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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Se te andas a lamentar por continuares sem namorado, este artigo vai dizer-te o que pode estar entre ti e o teu príncipe, ou melhor, entre ti e aquele que te vai fazer feliz. Profunda esta introdução, não? Pena que não seja minha, mas sim da revista Activa que, citando Margarida Vieitez, mediadora familiar e autora do livro O melhor da Vida Começa aos 40 e da página de Facebook Love Doctors, aponta vários motivos capazes de justificar a solteirice de uma mulher.

 

Ei-los:

A Expectativa

"Temos expectativas desfasadas", considera esta especialista: "Queremos o companheiro ideal, 'o grande amor da nossa vida', e já não procuramos o Príncipe Encantado, procuramos o Super-Homem: tem de ser giro, inteligente, com bom nível socioeconómico. Que nos faça feliz, nos dê atenção, que nos seduza, que nos conquiste, e quando alguma destas coisas não acontece, ficamos desiludidas." (De facto...)

 

O 'Tipo'

Quantas vezes não disseste já 'ai ele não é nada o meu tipo'. "Somos muito mais seletivas agora", concorda Vieitez. E não é bom sermos exigentes? "Só é bom se nos fizer bem. Mas se, por causa disso, estamos sistematicamente sozinhas, estaremos a viver bem a nossa vida? Não somos feitos para viver sozinhos. Há pessoas que nem sequer se aproximam porque as características físicas não correspondem àquilo que elas definiram como critério. É óbvio que é importante existir atração. Mas há pessoas que rejeitam à partida, porque a imagem delas não corresponde àquilo que querem. Os homens fazem muito isto, por isso é que há tantas mulheres sozinhas." (Minha Nossa Senhora da Solteirice livrai-me deste pecado!)

 

A Vaidade

Ah, portanto, escolhemos uma pessoa por vaidade? "Às vezes. Os homens querem uma mulher para exibir, parece que a namorada é o bilhete de identidade deles. Mas as mulheres fazem isto quanto ao sucesso profissional dos homens. Se não tiverem uma boa posição financeira, elas também os rejeitam. Ou seja, estamos a ter critérios de escolha de parceiros como temos critérios de escolha de um carro. E estamos a ficar cada vez mais sozinhos, apesar das inúmeras possibilidades abertas pelas redes de encontros, que promovem também estas características", nota esta mediadora familiar. (Guilty!)

 

A Experiência

A vida marca-nos, deixa-nos medos e receios de voltarmos a ser magoadas. Por isso, as pessoas muitas vezes preferem recuar a ter a hipótese de se magoar novamente. (Duplamente culpada)

 

O Trabalho

É normal que, em tempo de crise, a carreira se torne cada vez mais na grande prioridade da vida, e também num enorme sugadouro de tempo e de energia. Conciliar isto com filhos e uma relação, é muito complicado, especialmente para as mulheres. "É preciso tempo para investir na busca de um novo amor. É preciso tempo, vontade e paciência para voltar a sair com amigos, para ir a um ginásio, para frequentar cursos, para conhecer pessoas novas, para se divertir, e quando é que as mulheres têm tempo para elas?", diz Margarida Vieitez. (Desse mal não sofro)

 

A Paz

Mas é bom estar em paz, ou não? Claro que é bom: se é aquilo que queres. Mas se o que queres é um novo amor, a rotina não te ajuda. Estar confortável, ter uma boa vida, uma casa bonita, DVDs para ver à noite, tudo isso é fantástico, mas a verdade é que vais ter de sair do sofá se queres que qualquer coisa aconteça na tua vida fora da televisão. "As pessoas querem encontrar um novo amor, mas depois não fazem nada para que isso aconteça. Se ficares em casa todos os fins de semana sentada no sofá a ver séries, é pouco provável que te caia no colo o homem da tua", explica esta. Bem, pode-te aparecer alguém no Facebook, mas mais dia menos dia vais ter de sair com ele, ou a coisa transforma-se numa daquelas relações totós que não andam para a frente nem para trás. (Acuso-me!

