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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 
A crónica desta sexta-feira resulta de uma partilha da EA, amiga que se fez seguidora deste cronicário e que todos os dias me inspira com a sua forma de ser e estar na vida. A ela associo palavras como positividade, alto astral, realização e sucesso, todas elas presentes nas alíneas que se seguem.
 
1. Aceitar a própria individualidade
Há quem seja bom de conta, quem tenha talento para a culinária, quem faça do humor a sua melhor referência, quem consiga inspirar multidões, quem toque o coração dos outros com a sua escrita (eu, eu, eu!)... Precisamente por sermos todos diferentes, portadores de caraterísticas distintas, um dos primeiros passos para a felicidade é a aceitação da própria individualidade. Sentirmo-nos bem connosco é essencial na interação com o mundo que nos rodeia e uma caraterística pessoal que salta logo à vista.
 
2. Dormir oito horas por dia
Dormir é fundamental para o ser humano, pelo que quando não o fazemos corretamente estamos, não só a por em perigo o bem-estar do nosso organismo, como a induzir a nossa pele a um envelhecimento precoce. Isto porque, é durante o sono que o corpo recarrega as baterias gastas ao longo do dia e restaura as funções vitais: as células regeneram, as toxinas eliminadas e os órgãos ativados para executarem as funções que lhes cabem.
 
3. Não duvidar da própria capacidade
Se existe algo capaz de detonar uma ideia ou um objetivo, mesmo antes da sua concretização, esta coisa é o medo. O facto de duvidarmos de nós faz com que acabemos por sabotar as oportunidades de sucesso. Em momentos assim, ativo alguns destes mecanismos mentais: insegurança faz parte da vida; todo sucesso implica risco; não há glória sem sofrimento; visualizo a minha pessoa no cenário que quero conquistar; elaboro planos b e c (just in case).
 
4. Fazer-se uma marca de sucesso
Acredites ou não, pensar em mim como uma Apple, uma Audi ou uma Zara da vida ajuda-me a exercer uma melhor gestão da minha vida. Devido à minha atividade profissional, esta é uma estratégia com a qual me sinto perfeitamente à vontade. É por isso que primo pela excelência em tudo que faço, tal qual uma marca bem-sucedida: invisto forte e feio nos meus pontos fortes; tento melhorar, na medida do possível, os fracos; rentabilizo as oportunidades e mantenho-me, sempre que puder, longe das ameaças.
 
5. Não se comparar com os outros
Neste quesito, há que reconhecer que peco muito, demasiado até. Para mal dos meus pecados, tenho uma tendência doentia para me comparar com os outros. E o pior é que no fim sinto que fico sempre aquém das conquistas delas. É algo no qual tenho estado a trabalhar, até porque toda vez que isso me acontece a sensação de fracasso que me acomete é deveras desmoralizante. Se te revês nessa minha descrição, lembra-te que nos outros só vemos a conquista e não o caminho, muitas vezes pouco ortodoxo, que eles tiveram que percorrer para lá chegar.
 
6. Limpar a pele todas as noites
Cartão de visita por excelência e o mais atualizado boletim de saúde, a pele é o nosso instrumento de interação com o que nos rodeia. Além de ser com base nela que os outros constroem a imagem que têm de nós, é garantidamente a primeira coisa que vemos sempre que nos olhamos ao espelho. É por isso que uma pele bonita e saudável é fundamental, como referido em vários artigos ao longo deste blog. Limpá-la todas as noites é o primeiro passo.
 
7. Equilibrar vida pessoal e profissional
A coabitação pacífica entre estes dois aspetos é a chave do sucesso para uma existência feliz. Com isso quero dizer que há que saber definir muito bem a linha que separa o trabalho do lazer: na presença de uma a outra deve fazer-se ausente. Simples assim! Não aceder a contas de e-mail institucional, não atender chamadas profissionais, não levar tarefas para casa, não pensar no que está pendente são apenas alguns exemplos do que fazer para não permitir que a vida profissional não se imiscua na privada.
 
8. Aceitar a beleza natural
É facto que, nos dias que correm, o que não faltam são opções para se mudar, corrigir ou atenuar aquilo que não se aprecia no corpo. O que importa aqui frisar é que nenhuma delas, por mais eficaz que seja, é capaz de resolver o problema que existe dentro de nós. A autoestima é algo que não se compra, mas que se trabalha (arduamente). Aceitar o nosso corpo tal como ele é, encontrando beleza nas suas particularidades, e investir no que pode ser melhorado são os meus conselhos para aqueles que se debatem com essa questão.
 
