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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


09
Fev16

 

O artigo de hoje é por conta da minha querida Ângela B. Sim, minha! Minha amiga, minha ex-colega de trabalho, minha ex-colega de mestrado, meu GPS em vários momentos e, por várias vezes, minha inspiração para este blog.

 

E hoje, pela mão da divina providência, envia-me ela esta mensagem:

"O que achaste da nova música da Bey(oncé)? E do vídeo? E da atuação no Super Bowl? Um tema polémico e interessante a explorar com luvas de pelica. Faz mais sentido em países como os USA, Brasil e outros latino-americanos, África do Sul (talvez), mas ainda assim uma questão transversal (na China há um anúncio a um creme bastante interessante). A questão do pouco espaço deixado aos humanos de pele mais escura, que nos leva à procura constante de formas de afirmação, muitas vezes pela via do choque, já que pela inteligência o reconhecimento tarda em chegar.

 

Que faz com que as fêmeas com mais melanina (vulgo nós) tenham que usar os seus atributos físicos para ascenderem socialmente, as bundas grandes no Brasil, a sua transposição para os States, as cenas descaradas nos vídeos.

 

Para mim o enredo da música faz muito sentido, mulher, negra, formada, relevante, que nada deve a ninguém, que pode usar um vestido Givenchy e dizer coisas como "quando ele me fode bem ... levo-o ao Red Lobster ...", foder e comer marisco, foder, linguagem de pobre, comer marisco, coisa de gente fina e ainda assim a circular numa sociedade que "puxa" sempre para baixo ... enfim, sugestões de temas mais sociais e menos centrados na gaja em si."

 

Após confessar que não tinha artigo para hoje, já que a minha inspiração por estes dias anda nos níveis mínimos - há semanas que ando dopada, à base de antibiótico e anti-histamínico, por causa de uma violenta alergia (desconfio que tenha comido marisco estragado no dia do réveillon) - peço-lhe licença para transportar para aqui o conteúdo da sua mensagem. Autorização concedida no ato, diz-me ela: "…mas dá um trato no texto para ficar ao teu estilo."

 

Ao meu estilo? Hoje será ao teu estilo, fiel seguidora, e ao de cada um que ler este artigo, pois como disse a veia criativa desta solteira aqui anda entorpecida por fármacos de efeitos altamente sedativos.

 

Deixo-te com o citado vídeo e com o repto de partilhares comigo as ilações que dele tirares. Pode ser? Confesso que tenho curiosidade em saber qual a percepção dos brancos sobre esta matéria.

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1 comentário

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De LegoLuna a 09.02.2016 às 13:12

A primeira reação, adivinha só de quem.
"Oba! bela abordagem, mas tenho mesmo que "aparecer" ahahah, está fixe, obrigada amiga, sabes que não tem que existir nenhuma razão específica para se gostar de alguém, mas seguramente há motivos nobres que nos fazem ser amigas e permanecer como tal para a vida. Gosto de ti, da tua integridade e dimensão humana e isso chega-me".
You make my day my dear.

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