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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

Há exatamente um ano, escrevi isto: "Na opinião da Cosmopolitanàs vezes é tudo uma questão de matemática na vida de uma solteira. Duvidas? Espreita só o artigo de hoje.

 
2. Número de vezes que deves dizer o nome dele durante uma conversa para lhe mostrares que estás interessada. Especialistas comprovam que, ao repetir o nome de alguém, o subconsciente dessa pessoa faz com que se sinta mais ligada a ti. Mas dizê-lo mais do que duas vezes pode tornar-se demasiado intenso.
 
92. Percentagem de homens que acha que jantar é o programa perfeito para o primeiro ou segundo encontro.
 
97. Número médio de dias que um homem demora até dizer "Amo-te".
 
78. Percentagem de homens que verifica online informações sobre ti antes do primeiro encontro.
 
5. Número de vezes, em 15 minutos, que deves tocar num homem em quem estás interessada. Os homens não são peritos em detetar subtileza, por isso, alguns toques no braço, peito, rosto, mão ou joelho, quiçá, são extremamente essenciais para que ele perceba.
 
30. Número de centímetros que vos devem separar num primeiro encontro, para que ele entenda que estás definitivamente interessada, segundo especialistas. Chama-se distância íntima…
 
7.3. Número médio de segundos que ele vai permanecer de olhar fixo na tua boca se estiveres a usar batom vermelho (comparado com apenas 2.2 se for um tom nude, ou absolutamente nada).
 
21-34. Intervalo médio de idades em que a maioria dos homens pensa em ter filhos.
 
20. Número médio de segundos que um homem demora a decidir se quer ver-te de novo.
 
22. Número médio de homens que beijas antes de encontrares o príncipe encantado.
 
6. Número médio de encontros desastrosos que terás na tua vida.
 
40. Mínimo de euros gastos por ele em cada encontro nas primeiras semanas da relação.
 
8. Número de vezes que deves sair com ele antes de o apresentares aos teus amigos. Os especialistas afirmam que é aconselhável fortalecer os vossos laços e cumplicidade antes de o submeteres à opinião alheia.
 
52. Percentagem de homens livres em Portugal, contabilizando solteiros, divorciados e viúvos, segundo estudos recentes. Só tens de encontrar "o tal"!"
 
P.S. - Querida seguidora, o tempo e a inspiração continuam à mingua, pelo que só me resta apelar à reciclagem. Espero que me compreendas e perdoes.

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Ora viva!

 

Eis-me de volta ao teu convívio com uma crónica sobre flirt, sim essa coisa que tão bem sabe ao ego e tanta falta faz em tempos de solteirice. Antes de adentrar pelo post do dia, pergunto-te se és daquelas que "capta" logo quando alguém está de olho em ti ou das que andam sempre a leste de tudo, até que o gajo diga por a+b que te curte. Seja lá qual for o teu perfil, nada como uma conversa amiga para elucidar a questão.

 

É compreensível que quem ande no mercado não queira deixar escapar nenhuma oportunidade de encontrar o amor, ao mesmo tempo que teme ser presunçoso ou imaginar interesse onde não existe. A propósito disso, Steph Holloway, especialista neozelandês em linguagem corporal, aponta alguns sinais que te podem ajudar a perceber se estão ou não a tentar cortejar-te.

 

Um primeiro sinal é o olhar. Se um rapaz está constantemente a olhar para ti, prestando atenção a todos os teus movimento, é um sinal flagrante de interesse. Se este for mútuo, não te acanhes, minha amiga, e capricha na retribuição. No caso do olhar se mantiver por algum tempo sem que nenhum dos dois o desvie é sinal de que há match.

 

Outro sinal a ter em conta são os pés – sim, leste bem. Na opinião deste especialista, se estes estiverem em forma de 'V', é sinal de que o pretendente está aberto a partilhar o espaço dele contigo. Mais ainda: se estão a apontar na tua direção, ele está a tentar entrar no teu espaço.

 

Holloway revela ainda que, quando estão interessados, os homens tendem a pôr os músculos em maior destaque, enquanto as mulheres procuram realçar o rosto.

 

Os gestos também têm uma palavra a dizer na arte do flirt: por exemplo, endireitar a gravata, no caso dos homens, ou mexer no cabelo, especialmente no caso das mulheres, são indicadores de interesse.