 

O Facebook

Não entendas mal: hoje em dia as redes sociais são a forma mais imediata e prática para se conhecer alguém. O que é importante é saber usá-las: se estás ali para fazer amiguinhos novos e ter alguém com quem dar uns dedos de conversa à noite e mais nada, ótimo. Se procuras mais qualquer coisa, evite os fundos falsos. "Há muitas pessoas que passam horas a conversar com imensa gente, mas depois a relação não evolui para nada e não passa dali mesmo", nota Margarida Vieitez. Quer dizer: é preciso que as mulheres aprendam a distinguir os homens que não querem compromissos, e que não insistam em batalhas perdidas. Se estás num site de encontros, atenta-te que te vão aparecer pessoas muitíssimo diferentes. "É um risco, mas conheço vários casais sólidos e felicíssimos que se conheceram pelas redes sociais." (Ups, i did it again!)

 

O Sexo

Não o sexo em si, mas o facto de se ser homem ou mulher. Continua mais fácil para um homem refazer a sua vida amorosa depois do divórcio do que para uma mulher, principalmente por causa dos filhos, que ficam quase sempre a cargo das mulheres. E também porque os homens continuam a preferir mulheres mais novas. (Sem informação suficiente para comentar

 

A Carência

"Há mulheres tão carentes que afugentam os homens, sem se aperceberem. Não há nada que assuste mais um homem do que uma mulher muito ansiosa por encontrar um novo amor, porque eles percebem isso e afastam-se, e elas acabam por atrair homens também eles desesperados", nota Margarida. Conselho: tem calma, que o amor acaba por acontecer. Enfim, ou não, mas de outra maneira pode acontecer qualquer coisa que não tem nada a ver com amor. (Hum... tem dias!)

 

A Descrença

As pessoas já partem derrotadas e a achar que nunca vão ser felizes. "Têm muita dificuldade em acreditar que o amor possa acontecer de novo, o que as leva muitas vezes a baixar os braços", explica. "Isso são medos, que, trabalhados e percebidos, são ultrapassáveis. O que deves ter em mente: não existem pessoas perfeitas nem relações perfeitas: tenta encarar o outro como um ser imperfeito e tenta perceber se consegues aceitá-lo na sua imperfeição ou não. Isso é o fundamental." (It's me!)

 

Esta conselheira nascida em Moçambique, há 48 anos, vai mais longe e sugere alguns sítios onde podemos encontrar o amor: nos ginásios, nos cursos, em aulas de dança, em casa de amigos. Mas chama a atenção para o facto de que esta empreitada pode levar tempo, e não te deixares abater se a coisa não funcionar ou se encontrares mais tipos parvos do que homens que são 'o teu tipo'. Contacta os amigos que também estão sozinhos, juntem-se para jantar ou ouvir música, partilhem amizades. É um processo que leva tempo, mas hoje em dia há cada vez mais divórcios e cada vez mais gente disponível. Podes frequentar a Internet, mas tendo cuidados básicos e percebendo que tipo de pessoas são aquelas que lhe aparecem.

 

Para mal dos meus pecados revi-me em (quase) todas as situações por ela descritas. O que só reforça aquilo que já todas sabemos: sou uma solteira nata. E tu, solteira minha, inocente ou culpada?

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Pertenço ao grupo do Facebook Emprego Lisboa, onde, além de partilharmos as ofertas e oportunidades de trabalho e formação, vamos discutindo tudo o mais que tenha a ver com o drama nosso da procura por um trabalho.

 

E muito se tem falado entre nós acerca das empresas fakes, que abundam por aí a recrutar incautos e a extorquir dinheiro aos mais despreparados. E a pergunta que a maior parte dos aliciados têm feito é: "como é que conseguiram os meus dados, se não respondi a nenhum anúncio deles?"

 

Pois, eu tenho a resposta. E esta é verdadeira, pois resulta de uma experiência que fiz - porque não dizer armadilha -, através da qual obtive a prova concreta de como funciona esta dinâmica corrupta e amoral.


Dias atrás, forneci um endereço de e-mail único (que tinha acabado de criar propositadamente para o efeito) a um desses sites que praticamente nos "obriga" a registar para podermos ver as ofertas ou responder a anúncios. Não forneci esse endereço a mais ninguém.


Ontem, toca-me o telefone e uma senhora atipicamente empática diz-me que me estava a contatar na sequência de uma candidatura a uma vaga de apoio ao cliente. Tenho respondido a tantos anúncios que mal me lembro de todos eles, pelo que me dispus a agendar uma entrevista com eles. Diz-me ela que depois enviaria a morada por sms. 30 segundos depois, recebo o tal sms a dizer que a entrevista seria na rua Alexandre Herculano, nº 2. Preciso dizer mais?