9. Usar protetor solar sempre
Neste ponto, os especialistas da pele são unânimes: usar protetor solar todos os dias, faça chuva ou faça sol, seja verão ou inverno. Este é o mais importante de todos os cremes, pois é o único capaz de prevenir o envelhecimento cutâneo, assim como o cancro e as manchas. Já não tens desculpa para não aplicá-lo diariamente, quer seja no rosto, no pescoço, no peito e também nas mãos, e várias vezes ao longo do dia, já que a sua eficácia vai-se perdendo com o passar das horas.
 
10. Investir mais experiências e menos em coisas
Viajar é das melhores coisas da vida e das que mais ajuda a cimentar a personalidade e experiência de vida. Desenvolve o caráter, desperta a solidariedade, aumenta a cultura geral, abre a mente, quebra barreiras culturais, aproxima pessoas e desperta admiração alheia. Por (ainda) não ter tido possibilidades financeiras para tal, fascinam-me pessoas viajadas, a meu ver, infinitamente mais interessantes do que aqueles que preferem investir em bagagem material (casa, carro, joias ou dinheiro no banco), ao invés de sair por aí explorando o mundo.

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Ora viva!

 

Por mais que tudo e todos nos tentem convencer de que estar emparelhado é melhor do que não estar, o facto é que estar solteiro tem tantas ou até mais vantagens do que estar comprometido. O que se passa é que muitos solteiros, sobretudo as mulheres, que parecem desconhecer (ou fazem questão de ignorar) como tirar partido da sua situação amorosa.

 

A estas pessoas, dedico a crónica de hoje na esperança de que esta possa ajudá-las a se concentrarem no lado B (leia-se bom) da solteirice. Volto a frisar que não sou contra relações – pelo contrário –, apenas tento focar-me no lado positivo das coisas, sejam elas relações ou acontecimentos.

 

Esclarecido este ponto, eis algumas vantagens de se estar solteira. Abro aqui um parêntesis para dizer que me dirijo espeficiamente ao género feminino por ser aquele que acusa ressentir-se mais desta realidade.

» Não tens de tomar decisões em função de outra pessoa.

» Tudo começa e acaba em ti. Há coisa melhor do que sermos o centro da nossa atenção?

» O teu tempo livre e o teu dinheiro são para uso exclusivo, já que não tens que partilhá-los com mais ninguém.

» Ficas com mais tempo para te dedicares à carreira e ao que mais te apetecer.

» Desfrutas de uma paz de espírito fenomenal, já que não tens que lidar com o medo de perder alguém ou de ser traído, cenas de ciúmes, zangas, amuos, etc, etc.

» Não tens que vestir a farda de agente KGB. Com isso quero dizer que não tens que estar alerta em relação aonde ele vai, com quem está, com quem partilha fotografias. O mesmo se aplica a telefonemas, mensagens ou amizades (especialmente nas redes sociais).

» És dona e senhora do teu nariz, não tendo que dar satisfações a ninguém.

» Podes viajar quando, quanto, para onde e com quem quiseres.

» Não tens que manter a depilação em dia se não quiseres.

» És leve, livre e solta, ou seja, podes sair, flertar e curtir com quem quiseres.

» A tua vida sexual pode ser à la carte, ou seja, só comes quem queres, quando queres, em que quantidade queres e da forma como te apetecer.

» Tens mais disponibilidade para a família, amigos, colegas, vizinhos, conhecidos, desconhecidos e quem mais cruzar o teu caminho.

» Ficas com todo o tempo do mundo para cuidares de ti e investires na (boa) forma física, vida saudável, beleza e sex apeal.

» Podes vestir o que quiseres sem ter que levar com censuras ou olhares reprovadores.

» Aprendes a desfrutar da tua própria companhia e a descobrir um mundo de coisas que de outra forma não seria possível.

» Descobres que tu és o grande amor da tua vida e que não há amor maior do que aquele que nutrimos pela nossa própria pessoa.

» Podes, a qualquer momento, encontrar outro amor que te complete e te faça (ainda) mais feliz.

 

Depois do que acabaste de ler, (ainda) sentes que tens motivos para te considerares uma desgraçada?

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Ora viva!

