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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana absolutamente escaldante (literal e figurativamente falando), a semana aqui no Ainda Solteira arranca com uma crónica sobre o fascínio humano pelo perigo, mais concretamente pelo que se sabe que faz mal.

 

Inspirada pelo artigo Porque É que Gostamos Tanto do Que Nos Faz Tão Mal?, sob a chancela da Elle, começo por reconhecer que já não me revejo nesses comportamentos autodestrutivos, se assim o posso chamar. É à maturidade, à experiência de vida e, sobretudo, à memória que devo essa sensatez para manter longe tudo que não me seja benéfico.

 

Não penses que já não cometi "pecados", mesmo sabendo que ia pagar caro por eles. Oh se já, em relação a relacionamentos então…. Só que cheguei a um ponto existencial em que faço questão de aprender com os erros, ou seja, fico-me pela primeira vez; às vezes até arrisco uma segunda, só para reforçar a primeira conclusão.

 

De acordo com a citada revista, não é de hoje que os estudiosos tentam perceber a razão que nos leva a desejar – algo ou alguém – mesmo sabendo, a priori, que as consequências dessa escolha poderão não ser positivas. Ao que tudo indica é na necessidade de obtenção de um prazer que vale pelo momento único em que é sentido, independentemente do que pode vir a acontecer, que pode residir a resposta a esta questão. Há um dito popular na minha terra que resume perfeitamente isso: "Depois da diversão, a morte não é nada".

 

Não conseguir resistir a alimentos que engordam ou mutilam a saúde; envolver-se com pessoas com o mesmo padrão de comportamento e que, invariavelmente, resultam em deceções ou incorrer ou reincidir em hábitos que podem colocar a integridade física em risco são apenas alguns exemplos capazes de ilustrar o acima exposto.

 

Quanto a possíveis explicações, as primeiras teorias culparam a dopamina, a fonte de prazer responsável por nos levar a gestos imponderados. Contudo, estudos posteriores concluíram que as sensações agradáveis não dependem diretamente desta hormona, uma vez que essa substância é igualmente libertada em momentos de medo e stress.

 

Ou seja, por si só, a dopamina não produz bem-estar nem conduz diretamente à busca descontrolada do prazer. O que ela provoca, isso sim, é a vontade de ter prazer, pelo que foca a nossa atenção na obtenção real desse prazer. Porém, não cabe a ela a responsabilidade por atos de insensatez, já que, quando o seu alerta é ativado, os mecanismos de aprendizagem e memória ficam mais apurados. É o sistema de defesa a entrar em ação.

 

Como uma droga, a dopamina desperta-nos, intensifica as vivências, estimula os sentidos. Mas, quando as coisas correm mal, ela também está presente e "grita" para não repetirmos a experiência. A ser assim, voltamos à questão inicial: o que nos leva a gostar tanto do que nos faz mal? De acordo a Elle, esta deve-se à submissão do nosso lado racional aos nossos instintos. Uma vez à mercê dos nossos desejos, é nessas alturas que cometemos os mais graves erros.

 

Em situações extremas, a procura obstinada do prazer pode conduzir-nos ao vício, seja ele em substâncias, pessoas ou situações. E aqui a situação já é grave ao ponto de só restar uma solução: pedir ajuda, antes que seja tarde.

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