 

Meu bem, como pudeste ler, não é assim tão difícil decifrar os códigos inerentes ao namorisco. Só tens que estar atenta, que o amor pode estar à distância de um reparo.

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Ora viva!

 

Quando me perguntam porque não tenho um homem na minha vida, costumo responder que "mais do que saber o que quero, sei exatamente o que não quero". Homens há muitos, é certo; disponíveis para quecas furtivas, mais ainda; volta e meia, lá aparece um ou outro que queira compromisso. A questão é aquele 'mas' que persiste em fazer-se presente na hora do veredito.

 

No meu caso em particular, esta resume-se na seguinte equação: quando há conteúdo, a embalagem deixa a desejar. Quando há embalagem, o conteúdo peca por deficiência. Quando acontece a junção destas duas variáveis, das três uma: ou é comprometido, ou é promíscuo ou só quer saber de passa sabi (leia-se, divertir-se).

 

Como se não bastasse tudo isso, ainda há que ter em conta o lado sexual da coisa, a verdadeira prova dos nove, pois de pouco adianta um sujeito cheio de predicados se o seu desempenho na hora do 'vamos ver' ficar aquém das expectativas (se é que me entendes).

 

Posto isso, que tal incidir este artigo sobre as caraterísticas masculinas, invisíveis a olho nu, capazes de deixar a maioria das mulheres pelo beicinho? Por fazerem toda a diferença na hora da conquista e da sedução, passo a citar algumas delas:

 

Confiança/autoestima
Um macho alfa que se ama (e é correspondido na devida proporção), que se dá o devido valor, que se assume tal como é – sem arrogância, prepotência ou falsa modéstia – e que sabe o seu lugar no mundo é algo que a todos fascina e a mim encanta. Alguém assim emana segurança, encara os outros nos olhos, expressa riso fácil e emite um magnetismo difícil de ignorar.

 

Segurança
Saber o que se quer – da vida, do amor e do trabalho – é outro atributo que faz toda a diferença na vida de qualquer pessoa, sendo meio caminho andado para a realização plena. Um pretendente que assume as suas escolhas e convive pacificamente com as consequências das suas decisões não é coisa que abunde por aí, pelo que quando tenho a sorte de me cruzar com um destes o primeiro pensamento que me ocorre é: "eu quero!"

 

Trato social
Mais do que possuir um diploma, ter sido educado em colégio particular, possuir quatro apelidos, dominar vários idiomas ou conhecer meio mundo, é essencial ter bons modos, um diferencial que salta à vista seja em que ambiente se esteja. Um homem que nos abra a porta, puxe a cadeira, prime por um tom de voz moderado, cumprimente os outros (independentemente da sua posição social), cultive bons hábitos de higiene ou vista-se com elegância (independentemente do seu estilo pessoal), ou seja, saiba comportar-se em sociedade, não deixa ninguém indiferente, a mim muito menos. É um orgulho poder desfilar por aí com um modelo destes.

 

Gentileza
Não é à toa que se diz que gentileza gera gentileza. Há coisa mais agradável do que conviver com uma pessoa gentil, alguém que nos faça sentir que ao seu lado o mundo é um lugar bem melhor para se viver? Acho simplesmente encantador um homem que fale manso, peça por favor, saiba agradecer, mostre disponibilidade para ajudar e não se coíba de demonstrar afeto.

 

Personalidade positiva
Um homem de bem com o mundo, que opte por (tentar) ver sempre o lado positivo das coisas, é uma mais-valia na vida de qualquer mulher. Afinal quem não quer ter por perto alguém de sorriso fácil, olhar amigo, cavaqueira amena, astral elevado e vibração otimista? Eu, sem dúvida!

 

Idoneidade/sinceridade
Um detentor de caráter impoluto, que não deixe por mãos alheias os seus melhores valores morais, é uma bênção para esta sociedade repleta de pessoas tóxicas, mesquinhas e mal resolvidas. Ter na nossa vida alguém que faça da verdade o pilar da sua personalidade é algo que não tem preço e que quase todas as mortais cobiçam.

 

Boa conversação
A capacidade de se expressar e entender o que expressa o outro é uma das caraterísticas que as mulheres mais valorizam e de que mais se queixam nos parceiros. Sabes, aquele tipo de pessoa com quem falas durante horas e mesmo assim ficas com aquele gosto de "quero mais"? Na presença de um homem assim, a sensação com que se fica é que o tempo nunca é suficiente e fica sempre algo por dizer.