 

Nos últimos cinco meses, desde a lesão na cervical, que a minha relação com o exercício físico anda estremecida, naquela dinâmica semana-no-ginásio-semana-no-sofá. Saldo dessa atividade intermitente? Quatro quilos na balança, alguma celulite a reivendicar o seu lugar ao sol e o abdómen a perdez a rijeza a olhos vistos.

 

Ansiosa como sou e sem muita inspiração para dar duro no ginásio, nada melhor que uma solução rápida, ainda que de eficácia controversa. Já algum tempo que venho ouvindo falar na prática do jejum. Dias atrás, numa palestra sobre saúde e bem-estar, tomei conhecimento de que, segundo a filosofia oriental, estar sem comer durante 24 horas, uma vez por semana, ao longo de um ano, pode traduzir-se em benefícios vários para o nosso organismo, sendo as duas mais flagrantes o rejuvenescimento celular e a perda da massa gorda.

 

A ideia de experimentar tal método, que não só "promete" melhor saúde, como a perda daqueles extras que não fazem falta a ninguém, começou a ovular na minha mente. Coincidência ou não, depois disso para onde quer que me virasse lá vinha o assunto à baila, quer em conversas de gajas, artigos ou este vídeo da Autoridade Fitness.

 

Vou saltar a parte dos prós e contras de tal técnica, que disso trata o vídeo que aqui partilho, e concentrar-me apenas na curiosidade em testar o seu efeito, na minha capacidade de resistência à fome, na possibilidade de queimar os extras e no lançamento da primeira pedra de uma forma de estar que pode vir-se a traduzir em mais e melhor saúde e num corpinho danone tudo de bom.

 

Este domingo será, literalmente, o dia D, portanto, se na segunda-feira eu não der sinal de vida é porque deu m****. Bom jejum para mim e bom fim de semana para ti.

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19
Jul16

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

 

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

 

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

 

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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19
Jul16

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

 

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

 

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

 

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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14
Jul16

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Há dias a Tercia ofereceu-me um convite para a Feira Alternativa de Lisboa. Admito que só me dispus a deixar o conforto do meu lar num domingo – é o único dia da semana em que não gosto mesmo de por o pé na rua, ainda por cima em dia da final do Euro 2016 – mas foi tão amável o convite desta minha amiga, conterrânea, vizinha e colega de ginásio e de solteirice que não tive como.

 

Portanto, lá tive eu que enfrentar o sentimento de lesmice, típico de domingo, o sol escaldante e a escassez da carreira 767 e abalar-me até Alvalade. E não é que a feira revelou-se uma agradável e didática surpresa, superando largamente as mais otimistas expectativas?

 

Havia de tudo e mais: cosmética natural; alimentação saudável; suplementos alimentares; artigos esotéricos; consultas de tarot; as mais variadas terapias para o corpo, mente e alma; leituras de mãos e cartas; todo o tipo de meditação; massagens; comidas do mundo; cristais; amuletos; vestuário; calçado; bijuteria; artigos para o lar; tratamentos de beleza; ou seja, uma infinidade de produtos e serviços o mais natural, saudável e benéfico possível.

 

Perante aquele cenário, esqueci o calor, ignorei o corpo húmido de suor, mandei à fome às favas e parti à descoberta daquele encantado mundo alternativo. Não vou detalhar tim tim por tim tim tudo o que vi, adquiri e experimentei por lá, porque nunca mais saía daqui e acabaria por desviar-me do tema deste artigo.

 

Numa barraquinha de suplementos alimentares, questiono o expositor sobre qual o mais indicado para combater a acne – sim, à beira dos 40 anos e ainda me debato com algo que é suposto ter ficado sanado lá trás no tempo. Na adolescência tive imensas borbulhas, mas estas acalmaram-se na idade adulta, ficando reservadas a ocasiões especiais como menstruação, ingestão de comida mais gordurosa ou descontrolo emocional.

 

Há uns anitos já que a minha pele não conhecia mais do que umas quantas borbulhas esporádicas. Desde que fui de férias lá para a terra, há coisa de um ano, tudo mudou. Agora ando com uma crise de acne que até mete medo. E não é uma acne normal, pois não cede nem a cremes (caríssimos, por sinal), nem a tratamentos profissionais, e muito menos à atenção redobrada com a alimentação e com os cuidados de limpeza. É algo mais, eu sei, já que não nem mesmo reage à medicação, ando a tomar antibióticos que a dermatologista me receitou para infeções cutâneas – altamente eficazes numa outra ocasião, mas que agora parecem nulas.