Já me tinham contatado da JR Marketing Solutions, da Lemonade e agora foi a VanSN Marketing, membros honorários da nossa lista de empresas fraudulentas.


Após constatar a empresa por detrás do convite de entrevista, pus-me a pensar como é que tinham tido acesso aos meus dados, já que nunca na vida responderia a um anúncio que viesse da parte deles. Ocorreu-me ir checar o inbox desse endereço de e-mail (que não tinha dado a mais nenhum recrutador) e estava lá a mensagem de confirmação da entrevista por parte da VanSN.

 

Era a prova que me faltava. Ou seja, o site no qual inscrevi-me com esse endereço os forneceu a esse grupo, sem pudor, sem escrúpulos e sem o meu consentimento. Quando digo forneceu, quero dizer "vendeu" ou são eles próprios os donos destes sites.

 

Por isso, aos camaradas de luta, deixo um alerta: muito cuidado com os sítios onde deixam os vossos dados. Alguns deles são autênticos mercenários que se aproveitam do drama dos desempregados para montar um verdadeiro negócio de base de dados, que depois vendem ao desbarato a empresas fraudulentas do qual todos nós já aqui discutimos.

 

Ainda há dias, a Sic Notícias exibiu uma reportagem sobre esse submundo do recrutamento, em que ofertas de emprego falsas servem o único propósito de angariar contatos, que mais tarde serão convertidos em bases de dados, que depois serão vendidos a empresas sob a forma de mailing list.

 

E não penses que as empresas ditas "idóneas" também não fazem isso. Vou dar-te um exemplo: há uns tempos atrás candidatei-me a uma vaga na Nestlé Portugal. E, coincidência das coincidências, a partir daí tenho recebido religiosamente a newsletter deles. Agora a pergunta: como obtiveram eles este meu endereço, que só uso para questões profissionais? Eu candidatei-me a um emprego e não a receber propostas comerciais.

 

A todos os desempregados que seguem este meu blog despeço-me com um alerta: fiquem atentos a ofertas e sites duvidosos e não se ponham a jeito, pois o mercado de trabalho está cheio de pessoas mal-intencionadas, que não hesitam em lucrar com o infortúnio alheio.

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26
Jan16

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Na sequência das reações que o post Crónicas de uma desempregada: episódio 5 suscitou, onde foi consensual que quem está sem trabalho deve aproveitar o tempo disponível para investir, sobretudo, em formação, não posso deixar de partilhar esta lista com os 10 melhores sites de aprendizagem, elaborada por Miguel Figueiredo, CEO da Excentric Grey e docente na minha antiga faculdade (ESCS).

 

1. Coursera

O Coursera é uma plataforma que realiza parcerias com as melhores universidades e instituições de ensino em todo o mundo para oferecer cursos online para todos.

 

2. Lynda

Tem cursos em áreas mais técnicas e artísticas, como vídeo, fotografia, música, software e muitas outras atividades. São muito úteis para quem gosta de aprender e fazer em simultâneo.

 

3. Academic Earth

Tem como missão tornar o acesso à educação universal. Apresenta inúmeros cursos gratuitos, de algumas das melhores universidades do mundo. É um excelente complemento ao Coursera.

 

4. Khan Academy

A Khan Academy oferece exercícios e aulas em vídeo em áreas mais gerais como matemática, ciência, programação de computadores, história, história da arte, economia e muito mais. Excelente para qualquer idade, funciona sobretudo à voltas das parcerias que tem com a NASA, o Museu de Arte Moderna, a Academia de Ciências da Califórnia e o MIT, etc.

 

5. Udemy

Posiciona-se como um mercado online do ensino onde pessoas com algo para ensinar encontram-se com pessoas com algo para apreender. Conseguem com este método oferecer mais de 35.000 cursos, sobre os mais diversos temas. Aqui encontra-se de tudo e nem sempre a qualidade é a melhor. Mas graças ao sistema de avaliação, é razoavelmente fácil fugir dos cursos que não são bons.

