se existissem manuais de como se portar perante os outros, como se houvesse homogeneidade naquilo que podemos ou não fazer, naquilo que devemos sempre sentir, em tudo o que é errado, inconveniente, e no que é o correto. Esquecem-se de que sentimentos não vêm com manuais, muito menos caráter. Esquecem-se de que não são as regras de etiqueta, mas sim o nosso comportamento com o próximo, que nos define a essência humana.

 

Existem pessoas extremamente polidas, bem vestidas, com um currículo académico impecável, mas que não cumprimentam ninguém por onde passam. Existem indivíduos que vivem em missas e cultos religiosos, que ditam de memória qualquer versículo bíblico, que participam ativamente dos eventos das paróquias, mas que só sabem fofocar e criticar a vida dos outros. Não podemos confundir apenas o que vemos superficialmente com o que cada um possui dentro de si.

 

Por outro lado, há pessoas que são solidárias, acolhedoras, agradáveis, éticas, que nos abraçam com verdade, que nos orientam com propriedade, que nos ouvem em silêncio reconfortante, sem precisar se mostrar, brilhar, sem afetações. São os sorrisos mais sinceros e curativos que existem. Pessoas que nos curam a alma, que nos resgatam dos escombros emocionais, que nos guiam para longe do nosso pior, que são felizes e por isso não aborrecem ninguém.

 

São aquelas pessoas doidas, simplesmente porque não se ajustam às convenções impostas, caso tenham que perder aquilo que as define, caso tenham que se anular para se adequar à suposta normalidade de uma sociedade hipócrita, cujos discursos, em sua maioria, cheiram a mofo. Na verdade, são doidas pela verdade, são loucas para ajudar, são malucas pelo bem do todo, pelo contentamento natural, sentindo-se bem quando quem caminha junto também está bem, sem inveja, sem mesquinharia alguma.

 

Se prestarmos atenção em tudo o que estamos perdendo, por conta de ficarmos dando importância a coisas inúteis, a momentos que devem ser deletados sumariamente e a pessoas desprezíveis, perceberíamos que falta muito pouco para sermos realmente mais felizes e tranquilos. Falta apenas caminhar junto das pessoas certas, guardando no coração somente o que nos fez melhores e nos desviando daquilo que não serve para nada, mas nada mesmo. É assim que deve ser e é de nós que isso depende, de mim e de você."

 

Que tal este artigo, tocou-te ou nem por isso? Dia bem feliz para ti, de preferência partilhado com pessoas felizes.

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Acabo de ler que a ciência acredita que o cérebro dos génios funciona de forma diferente, fazendo com que, ao contrário do que se passa com a maioria dos mortais, a socialização possa trazer infelicidade.
 
Um estudo, publicado recentemente na revista científica British Journal of Psychology, sugere que quanto maior a necessidade de socialização de uma pessoa muito inteligente, menos satisfeita esta ficará com a vida. Este facto é atestado pelos resultados obtidos pelos psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, e Norman Li, da Universidade de Administração de Singapura, que garantem que os génios são mais solitários. Que novidade!
 
Estes investigadores acreditam que, por causa da herança ancestral, nos dias que correm, a maioria das pessoas assume sentir-se mais feliz quando convive com amigos e familiares, especialmente no caso de quem vive em lugares com menor densidade demográfica.
 
Contudo, este estudo prova que esta lógica não se aplica a pessoas com uma inteligência acima da média. No caso dos que possuem com QI muito alto, quanto mais precisam de socializar, a sua satisfação com a vida tende a ser menor.
 
"O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI do que para os indivíduos com QI mais alto. E os indivíduos mais inteligentes eram, na verdade, menos satisfeitos com a vida se socializavam com os seus amigos com mais frequência", escreveram os autores.
 
Não sou nenhum génio, mas para mim esta não é nenhuma nova. Afinal, quanto mais inteligentes nós formos, maior a nossa capacidade de discernimento, exigência, excelência e realização. Ou seja, ao sabermos exatamente o que queremos e o que nos faz feliz, mais difícil torna-se contentarmo-nos com menos.

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Como se fossem precisos estudos científicos para atestar aquilo que qualquer pessoa com um par de neurónios funcionais é capaz de concluir por conta própria, mas aqui vai.

 

De acordo com um artigo do Observador, publicado por estes dias, ser sexy vai para além da roupa, do olhar e de um batom vermelho. Há outras formas de cativar quem está à nossa volta e que a ciência tem vindo a confirmar.

 

Seja ou não um cliché, a verdade é que a beleza nunca será suficiente para tornar uma pessoa irresistível. De pouco ou nada serve a uma pessoa ser muito bonita se não souber falar, não for interessante ou não tiver um tema de conversa. Ou seja, se não tiver conteúdo de pouco vale a embalagem, por mais atrativa que esta seja.

 

A Time juntou algumas coisas que tornam uma pessoa realmente sexy e que não implicam usar micro calções. Estas são as três mais importantes, que, não obstante serem do conhecimento geral, muitas vezes são esquecidas.

 

1. O sentido de humor é sexy

É um clássico. Toda a gente gosta de rir e é um dom saber fazer os outros darem gargalhadas. Estudos recentes mostram que embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy

Um defeito nunca vem só, e o mesmo se pode dizer de uma qualidade. Segundo estudos realizados com pessoas de várias culturas, mais propriamente de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores maridos, mulheres e pais, já as que são desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais - ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade -, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. O que nos despertam é sexy

Vários estudos têm mostrado que nós não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando estamos com ela ("amo o que sou quando contigo estou", diz-te alguma coisa?). E isto demonstra-se através do conceito de 'contágio emocional': somos péssimos a explicar o que nos faz sentir de determinada maneira, mas ótimos a fazer associações. Sentir-se animado ou estimulado está muito relacionado com as pessoas que nos rodeiam, mesmo que as pessoas não sejam a causa direta desse estado de espírito. Claro que há outros fatores que tornam uma pessoa sexy, como ter temas de conversa, ter à vontade para partilhar a sua vida ou sentir que se é desejado.

 

A revista norte-americana até vai mais longe e escreve que o amor à primeira vista também é sexy e que para acontecer connosco só temos que acreditar que ele existe. Claro que tudo vai depender do conceito que cada um tem da palavra, mas estas dicas permitem, pelo menos, ter um ponto de partida por onde começar.

 

Se eu for levar ao pé da letra este artigo, serei obrigada a assumir perante ti que sou a mais sexy das criaturas. Sendo assim, porque continuo "atracada"? Ahhhh… Lembrei-me! Porque sou exigente, picuinhas e solteira por vocação.

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