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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Depois de uns dias offline (em viagem de trabalho), regresso ao teu convívio com este artigo sobre algumas feridas emocionais da infância, mas que persistem quando somos adultos. Inspirada por uma publicação do Psiconlinews, posso dizer que dificilmente conheço um adulto que não tenha um drama (ou trauma), ou pelo menos uma questão mal resolvida, com algo que vivenciou na infância e que o acompanhou até à idade adulta.

 

Os problemas vividos na infância muitas vezes provocam cicatrizes emocionais que condicionam a nossa qualidade de vida quando adultos. Por experiência própria sei que há coisas que nos marcam para sempre. Mas também sei que, com vontande, motivação, força, fé e foco, é possível ir superando cada uma delas, um dia de cada vez. Que a vida não é mais do que isso, um dia de cada vez.

 

Este artigo aborda cinco feridas emocionais ou experiências dolorosas da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar, a analisar e a superar as nossas próprias feridas:

 

O medo do abandono

A solidão é o pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância. Quem já sofreu abandono tende a abandonar prematuramente os outros com quem mantém um relacionamento ou projetos de vida por medo de ser abandonado novamente.

Pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico.
Este tipo de mazela emocional não é fácil de curar, porém, consegue-se perceber uma melhora quando o medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.

 

O medo da rejeição

O medo da rejeição é uma das feridas emocionais mais profundas, porque implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos.

Quem que tem medo de ser rejeitado não se sente digno de receber afeto ou de ser compreendido e por isso se isola no seu vazio interior. Os que sofreram rejeição costumam ser evasivos e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico.

Se este for o teu caso, ocupa o teu lugar no mundo, arrisca, toma as tuas próprias decisões. Pouco a pouco vais perceber que vais ficando menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de ti em algum momento. O importante é não levar as coisas a peito.

 

A humilhação

Esta ferida surge quando, em algum momento, sentimos que outros nos desaprovam ou nos criticam. Pode-se gerar este tipo de trauma nos filhos se lhes dissermos que são feios, maus, estúpidos ou se os compararmos às outras crianças.

Esta é uma das coisas que mais destrói a autoestima de uma criança e que marca para toda a vida. Passei por isso, pelo que ninguém melhor do que eu para dizer o quanto dói, fere e traumatiza.
As feridas emocionais de humilhação geram uma personalidade dependente. Além disso, como mecanismo de defesa, a criança pode aprender a ser "tirana" e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros.

Ter sofrido este tipo de experiência requer que trabalhemos a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

 

A traição e o medo de confiar

Surge quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no incumprimento de promessas. Tal situação cria uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.

Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreste estes problemas na infância, provavelmente sentes necessidade de exercer algum controlo sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte.

Pessoas assim tendem a confirmar seus erros por meio das suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

 

A injustiça

A injustiça como ferida emocional se é gerada num ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.

A consequência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfecionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar nos outros.

 

Agora que já sabes mais qualquer coisinha sobre algumas feridas emocionais que podem afetar o teu bem-estar, a tua capacidade de te desenvolveres como pessoa e até a tua saúde, é hora de começar a saná-las. Isso faz-se através da aceitação, da superação, mas sobretudo, do perdão. Há que perdoar aqueles que nos infligiram estas dores. Há que perdoar a nós mesmos. Só assim conseguimos aliviar o nosso coração, acalmar o nosso espírito e descansar a nossa alma. Só assim conseguimos ser melhores para nós e para os outros. Só assim conseguimos evoluir.

 

Pensa nisso!

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