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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Com menos de meia hora para dar-te atenção (o dia hoje tá que tá), opto por recorrer a publicações alheias, desta vez um texto de Karen Curi, publicado a semana passada na Revista Bula. Por favor, peço-te que não torças o nariz ao brasileirismo, que foi o que se pode arranjar.

 

"Por que as pessoas têm a mania de achar que felicidade só pode existir numa vida atrelada a outro coração? Ora, nascemos sós. Nada mais natural que vivamos e sejamos felizes em nossa própria companhia, que a alegria dependa exclusivamente de nós. Delegar essa função e responsabilidade é de uma crueldade absurda, é se eximir das consequências de todas as escolhas feitas, alugar a própria vida a um inquilino — e torcer para que ele cuide bem dela.

 

Tem gente que só consegue ser feliz em dupla, visionando a completude junto de outro corpo, lhe conferindo o valor de uma loteria acumulada. Calma lá. Isso é covardia existencial. É assumir um papel pequeno e secundário diante da grandeza de ser, perante a vastidão de caminhos a seguir. Eu acredito na felicidade conjugada tanto no singular quanto no plural. Podemos ser felizes connosco, com os outros, do jeito que for, cada um à sua maneira, mas sem depender de alguém para realizar as próprias alegrias, sem esperar para sorrir somente quando uma sombra se juntar oficialmente à nossa sombra. Quem disse que compromisso traz felicidade?

 

Su a favor do amor-próprio em primeiro lugar, acredito que só conseguimos amar alguém quando nos amamos, que só é possível respeitar o outro quando nos respeitamos.

 

Bagunça, só da porta para fora. Aqui dentro permanece aquele que somar a paz e multiplicar o riso. Não vale mascarar defeitos para simular um contentamento modesto e perecível. Quem disfarça os incómodos pela comodidade da companhia é o primeiro a sair aniquilado na batalha dos relacionamentos. Pior que enganar os outros é mentir para si mesmo; fingir uma cumplicidade de conveniência, uma paixão morna, um amor compartido, uma admiração falsa. Sentimentos minguados têm data certa para expirar. Aliás, nesse quesito só temos duas opções: ou a gente sente ou não sente. Respeitamos ou não. Amamos ou não. Não existe maneira de amar um pouco hoje, amanhã menos, outro dia mais.

 

É preciso entender que estar solteira não é sinónimo de abandono, mas, sim de escolha. É eleger-se primeiro, optar por ser feliz. Viver o agora com satisfação e sem a expectativa a dois. A falta de alguém para chamar de nosso não deve ser motivo de frustração, mas de proveito próprio. Companhias são muito bem-vindas, novos amigos, outros lugares…

 

Então, que seja o percurso natural da vida e o desejo honesto de compartilhar momentos junto de quem faça os olhos cintilar. Não por necessidade, mas por afinidade, vontade e, principalmente, sinceridade. Quando o coração galopar no peito e o pensamento não conseguir se soltar daquele sorriso, é bem provável que seja a hora de abrir as portas da casa e deixar o amor entrar, transformando as alegrias solteiras em felicidade a dois."

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