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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


02
Jun16

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Hoje republico um dos meus artigos mais populares e comentados: o que fala sobre a minha crush por um gajo que anda no mesmo ginásio que eu. Boa leitura.

 

Com o meu ego de baixa, venho aqui em busca do teu ombro amigo e, quiçá, de uma palavra de conforto. O assunto que quero partilhar contigo hoje é a minha (não) relação com um rapaz lá do ginásio, que não há maneira de me passar cartão, mas por quem suspiro, suspiro e suspiro. A este ritmo ainda abro uma suspiraria.

 

Após três semanas de treino intensivo com o meu couch, regressei esta tarde aos treinos. Este interregno forçado deveu-se a falta de fluxo de caixa, já que esta cena de estar desempregada (e sem qualquer subsídio, diga-se de passagem) tem muito que se contar. Enfim... ultrapassada a questão, eis-me de volta ao Fitness Hut, que é bom, barato e bonito (agora até pareço um chinês a promover um dos seus artigos) e ajuda-me a manter a mente e o corpo sãos.

 

Ao final do dia sabe-me sempre bem lá ir, não só porque o exercício físico é algo do qual já não consigo (nem quero) estar longe por muito tempo, mas também porque é o único momento em que o meu cérebro não pensa em nada. A não ser no tal rapaz lá do ginásio!

 

O fulano, gaiato para vinte e poucos anos (não consigo precisar com exatidão a idade dele, sei apenas que é bem mais novo do que eu), é o tal por quem ando a babar desde janeiro, já lá vão mais de nove meses, tempo esse que, para uma mulher à beira dos 40 anos, é uma vida. O fulano não é bonito, mas é giro. O fulano não é gostoso, mas é apetecível. O fulano não é hot, mas tem pinta. O fulano é trinca-espinhas, mas todo trabalhado na tonificação. O fulano só tem duas mudas de roupa, uma para cada estação: uma calça de fato de treino de algodão que aperta nos tornozelos - no comment - e uns calções para a época mais quente, (ambos da cor cinza), mas tem estilo. O fulano só usa t-shirts promocionais -  aquelas das meias-maratonas, tipografia Santos e afins - e meias até às canelas, mas até isso lhe confere um diferencial. O fulano, até há uns meses atrás, só tinha umas sapatilhas de futsal (pois...), mas agora tem um par de adidas todo trendy. O fulano é daquele tipo que para a meio de um agachamento para ir ao telemóvel ler ou escrever mensagens (um dia ainda hei de descobrir com quem ele tanto troca mensagens). O fulano é tão fininho que dá perfeitamente para usá-lo como régua. O fulano é tão achatado lá atrás que deve ser um descendente direto do Mao Tsé Tung (só espero que o que Deus não lhe deu atrás, lhe tenha dado à frente).

 

Mas apesar de tudo isso, o fulano tem potencial, ah tem sim senhora! Sabes aquele tipo de homem que, apesar de não fazer nada o nosso género, tem aquele je ne sais quoi que nos deixa absolutamente fascinadas? Claro que o facto de ele não me ligar nenhuma contribui (e muito) para a intensidade desse fascínio.

 

Uma vez elencados todos os no match point dele, convém esclarecer o que é que eu vi no dito cujo para estar assim tão embeiçada. Para começar, o gajo não usa acessórios corporais, vulgo brincos, piercings e tatoos (em relação a essas coisas sou muito conservadora). Depila-se apenas nas axilas (pelo menos é o que está visível a olho nu), o que me faz pensar que é uma pessoa que zela pela estética, higiene e bem estar coletivo, mas que não deve ser gay. É muito disciplinado, nunca o vi começar a treinar sem primeiro fazer o aquecimento (coisa rara). É metódico, já que segue à risca o seu plano de treino (seja ele qual for), o que, a meu ver, quer dizer que não vai lá apenas polir o tatami, menos ainda socializar ou galar as damas ou cavalheiros (sei lá eu em que time joga o fulano!). Não passa cartão a ninguém, nem dá confiança para isso. Sempre na dele, fala pouco, treina bastante e "telemova" pra caramba (essa parte é mesmo creepy, admito). E eu que adoro pessoas reservadas, misteriosas e de acesso condicionado, não resisto. Bem, quando ele chega de fato, o meu coração simplesmente para: o homem é a coisa mais linda e elegante do mundo.

 

Ninguém no ginásio me sabe dar informações dele e acredita que já recorri a quase toda a gente: ao gerente, a uma PT, à menina da limpeza, aos amigos, até subornei um gym service para aceder ao ficheiros dos sócios e conseguir-me um contato dele (telefone, e-mail, facebook, o que for). Nada!