 

6. Codecademy

É um site para se aprender código com duas particularidades: foi desenhado de raiz para tirar máximo partido dos suportes online e foi construído com os preciosos inputs de empresas como o Facebook.

 

7. Code

Também dedicado à programação, diferencia-se do codecademy por se dirigir às crianças.

 

8. Masterclass

Os cursos aqui disponíveis não são gratuitos e a oferta ainda muito reduzida, mas é possível aprender com os melhores. Os seus professores vão ser nada menos que Dustin Hoffman, James Patterson, Serena Williams e Annie Leibovitz, entre outros ilustres de igual craveira.

 

9. Youtube

Provavelmente estás habituada a olhar para o youtube como uma plataforma de entretenimento. Mas na verdade, encontra-se aqui de tudo, literalmente. Inclusivamente vídeos sobre como fazer, construir, dizer, preparar, melhorar... Pode ser um excelente ponto de partida para começares a saber algo mais sobre um determinado tema.

 

10. Itunes U

Tem o inconveniente de não integrar com sistema android, mas esta app, que também pode ser acedida diretamente via itunes, oferece uma variedade bastante grande de conteúdos de aprendizagem, sendo que nem todos são gratuitos.

 

E para quem prefere algo na língua materna, o eduke.me é uma excelente escolha.

 

A partir desta lista, desafio-te a partirmos à descoberta de um leque de novas oportunidades, novas valências e novas competências, que poderão traduzir-se, a curto prazo, em novas aprendizagens, e, a médio prazo, quiçá, em novos desafios profissionais.

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25
Jan16

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Recuso-me a ser sonsa a ponto de negar que a possibilidade de vir a fazer dinheiro com este blog – à semelhança de tantos outros – é algo que não me tenha ocorrido ou que não me interesse. Agora tornar-me numa cafetina (perdão cupido) é coisa que nunca me passou pela cabeça.

 

Confusa? Já explico!

 

Poucos dias depois deste blog materializar-se no Facebook, recebo uma mensagem que dizia assim: "Olá. O nome dessa página sugere outra coisa. Quando vi pensei que fosse algo para arranjar relações ocasionais. O que não seria nada mau. Bjo." O meu entusiasmo face a este contato - o primeiro e logo de um outsider, isto é um gajo - começou a esvair-se. Ainda assim dei-me ao trabalho de lhe responder cordialmente: "Olá! Não é um sítio de engates, mas se puder ser útil para se arranjar quem nos queira, porque não? A ideia aqui é desmistificar a ideia de que mulheres depois dos 30 ainda solteiras, são encalhadas, feias ou falhadas. Nada disso! Agradeço a tua mensagem e espero ver-te por aqui mais vezes. Semana feliz."

 

Sem mais delongas, o dito cujo sai-me com esta: "O meu círculo de amizade é muito grande e tenho muitos amigos que, embora, alguns com as suas relações, estariam disponíveis para algumas aventuras. Tu terias de conseguir identificar ou convencer mulheres solteiras a entrar em experiências sexuais (sem meias palavras). Teríamos era de conseguir arranjar uma forma de as pessoas verem as fotos umas das outras e dizer em quem é que estaria interessado, evitando assim a temida sensação de rejeição, que os homens aqui em Portugal têm muito medo".

 

Tão simples quanto isso!

 

Quem segue este caderno sabe perfeitamente que não sou apologista de relações casuais, menos ainda, de encontros clandestinos de segundo grau – vulgo cornanços (perdão pela linguagem ordinária). E foi precisamente isso que lhe expliquei: que tal prática iria contra os meus princípios e contra o conceito do blog – que visa transmitir a ideia de que mais vale solteiras, despreocupadas e realizadas do que subjugadas por relações infecundas ou clandestinas, que dificilmente sobreviverão depois do "ohhhhh, i''m coming!".

 

Perante a minha mais que óbvia reticência em aderir à sua causa, sai-me com esta: "Bem… isso acho que já estás a defender o teu ponto de vista e garanto-te que está longe de ser o da maioria. Mas como tu há mais, que não apoiam esse tipo de relacionamento. Não há nada de clandestino nisso. Até porque nós nunca iriamos saber como é que as coisas acabariam! Só seríamos apenas os 'cupidos'."

