Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

15
Nov17

zp_5.jpg

Ora viva!

 

A crónica de hoje é uma oferta das Spices, composto pelas minhas amigas mais chegadas que deixei lá na terra, a quem aproveito para dedicar este post e endereçar as mais sentidas saudades.

 

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor. Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, exclamando:

- "Fujam todos. A ilha vai ser inundada!"

Todos correram e agarraram nos seus barquinhos, a fim de irem para um lugar seguro localizado num monte bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha. 

Quando já estava para se afogar, correu a pedir ajuda.

Estava passando, nesse momento, a Riqueza, a quem ele disse:

- "Riqueza leva-me contigo!"

Ao que ela respondeu:

- "Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não vais caber nele!" 

Passou, logo a seguir, a Vaidade, a quem ele também pediu ajuda e ao que ela respondeu: 

- "Infelizmente, não posso, pois vais sujar o meu barco!"

Logo atrás vinha a Tristeza e um outro pedido de ajuda foi lançado. 

- "Tristeza posso ir contigo?" 

Retrucou esta:

- "Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha!"

Mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tão contente que estava, nem ouviu o Amor. Este começou a chorar.

Finalmente, eis que surge, passando perto de si, um velhinho navegando a sua embarcação que lhe disse:

- "Sobe Amor, eu levo-te!" 

O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar o nome daquela boa alma. Chegado ao cimo do monte, onde já se encontavam os restantes sentimentos a salvo, perguntou o Amor à Sabedoria quem era o velhinho que o trouxera até ali.

- "O Tempo!" , respondeu ela.

O Amor voltou a perguntar:

- "O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui?"

A Sabedoria, novamente:

- "Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

 

Gostaste, meu bem?

Autoria e outros dados (tags, etc)

13
Nov17

O Verme V

por LegoLuna

Bookworm3.jpgOra viva!

 

Hoje vou dar uma de La Fontaine e dedicar-te esta fábula.

 

Era uma vez um verme chamado V (V de verme e não de outra coisa qualquer). O Verme V, não obstante a sua condição insignificante na cadeia alimentar, achava-se dono e senhor do mundo. Só que esse mundo resumia-se a meia dúzia de bananeiras, alguns coqueiros e umas quantas samambaias, espécies cujo único pecado resumia-se a lá estarem quando o Verme V se adonou daquele território.

 

O Verme V era uma criatura desagrável, mal educada, arrogante e inescrupulosa, que acreditava piamente que o despotismo e a prepotência eram a melhor forma de mesclar a sua profunda incompetência e incapacidade inata para ser um bom líder.

 

O Verme V, sexualmente amorfo, autoconsiderava-se um presente de Eros para as restantes espécies do seu reino. Olhava para a direita e... pisca pisca. Olhava para a esquerda e... pisca pisca. Os desafortunados habitantes daquele oco e moribundo império, esses coitados, só observavam as manobras infelizes do Verme V para conseguir acasalar.

 

Um belo dia, uma das bananeiras pariu uma banana diferente. Com a casca menos fulva, pintinhas mais acentudas e uma bonita curvatura, a banana despertou, de imediato, a cobiça do Verme V, que – quiçá por não ter tido sorte com tudo o resto – não hesitou em tentar rastejar para cima dela.

 

 Só que a Banana S (S de saborosa e não de outra coisa qualquer) nutria um absoluto desprezo pelo Verme V. O Verme V de tudo fez para cativar a Banana S: fez piadinhas, elogiou, insinuou, convidou, sorriu, ofereceu usucapião, Mas nada. Não havia forma do objeto da sua cobiça se render aos seus encantos.

 

Plenamente consciente da personalidade traiçoeira e da falta de carácter do Verme V, a Banana S fingia não perceber as suas investidas. Além de não querer se indispor, sabia ela que novas e melhores paragens a esperavam, daí que seria só uma questão de tempo até conseguir livrar-se dele. Só que o Verme V era persistente, teimoso e não aceitava uma rejeição nem desistia facilmente.

 

A situação foi-se arrastando, até que um dia o Verme V, subestimando aquela que ele achava ser presa fácil, resolveu que era hora de se impor, de mostrar à Banana S a força do seu poder. Acostumado a não ser enfrentado nem desafiado, qual não foi o espanto (e indignação) do Verme V quando a Banana S não se deixou intimidar e enfrentou-o bravamente, para, de seguida, abandonar a República das Bananas e partir rumo ao desconhecido, de cabeça erguida e um enorme alívio por não ter mais que aturar semelhante invertido.

