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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

No dia em que o teatro, assim como as mulheres da minha terra celebram o seu dia – sim, nós as africanas festejamos por três vezes a condição feminina: dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dia 27 de março, Dia da Mulher Cabo-verdiana, e dia 31 de julho, Dia da Mulher Africana. Como podes ver, motivos para celebrar e enaltecer o nosso género é o que não nos falta.

 

Que me desculpe o resto do mundo, mas para mim não existem mulheres mais atraentes que as cabo-verdianas. Lindas, guerreiras, perspicazes, amorosas, positivas e gostosas pra caramba, só para citar alguns dos infinitos predicados que caraterizam a mulher crioula. Por falar em atratividade, lembras-te daquele post de há umas semanitas atrás que ligava a infidelidade masculina a um nível de inteligência mais baixo?

 

A propósito disso, não sei se chegaste a acompanhar o debate que se seguiu nas notas de rodapé. Entre farpas, bitaites, conselhos e confidências, não se chegou a consenso, já que nenhuma das bancadas soube precisar porque trai um homem quando nada lhe falta na relação. E com nada quero dizer, boa cama, boa mesa, bom ombro amigo e mais do que satisfatórios níveis de respeito, fidelidade, mimo e carinho.

 

Ontem, deparei-me com um artigo que me forneceu uma explicação minimamente convincente a esta questão tão premente, que urge ser desmitificada, nem que seja para uma melhor gestão de futuras relações.

 

O estudo Pessoas atraentes e a longevidade das relações: a beleza não é o que se pensa, sob a chancela da prestigiada Universidade de Harvard, garante, com base em dados empíricos, que os mais atraentes têm mais dificuldade em manter relacionamentos longos, dado que estão mais propensos a assédio, logo tentações. Ou seja, além de ser frequente os mais bonitos terem interessados fora da relação, eles próprios também tendem a interessar-se mais por outras pessoas.

 

Estudos anteriores sobre o mesmo tema tinham já demonstrado que quando se assume um compromisso com alguém, tendemos a relativizar a atratividade dos outros, numa espécie de negação que visa manter a tentação a léguas de distância da nossa relação.

 

De facto, não é difícil comprovar, na vida real, que os emparelhados mais apetecíveis despertam maior interesse e cobiça alheia. O que não é assim tão flagrante, como garante o citado estudo, é que os próprios também têm mais probabilidade de sentir essa atração por alguém "de fora", sobretudo se estiverem insatisfeitos com as suas relações.

 

A ser assim, parece-me que a solução para minimizar o risco de infidelidade reside nesta simples equação: arranjar um parceiro pouco atraente. Será? Eu é que não pretendo pagar para ver.

 

Boa semana e um viva à mulher crioula, que bem merece!

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7 comentários

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De Fiquemos pelo anonimato a 27.03.2017 às 17:40

Ai esses estudos... (Eu sei que a culpa não é sua)
Mas isto de associar a beleza à fidelidade... (sem comentário possível)
Ora vejamos, compromisso, não exite?
Quando se está num relacionam tem que haver obrigações de ambas das partes senão dificilmente vai funcionar.
Por isso, há que mudar mentalidades para que as coisas corram pelo melhor.

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De LegoLuna a 27.03.2017 às 18:19

E lá voltamos nós a mais do mesmo: porque se trai?
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De Fiquemos pelo anonimato a 27.03.2017 às 18:26

Uma das razões do sucesso no amor é o compromisso.
Se ele estiver ausente, fica mais dificil.
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De Pedro Lopes a 28.03.2017 às 10:53

-> "A galinha da vizinha é melhor que a minha!"

-> Porque existe oportunidade (dai os mais bonitos do estudo traírem mais).

-> A emoção de algo novo, diferente da rotina do dia a dia.

-> A insatisfação permanente da condição humana, que se traduz na constante pergunta, " e se posso ser mais feliz" , " e se me posso realizar como pessoa melhor" , " e se é a companheira/o para os sonhos que não consigo realizar onde estou actualmente".

Como é óbvio isto é tema para muitos debates sociológicos.
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De LegoLuna a 28.03.2017 às 11:00

Podes crer Pedro. Tocaste no âmago da questão. Estamos inspirados hoje ou é apenas fôlego matinal? Feliz dia.
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De Fiquemos pelo anonimato a 28.03.2017 às 14:28

Caro Pedro,

É uma questão de mentalidades.
Ora vejamos para a primeira citação posso responder com "Quem tudo quer tudo perde"
Já para a última, "quanto maior o sonho maior é a queda", mas antes ainda tinhamos responder a outra questão, alimentar uma paixão que faz feliz/realiza a pessoa???
Para a 2ª e 3ª citação foi feito alguma coisa para quebrar a rotina? Falaram do que corre menos bem na relação?

Uma coisa é certa e subcrevo
"Como é óbvio isto é tema para muitos debates sociológicos."
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De LegoLuna a 28.03.2017 às 15:29

Sinto-me como se fosse segunda-feira à noite e estivesse no auditório do Champalimaud para um Prós e Contras. Adoro!

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