 

A essa altura da procissão, que ainda só ia no adro, outra missiva: "Ou podes separar as águas. Usar o teu blog para divulgar a tal coisa misteriosa, enquanto crias um grupo no face só para tratar disso. Isso dá para promover desde encontros conjugais a grandes festas ultrassecretas e quando chegarmos a esse ponto, se calhar já da para começar a ganhar qualquer coisa com isso."

 

Com a alma parva e a mente entorpecida por tamanha desfaçatez, consigo atinar que a logística da coisa já estava totalmente montada, já que continuou nesses moldes: "Estive a pensar em alguns pormenores a nível de comunicação. Vou enviar-te um SnapMessenger que eu quero (ele quer!) que instales no teu telemóvel para nós testarmos. A ideia é que quando pusermos as pessoas em contato umas com as outras, pelo menos numa fase inicial, usem isso de modo que não há histórico de conversas. Mensagens instantâneas que desaparecem logo de seguida".

 

Por esta hora, o entusiasmo esfumara, a contra-argumentação desvanecera, a irritação instalara, a paciência esgotara e a boa vontade exilara. Como se não bastasse propor-me um esquema desses, assim na cara dura, sem anestesia nem cuidados paliativos, ainda tinha a petulância de me dar ordens e lições de moral.

 

Está para aqui uma mulher, post atrás de post, a apregoar em prol da diginidade do estatuto de solteira, como algo que pode (e deve) ser encarado com uma benesse (ainda que involuntária, na maior parte dos casos) e não um estigma e aparece-me este caramelo de vinte e poucos anos, ávido por proporcionar a si e aos camaradas fortuitas quecas com mulheres mais velhas, a propor-me dar uma de second love, ainda para mais a custo zero. Pelo amor da santa, como gostava de dizer um ex-quelque chose meu!

 

Dias depois, num sábado, nova mensagem do dito - sim, que este ao que parece não é de desistir fácil - a informar-me que ele e o sócio vinham a Lisboa tomar um copo e se eu não queria juntar-me a eles para discutirmos a nossa parceria. Até deixou o número do telemóvel dele e tudo. Reação da minha parte? Nenhuma, nem mesmo aquele cortês e cortante: "não, muito obrigada!".

 

Se, depois do que acabo de contar, interessa-te alinhar neste esquema do engatanço (como gosta de dizer A Gaja), por favor manifesta-te (por MP aqui ou no FB), que darei um jeito de fazer a ponte com o mister cupido. Caso contrário, faz como eu: abana a cabeça e deixa-te estar quietinha na tua vidinha de solteira linda, poderosa, realizada e fiel à crença de que mereces muito mais do que meros affairs. Ainda por cima, extracurriculares e estéreis.

 

P.S. – Agora aqui entre nós, o que o fulano não sabe é que eu o conheço – bastante bem até - já que ele pertence ao meu círculo de amigos. Sem fazer a mínima ideia que a pessoa que gere o blog é uma conhecida sua, deu um tiro no próprio pé e deixou-me com um trunfo na manga e uma bela estória para contar.

 

E aí, solteira minha, queres ou não ser engatada?

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Gente amiga e bonita, este blog já chegou ao facebook, através da página Ainda Solteira. Fica assim cumprida uma das resoluções para o ano que agora começou, para gaúdo de vários seguidores que há já algum tempo que alegam que a acessibilidade, a interatividade, a partilha e a mediatização deste (nosso) espaço será maior.

 

Concordas? Se sim, passa lá, deixa um "Gosto" e recomenda aos teus amigos. Deal?

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21
Dez15

Sofres de FOMO?

por LegoLuna

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Já ouviste falar em FOMO? Até uns tempos atrás, eu também não! A primeira vez que tomei conhecimento deste conceito foi no meu mestrado, numa aula sobre o papel dos dispositivos móveis e das redes sociais nos novos comportamentos do consumidor.

 

FOMO ou "Fear Of Missing Out", em inglês, (medo de estar a perder algo) é uma nova tendência/conceito social que as sociedades atuais estão a vivenciar e que faz com que se fique online 24h por dia, na esperança de não se perder informações importantes ou de se correr o risco de outras pessoas estarem a fazer algo mais interessante que nós.

