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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


12
Fev16

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Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia.

Uma geração que teve muito mais do que seus pais.

Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil.

Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações.

Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço.

Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida.

E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o património da felicidade.

E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Eliane Brum

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2 comentários

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De Maribel Maia a 12.02.2016 às 12:21

Talvez o conceito mais crucial seja Educação/Ensino!
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De LegoLuna a 12.02.2016 às 12:50

Talvez... mas penso que as pessoas esperam demasiado de si mesmas.

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