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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


 

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Hoje chego bem mais tarde que o habitual. Para falar a verdade nem sei como consegui escrever uma única linha. Como adiantado no último post, comecei há poucos dias um trabalho, cujo horário é da meia-noite às nove da manhã, o que faz com que eu passe o dia todo em modo zombie. Como (ainda) não consegui acertar o sono, nos últimos três dias, tenho dormido pouco mais de quatro horas diárias. Logo eu que estava habituada a uma média de dez horas.

 

Tenho dores em sítios que nem sabia ser possível, e olha que sou uma pessoa fisicamente ativa, a minha cabeça pesa como chumbo, os meus olhos fazem-me lembrar um prato mexicano de tanto que picam, os meus pés caminham a passos largos para o serviço de amputologia do São José – esta acabei de inventar, sinal de que os meus neurónios não desistiram de mim. Bom… já deu para teres uma ideia do meu estado.

 

Ninguém me disse que aquilo que me venderam como um simples trabalho de reposição de artigos num gigante retalhista exigia skills que só um verdadeiro estivador possui. Aquilo é tão cansativo, que, depois de oito horas em pé (literalmente falando), o cansaço físico e mental é tão grande que nem sequer te sobram forças para respirar. E tudo isso pelo salário mínimo. Ser pobre – ou melhor, economicamente prejudicada – é a treva. Uma vez disseram-me que era uma princesa que vivia num castelo. Pois agora sou uma ex-princesa que foi parar à secção de descarga do porto de Sines e sem nem direito a luvas ou calçado apropriado. Mas deste assunto prefiro falar noutra altura, que o artigo de hoje é sobre vampiros emocionais e não sobre as minhas desgraças pessoais.

 

Há dias descobri, no site psicologiaymente, uma nova espécie humana: o vampiro emocional. Fazes ideia do que falo? Pelo nome, não é difícil lá chegares. É o tipo de pessoa que, inconscientemente ou não, tende a enfraquecer o nosso estado emocional, sugando as nossas reservas de otimismo e energias positivas. Pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade ou falta de empatia são algumas das razões que justificam este emanar de más vibrações nos outros.

 

Acautela-te que elas andam por aí, sedentas de "sangue bom", talvez mais perto do que imaginas. Identificá-los pode ser mais fácil do que pensas, pois o seu modus operandi é bastante simples: aproveita-se de elementos como tempo e proximidade para começar a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam.

 

Tal qual os verdadeiros vampiros, este tipo de indivíduos não mostra a sua (verdadeira) essência à toa. Como um verdadeiro predador, cultiva certos laços emocionais e de amizade com a 'presa', antes de exercer a sua presença nefasta na vida desta. Feito isso, só tem que tirar proveito das fraquezas alheias. Sete personalidades estão associadas aos vampiros emocionais: são exigentes, pessimistas, catastróficos, vitimistas, agressivos e sarcásticos.

 

Quem não conhece, convive ou alguma vez se cruzou com um exemplar desta espécie? Infelizmente, um não será uma resposta meramente utópica. Meu bem, caso a convivência com este tipo de criaturas te seja inevitável, mais vale saberes bem com quem estás a lidar, de modo a te precaveres da sua influência e saberes gerir as suas más vibrações.

 

A primeira coisa a reter sobre indivíduos assim é que, conscientes ou não da sua maneira de ser, são o que são. Quanto a isso pouco ou nada há a fazer. Então o que fazer, deves estar a questionar-te. Tens duas alternativas: aceitar a natureza deles e tentar minimizar os danos ou bani-los de todo da tua convivência. Isso agora é algo que só tu podes decidir.

 

Ao longo da minha vida tive o infortúnio de cruzar-me com algumas subespécies destas. Algumas mandei àquela parte, outras aturo o estritamente necessário e umas poucas, que não me é possível descartar da minha vida, evito a todo o custo e tento refugiar-me na minha bolha de segurança sempre que as tiver por perto.

 

Dado que, quanto mais próxima for a relação, maior os efeitos nocivos deles na nossa vida, parece-me que evitá-los o máximo possível é a melhor solução. Por experiência própria sei que quem se alimenta da energia emocional alheia costuma ser um expert na arte da manipulação, controlando emocionalmente as suas 'vítimas' para atingir seus objetivos. E uma vez conseguido o intento, partem à conquista de uma nova presa.

 

E com esta despeço-me de ti com um 'até não sei quando voltaremos a falar'. Com este trabalho, por mais que queira, não vou conseguir manter a assiduidade dos artigos. Vou escrevendo quando puder, prometo!

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