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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Quando me martelam a cabeça com aquela lengalenga sobre a minha situação amorosa, dependendo da pessoa que me aborda e do meu estado de espírito, costumo assumir três posições: encolho os ombros e respondo "não sei", atiro com uma resposta impertinente ou simplesmente contra-argumento com tal convicção que o assunto acaba por morrer.

 

Em relação à última posição, nos dias de maior inspiração, dou-me ao trabalho de explicar pacientemente, por a+b, por que razão não me sinto infeliz, nem menos mulher por não ter um macho agregado à minha vida.

 

Como é sexta e precisamos de coisas leves e ânimo redobrado, partilho contigo alguns argumentos de que me costumo valer nessas ocasiões:

1. Teria que limpar por dois. Só de pensar nas toalhas molhadas em cima da cama, em catar roupas sujas alheias, baixar a tampa da sanita, limpar os respingos de urina das zonas adjacentes à sanita, ter que levar com os pelos no lavatório, só para citar as mais gritantes, até fico com urticária.

2. Volta e meia teria que dar uma de enfermeira particular, já que quando ficam doentes os homens portam-se piores que os bebés e fazem um drama como se fosse o último suspiro deles.

3. Teria que cozinhar frequentemente e variar mais no cardápio (eu que não me importo de comer por dias a fio o mesmo prato e contento-me com fervidos, cozidos e coisas leves).

4. Teria que cozinhar carne (prática que evito por uma questão de hábito, saúde e respeito pelas minhas colegas de casa, ambas vegans).

5. Teria que levar em conta a disponibilidade e vontade alheias na hora de decidir a minha vida (já não poderia fazer o que quisesse, quando quisesse, com quem me apetecesse e da maneira que me desse na real gana).

6. Sair à noite as vezes que quisesse e vestida como quisesse é algo que me iria render muitos dramas.

7. Estaria sujeita a protagonizar ou antagonizar cenas de ciúmes.

8. Teria que falar com outro ser humano todos os dias. Eu gosto de estar na minha e tem dias que não me apetece abrir a boca nem interagir com ninguém.

9. Teria que partilhar a minha cama, o meu quarto, o meu sofá, a minha tv e mais coisas em relação às quais sou tão possessiva.

10. Teria que dividir o meu tempo.

11. Teria que aturar os amigos dele, mesmo que não suportasse alguns.

12. Teria que privar com a família dele, mesmo que não gostasse dela.

13. Teria que voltar a correr o risco de ser enganada, traída e usada. Já excedi o meu plafond disso para esta encarnação.

14. Teria que embarcar em programinhas com outros casais.

 

Estas são apenas algumas das coisas que teria que (re)aprender a gerir para poder encaixar um homem na minha vida. Já o fiz, não me arrependo, mas não estou certa de querer voltar a fazê-lo. Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que muitos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar.

 

Claro que estar emparelhada tem o seu lado bom, se for com a pessoa certa então... é bem capaz de fazer com que estes meus argumentos pareçam futilidades.

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5 comentários

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De Malas, Sapatos & Cª a 10.02.2017 às 14:12

Não posso concordar mais contigo , depois de um divórcio e de uma outra separação, que aconteceu por me fartar de ser enganada, traída, usada e humilhada, além dos meus filhos não me vejo a fazer vida com outro homem. Estou tão bem assim.
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De LegoLuna a 10.02.2017 às 16:58

Eu também estou assim, contudo para melhor muda-se sempre. Quem sabe ainda não acabamos emparelhadas.
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De Fiquemos pelo anonimato a 10.02.2017 às 15:54

Antes de começar a falar sobre argumentos, é preciso esclarecer o seguinte, quando se começa uma relação é necessário fazer cedências, senão vai dar raia.
Depois é preciso desenvolver outro ponto essencial numa relação, diálogo. (Parece vamos ter tema para desenvolver um post)
Vamos então aos argumentos:
1º argumentos -> Que tal definir tarefas para ambas as partes??
2º arg -> e quando acontecer o contrário?? Não gostaria de ter alguém que tomasse conta de si??
3º arg -> Com a internet e com receitas rápidas e fáceis não e desculpa para variar o meunu semanal.
4º arg -> Tem que saber distinguir as preferências, no extremo converter o companheiro em vegan.
5º arg -> Sim, teria que informar/consultar mas não deverá ser impeditivo por que você tem que ter tempo para si?.
6º arg -> Depende do companheiro, se é mais liberal ou conservador
7º arg -> Situação bem resolvida não tem razão para vacilar
8º arg -> n/a
9º arg -> Uma vida a 2 é uma vida de partilhas por isso tinha que se mentalizar, no caso da cama pense nos dias de inverno
10º arg -> Parte dele, pois deverá disponibilizar uma partes? do tempo para si?, senão vai viver sufocada
11º arg -> Ele teria que dividir o seu tempo com as suas amigas
12 ºarg -> O inverso também pode acontecer
13º arg -> Homem/ mulher satisfeitos não precisa de comer fora
14º arg -> n/a
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De LegoLuna a 10.02.2017 às 17:16

Mr, Anónimo, vou ter que trocar os asteriscos por números, de maneira a conseguir ligar os teus contraargumentos aos meus argumentos.
Já agora, qual a tua profissão? Advogado de defesa ou procurador?
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De Fiquemos pelo anonimato a 10.02.2017 às 23:19

Nem uma coisa nem outra. É mais ligado às economias.
Mas não se preocupe, já não é a primeira pessoa que diz, que devia ter ido para advocacia ou mesmo política.

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