 

Voltando à barraquinha de suplementos, um conhecido com quem tinha cruzado instantes antes, ao ouvir a minha pergunta, responde de prontidão: "não precisas de suplementos para resolver esse problema". Quando lhe pergunto porquê, diz-me ele que já não tinha idade para ter espinhas (que novidade!) e que o meu problema não passava de alergias - como é que ele podia saber isso? De facto, como já aqui mencionei n vezes, ando com alergia a tudo e mais alguma coisa.

 

A esta altura da conversa, abeira-se de nós um outro senhor (que nunca tinha visto mais magro) e resolve dar o seu contributo à conversa. Pelo que pude deduzir, o dito é um expert na matéria, pelo que, sem hesitação ou falinhas mansas, fez-me um diagnóstico fiel do estado da minha saúde: os intestinos não funcionam como é suposto (disse que pôde ver isso através dos meus lábios) e as alergias podem advir de uma intolerância ao leite e derivados.

 

Mal conseguia disfarçar o meu interesse no rumo que aquela tertúlia improvisada estava a tomar. Perante a descrição que lhe fiz do meu estado de saúde (e de beleza, por consequência), este foi perentório na prescrição: cortar de imediato com todo e qualquer produto lácteo. Ainda tentei argumentar que não consumia leite, apenas iogurte e requeijão, e que ao retirar esses produtos da minha alimentação o meu organismo iria ressentir-se da falta de cálcio. De nada valeu. Categórico, rematou ele: "experimenta e depois vês se a coisa não melhora. Quanto ao cálcio, tens imensas opções, como a aveia, a quinoa e o feijão."

 

Recomendou-me ainda que evitasse o açúcar e o trigo. Nesse quesito garanti-lhe que já estava tudo sob controlo, pois, nas raras vezes em que preciso recorrer diretamente a esta substância, faço uso da versão mel ou canela.

 

Portanto, o problema parece, de facto, residir na lactose, o açúcar naturalmente presente no leite. Abreviando o parlapiê que o texto já vai para longo, já há quatro dias que não consumo nenhum produto lácteo e, coincidência ou não, parece que a coisa acalmou. Como estou menstruada, só vou ter a certeza daqui a mais uns dias.

 

Não acredito que o iogurte me cause intolerância, porque sempre o consumi, mas já o requeijão, com maior teor de lactose, só há coisa de quatro meses o introduzi na minha alimentação. É, portanto, altamente provável que seja realmente intolerante ao leite, coisa que nunca bebi nem quando bebé. Em Cabo Verde fartei-me de bebê-lo, mas na versão fermentada, que adoro. E foi precisamente a partir dessa altura que começaram a aparecer, para não mais irem embora, monstruosas espinhas nesta minha face tão adorada e mimada pela dona.

 

Para já, vou continuar sem consumir qualquer derivado seu e ver como corre a coisa. Mais tarde, voltarei à minha alergologista para confirmar in vitro esta questão.

 

Há já algum tempo que ouço falar de intolerância ao glúten e à lactose, e de como várias celebridades têm cortado esses itens da sua dieta, mais para manter (ou recuperar) a linha - parece que ao retirar a lactose da dieta, a pessoa desincha, já que o intestino é regularizado, o corpo funciona melhor, por consequência, ocorre uma perda de peso.

 

No meu caso, a ruptura será essencialmente por uma questão de saúde, mas se com isso conseguir ficar (ainda) mais fit, não me importo mesmo nada. Seria uma espécie de bónus, uma mais do que justa compensação por todos os problemas com que me tenha deparado nos últimos tempos.

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22
Jun16

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Este artigo é para ler, reter e ter sempre à mão, afinal nunca se sabe quando pode dar jeito usá-lo como atestado de atrasadez (essa acabei de inventar). Agora falando a sério, um estudo britânico, publicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, sugere que forçar alguém a acordar antes das 10 da manhã é extremamente prejudicial para o metabolismo corporal, de tal modo que equivale a tortura.

 

De acordo com Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar alguém a trabalhar e estudar antes dessa hora afeta fisica e emocionalmente o desempenho do corpo, podendo causar stress e exaustão.

