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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

A semana costuma arrancar com resoluções de todo o tipo, algumas significativas, outras nem por isso. Uma das mais frequentes tem a ver com a prática do exercício físico, seja ela em versão indoor ou outdoor. Estou certa ou estou errada?

 

Nem sei como ainda me surpreendo com aquele fenómeno em que, mal o sol começa a assumir o comando do dia e a temperatura a escalar o termómetro, os ginásios tornam-se lugares altamente concorridos, autênticas tábuas de salvação daqueles que passaram o resto do ano na mais perfeita inércia física.

 

Numa corrida alucinada contra o tempo, em que o objetivo primeiro e último é a obtenção de um corpo minimamente decente à vista alheia, apela-se a (quase) tudo: dietas milagrosas, suplementos de toda a espécie, personal training, tudo que remeta para a palavra detox, horas e horas de treino, uma data de tratamentos estéticos e por aí fora.

 

O que me parece é que os adeptos desta forma de estar na vida – correr atrás do prejuízo aos 90 minutos do segundo tempo – denotam alguma dificuldade em assimilar que corpo de verão trabalha-se o ano todo. Mais importante ainda, esse mesmo corpo trabalha-se não só para a praia mas para o bem estar em geral.

 

Já está mais do que provado que a atividade física é o agente por excelência na prevenção de uma infinidade de maleitas, tanto físicas como psíquicas e emocionais. A prática regular (e sustentável) do exercício físico, aliada a uma alimentação saudável e equilibrada, assumem-se como os mais eficazes antídotos para uma das maiores ameaças ao bem estar do ser humano: o sedentarismo.

 

Sendo assim, exercitar-se deve ser um hábito, assim como comer, dormir e escovar os dentes. Perante tanta variedade de opções, perante ofertas de todo o tipo, parece-me que quem se recusa a dar tarefa ao corpo está, em última instância, a lixar-se para a sua saúde.

 

Meu bem, se for esse o teu caso, segue o conselho desta que te quer bem e mexe-te. Se não tanto pela beleza que seja pela saúde, o teu bem mais precioso, já que sem ela de nada te serve tudo o resto.

 

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Na na na, não é nada disso que estás pensando, por isso não me venhas com ideias (sim, eu sei o que pensaste!). A resposta é atividade física, meu bem. Uma prática amada por uns, idolatrada por outros, tolerada por uns quantos, odiada por outros tantos e banida pelos restantes.

 

Goste-se ou não, praticante ativo ou passivo ou simplesmente adepto de hábitos de vida saudáveis, a verdade é que exercitar-se provoca surpreendentes efeitos no cérebro. E não sou (só) eu que o digo, mas também John Ratey, investigador de Harvard, que, em 2015, em pleno seminário MIT Media Lab Wellbeing, descreveu três desses feitos. Assim, o exercício físico torna as pessoas:

 

1. Mais inteligentes. Para o provar, o investigador recorreu a um estudo sueco que analisou 1,2 milhões de jovens de 15 anos praticantes do fitness ao nível do QI e depois, mais tarde, quando iniciam o serviço militar obrigatório. Os resultados não deixam margem para dúvidas: estes jovens estão mais aptos do que os que nunca fizeram exercício físico. "Estudos mostram-nos que, quando fazemos exercício, o nosso cérebro melhora em cerca de 7%", disse Ratey.

 

2. Mais felizes. "O exercício é como tomar um pouco de Prozac e um pouco de Ritalina", considera este psiquiatra, frisando que, assim como drogas como o Zoloft, o exercício aumenta a quantidade de neurotransmissores no cérebro.

 

3. Menos stressadas. O exercício físico acelera o processo incrível de neurogénese, ou seja, a criação de novas células cerebrais. Fazer meditação, aprender algo novo ou dar uma boa gargalhada ajuda a fazer nascer novas células, mas o exercício é (ainda) o melhor remédio, defende Ratey.

 

Bom, já que está cientificamente provado que mexer-se afeta positivamente o cérebro, levanta-me mas é esses glúteos do sofá e prepara-te para dares tarefa a esse corpinho que é teu, e que, portanto, merece o melhor. E o melhor é tê-lo bonito, saudável e de preferência hot, para deixar a mulherada roxa de inveja e os machos encarnados de luxúria.