 

As pesquisas que têm sido feitas neste sentido mostram que o FOMO é mais observado entre adolescentes e jovens adultos, uma vez que têm as tecnologias sempre presentes no seu dia-a-dia, mantendo-se atentos a atualizações de informações, especialmente através das redes sociais, mas não é algo que se restringe apenas a eles. O que é um facto é que se não tiverem a possibilidade de o fazer, sentem "um vazio" e uma sensação de ansiedade.

 

Quem é que nunca se deu conta, numa ida ao cinema, durante um almoço, jantar ou encontro de amigos, que apesar de estarem todos juntos ninguém larga os telemóveis? Quando damos conta, em vez de falarmos uns com os outros, convivermos e tirarmos partido dos momentos e do que “acontece aqui e agora” estamos atentos a um mundo paralelo em que importam mais os likes, os comentários e as partilhas. Estar rodeado de gente e sentir necessidade de estar online para perceber quem fez ou está a fazer mais coisas interessantes. As redes sociais transformaram-se num verdadeiro "termómetro social fora da sociedade".

 

A propósito disso, desafio-te a responder a este pequeno quizz sobre a dependência em relação ao telemóvel:

1. Sempre que estás sozinha tens o telemóvel na mão?
2. Ficas nervosa quando a bateria está abaixo dos 20%?
3. Preferias perder a tua carteira ao teu telefone?
4. Acordas durante a noite e a primeira coisa que agarras é o telemóvel?
5. A primeira coisa que fazes quando acordas é ir ao Facebook ou Instagram?
6. Nunca tens espaço suficiente na memória do telefone?
7. Mesmo que não tenhas notificações vês o teu telefone de 20 em 20 minutos?
8. Se os teus amigos organizarem um jantar sem telemóveis serias capaz de comparecer?
9. Andas com o telemóvel para todo o lado?
10. Ficas em pânico quando não encontras o teu telemóvel?

 

É, meu bem, os resultados podem surpeender, assustar até. Comigo, pelo menos, foi o que aconteceu. Bora combater o FOMO e dar mais atenção à vida real e àqueles que estão ao alcance de um passo e não de um clique?

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A primeira felicitação do dia chegou pelas "mãos" da equipa do Facebook, a quem agradeço a dedicatória. Apesar de saber que a mensagem é automática e padronizada, portanto impessoal, o que conta é a intenção.

 

Desejo de todo o coração que os votos deles se cumpram e que este seja verdadeiramente o meu melhor ano de sempre. Da minha parte fica o compromisso de que tudo farei para que assim seja!

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Por estes dias a minha colega de casa Natalie partilhou comigo no facebook o vídeo de uma música, com a seguinte legenda "ouve lindo". Confesso que só cliquei no link por cortesia, mas no momento em que se me chegam aos meus ouvidos os primeiros acordes da música London, fiquei, absolutamente e irremediavelmente, fascinada. Pelo cantor, pelo seu timbre de voz, único e inebriante; pela sua história de vida; pelo facto de ser "parente" meu; enfim... (até à data) não descobri nem um único motivo que pudesse perigar essa minha admiração por Benjamin Clementine, músico inglês, de coração parisiense (ai esse meu fraquinho por tudo que cheire a Gália).

 

Simplesmente brutal!

 

Coincidência ou não, agora há pouco deparei-me com um artigo do Público, que conseguiu, de forma soberba, traduzir em palavras tudo que as canções dele despertam na minha pessoa.

 

Escusado será dizer que agora só dá Clementine no meu ipod, por isso, meu bem, recomendo-te entusiasticamente que cliques no vídeo acima e te dês a oportunidade de te deixares envolver por algo com que não se depara todos os dias.

 

Que a música do Clementine invada o teu coração com a sua genialidade, inunde a tua alma com a sua magia e ilumine o teu dia com a sua simplicidade. Boa escuta e um ótimo fim de semana.

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18
Nov15

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À luz da rubrica 'Crónicas de uma Desempregada', o post de hoje tem a ver com a minha área profissional, o marketing digital. Apesar de licenciada em comunicação empresarial, nos últimos tenho estado a exercer essencialmente funções de gestora de social media. Primeiro ao serviço de uma missão diplomática e depois ao serviço de uma apresentadora de televisão da SIC.

 

Como deves imaginar, estórias é o que não faltam àqueles que labutam neste meio. Hoje partilho uma delas, que, na minha opinião, deve ser referenciada como estudo de caso, quando se abordar estratégias de respostas bem conseguidas a uma crítica destrutiva nas redes sociais.

