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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


17
Jun16

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No outro dia, Pedro Lopes, seguidor deste nosso espaço, reagia assim ao post Ser solteira não faz de nós menos: "Penso que a grande maioria das pessoas confunde o conceito de solteiro(a) com o facto de uma pessoa estar só.O que nem sempre coincide, pelo senso comum, uma pessoa quando está solteira (sem estar em nenhuma relação estável) tem uma vida social muito mais ativa, sai mais vezes, faz mais atividades, relaciona-se com diferentes pessoas, faz muito mais aquilo que lhe apetece sem o condicionalismo do "outro" junto a nós...".

 

De facto, é comum as pessoas associarem o estado de solteirice com solidão, mas nós sabemos que não é nada disso, pelo contrário! Vejamos o que diz a ciência sobre isso. De acordo com John T. Cacioppo, autor de Loneliness, diversos estudos internacionais apontam no sentido de que uma em cada três pessoas sente-se sozinha. O número é alto e o assunto tabu, o que o torna difícil de ser admitido e combatido. Então, o que se pode fazer?

 

Para o terapeuta comportamental Ghoeber Morales, em primeiro lugar, é preciso saber viver bem e feliz sozinho, sem depender ou depositar a felicidade em outra pessoa. "Grosso modo, podemos pensar em duas visões diferentes de formas de se relacionar: uma visão complementar e outra suplementar", sugere, explicando que a primeira está relacionada ao ideal romântico da cultura ocidental. "A ideia é a da 'metade da laranja', em que uma pessoa só se completará e será plenamente feliz quando encontrar alguém para ocupar esse vazio".

 

Já pela visão suplementar, o indivíduo sente-se bem consigo mesmo, independente da presença de um parceiro. "Nesse caso, a felicidade não é depositada no outro, mas a companhia de um alguém especial pode fazer com que a pessoa se sinta mais feliz", resume. Para Morales, é possível aprender a relacionar-se consigo mesmo. O especialista recomenda que, inicialmente, sejam escolhidas atividades que proporcionam prazer sem precisar de companhia, como ir ao cinema sozinho para ver um filme.

 

"São pequenos passos que aumentam as probabilidades de não se sentir tão isolado e começar a gostar de se estar consigo mesmo. Afinal, encontrar prazer na sua própria companhia pode ser um desafio", avisa. Indica, ainda, que procuremos mudar os hábitos aos poucos. Passar umas horas sozinhos num sábado, por exemplo, tem menos risco de nos provocar frustração do que uma viagem que dura uma semana inteira.

 

Eu como nasci sozinha e sozinha hei de morrer, convivo muito bem com a ausência de companhia. Claro que, como ser social que somos, aprecio bastante conviver (com algumas pessoas, pelo menos). Na ausência destas, a minha própria pessoa é-me suficiente para estar feliz. E a sensação que tenho é que, quanto mais o tempo passa, mais vou preferindo a minha companhia à dos outros.

 

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2 comentários

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De fashion a 17.06.2016 às 13:47

concordo!!! bom post!

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