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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


28
Nov16

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O artigo de hoje inspira-se num outro intitulado Viver sozinho é uma tendência que veio para ficar, do Sapo LifeStyle. Dado a sua extensão, retirei apenas a parte que considerei mais relevante para a temática deste blog. Falemos então da solitude e da abordagem social a este fenómeno cada vez mais pujante e menos dramático.

 

O número de pessoas que optam por viver sozinhas, por opção ou por imperativos da vida, está a aumentar. Esta é uma tendência cada vez maior, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Só para teres uma ideia, de acordo com os Censos de 2011, 8,2 por cento da população residente em Portugal vive sozinha, um número que duplicou nas últimas duas décadas.

 

Fruto de uma escolha ou resultado de circunstâncias da vida, morar sozinho está longe de ser sinónimo de isolamento, individualismo ou perda da importância da família. De acordo com Bella de Paulo, psicóloga da Universidade da Califórnia e uma das principais estudiosas da vida em solidão, citada num artigo recente do jornal El País, por norma, os solteiros contatam mais com amigos vizinhos e familiares do que as pessoas casadas.

 

"Outro conceito erróneo sobre os solteiros é o que os retrata como pessoas que fogem ao compromisso. Muitos deles têm mais tempo livre que dedicam aos amigos, familiares mais velhos ou, inclusivamente, a fazer algum tipo de trabalho social ou voluntário para a comunidade", remata esta especialista.

 

No livro Famílias nos Censos – Diversidade e Mudança, o capítulo Pessoas Sós em Portugal: Evolução e Perfis Sociais aponta vários fatores que confluem para o cada vez maior número de pessoas a viver sozinhas. "Nos últimos anos, a sociedade tem-se desenvolvido num sentido mais individualista, ou seja, cria-se a necessidade de uma população cada vez mais autónoma", escreveu Cristiana Pereira.

 

"Alguns estudos sobre este tema referem que as pessoas que vivem sozinhas sentem-no como uma marca de distinção e sucesso. E, por isso, vêem-no como uma forma de investir tempo no seu crescimento pessoal e profissional", afirma a psicóloga clínica da Oficina de Psicologia, para quem este tipo de investimento é necessário, tendo em conta a fragilidade das estruturas familiares e laborais contemporâneas. "Existe cada vez mais a necessidade de as pessoas serem capazes de dependerem delas próprias", salienta.

 

Esta tendência, que não é nova, mas que só agora ocupa o espeço que lhe é devido na esfera social, tem provocado mudanças na oferta de serviços, ao mesmo tempo que lança um desafio para o futuro. Como criar redes de apoio para uma futura geração de idosos sós? Esta é uma das perguntas que já começam a exigir respostas.

 

É um facto que há cada vez mais pessoas que vivem sozinhas. E gostam! Um paradigma que está a levar ao aparecimento de novos negócios e que obriga a repensar o futuro das novas gerações, levantando interrogações para as quais ainda não existem muitas respostas.

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