 

Inteligência
Mais do que a intelectual, a proficiência emocional é outra particularidade que rende muitos pontos a um potencial pretendente. Ninguém merece privar com pessoas estúpidas – cognitivamente debilitadas, como costumo dizer –, pelo simples facto de elas não terem nada de interessante a acrescentar. No caso de se tratar de um candidato à nossa vida, é a treva. É por isso que quando dou de caras com um dito cujo que saiba fazer uso das suas faculdades intelectuais e emocionais, derreto-me toda.

 

Meu bem, estes são apenas alguns dos predicados, que, na opinião desta solteira aqui, distinguem um príncipe de um sapo, recorrendo à linguagem dos contos de fada. Prometo não me fazer de rogada na próxima vez que tropeçar com um indivíduo que reúna estes atributos (ou pelo menos a maioria delas). Resta saber, aonde para ele!

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Ora viva!

 

Por muito que acredite que o último dia útil da semana mereça leveza, hoje finto esta regra, só minha, para abordar um assunto que é tudo menos soft: homens errados, espécies que, para mal dos pecados das disponíveis "moderadamente românticas", proliferam que nem pragas.

 

A propósito deste assunto, chamo à conversa o livro Diz-lhe Que Não, publicado há coisa de meses pela jornalista, e colega de blogging, Helena Magalhães. Faço aqui um parêntesis para referir que este foi-me recomendado pela seguidora LS, que, ao lê-lo, achou que este tinha potencial para servir de inspiração a uma crónica (ou mais, quem sabe). Não poderias estar mais certa, minha querida, a quem aproveito para agradecer (publicamente) pela dica.

 

Voltando ao Diz-lhe Que Não, imagino que a esta altura da leitura já devas estar a interrogar-te: dizer que 'não' a quem? Aos homens errados e às relações fast-food, ao que mais seria?

 

Para começo de conversa, a autora assume claramente que existe uma linha muito clara que separa o "eu quero" do "eu preciso". Com isso quer ela dizer que todas nós queremos um homem, mas nem todas precisamos de um para ser feliz. Como é o meu caso e o de algumas minas da minha tribo.

 

À semelhança do que não me canso de apregoar, considera a autora que "existem muitas pessoas que não conseguem viver sozinhas, porque não têm capacidade de estar consigo próprias, ou ir jantar ou ao cinema ou ao café sozinhas, e o que acontece é que muitas vezes estão em relações de 'merda' só porque não conseguem estar sem ninguém, e isso é ridículo".

 

Ainda que as mulheres sejam mais propensas a "envolver-se e permanecer numa relação que não é, de todo, saudável", não penses tu que este é um drama exclusivamente feminino. Nada disso! Também eles embarcam em vínculos (emocionais ou sexuais, é-me indiferente o nome que lhes queiram dar) estéreis, cujas motivações resumem-se a essencialmente três: "despejar os colhões" (sei que a expressão é um tanto ou quanto ordinária, mas dado que se trata da mais pura verdade, dispensemos a luva de pelica), ter quem lhes afague o ego e lhes preste assistência toda vez que o défice de atenção lhes bater à porta.

 

É por isso que é importante aprender a ter coragem de dizer 'não' aos homens inadequados, assim como às relações que não acrescentam valor à nossa vida. Para Helena Magalhães, "a pessoa errada será sempre a pessoa errada", pelo que insistir no erro de pouco ou nada adiantará, já que a felicidade que essa relação poderá trazer será sempre uma miragem, tal e qual uma alma perdida no deserto do Saara, a que se agarra com unhas e dentes como forma de continuar a acreditar que (ainda) há vida pulsando.

 

Ao longo do livro é clara a mensagem que a escritora tenta passar às single ladies: mais saudáveis são aquelas que conseguem pensar 'eu quero um homem, mas não preciso'. Sabe-se lá por carência, desespero, solidão, pressa ou pressão social, imensas pessoas acreditam que precisam de outro alguém para serem felizes. Errado! Precisamos de outra pessoa para ser mais feliz. A nossa felicidade depende única e exclusivamente da nossa própria pessoa.