 

E com esta retiro-me para o ginásio, que hoje é dia de zumba na caneca.

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Tenho mesmo que partilhar este artigo do Observador, que não poderia espelhar melhor aquilo que venho apregoando há tempos.
 
O ginásio está muitas vezes associado à boa forma mas, nem sempre, à boa educação. Muitas pessoas encaram o treino como um escape ao quotidiano e como o momento ideal para se focarem num objetivo mas nem sempre isso acontece. Quantas vezes já te interromperam pressionando-te para saíres da máquina onde estavas a fazer exercício? E quantas vezes já deste de caras com as partes íntimas da gaja do lado que anda a passear nu pelos balneários? Para que nenhuma destas situações volte a acontecer, reunimos mais de dez regras básicas de etiqueta que todos os frequentadores de ginásios devem ter em conta:
 
1. Usar (sempre) uma toalha

Não é por acaso que a toalha de treino, de preferência branca, é obrigatória em qualquer ginásio. É indispensável para limpar a transpiração, os manípulos dos equipamentos e ainda para se sentar nas máquinas e colocar no colchão. Ninguém gosta de se deitar num colchão cheio de gotas de suor.

 

2. Deixar o telemóvel em silêncio

Seja nos balneários, em aulas ou na sala de exercício (isto se fores daquelas pessoas que sofre de FOMO), coloca-o em silêncio. Mesmo dentro do cacifo, é provável que o toque distraia e incomode as pessoas que estão a tentar descontrair.

 

3. Respeitar o tempo limite do uso das máquinas

Aquele papel afixado junto às passadeiras e elípticas por algum motivo ali está. "Em hora de ponta, evite exceder o tempo estipulado para os aparelhos de trabalho cardiovascular". O pedido é para cumprir, especialmente se já estiveres a correr há algum tempo e não houver pessoas à espera.

 

4. Não pressionar os outros

Toda a gente compreende que tens de seguir o teu plano de treino à risca (quem não tem?) mas não deves ficar parada junto aos aparelhos para forçar outra pessoa a sair. Arranja uma máquina alternativa ou troca a ordem do treino ou simplesmente desiste daquela máquina. Em último caso, pedes gentilmente para te avisarem quando terminarem as repetições e acrescenta "mas esteja à vontade" só para parecer bem. Funciona sempre.

 

5. Não fazer barulho
Estás a ver aquelas pessoas que deixam cair os pesos no chão e fazem um barulho enorme? Ou aquelas que explodem em gritos de esforço sempre que aumentam a carga ou levantam pesos (demasiado) pesados? E aquelas então que gemem como se estivessem à beira de um ataque de orgasmos múltiplos? Pois, não é agradável e facilmente distraem os atletas que estão concentrados num objetivo. Reserva os teus gemidos (caso os tenhas, claro!) para as aulas de bicicleta ou de tonificação muscular para que ninguém confunda o ginásio com um jardim zoológico ou um motel.

 

6. Dar espaço aos outros

Tanto nos balneários como na sala de exercício, respeita o espaço das outras pessoas. Se existem três chuveiros disponíveis, precisas de ir logo para o lado daquele que está ocupado? O mesmo se aplica aos cacifos e às passadeiras. Evita ainda deixar objetos espalhados nos bancos e no chão (especialmente roupa interior suja).

 

7. Evitar andar despida no balneário

Por muito que te sintas à vontade com a nudez, e tenhas orgulho do teu corpinho danone, nem toda a gente partilha da mesma opinião. Seja a caminho do banho, na sauna ou até no banho turco, tapa as tuas partes íntimas ou corres o risco de ser acusada de falta de respeito, despudor ou exibicionismo. Ah, e muito importante: tanto a sauna como o banho turco são espaços para relaxar e não para te depilares, pentear, pôr creme ou ter uma conversa séria com a vizinha do lado.

 

8. Evitar selfies no balneário

Nada contra as fotografias na sala de exercício - muito pelo contrário - desde que estas não incomodem o treino dos outros. Mas no balneário (especialmente à rush hour), o caso muda de figura: a probabilidade de se expor a privacidade das outras pessoas é muito grande. Não arrisques se não quiseres comprometer a intimidade das outras ou ser chamada a capítulo.