 

A explicação para tal parece residir no argumento de que, antes dos 55 anos de idade, o ritmo circadiano dos humanos, o ciclo biológico influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite, é iniciado a partir das 10 horas da manhã. Para quem tem o hábito de dormir tarde e acordar cedo, os efeitos no cérebro é comparado à embriaguez.

 

Os investigadores defendem ser necessário uma mudança global nos horários, de modo a haver uma melhor sincronização. A ser assim este é um argumento mais do que válido para justificar os atrasos, especialmente quando levamos nas orelhas por parte das chefias.

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Acabo de ler uma crónica sobre as memórias que me inspirou a escrever sobre o tema. Memórias! Quem não as tem? Quem não gostaria que fossem todas felizes? Quem não gostaria de trocar algumas delas ou até mesmo banir outras para todo o sempre?

 

Haruki Murakami, um popular escritor e tradutor japonês, considera que as memórias tanto podem aquecer-nos por dentro como podem destruir-nos. Não poderia estar mais de acordo com isso e acredito que tu também. Nada dura para sempre, exceto as memórias. Uma parte de nós, mais não são do que o registo das nossas vivências, fazendo de nós o que somos.

 

Bem delas, mal delas, estas dão-nos a oportunidade de recordar bons momentos, relembrar estórias passadas, revisitar lugares que nos marcaram, reviver amores idos, regressar ao passado onde fomos tão in/felizes. Sejam elas que de natureza forem, é facto assente que a qualquer sentimento associamos memó­rias e pes­soas.

 

Não im­porta quanto tempo passou, não im­porta o que acon­teceu entretanto, as me­mó­rias possuem o dom de nos animar, amadurecer, amargurar, curar, perdoar, superar, (re)viver, sonhar, rir, chorar, acreditar, amar, aceitar, etc. Por tudo isso, a nós, mortais embebidos de memórias, cabe aceitá-las ou com­batê-las.

 

As terapias a favor do bem estar físico, emocional e psíquico são consensuais no que toca às memórias: podemos usá-las a nosso favor ou desfavor. E (mais) felizes são aqueles que conseguem apegar-se às felizes e desvalorizar ou mesmo erradicar aquelas que causam sofrimento.

 

Porque a vida é curta. Porque só vi­vemos uma vez. Porque estamos neste mundo para ser feliz. Porque da vida só levamos o que vivemos, lanço a mim mesma – e a ti também se quiseres alinhas – o desafio de investir mais e mais em memórias felizes e dar um chega para lá nas restantes.

 

Agora, mais do que nunca, pretendo fazer uma co­leção de me­mó­rias de que me or­gulhe. Viver a vida à minha maneira (bem isso já faço). Fazer as coisas que sempre desejei e nunca não em atrevi. Ir atrás do que eu quero. Valorizar bem mais as coisas que amo. Falar com pes­soas novas. Manter ou recupera o con­tato com an­tigas relações que me despertam doces e saudosas memórias. Re­solver, de uma vez por todas, as rela­ções me marcaram profundamente – pelos piores motivos.

 

As me­mó­rias que os ou­tros de nós terão serão o nosso único le­gado. De fe­li­ci­dade ou de tris­teza, convém é assegurar de que não serão arrepen­di­mentos. Quero ser capaz de es­boçar um sor­riso e reviver no­va­mente no mo­mento, mesmo que perante memórias que me causaram dor.

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04
Mai16

6 Benefícios do sol

por LegoLuna

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Sabias que ontem, 3 de maio, assinalou-se o Dia Internacional do Sol? Pois eu só soube agora. Mais um pretexto para dar sequência ao tema do post anterior. Desculpa lá, solteira minha, mas estes dias só dá sol na minha vida (melhor dizendo, mente). O artigo de ontem era sobre os efeitos do sol no nosso sex apeal. O de hoje será sobre as vantagens da radiação solar (moderada) no combate a 6 doenças. Toma nota de seis delas:

 

1. Alivia a depressão - O sol aumenta os níveis de um dos antidepressivos naturais do cérebro, a serotonina. Em dias ensolarados, o cérebro produz maiores quantidades desse neurotransmissor do que em dias encobertos.

 

2. Previne cancro

Não são apenas as plantas que metabolizam a luz solar. Os seres humanos também. Através de um processo complexo, os nossos corpos transformam a luz solar em vitamina D revitalizante. A conexão entre a deficiência de vitamina D e o cancro é conhecida cientificamente. Porém, convém moderar na luz solar. Um estudo publicado no Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology concluiu que a percentagem de casos de cancro do pâncreas é maior em países com menos quantidade de luz solar, devido à baixa absorção desta vitamina.