 

A sentir-se afrontado e desmoralizado perante as restantes bananas, sem falar no despeito por uma reles fruta atrever-se a questionar a sua autoridade de soberano de coisa-nenhuma, uma terrível vingança contra a Banana S resolveu o Verme V engendrar.

 

Sabes o que fez o nosso anti-herói? Eu também não, que ainda não pensei nisso. Aguarda pelas cenas do próximo capítulo. Até lá,  uma radiante semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

11864999_1018760344830862_7564104024534853268_o.jp

Ora viva!

 

Onze de onze. Sabes que dia é hoje, meu bem? Dia Nosso, ou seja, Dia dos Solteiros. Recuando um pouco no tempo, este foi instituído, em 1993, pela Universidade de Nanjing, que começou a celebrá-lo como forma de dar uma oportunidade aos estudantes sem parceiros de celebrar o próprio estatuto. Foi assim escolhido 11 de novembro (11.11 ou Double 11), uma vez que é a única data do ano com quatro dígitos que simboliza a solitude. Capice?

 

Infelizmente, o que era suposto ser uma celebração para os solteiros chineses transformou-se numa extravagância que supera as vendas da Black Friday e da Cyber Monday juntas. Ai esse consumismo desenfreado que anda a dar cabo da nossa sociedade. Só para teres uma ideia, a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba assegura que as vendas deste ano totalizaram 10 bilhões de iuanes (1,51 bilhão de dólares) em pouco mais de três minutos.

 

A data que se tornou a maior maratona de compras a nível mundial é assinalada um pouco por todo o mundo, só que em dias diferentes. Em terras de Afonso Henriques está, desde 2006, agendada para 29 de setembro. Em terras de Vera Cruz para 15 de agosto, curiosamente o dia de Nossa Senhora da Graça. Quererá isso dizer que os desemparelhados brasileiros benefeciam da graça divina?

 

E já que este é um dia dedicado ao nosso estado civil, que tal celebrá-lo com pompa e circunstância? Vai um doube date, cara mia? É que decidi aceitar o convite de um pretendente para sair hoje. Ao menos não deixo a efeméride passar em branco e posso sempre dar-me bem ao final da noite.

 

Happy Single's Day, my dear!

Autoria e outros dados (tags, etc)

zp_10.jpg

Ora viva!

 

Era minha intenção por-te a par das últimas da minha vida profissional, uma autêntica novela mexicana que poderá acabar na ACT, caso não sejam respeitados todos os meus direitos. A meio da descrição de mais um (lamentável) episódio na minha carreira, eis que recebo uma recomendação para a crónica de hoje.

 

Dado que prefiro mil vezes falar de coisas agradáveis, eis-me aqui a dar-te conhecimento de um estudo recente, que garante que os homens se conquistam, não pelo estômago, mas sim pela braguilha.

 

Atesta a University College London que o cérebro masculino está programado para, perante a escolha entre 'sexar' e comer, dar sempre prioridade à atividade sexual, ficando a comida relegada para o the moment-after. Achas que é à toa que eles ficam com uma fome de leão após o coito?

 

A meu ver, o dado mais curioso desta pesquisa é a constatação de que a mente feminina – cujos neurónios funcionam ao contrário – prefere optar pelo alimento, mandando o sexo para os bastidores. De acordo com Scott Emmons, um dos autores do estudo, isto acontece porque o cérebro masculino possui tipos de neurónios que o feminino não tem, e vice-versa.

 

Aproveito a deixa para sugerir a estes estudiosos que tentem estabelecer uma correlação entre este dado empírico e o excesso de peso nas mulheres. Como podem elas não engordar se, ao invés de queimarem calorias e tonificarem o corpo, preferirem chafurdar-se na comida?

 

Devo ser uma vergonha à classe, pois jamais – nunca de vida, como se diz na minha terra – trocaria um orgasmo por um petisco. A comida, ao fim de um par de horas, desaparece sanita abaixo, enquanto que o orgasmo – dependendo da qualidade e intensidade – é capaz de nos deixar com um sorriso pateta ao fim de horas, dias e até semanas. Nunca vi ninguém com um ar extasiado depois de comer, por melhor que tenha sido o cardápio.

