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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


18
Jan16

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Que a atração sexual nem sempre passa por fatores físicos, como altura, peso e curvas, é facto empírico. Quantas vezes pensamos (ou comentamos): "o que é que ela/ele viu nele(a)"; "mas ela/ele é tão sem sal"?; "como pode um homem/mulher desse/a andar com alguém assim"? Pelos vistos, algumas pessoas valorizam bem mais os atributos da mente, como a inteligência, do que os do corpo, como a aparência. A essa preferência dá-se o nome de sapiossexualidade.

 

Ao sapiossexual interessa-lhe muito mais a inteligência das pessoas, pelo que a sua atração sexual baseia-se sobretudo em fatores como cultura e conhecimento, em detrimento da beleza e estilo. Não que esses últimos não contem, apenas não determinam, nem em primeira, tão pouco em última instância, a vontade de ter sexo.

 

Imagina a seguinte situação: acabas de conhecer uma pessoa que te parece extremamente interessante do ponto de vista inteleto-cultural. Após dois dedos de conversa, constatas que ela, de facto, possui uma apreciável (e apetecível) inteligência, com uma fascinante visão das coisas e enorme bagagem cultural, e essa constatação estimula a tua libido, fazendo com que te sintas sexualmente atraída por ela. Se isso te acontece com alguma frequência, é bem provável que sejas uma sapiossexual.

 

A autoria da terminologia é reivindicada por Darren Stalder, que alega tê-la inventado em 1998. Porém, o conceito só vincou mesmo década depois, em grande parte graças à escritora erótica Kayar Silkenvoice, que, em 2005, criou o domínio sapiosexual.com.

 

Atualmente a palavra - cujo prefixo origina do latim sapien, que significa inteligência - passou a ser utilizada como definição de uma orientação sexual própria, tal como acontece com os termos "heterossexual", "homossexual", "bissexual" ou "pansexualidade" (coisas da Miley Cyrus).

 

Não diria que sou uma sapiossexual assumida, já que a aparência física e o estilo contribuem (e como) para o despertar da minha libido - afinal, na hora H, o que se come mesmo é o corpo e não a inteligência. No entanto, esses atributos, por si só, revelam-se insuficientes. Costumo dizer que o melhor afrodisíaco de um macho é a sua inteligência. Um homem capaz de nos envolver numa conversa inteligente, porém despretensiosa, capaz de nos enredar numa teia de sedução, recorrendo somente a palavras e ideias, capaz de despertar em nós a sensação de "por mim ficava aqui a falar contigo o resto da vida", é uma criatura simplesmente irresistível, que cativa, envolve, seduz e fascina.

 

Perfeito mesmo seria um exemplar desses com a cara de Chad Michael Murray, o focinho do Cauã Reymond e o estilo de Rodrigo Santoro. Com um homem assim, que mais poderia querer uma solteira?

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