 

9. Arrumar os equipamentos

"Cada atleta que utilize material de pequenas dimensões é responsável pela sua arrumação", lê-se nas regras de utilização de vários ginásios. Sejam halteres, colchões, steps ou bolas de pilates, volta a colocá-los no sítio onde os encontraste. Já pensaste se alguém pode tropeçar num dos pesos que deixaste no meio do chão ou que o pessoal do gym service não é teu criado para estar a arrumar o que tu tiraste do sítio?

 

10. Usar roupa adequada

Se usas ténis de montanha no ginásio porque achas que correr 20 minutos é o mesmo que escalar uma serra, enganada estás tu. E acredita que os veteranos olharão para ti com uma cara de incredulidade (e pena). O ideal será usar sempre equipamentos que sejam adequados às modalidades que se pratica. Neste ponto, até o soutien deve ser escolhido a dedo. E as leggins. E as cuecas.

 

11. Não monopolizar duas máquinas ao mesmo tempo

Isto de deixar a toalha a reservar um equipamento enquanto alternas o seu uso com outra, pode ser o suficiente para originar hostilidades - refiro-me àqueles olhares assassinos e algumas tiradas desagradáveis. Por muito conveniente que seja, deixa esse tipo de treino para aquelas horas em que não está ninguém na sala de exercício.

 

12. Não olhar fixamente os outros (à exceção do rapaz lá no ginásio)

Por muito que o vizinho do lado tenha um corpo de fazer inveja, convém evitar concentrar o olhar nessa pessoa. Poucas são as pessoas, salvo os exibicionistas lá do pedaço, que se sentem confortáveis perante o olhar fixo de alguém - principalmente quando se está a suar por todos os lados e, possivelmente, com a cara mais vermelha do que um tomate e a exalar não propriamente o Chanel n. 5.

 

13. Ser prática

Tendo em mente que existem pessoas que têm os minutos contados para ir treinar - sobretudo à hora de almoço -, evita congestionar as portas dos espaços comuns porque estás à conversa com uma amiga ou porque não encontras o cartão para entrar no ginásio. Os apressados agradecem (e a cortesia também).

 

14. Respeitar as regras dos espaços comuns

As normas de segurança e as regras de utilização dos equipamentos devem ser cumpridas. Não arrisques em exercícios quando não estiveres certa de como os deve fazer. Se precisas de ajuda, chama um dos instrutores ou funcionários do espaço. Nas aulas, não interrompas o programa para beber água (guilty guilty guilty) e fiques à espera das indicações do professor. No que às máquinas toca, evita que os pesos toquem uns nos outros porque desgasta mais os aparelhos.

 

Quanto a ti não sei, mas eu (infelizmente) já levei com todas estas incortesias. Porém, confesso que também já cometi umas poucas.

 

A lição que tiro deste artigo? Estar mais atenta a algumas coisas que, ainda que inconsciente, podem incomodar os outros, tipo: pôr a conversa em dia com amigas, falar num tom mais alto, monopolizar os aprelhos mais tempo que o devido, interromper a aula de body attack. E tu, meu bem, quais os teus pecados no ginásio?

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Que o vinho é bom já a humanidade descobriu há muito (por algum motivo é chamado o néctar dos deuses). Que ele inebria, envolve e confere um sabor especial a uma refeição, também. Que é uma presença amiga em cenários de requinte, luxúria, sedução, romance, relax e diversão, sem dúvida!

 

Agora vem a Universidade de Alberta, no Canadá, dar-nos mais um argumento de peso a favor do consumo (moderado) desta bebida. De acordo com um estudo por eles realizado, uma taça da variante tinto todos os dias (sobretudo ao jantar), além de fazer bem ao coração e à saúde no geral, equivale a 30 minutos de exercícios físicos. Este efeito é causado por uma substância chamada resveratrol, conhecida por beneficiar o sistema circulatório, podendo também ajudar na prevenção de doenças como o Alzheimer. A pesquisa releva ainda que o efeito ajuda a prevenir o envelhecimento precoce dos músculos, e aumenta a densidade óssea assim como melhora a circulação sanguínea.

