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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


25
Nov15

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Digam o que disserem sobre o XXI Governo Constitucional de Portugal: que o António Costa é um usurpador, que quem ganha nas urnas deve (e merece por mérito próprio) governar, que se o povo quisesse um governo de esquerda teria votado num, enfim... Todos argumentos legítimos, logo perfeitamente aceitáveis, mas que em nada acrescentam à realidade política nacional.

 

Intrigas da oposição à parte, o facto é que o Costa (ai Costinha) ainda nem tomou posse e já introduziu duas mudanças que a direita jamais soube (ou devo dizer, quis) efetuar: a primeira prende-se com a nomeação (inédita e inesperada) de uma negra - como deves compreender esta é uma questão que me toca particularmente - para um cargo ministerial. Refiro-me a Francisca Van Dunem, nascida em Angola há 60 anos, e que até aqui desempenhava funções de procuradora-geral distrital de Lisboa. A segunda atende pelo nome de Sofia Antunes, a nova secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, que ficará para sempre na história como a primeira secretária de Estado cega ou invisual (como preferirem). Antes de chegar ao Governo, Sofia Antunes, de 34 anos, presidia à Associação dos Cegos e Amblíopes e era provedora do cliente na Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

 

Não sei se por ter o pé numa antiga colónia, não sei se por não ser caucasiano puro, não sei se por ter sido discípulo de Sócrates, não sei se por ser mais sensível às minorias, não sei se pela natureza do acordo político que permitiu a formação deste governo, a verdade é que o recém-indigitado premier já está a promover bons e auspiciosos ventos da mudança.

 

E esta mulher aqui, apartidária, mas com um fraco pela esquerda, deseja toda a sorte e felicidade ao novo executivo que tomará posse amanhã, dia 26 de novembro de 2015.

 

Agora diz-me companheira se há ou não motivo para aguardarmos esperançosos pelo desenrolar dos próximos acontecimentos? Independentemente da tua crença política ou da tua cor partidária, uma coisa tens que reconhecer: dificilmente levaremos com mais do mesmo. Bah oui!

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