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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Nada dura para sempre. Esta constatação aplica-se tanto à vida humana como à maioria das relações, sejam elas românticas ou sociais. É precisamente sobre este último tipo de ligação afetuosa, a amizade, que versa esta crónica.

 

O término de uma amizade dificilmente passa incólume aos intervenientes. Dependendo da antiguidade e da intimidade, essas podem ser profundas, ao ponto de deixar um vazio na nossa vida por tempo indeterminado. Eu, por exemplo, ao longo da vida, fui perdendo vários amigos pelo caminho. A rutura com alguns deles foi mais um alívio do que outra coisa qualquer, mas houve outros que até hoje lamento.

 

Isso porque a minha amizade por eles não poderia ser mais genuína, enraizada nos meus melhores sentimentos. A última então… duvido que algum dia venha a superar, pois amava verdadeiramente aquela pessoa, a primeira amizade que fiz na faculdade, com quem partilhei coisas únicas.

 

Dado que não é minha intenção estar para aqui a carpir as minhas mágoas, passo então a citar alguns tópicos de reflexão, elaboradas pela psicóloga Ellen Hendriksen, no sentido de nos ajudar a detetar alguns sinais de que uma amizade caminha a passos largos para o precipício:

 

Essa amizade é um jogo de interesses?
Há quem se relacione apenas pelo que os outros podem fazer por elas. No caso de reconheceres um amigo que constantemente te cobra favores ou está sempre a pedir-te dinheiro emprestado ou mesmo a tentar vender-te alguma coisa, abre a pestana: em vez de uma amizade podes estar a viver simplesmente uma transação.

 

Estão a desencaminhar-te?
É normal os amigos se influenciarem entre si. O que não é normal é quando eles te desviam do bom caminho. Por exemplo, se queres deixar um vício, ter um estilo de vida mais saudável ou abraçar algum hobby e eles te criticam, boicotam a tua motivação ou solicitam a tua presença justamente nas alturas em que te dedicas a essas atividades.

 

Estás a ser manipulado?
Geralmente quando se é manipulado, só se apercebe quando se deixou de viver essa situação. No entanto, fica atento no caso de teres um amigo que te faz sentir mal contigo mesmo. Outro sinal de alerta é se agora que olhas para ti percebes que, inconscientemente, mudaste a tua postura e o teu comportamento por essa pessoa.

 

São amigos apenas porque são parecidos um com o outro?
Vidas semelhantes ou traços de personalidade idênticos, muitas vezes, conduzem a uma amizade forçada. Estudos indicam que aqueles que tinham amizades desse tipo desvalorizam esses aspetos e concentraram-se no que verdadeiramente constrói a relação: confiança, honestidade, respeito e companheirismo.

 

És o único a contribuir para a relação?
Se para ti está sempre tudo bem, mesmo quando falham contigo, ou se és o único que se esforça por preservar a relação, de acordo com a conveniência da outra parte, apesar de saberes que não fariam o mesmo por ti, provavelmente, estás a viver uma relação desequilibrada, em que és o único a fazer por.

 

Podem contar um com o outro?
Os conceitos "recíproco", "mútuo" e "partilha" estão muitas vezes associados a estudos sobre a amizade, pelo que se nenhum destes termos te vem à cabeça quando falas do teu amigo, talvez seja melhor repensares a vossa relação. As boas amizades são baseadas em equilíbrio e apoio mútuo.

 

Podes ser tu mesmo?
Estudos realizados durante décadas afirmam que ligar-se a pessoas com as quais podemos ser verdadeiros é dos maiores contributos para a saúde e felicidade. Se pensas duas vezes antes de agir de determinada forma e mudas o teu comportamento na presença da outra pessoa, então não lhe podes chamar amigo.

 

Como pudeste constatar, há amigos que não são dignos desse nome. Por mais que a tua amizade seja sincera e verdadeira, há que saber reconhecer quando ela não é recíproca muito menos saudável. Há um tempo para tudo na vida e se calhar este é o tempo de reavaliares o teu conceito de amizade e pores alguns pontos nos is. Afinal, a presença das pessoas na nossa vida só se justifica se for para contribuir para a nossa felicidade. Caso contrário, não deverá haver lugar para elas.

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1 comentário

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De merceariamagina a 18.05.2017 às 13:27

Há pouco tempo pus um ponto final numa amizade de muitos anos. Custou-me muito e honestamente ainda me custa. Mas senti que não tinha escolha. Tal como diz no texto, já não podia ser eu mesma e sentia-me alvo de uma cobrança desmedida por atenção. Custa muito mas às vezes é o melhor que temos a fazer. Beijinhos!

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