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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Hoje foi dia de meditação, pelo que só agora me é possível dar um saltinho até aqui para te dar aquele olá de alegria e deixar-te com um artigo novo, hoje dedicado à vida amorosa virtual dos portugueses.

 

Resultados de um estudo pioneiro sobre o romance online, baseado nos mais de 20.000 utilizadores portugueses registados no site Felizes.pt e nos 5 milhões de mensagens enviadas em 2016, revelam que, na esmagadora maioria das conversas (80%), é o homem quem toma a iniciativa de meter conversa. Esses mesmos dados atestam que se essa primeira mensagem for mais longa ou personalizada, o emissor vê as suas hipóteses de resposta aumentarem 22%, sendo as minas do norte as mais responsivas.

 

O facto de apenas 58% das mulheres associarem uma fotografia ao seu perfil, enquanto que 68% dos homens o fazem, é caso para dizer que elas ainda não se sentem muito à vontade para dar a cara, pelo menos num primeiro momento. Em contrapartida, capricham mais na descrição de perfil, bem mais completa que os deles.

 

Fazendo jus à classe que representam, os utilizadores do sexo masculino poucas informações partilham no perfil, compensando as pretendentes com fotos e mais fotos, que quase sempre metem ao barulho:
- cães e/ou gatos (um dia ainda hei de perceber o significado disso),
- motos ou carros (essa dispensa explicação),
- tronco nu (fico sempre na dúvida se a intenção é exibir os bíceps, tríceps e abdominais arduamente conquistados num ginásio perto do seu gueto ou exibir a depilação a laser feita pela Gracinda, que além de cabeleireira, manicura e pedicura, ainda se safa na depilação a laser díodo),
- paródia com amigos (recuso-me a compreender a leveza de espírito com que certas pessoas expõem terceiros, meros incautos que não devem fazer a mínima ideia que as suas carinhas larocas andam à mercê de quem queira prestar-lhes alguma atenção),
- destino de viagem (de preferência bem exótico, só para mostrar que é um aventureiro com posses e deixar o resto da malta roxa de inveja),
- prática de um desporto bem radical (só para sabermos que é um aventureiro, cheio de adrenalina para dar e f*****),
- clube de futebol do seu coração (assim mata logo dois coelhos de uma cajadada só: é membro do rebanho x, y ou z e nos dias em que joga a sua equipa, com ele não se deve contar),
- e faits-divers (filho/sobrinho, família, uma gaja qualquer pendurada pelo braço, piscina, ginásio, closet do carro, vista panorâmica emoldurada pela magia do ocaso…).

 

Dissecar o comportamento dos labregos virtuais é coisa para horas, senão dias, pelo que mais vale rematar o assunto dizendo que a média de idades dos romeus e julietas da rede é 37.5 anos e que os distritos com mais utilizadores por habitante são Lisboa, Setúbal e Porto, por esta ordem de importância. A pesquisa a que tive acesso esta manhã revela ainda uma ou outra informação digna de ser partilhada, mas sobre isso falarei noutra ocasião, que o texto já vai longo e a noite adiantada.

 

Doces sonhos, meu bem, e nada de ficar namorando até tarde na rede. Prometes?

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1 comentário

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De Filippa a 20.01.2017 às 00:23

Quando era mais nova e nos primórdios da internet ia muito para os chats online e acho que o que mais surpreende são os nicks das pessoas. Eu ficava e ainda fico parva com a imaginação das pessoas

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