 

Esta tese só vem reforçar os resultados obtidos por universidades como o The University of New South Wales, na Austrália, e o Harvard, que também já haviam associado o vinho à nossa longevidade.

 

Como uma adepta assumida do exercício físico praticado à moda antiga, à custa de muito súor, músculos doridos e uma motivação feroz, não é minha intenção substituir o ginásio por uma taça de vinho, mas sim combinar as duas coisas, por forma a minimizar tanto quanto possível o impacto da idade na minha beleza, saúde e bem-estar.

 

Proponho um brinde a este néctar divino, que ele bem merece. Salut!

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Um artigo publicado esta semana pela revista Maxmen vem (uma vez mais) confirmar uma prática da qual sou adepta assumida desde sempre.

 

"Um médico francês apresentou os resultados de um estudo, sobre o uso do soutien, que levou a cabo durante 15 anos. E nas conclusões escreve que o soutien é um acessório desnecessário e pode ser mais prejudicial à imagem das mulheres do que benéfico. Depois de pedir a várias mulheres que andassem sem soutien, chegou à conclusão que os seios beneficiam da ausência do apoio e ficam mais firmes. 42% das mulheres confessou sentir algum desconforto nos três primeiros meses em que andou sem soutien, mas que esse desconforto desapareceu depois. O especialista defendeu, contudo, que o uso do soutien é recomendado durante a prática de exercício físico, como a corrida ou desportos de contato, de forma a defender os músculos que suportam os seios."

 

Pessoalmente, não vejo necessidade de eliminar completamente esta peça do guarda-roupa, afinal o soutien também tem os seus prós, mas antes limitar o seu uso ao essencial. Claro que com o passar dos anos, e com a lei da gravidade a jogar a nosso desfavor, este, sobretudo os modelos push-up, acabam por assumir o papel principal na nossa feminalidade, especialmente na hora de conseguir aquele decote para ninguém por defeito.

 

Mas em casa precisamos mesmo dele? Uma ex-BFF minha (a quem um dia destes dedicarei um post em jeito de homenagem) usa o soutien 24h/7 dias desde que lhe surgiram os meus primeiros botões. Faz-me imensa confusão essa adição, mulheres que se agarram a esta peça como se a sua vida dela dependesse, até porque é tão bom não ter nada a apertar e sentir o sangue a circular leve, livre e solto pelo nosso corpo.

 

Amiga solte-se e assuma os seus seios au naturel, porque se nascemos sem ele é porque podemos muito bem viver sem ele!

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Cuidarmos de nós, com isso refiro-me ao bem-estar físico, emocional e psíquico, é um direito e um dever, que devia estar salvaguardado na Constituição. A partir dos 30 então, torna-se mesmo uma obrigação. Pelo menos para aqueles que, como eu, desejam manter uma aparência jovem, elegante e saudável.

 

O nosso corpo é o bem mais precioso que temos. Apraz-me pensar que é o templo da nossa  existência, a embalagem da nossa essência e a ferramenta da nossa comunicação com o mundo. É o nosso cartão de visita por excelência. E como tal devemos zelar para que esteja em forma e, mais importante ainda, isento de doenças (pelo menos daquelas que podemos evitar). E o exercício físico, praticado seja onde for, é um parceiro estratégico nesta tarefa, árdua, exigente e implacável, porém jamais ingrata ou batoteira.

 

Não tem como negar que o que custa mesmo é dar o primeiro passo, ou seja, por o pé para fora de casa, mas depois disso a endorfina - a bendita hormona da felicidade - se encarregará de nos fornecer aquela dose diária recomendada de motivação para continuarmos firmes e fortes rumo a um corpo esbelto, tonificado e saudável. Depois dela, entrará em cena a dona vaidade, que chega de mansinho para nos levantar a moral, melhorar a autoestima, resgatar o orgulho e incendiar o poder de sedução.

 

Ora pensa lá no que pode fazer por ti um corpo todo trabalhado na elegância, composto por uns glúteos moldados, umas pernas tonificadas, uns braços rijos, uma barriga lisa e um peito firme. Agora pensa no que podes tu fazer pelo teu corpo para que fique assim! Preciso dizer mais alguma coisa?

 

Por hoje, fico-me por aqui, mas amanhã temos encontro marcado no ginásio. Certo?

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