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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


29
Dez15

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Um dos exemplares da minha (modesta) biblioteca pessoal é O Segredo, um livro que me foi recomendado pela minha amiga maior Clara há já muitos anos e que comecei a devorar com entusiasmo, mas que às páginas tantas (literalmente falando!) interrompi a leitura para nunca mais retomar. Na altura, considerei os seus ensinamentos meras palavras, bonitas de facto, mas inexequíveis ou ineficazes. Quanta ignorância e arrogância!

 

Por estes dias, altura propícia à introspeção e à reflexão sobre o ano que acaba, voltei a folheá-lo e abordagem ao tema resiliência pareceu-me um excelente pretexto para este post.

 

Quem de nós, em algum momento das nossas vidas, não sofremos algum tipo de situação traumática? Alguns traumas são devastadores (como a morte de um filho, uma doença grave ou ser vítima de um atentado ou violência sexual, por exemplo), mas outros podem ser bem mais "simples" e corriqueiros (como perder o trabalho, ter problemas económicos ou terminar uma relação).

 

O livro apregoa que cada um de nós tem a capacidade inerente de enfrentar as adversidades e superá-las, assim como aprender a adaptar-se às novas situações com que se depara. Essa faculdade é definida como resiliência (palavra com que tenho tenho levado inúmeras vezes nos últimos tempos, já que os recrutadores parecem adorá-la, usando-a torto e a direito e muitas vezes descontextualizadas).

 

Quando se diz que uma pessoa é resiliente, não quer dizer que ela não tem sentimentos ou que seja incapaz de sentir mal estar ou dor emocional perante as dificuldades. Significa, na verdade, que, depois de um tempo de dor, de incerteza e de insegurança, a pessoa tem a capacidade de juntar forças para aceitar a realidade e continuar com a sua vida.

 

Nesta ótica, os mais resilientes caraterizam-se por um modo de pensar mais exato, realista e flexível, além de serem menos propensos a tirar conclusões precipitadas ou exagerar. Além disso, partilham três caraterísticas principais:

– Aceitam a realidade tal como ela é;

– Acreditam que a vida tem um verdadeiro sentido;

– Possuem uma enorme capacidade de se recuperarem.

 

Deste modo, da mesma maneira que a fénix (criatura mitológica com a qual me identifico na íntegra) renasce das suas próprias cinzas, os seres humanos são capazes de deixar as tragédias para trás, aprender com elas e sairem fortalecidos dos problemas. No entanto, a família, a escola e a sociedade tem uma palavra a dizer na formação de uma pessoa mais, ou menos, resiliente.

 

Ser resiliente ajuda-nos a saber identificar as causas de um problema (para que este não se repita no futuro) e a controlar as emoções e os impulsos perante situações de crise. Sendo assim, o indivíduo resiliente tem um otimismo realista, com uma perceção positiva do seu futuro e da ideia de que controla a sua vida, além de ser dotado da capacidade de saber procurar novos caminhos e oportunidades para alcançar mais satisfação na sua vida.

 

Além disso, as pessoas resilientes esbanjam boa saúde (não só física, é claro), possuem uma melhor imagem sobre si mesmas, têm uma maior satisfação com as suas relações e são menos propensas a sofrer de depressão.

 

Partindo destes pressupostos todos, posso dizer com todo o orgulho de que sou uma resiliente, ainda que reconheça algumas nuances que merecem ser aprimoradas. E tu, meu bem, considera-se um resiliente ou uma vítima da vida?

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2 comentários

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De Inês a 29.12.2015 às 18:05

Todos podemos ser resilientes. É uma ferramenta muito importante para enfrentar a vida. Quem não é que trabalhe nisso!
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De LegoLuna a 30.12.2015 às 13:35

Inês, estou trabalhando nisso a todo o vapor, para pode entrar no novo ano mais resilente do que sempre. Boas Entradas, meu bem.

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