 

O texto que se segue, da autoria do site Dinheiro Vivo, é digno de ser partilhado entre nós marketeers e gestores de conteúdos, mas também contigo, já que, em última instância, acabamos todos por sermos consumidores, logo clientes de alguma Empadaria do Chefe da vida. 

 

Por altura da abertura de uma nova loja da Empadaria do Chefe no norte, uma cliente, de nome Bárbara Taborda, teceu publicamente no facebook este comentário:

"Bom dia, a minha experiência ontem na Empadaria do Chefe no Norteshopping foi simplesmente pavorosa. Depois de um atendimento terrível, onde as colaboradoras denotam uma falta de tato e conhecimento que é de bradar aos céus, eis que chega o meu menu. Escolhi o menu de sopa + empada + bebida. O creme de cenoura que me foi servido, estava horrível. Para além de frio, o creme – que de creme nada tinha… – sabia a água com cenoura. Sabor= ZERO!!! De longe a pior sopa que comi na vida. Decidi dar uma hipótese ao resto, a tão falada empada.. Escolhi a de Galinha Tradicional, que deveria ser, como o nome indica, algo que nos remete para a cozinha da nossa avó: quentinha, saborosa e que nos aconchega o estômago e a alma. O servido? Uma empada trivial, pouco saborosa e demasiado cara. Fiquei muito desiludida. O conceito prometia, o “selo” do chef prometia e o resultado foi muito negativo. A não voltar!"

 

Dias depois, a gerência responde à dita senhora (a quem os mais chegados devem tratar por Baby, aposto!) nestes termos:

"Cara Bárbara Taborda,
Em resposta ao seu comentário nesta página deixe-me primeiro, em nome de todos os que trabalham na Empadaria do Chef, pedir-lhe desculpa pela má refeição que teve connosco. Passou-se consigo, mas pelo trabalho que estamos a fazer todos os dias, dia e noite nos últimos dois meses, com a introdução de novos produtos que visam melhorar a nossa oferta, não se vai passar com mais ninguém. Ou se por qualquer falha humana, tudo não estiver perfeito (há esta mania das pessoas, mesmo as esforçadas, falharem de vez em quando) cá estaremos para dar a cara, tentar resolver e não deixar partir um cliente insatisfeito. Consigo não tivemos e parece que não vamos ter essa oportunidade.

Temos, sinceramente, pena. Espero que para bem de quem investiu neste negócio e de quem connosco trabalha, que os leitores destes textos me deem mais ouvidos a mim do que si. Tentarei entusiasmá-los para a nossa ementa. Tentarei convence-los de que não somos a porcaria que descreveu.

Temos pena, porque enquanto empresários que fazem a sua vida profissional neste país, esforçamo-nos por criar empresas que façam sentido às pessoas que nos procuram e por lhes oferecer boa comida e um serviço profissional e simpático. Esforçamo-nos também por dar perspetivas de vida e carreira interessantes às pessoas que trabalham connosco.

Se não entregarmos um bom produto não teremos êxito. Se a cada falha que existir, o erro nos for apontado em público, não como um alerta para melhorar, mas como uma sentença definitiva e alertando para uma calamidade pública para que todos se afastem de tão execrável restaurante que se enganou numa receita e pôs água a mais na sopa, não teremos também êxito.

Numa loja que abriu há poucos dias, que estreou uma série de novidades, os erros que não podem acontecer, e que são indesculpáveis, acontecem e mesmo nós, que estamos nesta profissão para atingir os mais altos níveis de rigor, os desculpamos. Sob pena de nos deprimirmos e deixarmos morrer o entusiasmo.

Aproveito para lhe falar de um antigamente, pré-facebook, em que, perante um erro num restaurante, o cliente se dirigia a uma das pessoas (físicas) e lhe comunicava o que estava mal. Essa pessoa poderia desculpar-se ao vivo e tentar uma solução. Trocar o prato, devolver o dinheiro, entregar um convite para uma nova refeição, explicar o que terá acontecido e pedir de novo desculpa. Se assim não o fizessem, isso seria indesculpável. Temos também uns papéis na loja para quem quiser escrever-nos e nós respondemos sempre. Temos um site em que a troca se mantem privada. E há, agora, esta forma de gritar aos sete ventos, à vista de muitos, lançando um alerta à comunidade contra determinado restaurante.