 

Cara mia, esquece a comida e vai mais é pinar, que isso é que faz mesmo bem. A tudo. Vejamos: poupa-se na mercearia, poupa-se no size, poupa-se na dermocosmética, poupa-se no ginásio, poupa-se na terapia, poupa-se no mau-humor, poupa-se no envelhecimento e em muitas outras coisas, como mostra esta imagem.

548552_334529856645116_479832245_n.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

zp_11.jpg

Ora viva!

 

Um artigo publicado este domingo no P2  trouxe (novamente) à baila a pressão que mulheres solteiras e sem filhos sofrem por parte da sociedade, que, embora cada vez mais moderna na sua embalagem, volta e meia, demonstra continuar parada no tempo no que toca ao papel do feminino na esfera pública. Atordoada com este meu prefácio inflamado? Não fiques, que já explico.

 

Acaba de tomar posse como primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern, humanóide do sexo feminino, de 37 anos de idade e solteira por opção (apesar de ter namorado).

 

De acordo com Bárbara Reis – quem assina o artigo É primeira-ministra e não tem filhos. E isso ainda é notícia – não é por ser mulher que a novel governante foi notícia, assim como também não é pela idade – apesar de ser a mulher mais jovem de sempre à frente da Nova Zelândia (e já agora, do mundo). Ela foi sim notícia por ter cometido o pecado de ser solteira. Pior ainda, de não ter, até à data, contribuído para a perpetuação da espécie (leia-se procriar).

 

Alguém que me explique como é que, 17 depois de entrarmos no século 21, ainda persistam situações desse tipo? Como é se dá mais relevância ao facto de uma chefe do governo ser solteira e sem filhos do que pelos seus ideais políticos ou programa governamental?

 

O que nos salva é o facto de, cada vez mais empoderadas e conscientes de que ser (ou não) solteira/mãe é uma decisão que passa exclusivamente pela própria vontade, já não termos papas na língua para darmos respostas dignas de registo. Como estas da Arden quando lhe perguntaram (duas vezes seguidas) se ia ter filhos.

 

A primeira, sete horas depois de ter sido eleita líder do seu partido, em que foi interpelada deste modo: "muitas mulheres chegam ao fim dos 30 anos e têm de escolher entre terem filhos ou continuarem a sua carreira. Essa é uma escolha que sente que tem de fazer ou que já fez?". A resposta dela: "Não tenho problema em que me faça essa pergunta, porque tenho sido muito aberta em relação a esse dilema e sinto que muitas mulheres o enfrentam. A minha posição não é diferente da das mulheres que têm de ter três empregos ou que têm muitas responsabilidades."

 

No dia seguinte, outros dois jornalistas (curiosamente, todos do sexo masculino) voltam à carga, desta vez nestes termos: "Acho que é uma pergunta legítima, porque pode ser primeira-ministra, e um empregador numa empresa precisa de saber este tipo de coisas sobre as mulheres que vai contratar, porque as mulheres tiram licença de maternidade. E portanto a pergunta é: é aceitável que um primeiro-ministro tire licença de maternidade quando está em funções?" Desta vez, visivelmente irritada, Jacinda ripostou nesses termos: "É totalmente inaceitável, em 2017, dizer que as mulheres têm de responder a essa pergunta no local de trabalho. É uma decisão das mulheres quando querem ter filhos. Não deve predeterminar se são ou não contratadas."

 

Palavras para quê? Este é só mais um episódio do que eu sofro há praticamente 10 anos. E acredito que não sou a única. Bom dia e uma ótima semana!

Autoria e outros dados (tags, etc)

03
Nov17

19274894_10155517839699382_2888993472961596037_n.j

Ora viva!

 

E assim chegámos ao mais encantador de todos os meses. Esta minha convicção advém, não só do facto de ser este o que me viu nascer, mas, essencialmente, pelas árvores salpicadas de tons laranja, pelas folhas a bailarem nas calçadas, pelos dias a minguarem na sua duração, pela chuva a fazer-se presença assídua, pelas noites a despedirem-se do calor e pelo cheiro das castanhas e do natal a pairar pelas ruas desta bela cidade que escolhi para ser minha.

 

E já que assim é, que tal hoje falarmos de algumas caraterísticas – umas inatas, outras nem tanto – comuns às pessoas encantadoras. Encantador é todo aquele que consegue atrair sem truque, seduzir sem manha, agradar sem grande esforço e deixar um gosto de "fica mais um pouco" quando se vai embora. Em suma, é o tipo de criatura com quem os outros têm prazer em conviver de tão agradável que é a sua presença.