 

Quanto a isso, a opinião dela vai de encontro à minha: antes temos que aprender a (con)vivermos connosco próprios e com os outros e a ter a liberdade de sermos felizes, independentemente da situação em que nos encontramos e de quem dorme do outro lado da nossa cama.

 

Outro ponto digno de partilha é a abordagem que Magalhães faz do amor nos tempos atuais. Na sua opinião, hoje em dia este sentimento é encarado como um 'bicho papão', ao ponto de, se nos declararmos a alguém, o mais provável é essa pessoa 'fugir a sete pés'. "Acho que isso reflete um bocado a geração em que vivemos agora. Com todas estas formas de namorar virtuais e tão descartáveis, a palavra amor tornou-se num tabu autêntico, falar de amor é tabu". E continua: "Acho que isso faz com que deixássemos de investir tanto nas pessoas, porque temos aquela noção de que existem mais pessoas disponíveis. Ao primeiro problema que existe saltamos logo fora, porque temos mais 500 pessoas na aplicação para ‘rodar’ e dizer que ‘sim’ ou que ‘não’. Isto veio mudar a forma como nos relacionamos, como nos sentimos e como lidamos com o amor, porque na verdade e, apesar de estar todos conectados nas redes sociais, ao fim e ao cabo não estamos com ninguém, estamos sozinhos em casa a teclar e não fazemos mais nada".

 

Não poderia terminar esta crónica sem fazer referência a um outro aspeto convergente entre mim e a autora: o dar o corpo ao manifesto a custo zero (como costumo dizer), sobretudo no primeiro encontro. A propósito disso, eis a perceção dela: "Hoje em dia, os primeiros encontros tornaram-se atos sexuais, porque o sexo é o encontro, e se alguém diz que não, parte-se para outra pessoa. Por isso é que digo que as pessoas estão desinteressadas, porque querem tudo muito rápido, tudo a acontecer neste momento, o agora, e se demoramos um bocadinho desaparecem... Mesmo quando dizemos, 'vamos jantar' ou 'vamos ao cinema', desaparecem, porque há outra pessoa que quer dar o que eles querem".

 

Preciso escrever mais? Ao devorar a escrita dela até parecia que estava a ouvir a os meus próprios pensamento. Será que existem almas-gêmeas literárias? A existir, a Helena Magalhães é uma forte candidata à minha.

 

Bom fim de semana, solteira minha, e aproveita estes dias de pausa para interiorizar a palavra de ordem deste artigo: left-swiped (na linguagem das apps de engate) aos homens errados.

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Ora viva!

 

A crónica de hoje mais não é do que a partilha do testemunho da jornalista Raquel Costa, sobre um assunto freguês deste blog: relações amorosas versus sites/aplicações de encontros. Acerca disso, escreve ela o seguinte:

 

"Sou uma frequentadora assídua de aplicações que promovem o conhecimento de pessoas com os mesmos interesses amorosos, vulgo apps de engate (desculpa, mãe, é verdade).


Para os menos versados nesta matéria, aplicações para telemóvel como o Tinder e o Happn funcionam desta maneira: aparecem no ecrã homens (ou mulheres, consoante os gostos de cada um) que estão nas imediações da zona onde nos encontramos. O nome, a idade, uma breve biografia (opcional) e uma quantidade variável de fotografias permite-nos fazer "sim" ou "não" no potencial candidato. Ao fazer "não", o indivíduo desaparece para todo o sempre do nosso alcance (cuidado com os dedos de manteiga!). Ao fazer "sim", inicia-se uma espera que pode demorar um segundo...ou para sempre.

É a espera pelo "match". O "match" significa que a outra pessoa também nos fez "sim" e que, a partir daí, já é possível estabelecer um diálogo.

Depois...começa o jogo.

A maioria das pessoas que está no Tinder procura companhia. Uns dizem que procuram sexo, outros um vago "conhecer pessoas". Mas a realidade é mais simples. Companhia, seja forma de uma relação física fugaz, de um café, de uma conversa.

Estou, de forma intermitente, nestas aplicações, há dois anos. Já contactei com todo o espectro de seres do sexo masculino: os casados e felizes, os casados e infelizes, os que estão em processo de separação (de fugir!), os solteirões inveterados. Os traumatizados, os descompensados, os que perderam qualquer réstia de sanidade e criam identidades falsas e vidas imaginárias. E, claro, pessoas normais.