O seu "a não voltar" tem implícito um "a não ir". Porque é que alguém que não pensa em voltar a determinado sítio, o torna público? Porquê fazer com que ninguém venha comer aos nossos restaurantes? O que motiva alguém a escrever algo tão absolutamente destrutivo, por muito que pense nisto, não o consigo perceber.

Nunca o fiz e nunca o farei. Imagine que a Bárbara Taborda comete um erro no seu trabalho e que a forma que o seu chefe escolhe para lhe chamar a atenção é através do sistema de som do Estádio do Dragão no intervalo de um jogo, com a Bárbara no meio do campo. Seria uma novidade. Mas nem todas as novidades são boas. Prefiro o decoro, a gentileza, a amabilidade, a graça com que se faziam as coisas antigamente. Há dois ou três anos atrás.

E agora, escreverei umas linhas sobre o que para nós é muito importante. A nossa comida. As empadas, desenvolvidas pelo Chef José Avillez (aproveito para dizer que da parte dele não há uma única falha, as receitas são todas ótimas e tudo o que acontece de menos bom são questões de implementação que se resolvem e são da nossa responsabilidade) são feitas com uma massa quebrada fina, a maior parte delas e uma com uma massa folhada de 7 voltas, a de vitela, bacon e espinafres e que é servida com um molho de cogumelos, que fazemos todos os dias com cogumelos frescos. Tão frescos como os legumes que salteamos para um dos novos acompanhamentos (temos agora também tomate assado no forno com orégãos e um arroz de tomate malandrinho) e para as nossas sopas. A de cenoura tem como primeiro passo um estufado de alho francês, exatamente para que não fique sem sabor. Havendo um erro na água, lá está, vai-se o sabor. Temos também salgadinhos, croquetes, rissóis, bolinhos de bacalhau (no Sul "pastéis") e, ainda umas empadas de galinha pequenas a pedir messas às da minha avó. Se estão bons, melhores vão ficar. Todos os dias fazemos um pequeno acerto. Porque gosto muito, não poderia deixar de falar na nossa empada de cozido à fatia (leva hortelã, para um leve aroma fresco). A de galinha que comeu é a mais simples, mas permita-me que discorde, uma ótima empada, feita com o caldo onde se cozeu a galinha e bocados pequenos de chouriço como é costume no Alentejo. Temos uma de frango thai, uma de alheira e grelos com ovo estrelado por cima e uma de legumes e requeijão. As bebidas são as do H3, limonada e chás gelados. Temos vinho a copo. E temos a certeza que quem ler isto acreditará que não seremos uns miseráveis destituídos que se lançaram na aventura de servir sopas aguadas como modo de vida.

Se se deixou tentar por algumas destas coisas, diga-me. Tenho todo o gosto de a convidar para almoçar na Empadaria de Chef e maior gosto, ainda, de estar presente. Fisicamente."

Albano Homem de Melo, um dos fundadores e sócio do H3 e da Empadaria do Chef (juntamente com António Cunha Araújo e Miguel van Uden)

PS: Às pessoas que aqui trabalham e que dão o seu melhor (e que nos deixam muito contentes por o seu melhor ser tão bom e tão genuinamente orgulhosos de fazerem parte desta empreitada) e que ficaram profundamente tristes com o que leram, tenho estado a dar-lhes uma palavra de ânimo um a um e pessoalmente.
Estou cheio de trabalho. Peço-lhe que, se for possível, não me arranje mais ocupações. Digo-lhe isto com um franco e acolhedor sorriso. Acredite Bárbara. Se soubesse incluiria, agora, uma daquelas bolas com um sorriso.

 

É por estas e por outras que a área do marketing é o que é. Depois desta, volto à minha odisseia diária da busca por um emprego, agora com ânimo redobrado. Mas antes tiro o chapéu ao Albano, um mestre na arte de dar uma bofetada com luva de pelica. Ou será com empada de galinha?

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09
Nov15

Oração das mulheres

por LegoLuna

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Há pouco o facebook lembrou-me desta imagem, publicada há quatro anos. Apesar do português brasileiro, penso que dá para perceber perfeitamente o espírito da coisa.

 

Noite feliz mulher!

 

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