 

Se, por um infeliz acaso, não nasceste com esse dom, não fiques desanimada que para esta disfunção (também) existe cura: uma amálgama de atitude, verniz social, boa disposição e cultura geral, que se espelham neste hábitos:

 

1. Fazer os outros se sentirem importantes
O especialista em relações David Bennett considera que as pessoas encantadoras fazem com que qualquer um – independentemente do seu estatuto - se sinta importante. Daí que a delicadeza, a empatia e o altruísmo sejam uma constante nelas.

 

2. Acertar no nome das pessoas
De modo a evitarem ser desagradáveis com quem quer que seja, tendem a decorar os nomes de todos aqueles com os quais se cruzam diariamente, nem que para isso tenham que recorrer a auxiliares de memória.

 

3. Cumprimentar os outros com agrado
As saudações fazem igualmente parte dos hábitos dessas pessoas, que tendem a dar os 'bons dias' (e não só) com toda a confiança e carisma, acompanhada de uma expressão facial alegre.

 

4. Sabem divertir os outros
Pessoas fascinantes sabem contar as melhores histórias, o que faz com que não tenham medo de recorrer à linguagem corporal para se expressarem ao máximo.

 

5. Escolhem a dedo as suas companhias
Por serem gente do bem, não perdem (de todo) o seu precioso tempo a falar mal dos outros. Preferem sim escolher criteriosamente as pessoas com as quais se dão, aquelas que merecem a sua real atenção.

 

Meu bem, como acabaste de constatar, não é nenhum enigma da esfinge parecer adorável aos olhos alheios. Se a todos os atributos acima expostos juntares mais essa: seres tu mesma, terás o mundo rendido aos teus encantos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

5bcfc06e621e761546abab492e95501c--osho-tarot-cards

Ora viva!

 

No parecer da conselheira espiritual do Ainda Solteira (e minha guru do bem), Isabel Soares dos Santos, novembro – o meu mês – reserva-nos coisas incrivelmente boas, não obstante todos os desafios que nos vai impor. É com esta introdução que te ponho a par das projeções energéticas para o penúltimo mês de 2017.

 

Quase quase a chegar ao fim de mais um ano, é chegado o momento de fazer um balanço do que plantámos nos 10 meses anteriores. Novembro será o mês da colheita, por isso, se durante todo o ano te esforçaste em fazer o bem em todas as áreas da tua vida, podes agora abrir os braços para receber em dobro tudo o que plantaste!

Por outro lado, todos aqueles que passaram os últimos meses ansiosos, preocupados e de alguma forma petrificados e com uma enorme dificuldade em fazer algo concreto para mudar de vida, veem agora a oportunidade ideal para arriscar. Se não te sentes bem, pede ajuda, junta-te a pessoas que te inspiram e ganha força suficiente para mudar!

Mas atenção, quem não soube aproveitar os últimos meses, de forma consciente, sabe que podia ter feito muito mais e melhor, vai ter uma colheita menos boa... pois a sua colheita vai ser em função do que fez nos últimos meses... 

No geral, novembro chega com uma energia muito positiva, as pessoas têm tendência a sentirem-se melhores, a andar mais bem dispostas e a confiar mais na vida! Aproveita esta boa energia para colocares o medo para trás das costas e seguires o dia a dia com alegria. Tens muito ainda para conquistar, estamos a chegar a passos largos à Era de Ouro no nosso país e um pouco por todo o mundo, mas sem dúvida que Portugal tem dado provas mais que suficientes de que consegue conquistas extraordinárias em todas as áreas: desporto, saúde, ciência, artes... e por aí fora. Por isso, apanha o comboio da boa energia, não te deixes ficar para trás, e faz mudanças significativas na tua vida!

Sucesso será a palavra de ordem durante todo o mês! Aproveita!

Desejos de um mês extraordinário para todos!

Abraço de Luz,
Isabel 💕🙏❤️

 

Eh lá, depois de ler todas estas coisas deliciosamente auspiciosas, fica-me a sensação de que acabo de receber uma prenda de anos antecipada. Um maravilhoso novembro para todos nós!

Autoria e outros dados (tags, etc)

11760277_1008355739204656_1208297251296028664_n.jp

Ora viva!