O que temos em comum, homens e mulheres? Estamos sós. Estamos sós num mundo cheio de gente, sós em vidas cada vez mais preenchidas, com inúmeras solicitações profissionais, sociais, com tempo para tudo menos para o que é mais importante: a tarefa árdua, extenuante, nem sempre agradável de conhecer outra pessoa. Criar intimidade é um processo demorado, os intervalos do romance são tudo menos um mar de rosas e as apps de engate não nos dizem que a pessoa que está do outro lado também arrota, solta gases e tem mau acordar.

Este é o lado pessimista da situação.

O lado otimista e maravilhoso de ser solteiro/divorciado/disponível em 2017, na era das apps de engate, é este: temos a liberdade de escolher. Sabemos mais, esperamos mais. Queremos verdadeiramente ser felizes, embora nem sempre saibamos como lá chegar.

Se isso justifica continuar no Tinder? Justifica, pois!"

 

Não obstante ter já dedicado uns quantos posts a esta temática, é sempre bom inteirar-nos da perspetiva alheia sobre o mesmo assunto. E este, devemos reconhecer, traduz-se num relato bem conseguido do que se passa no mundo das relações virtuais.

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Ora viva!

 

Um artigo da Visão, assinado por Ana Alexandra Carvalheira, sobre relações à distância retrata o quanto esta é uma realidade cada vez mais comum nesta nossa "aldeia" global, onde o maior dos desafios talvez seja conciliar o currículo amoroso com o profissional, este último cada vez mais implacável nas suas exigências.

 

Neste cenário, a internet, poderosa ferramenta na procura de amor, sexo e todo o tipo de relações, assume um papel essencial. Esta não só permitiu a dissipação das fronteiras geográficas como acabou por fomentar o encontro de corações que de outra forma jamais seria possível.

 

Ainda que a distância já não possa ser considerada elemento dissuasor do emparelhamento, embarcar nesse tipo de parceria amorosa não deve ser pera doce. Até porque é certo e sabido que relações exigem muito. Longe da vista então… o desafio torna-se gigantesco e as dificuldades e ameaças acrescidas.

 

Nem vou perder tempo a enumerar os aspetos negativos de uma relação a longitudes distintas, até porque não é disso que se trata esta crónica. Ao contrário, vários aspetos positivos estão associados a este modelo relacional, pelo que passo a enumerá-los:

 

1. É protetora do desejo sexual, particularmente do feminino, uma vez que as separações durante certos períodos de tempo impedem a nefasta influência da rotina no desejo sexual das mulheres. Sentir a falta do outro estimula o desejo e pode ser um ingrediente erótico muito interessante em alguns casais.

 

2. Na sequência da anterior, o erotismo fica mais protegido, já que não sofre a erosão da rotina, da falta de novidade ou da previsibilidade. Relações desse tipo permitem um maior investimento erótico, talvez porque o desejo não está desgastado.

 

3. Permite mais e melhor comunicação entre os parceiros. Não só permite como exige, já que, na ausência da presença física, a palavra é tudo o que têm para manter a ligação, por conseguinte, a comunicação pode tornar-se mais rica, mais profunda e mais cuidada.

 

4. Possibilita ainda mais qualidade no tempo que se passa junto. O próximo encontro é sonhado e desejado e por conseguinte, pode ser mais cuidadosamente planeado.

 

5. Por outro lado, também o tempo em que não se está junto da pessoa amada pode ser aproveitado para coisas da esfera individual. Ou seja, cada um pode ter mais tempo para si, para as coisas de que gosta, para os seus próprios interesses, que muitas vezes podem não coincidir com os da outra pessoa.

 

6. E por último, mas não menos importante, está a saudade, palavra exclusiva do vocábulo lusitano e que tão bem descreve a falta que uma pessoa deixa na vida de outra. Este sentimento pode ser coisa boa. Desde que não traga sofrimento, ela aquece o coração, acende o desejo e traz renovação à relação.

 

Mue bem, depois do que acabaste de ler, vai uma relação à distância?

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 Ora viva!

 

Como podes ler estou viva e de boa saúde. Digo isso a propósito do último post onde assumi a resolução de jejuar durante 24 horas. Sempre a levei avante e posso dizer-te que custar até custa, mas os efeitos compensam o esforço.

