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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Assim que os meus olhos bateram no título do artigo, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: "Não podem estar a falar a sério. Isto só pode ser uma brincadeira!". Mas enquanto ia consumindo avidamente as palavras do texto, fui tomando consciência que não era nada disso, antes pelo contrário, a ideia até estava sustentada com argumentos credíveis, não obstante suscetíveis de contestação.

 

A esta altura do campeonato deves estar à nora, pensando "mas do que fala esta gaja?". Refiro-me ao artigo Quer ser promovido? Entregue-se à bisbilhotice, publicado pelo site Dinheiro Vivo, no qual defendem que a cusquice, palavra tão lusitana, pode ser usada como uma escada para o sucesso profissional, mais concretamente para se conseguir uma promoção.

 

De acordo com o artigo mantermo-nos fora das conversas sobre outras pessoas, pode fazer com que estejamos a perder alguma coisa, na medida em que "estaremos a desdenhar todo o género de informações que nos podem ser úteis, assim como à nossa carreira e ao nosso trabalho". E como fundamento desta teoria, citam Linda Hill, professora de Gestão de Negócios na Harvard Business School.

 

Para esta docente, dar ouvidos a tagarelices de escritório é uma excelente maneira de ficar a saber o que se passa na empresa – que grupo conseguiu recentemente um bom negócio, por que razão o diretor financeiro esteve ausente do escritório uma semana ou quais as iniciativas que o CEO é capaz de aprovar. Pelos vistos, trocas informais de informação podem ser tão úteis como as formais e ajudam-nos a construir relações com os colegas. "Isto constrói um laço porque as pessoas sentem que confiam em nós o suficiente para partilhar informação sensível", justifica Hill.

 

De facto, informação é poder e quem o detém parece estar sempre um passo à frente, mas custa-me acreditar que, na realidade, as coisas funcionem nestes moldes. Se bem que... o que não faltam são exemplos de pessoas que ascendem no trabalho à custa de esquemas, coscuvilhices, intrigas, rasteiras, sem falar nos exercícios horizontais (vulgo job de cama).

 

A ser verdade, pode ser este o motivo para que nunca tenha sido promovida. Agora a questão para um milhão de euros é: vale a pena abrir mão de um dos meus princípios morais mais básicos para subir na carreira? Despeço-me com esta deixa e espero que para ti esta teoria faça mais sentido do que para mim.

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1 comentário

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De camellia a 11.11.2015 às 11:49

Para mim não faz sentido nenhum! Irrita-me solenemente pessoas que passam a vida mais interessadas na vida dos outros do que na sua própria vida!´




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