 

A filial do Sapo na minha terra (leia-se sapo.cv) sugeriu-me – sim, o Ainda Solteira já atravessou o Atlântico, na verdade já deu a volta ao mundo, contando com leitores/seguidores na Indonésia, Biolorússia, Tailândia, Canadá, Japão, Israel, Finlândia e por aí fora  – que a "citasse" mais vezes nas minhas crónicas, não só como forma de prestigiar a marca que acolhe este blogue, mas também de promover o que de melhor se escreve pelas terras da morabeza. Em contrapartida, passará a estar mais atenta à linha de produção do Ainda Solteira, existindo a possibilidade vir a adquirir e/ou recomendar algumas peças da coleção AS Outono/Inverno 2017.

 

Feita a notificação das minhas últimas conquistas como blogger, passemos então ao tema deste post: a regra dos três simples para tomar decisões, que me chegou ao conhecimento pelos caracteres do referido site.

 

Não se pode negar que, para a maioria dos humanos, a tomada de decisão não é algo que se encare de ânimo leve. Quanto mais impactante ela for, mais difícil será tomá-la. Isto porque, mais do que correr riscos, toda escolha implica uma renúncia.

 

Estamos mentalmente programados para ganhar/agregar/acumular e nunca para perder, daí que a tendência seja querer ter (sempre) mais e melhor sem abrir mão do que já se tem. Na minha perspetiva, tal lógica aplica-se a relações, afetos, bens materiais, sucesso, carreira, etc., etc.

 

Pesar os prós e contras, apesar de uma boa estratégia, nem sempre chega para ficarmos confortáveis com a nossa resolução. Abro aqui um parêntesis para dizer que por tomada de decisão entende-se o processo cognitivo que resulta na seleção de uma opção entre várias alternativas.

 

É aqui que entra a regra 10-10-10. Inventada por Suzy Welch na obra 10-10-10: Hoje, Amanhã e Depois, este mandamento ajuda a ponderar cenários face a determinada questão, de modo a falicitar o processo de decisão. Para a efetivarmos, só temos que considerar o que aconteceria em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Ou seja, quais as implicações a curto, médio e longo prazo da nossa escolha.

 

Tomemos como exemplo uma vítima de violência doméstica que, por uma série de razões – medo, dependência financeira, filhos, vergonha, desinformação, amor doentio e sei lá mais o quê – não se decide a romper com o agressor. Vejamos então como esta regra poderá ajudar essa pessoa a decidir-se de uma vez por todas: em 10 minutos, o mais provável é que se sentisse aliviada por, finalmente, fazer algo para acabar com o seu martírio. Em 10 meses, deixaria de ter marcas físicas no corpo e ver desaparecer aos poucos o medo da agressão física. Em 10 anos, poderia ver os filhos a crescerem num ambiente sem violência, encontrar um novo companheiro, recuperar a autoconfiança, em suma, ter uma vida totalmente diferente.

 

O que importa aqui reter é que esta é apenas uma estratégia que nos incentiva a pensar nas diversas etapas das consequências de uma decisão, ao mesmo tempo que nos permite ter a noção de que o que, de momento, parece custoso, pode, mais para a frente, revelar-se o melhor para nós.

 

Claro que não é intenção deste ensinamento dizer-nos o que fazer, mas ao menos dá-nos elementos capazes de facilitar o processo de escolha. Ao termos noção das consequências, poderemos ter uma melhor visão do quanto estamos a perder por não fazermos nada para alterar uma situação que não está a contribuir para a nossa felicidade.

 

Tive uma chefe que me ensinou que mais vale uma má decisão do que decisão nenhuma. Mesmo que os efeitos fiquem aquém das nossas melhores expectativas, pelo menos fizemos algo.

 

Meu bem, se por acaso precisas tomar uma decisão importante, por favor, atenta-te a estas palavras: 
A inação corrói a alma. 
A impotência destrói o espírito. 
A vitimização mina a autoconfiança. 
Resignar significa desistir. 
Não lutar é o mesmo que abrir mão do direito a algo melhor. 
Não fazer nada é legitimar o que nos faz infeliz. 
Não decidir é morrer por dentro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

zp_8.jpg

Ora viva!