 

Até agora a única coisa que consegui descobrir foi o seu primeiro e último nome. Uma vez, por acaso, assim só por acaso, vi-o inserir o código de acesso e fiquei a saber como se chamava ele (que alegria minha nesse dia, uma sexta-feira, lembro-me perfeitamente). Mas é um nome tão comum, tão lusitano, que de pouco me serviu até agora, uma vez que devem existir inúmeros sócios com as mesmas coordenadas notariais. Também não tive sorte nenhuma nas redes sociais e acredita que como gestora de social media dificilmente me escapa algo na rede.

 

Minha nossa! Empolguei-me a descrever o rapaz (é para veres o que ele faz comigo) que o texto já vai bem longo e ainda nem sequer cheguei ao cerne da questão: como fazer com o dito cujo repare em mim e me dê uma oportunidade. Alguma sugestão? Qualquer dica será devidamente apreciada.

 

Por ora é tudo, que esta suspirante aqui está toda moída (pudera! após todos estes dias de inatividade, sem falar que a idade também não ajuda) e este corpito que é meu, mas que não me importava de ceder ao tal rapaz do ginásio, só pede repouso.

 

Xiuuuuuu! Consegues ouvir? É a minha cama a chamar-me. Despeço-me com um até amanhã e prometo que para a semana haverá mais para contar sobre esta minha novela pessoal. O melhor ainda está para vir, acredita no que eu te digo!

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9 comentários

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De Pedro Lopes a 02.06.2016 às 13:55

A questão que se impõe para quando uma atualização do post, ou seja, quando partilha os detalhes de como já meteu conversa com o rapaz do ginásio e como correu (ñ sendo necessário detalhes mais escabrosos)!
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De LegoLuna a 02.06.2016 às 13:58

Caro Pedro, para quando ganhar coragem. Apesar de me considerar uma mulher autoconfiante, bem resolvida e por aí adiante, simplesmente (essa é que é a verdade) não consigo chegar nele. Acho que é a prova de que estou mesmo apanhadinha por ele, pois a ideia de lhe dirigir a palavra deixa-me petrificada. Voltei à primária.
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De Pedro Lopes a 02.06.2016 às 14:19

"Voltei à primária. " Primária ñ digo, mas aos bons velhos tempos de adolescência.
Mas pense, o tempo todo que já passou desde os primeiros dias de crush, já dava para ter conhecido a pessoa, e ter percebido se era alguém "bom" para conhecer melhor, ou apenas mesmo uma crush sem aplicação para a "vida real".
Penso que dizer um olá, e perguntar se dá para ir tomar um cafezinho não ofende ninguém. (há o problema de ele dizer que não, e ninguém gosta de ouvir um não, mas também há a hipótese de dizer que SIM ).
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De LegoLuna a 02.06.2016 às 14:24

Um dia destes tomo um chá de coragem e vou lá, até porque ando nisto há demasiado tempo. 16 meses é muito tempo na vida de uma trintona. Obrigada pelo conselho. Quem sabe, ainda não partilho aqui um happy end?
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De Pedro Lopes a 02.06.2016 às 14:28

Mesmo que não seja uma happy end, será um end a uma situação que se arrasta a demasiado tempo, 16 meses para falar com alguém é uma enormidade de tempo qualquer que seja a faixa etária.
Que tal estabelecer que da próxima semana ñ passa!
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De LegoLuna a 02.06.2016 às 14:30

"Da próxima semana não passa"? Epa, isso é muito. Uma abordagem online conta? Ka ka ka ka
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De Anónimo a 02.06.2016 às 14:55

Se a deixar mais a vontade força nisso, mas ser cara a cara já mostra atitude e postura!
Pense na situação ao contrário, como gostava de ser abordada?! O que pensava se via essa pessoa sempre no ginásio a n tempo, e ela veio agora meter conversa online! Talvez pensa-se, "que coninhas este gajo, já me vê a n tempo no ginásio e nunca os teve no sitio para dizer alguma coisa"

Mas claro isto sou eu a dizer mal, mas vá força nisso para a semana espero ver uma atualização sobre o contacto online.
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De Pedro Lopes a 02.06.2016 às 14:56

esqueci-me de assinar o comentário anterior!
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De LegoLuna a 02.06.2016 às 14:59

De facto, tem toda a razão. Ou se mete conversa cara a cara ou nada. Online seria mesmo coisa de gente pouco resolvida.

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