 

Se a minha capacidade de discernimento não estiver senil, com apenas uma sessão, sinto-me menos inchada e ligeiramente mais adelgaçada. Tanto assim é que estou decidida a manter esta prática, não só como estratégia anti-engorda, mas sobretudo como forma de investir em mais e melhor saúde.

 

Agora que já sabes que está tudo bem no reino da legolunalândia, fica a saber que a crónica de hoje versa sobre um ex que resolveu dar sinal de vida, numa clara tentativa de reaproximação à minha pessoa. Refiro-me ao Second Love (SL), site de encontros com quem dei por encerrada a relação em finais de 2015.

 

Pelos vistos o dito cujo, sabe-se lá porque carga d’agua, anda numa onda de nostalgia, já que acaba de me enviar uma mensagem a dizer que sente saudades minhas. Através de um e-mail, personalizado vê lá tu a minha importância aos seus olhos, diz-me ele que sente a minha falta e quer que volte ao seu convívio (leia-se reativar a inscrição).

 

Fofo ele, não? Ainda que mexida com toda essa atenção, e com o índice de carência pessoal em mínimos históricos, a ideia de um flashback amoroso com o Mr. SL não me entusiasma. Nada mesmo. Afinal, no que me toca, manteem-se os pressupostos que me levaram ao rompimento: não estou interessada num amor de segunda.

 

Não sei se te recordas do artigo Queres um amor de segunda? Vai ao Second Love!Para o sim e para o não, ei-lo. Só lendo o que na altura escrevi para compreenderes esta minha determinação em não reatar algo que sei, por experiência, que não vai dar em nada. Até porque se fosse para dar certo, não estaria aqui a carpir as mágoas. Não é mesmo?

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23
Mar17

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Ora viva!

 

Meu bem, olha só este artigo, publicado pelo Portal Raízes, com que me deparei ontem nas minhas andanças pelo cibermundo. Trata-se de uma interessante abordagem sobre um aspeto amplamente abordado aqui no Ainda Solteira: o porquê de eu, e tantas outras mulheres deveras interessantes, optarem por permanecer solteira, não obstante todo tipo de pressão para que assim não seja.

 

"Para muitas pessoas estar sozinha pode significar uma situação não desejada. Seja porque se sente mais à vontade com alguém para realizar planos que normalmente são executados em parceria ou, simplesmente, porque desejam amar e ser amada.

 

Mas o fato de estar sozinha não deve ser pensado como algo negativo, tão pouco permanecer sozinha tem que ser definitivo. Quem está sozinha deve apreciar os momentos de solteirice para que isso não resulte numa tortura ou busca desesperada por alguém a quem amar. Enquanto estiver solteira desfrute desta condição.

 

Estar sem uma companhia não representa sentir-se sozinha e abandonada. Se não formos capazes de estar connosco mesmas, teremos dificuldades de ficar bem com mais alguém. Devemos nos conscientizar de que devemos nos sentir plenas vivendo sozinhas para nos prepararmos  a um amor sem dependência de nenhuma índole.

 

Algumas vezes, pelo fato de resistirmos em estar sozinhas, seja por medo da solidão, pela necessidade de companhia, por nos sentirmos vulneráveis sem um parceiro, nos envolvemos com alguém procurando preencher espaços em nossos sentimentos. Quando vínculos se estabelecem com este motivo se criam relações pelas quais são atendidas apenas as necessidades um do outro. Neste ponto é gerado o apego que resulta em sofrimento.

 

O termo apego está muito relacionado com o amor, mas é como se a gente enxergasse o amor do ponto de vista do ego, não de dentro do coração. Quando que se ama de forma incondicional é um tipo raro de amor.

 

Posto que, geralmente, sempre esperamos alguma troca, sempre esperamos satisfazer –  com a companhia de outra pessoa – apenas as nossas próprias necessidades. E procurar em outra pessoa o bem-estar que desejamos em nós é egoísmo que produz ciúmes e a consequente disputa por espaço. Revela, por outro lado, o medo de perdermos o status, a relação e a comodidade de contar com alguém. E o medo não é bom companheiro do amor.

 

Tudo isso nos faz pensar que a maioria das relações se baseiam no apego e estas, geralmente, são mais propensas a conflitos, separações ou a uniões  meramente interesseiras.