 

Já aqui partilhei que, de há uns meses para cá, tenho praticado jejum semanal, em que, durante 24 horas, ingiro apenas substâncias líquidas: água, água de côco, chás e infusões. Por ser o dia inteiramente dedicado à minha pessoa (faço spa caseiro, durmo mais horas, não saio de casa, não realizo qualquer afazer doméstico, não escrevo e não me conecto com o mundo digital), o domingo ficou instituído como Dia D (Dia de Detox).

 

Uma coisa é passar o dia no sofá – a dormir, a ver tv, a ler ou a jogar – de estômago vazio. Outra bem diferente é estar na rua à mercê das tentações gastronómicas ou na companhia de terceiros que não cultivam tal hábito. Daí que, nem sempre consiga manter-me absolutamente fiel a esta prática. À parte isso, sempre que me é possível no primeiro dia da semana faço uma desintoxicação ao meu organismo.

 

E não penses que o que me move é a perda de peso, até porque não tenho o que perder. Move-me querer um estilo de vida mais saudável, logo mais sustentável. Pelo que tenho apreendido das informações que vou recolhendo em palestras, artigos e relatos, estar algum tempo sem receber alimentação sólida faz com que o organismo humano encete um reset dos seus órgãos.

 

No meu caso, o efeito mais imediato é a redução do perímetro abdominal. O meu ventre é satisfatoriamente plano, mas às segundas-feiras – the day-after jejum – ele costuma atingir valores dignos da minha adolescência. Igualmente notório é o facto da face ficar com uma melhor aparência (tenho pele oleosa com tendência acneíca) e os intentinos assumirem cidadania britânica, ou seja, funcionarem com uma pontualidade irrepreensível.

 

Por mais que recomende tal procedimento, longe de mim querer impô-lo aos outros. Contudo, não posso deixar de reparar que quando falo disso a maioria das pessoas reage como se eu tivesse sido acometida de uma privação momentânea de sensatez. A esses e a todos os outros que ainda não detêm muita informação sobre o assunto, deixo aqui o parecer de uma especialista brasileira em metabolismo humano.

 

"Jejuar é uma prática milenar e as suas motivações passam pela purificação espiritual, pelo emagrecimento e pela autodisciplina. Com o aumento de reportagens acerca do tema e do número de celebridades que aprovaram a dieta, houve um retorno dessa prática. Apesar de parecer moda, esta dieta é bem mais séria do que se imagina. O novo jejum intermitente é um tipo de jejum programado que surge com o intuito de melhorar a saúde e não a estética. Pode ser definido pela privação parcial ou total de alimentos em intervalos", considera Flaviane Calônego.

 

Esta especialista explica ainda que a vantagem é fazer com que a pessoa encare melhor a reeducação alimentar. "Segundo investigadores americanos do National Institute of Health e da University of Southern Califórnia, esse jejum promove ainda uma maior longevidade, pois reprograma o metabolismo, bem como as suas vias de resistência. Os seus reais benefícios à saúde são a maior oxidação ou queima de gordura, a diminuição de colesterol mau (LDL), a redução dos níveis de insulina, a redução do stress oxidativo, a melhoria da mobilidade intestinal, a diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial e a redução de apetite e desejos por doces. Além disso, a dieta atrasa o envelhecimento e previne doenças como a obesidade", completa.

 

Diferente do que muitos acreditam, o jejum intermitente não causa anorexia nem perda de massa muscular, isto, claro, quando bem orientado. Esta dieta pode, pelo contrário, aumentar o nível de massa magra do corpo, melhorando a composição corporal, uma vez que eleva a produção de hormonas de crescimento (gH). Porém, nem todos os organismos se adaptam bem a este regime alimentar, pelo que se recomende acompanhamento profissional.

 

Penso que está tudo dito, pelo que me despeço com aquele abraço amigo e votos de uma vida mais saudável, seja qual for a(s) prática(s) que adotes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

28
Out17

Memória de Lux(o)

por LegoLuna

996939_610783658959769_1133267530_n.jpg

Ora viva!

 

Em modo diva nostálgica, partilho contigo um dos registos da minha primeira – e única, diga-se de passagem – excursão a uma das mais badaladas casas noturnas lisboetas, o Lux. Noite memorável aquela, que se espelha nesta bela memória.

 

Antes de me despedir, deixa-me só dizer-te que, enquanto digitava estas linhas, fui acometida de um déjà vu. Há coisas fantásticas, não há?

 

Que o teu sábado seja tão radiante quanto o dia se faz lá fora!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D