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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana maravilhoso, pautado pelo meu batismo na arte do campismo, eis-me de volta ao teu convívio com esta crónica sobre os benefícios da solidão. É isso mesmo que acabaste de ler: estar só é bom, por mais que tudo o resto nos leve a pensar o contrário.

 

Invulgares são os que realmente desejam a sua própria companhia, é facto. Com muito orgulho, proclamo não pertencer a essa megaturma. Desde que me lembro por gente, apreciei a minha própria companhia, não obstante ser das pessoas mais populares e sociáveis que possas imaginar. Contraditório, não? Esta solteira aqui é assim mesmo, um poço de contradições.

 

Nesta fase da minha vida, à beira dos 40, o meu gosto pelo isolamento atingiu índices narcisitas. Gosto tanto de estar só, ao ponto de, por melhor seja a companhia alheia, passado um certo tempo só penso no momento em que voltarei a desfrutar de mim mesma. Eu sou a minha melhor companhia, essa é a verdade.

 

Entendes agora porque não há maneira de eu levantar a âncora do porto da solteirice onde estou atracada há anos e zarpar rumo à felicidade?

 

Sobre essa questão, o life coach Kali Roger é peremptório quando diz que estar só, nem que seja por breves instantes, é "a chave para encontrar o equilíbrio nas nossas vidas". Não desvalorizando a importância da vida social e dos afetos na sanidade humana, este especialista explica que estar sozinho não é o mesmo que estar só. Indo mais longe, ele assume que a solitude pode mesmo ser a solução para alguns dos problemas mais comuns nos tempos atuais, sobretudo os relacionados com sentimentos, autoconhecimento e autoaceitação.

 

No seu parecer estar só é preciso, até porque chega uma altura em que o nosso corpo começa a emitir sinais de alerta, que convêm não serem ignorados. O aborrecimento constante é um dos primeiros indícios de que é preciso desfrutar mais da própria presença, já que se trata de uma consequência da incapacidade de lidar com as próprias emoções. Outro sinal inequívoco é a falta de energia para levar a cabo qualquer outra atividade que não as rotineiras. Desinspiração, apatia cada vez mais intensa e incapacitante, ansiedade que cresce de dia para dia e tendência para desmarcar todos os planos e compromissos são outros sintomas de que é preciso parar, respirar fundo e dar atenção à própria mente, ficando a sós, numa espécie de retiro ou introspeção.

 

É justamente aqui que a meditação assume o papel de herói salvador da mente, em primeira instância, e da alma, por tabela. Por mais preenchido que costuma ser o teu dia, convém arranjares tempo para refletires sobre o sentido da vida, no que queres, no que te faz bem, no que contribui para a tua felicidade e por aí fora. Caso seja do teu interesse, posso emprestar-te a minha guru do bem, a quem devo uma boa parte do meu atual estado de graça.

 

Falando na primeira pessoa, posso garantir-te que estar só não é sinónimo de estar deprimido, triste, ilhado em casa a carpir mágoas e a ver a vida passar pela janela. Pelo contrário, pode ser o momento em que arrumas as ideias, dás uma agitada nos velhos hábitos, preparas uma bela refeição, degustas um vinho com V, ouves música de qualidade, lês um bom livro, pintas, dança-se, praticas exercício, escreves, autosatisfazes a tua libido ou apenas olhas para o nada e dás asas aos teus sonhos.

 

Resumindo e concluindo: estar só é um momento exclusivamente teu, a oportunidade perfeita para te desligares do mundo e te concentrares na pessoa mais importante da tua vida: TU! E com esta, volto ao aconchego da minha própria pessoa.

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1 comentário

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De Sérgio Ambrósio a 18.10.2017 às 14:53

Este blog é muito fixe, boas dicas!

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