 

3. Menor risco de esclerose múltipla

A vitamina D desempenha um fator essencial nacmanutenção e fixação do cálcio nos ossos. Os níveis de vitamina D da progenitora durante a gravidez influenciam o risco de contrair esclerose múltipla no feto. Os nossos ossos agradecem uma boa e moderada exposição solar.

 

4. Benéfico para doentes com Alzheimer

A exposição à luz solar durante o dia, alternada com a escuridão da noite, ajuda a melhorar alguns aspetos da doença de Alzheimer, reduzindo a agitação, aumentando a eficiência do sono e diminuindo as insónias.

 

5. Sono mais tranquilo

Quando a luz solar atinge os olhos, o nervo ótico envia uma mensagem para a glândula no cérebro que produz melatonina (uma hormona que ajuda a dormir) diminuindo a sua secreção até que o sol se põe.

 

6. Diminui sintomas da psoríase

A exposição à luz solar é extremamente benéfica para as pessoas com psoríase. Um estudo demonstrou que uma terapia de banhos de sol durante quatro semanas provoca a diminuição significativa dos sintomas da psoríase em 84 por cento.

 

Muito me admira as pessoas, como a minha colega de casa, que não gostam do sol, nem tão pouco apreciam os seus efeitos na beleza, saúde e bem-estar. Pelo amor da santa, como é possível não se gostar do sol?

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18
Abr16

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Estou certa que concordarás comigo de que uma das coisas mais aborrecidas, incómodas e difíceis de gerir é a insónia. Ficar deitada na cama por horas e horas a fio sem que o sonho venha é daquele tipo de situação que acaba comigo. Infelizmente, tem-se tornado um hábito nos últimos tempos da minha vida.

 

Tem vezes que sei perfeitamente qual o motivo – preocupação, ansiedade ou desgosto –, pelo que nem me ralo muito, já que sei que será só uma questão de tempo até recuperar o sono. Mas quando não consigo atinar com nenhum motivo plausível para não conseguir embarcar no mundo dos sonhos, fico pra morrer. Foi o que voltou a acontecer uma noite destas. Do nada, sem quê nem porquê, o sono simplesmente recusou-se a dar o ar da sua graça.

 

De manhã, com aquele ar de zombie e uma brutal dor de cabeça, fui ao meu médico de família de plantão – o Google (quem mais?!) – para ver se ele me receitava algo. Entre um artigo e outro, deparei-me com uma solução que aparentava ser tão fácil, rápida e natural que até duvidei da sua eficácia. Mas dado, que não custava nada tentar, lá me propus a servir de cobaia a mim mesma para uma pesquisa in vitro.

 

Baseada numa técnica especial de respiração, a solução a que me refiro consiste num método conhecido como 4-7-8 e promete provocar sono em menos de 5 minutos. Nas suas pesquisas para combater stress e insónia, Andrew Weil, doutor em ciências médicas da Universidade de Harvard, desenvolveu esta técnica, praticada há séculos pelos melhores mestres de ioga da Índia.

 

Esta é tão simples quanto isso: inspirar o ar pelo nariz durante quatro segundos, manter o ar nos pulmões por sete segundos e exalar pela boca durante oito segundos. Ilustrando passo a passo:

  1. Deita-te de costas, na cama, com as palmas das mãos voltadas para cima (esta posição assegura que fiques confortável).
  2. Respira fundo e inala o máximo de ar que puderes, contando o tempo de 4 segundos.
  3. Segura o ar nos seus pulmões por 7 segundos.
  4. Expira o ar pela boca suavemente durante 8 segundos.
  5. Repete o procedimento 4-7-8 até adormeceres, o que possivelmente ocorrerá em menos de 5 minutos.

No meu caso, não me lembro quanto tempo demorei para pegar no sono, mas não foi muito, disso estou certa. Se também padeces deste mal, experimenta esta técnica. Quem sabe não resultará contigo também.

 

Não é de hoje que especialistas do corpo, da mente e da alma defendem o uso da respiração como forma de combatermos o estresse e promovermos o bem-estar físico, psíquico e emocional. Agora entendo o porquê e posso afirmar que, muitas vezes, para grandes problemas a solução pode estar em pequenas soluções.

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