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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Imaginemos que estás num evento social e apresentam-te uma pessoa e que revela-se excessivamente educada, gentil e agradável. A reação natural é simpatizar de imediato com essa pessoa. Certo? Nem tão certo assim, meu bem, já que uma nova pesquisa, divulgada em dezembro último, lança um alerta em relação às pessoas excessivamente educadas, dizendo que estas são mais propensas a trair.

 

Para chegar a esta conclusão, os investigadores da Association for Computational Linguistics descobriram que, em 57% das conversas em que alguém estava sendo excessivamente gentil ou educado, estes acabaram cometendo algum tipo de traição para com essa mesma pessoa.

 

Neste contexto, a polidez é encarada como uma forma de desarmar e levar o outro a baixar a guarda, isto é a abrir mão das  suas defesas e reservas. Não é à toa que os psicopatas e sociopatas apresentam um índice de polidez tão acentuado. É uma forma de manipulação que vivenciamos todos os dias.

 

Um dado importante deste estudo, e um elemento constante nas traições constatadas ao longo do mesmo, foi uma mudança de humor de conversação. Daí que os cientistas alertem para o seguinte: perante alguém que nunca te passou cartão e, de repente, passa a ser extremamente agradável contigo, convém ligar as antenas e sintonizar o radar. O mesmo pode ser dito sobre aquela pessoa que tem sido um inimigo declarado e que, de uma hora para outra, muda de abordagem e passa a comportar-se com o nosso BFF.

 

Convenhamos que não é tarefa fácil detetar um anormal índice de polidez, sobretudo quando se trata de pessoas que não conhecemos. Por estarmos pouco familiarizadas com elas e com o seu modo de ser e agir, ficamos sem saber se estão sendo forçadamente agradáveis ou se apenas a demonstrar a real natureza delas. Nesse caso, o melhor é deixarmo-nos guiar pelo instinto e perguntar "o que é que esta pessoa poderá querer de mim?"

 

A dita pesquisa ressalta que isso não quer dizer que devamos tornar-nos seres desconfiados, sempre à espera de ser traído por aqueles que são muito gentis. Nada disso! O importante é ter em mente: há pessoas lá fora que alimentam-se da bondade dos outros.

 

Este artigo serve como um simples lembrete: as coisas nem sempre são o que parecem.

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1 comentário

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De Ana Gomes a 07.03.2016 às 17:38

Eu costumo dizer que quando são bem falantes de certo vão enganar-nos... afinal tenho razão!
Não os admiro muito principalmente quando começam com palavreado caro... argh!

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