 

Encaminhe suas energias ao caminho da liberdade donde surge o amor real. Coloque com clareza  a diferença ente preferir e necessitar. Aprenda a se sentir bem consigo mesma. E, sobretudo, procure não se envolver com alguém pelos motivos equivocados se realmente deseja viver um amor pleno e não apenas suprir uma necessidade do momento."

 

Feliz dia!

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Ora viva!

 
Será uma boa ideia reatar uma relação? Voltar com quem já se esteve é prova de que o sentimento que existiu é verdadeiro? Resgatar sentimentos antigos é garantia de sucesso numa relação? Ou será insistir no erro e voltar a viver uma estória que se fosse para dar certo teria dado à primeira?
 
São estas as respostas que o artigo Voltar para os braços onde já foram felizes, uma publicação do DN, tenta dar àqueles que estejam numa onda de flashback amoroso, e não só. Antes que comeces com ideias, fica sabendo que não é o meu caso. Não mesmo! Feliz, ou infelizmente (já nem sei), não acredito em segundas oportunidades, pois penso que se não deu certo à primeira por algum motivo foi, pelo que convém não esquecer esse motivo.
 
Obviamente, esta minha perceção pode não coincidir com a tua, aliás nem tem que ser assim. Creio que todos nós temos conhecimento de algum caso de reconciliação francamente inspirador, capaz de nos fazer acreditar que o amor, quando verdadeiro, tudo vence, tudo supera, tudo alcança.
 
É esta minha personalidade vanguardista, focada no porvir e não no que já foi, que me leva a acreditar que se fosse para dar certo uma única oportunidade bastaria. Daí não ser adepta de reconciliações, expiradas 90 dias após a rutura. À custa da meditação, e de todas as palmadas que a vida me tem dado nos últimos tempos, vejo-me impelida a reformatar esta minha crença (e outras), empreitada que há de levar o seu tempo e que pode revelar-se inglória.
 
O essencial aqui é reconhcer que da leitura de todos aqueles testemunhos ficou a sensação de que todas aquelas estórias eram merecedoras de serem interpretadas como uma mensagem, uma espécie de lição de vida, um puxão de orelhas a esta minha tendência em ser intransigente e intolerante às falhas alheias, sobretudo na esfera amorosa.
 
Seja qual for a tua posição em relação a este assunto, acredito que vale a pena dares uma espreitadela, ainda que de relance, ao dito artigo, mais não seja porque finais felizes a poucos deixa indiferente.
 
Boa leitura, meu bem, e uma semana estupidamente feliz.

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Ora viva!

 

A pensar naqueles que não puderam festejar o Dia dos Namorados em braços alheios, a Speed Party propõe algo bem interessante, mais não seja porque é um conceito muito em voga e que ando mortinha por experimentar. Infelizmente, para mim ainda não será desta, já que o dinheiro anda sumido da minha vida faz tempo. Quem sabe não para ti não poderá ser um bom investimento. Afinal o amor continua no ar e nunca se sabe quando e onde pode-se tropeçar nele. 

 

Pode ser que a flecha do cupido te atinja já este sábado, a partir das 21:30, no Hotel Mundial, em Lisboa, onde vão decorrer duas sessões, em simultâneo, de speed dating: uma para celibatários com idades compreendidas entre os 24  e os 35 anos e outra para a faixa etária dos 36 aos 45 anos. 

 

Além da obrigatoriedade de ser solteiro e da proibição de pedir ou dar dados pessoais, este evento não tem que saber, pois o objetivo é tão somente conhecer pessoas novas e divertir-se. Deste modo, durante duas horas, poderás conhecer entre 10 e 18 pretendentes, em encontros de quatro minutos. No final de cada um, se ficares impressionada, podes decidir se queres (ou não) voltar a ver o dito cujo - sempre que exista interesse, a organização cede os contactos de ambos. Em caso de match, podes sempre ficar pelo bar ou subir até ao terraço com vista panorâmica para a cidade. E que vista!

 

Interessa-te este evento? Se sim, podes efetivar a tua inscrição (no valor de 25 euros, para mulheres e 29 para homens até aos 35 anos, e 27 euros, para maiores de 36, independentemente do sexo) através deste site ou do endereço info@speedparty.net

 

Independentemente da inspiração da tua estrelinha da sorte nesse dia, sempre tens um excelente pretexto para sair de casa, tentar a sorte, desfrutar de um espaço magnífico e de uma bebida (por conta da casa).

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  30. M
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  39. D