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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ontem à noite tive um longo e interessante bate-papo com um seguidor deste blog, que me confiou a sua estória de amor. A meu ver, esta é digna de ser dada a conhecer; não só por ser capaz de resgatar em nós aquela veia romântica algures perdida, como por nos fazer sentir que o amor vale sempre a pena.

 

Assim, após obter a devida permissão dele, – a quem passo a tratar por MC – e da sua amada – a quem passo a tratar por S –  eis-me aqui a partilhar contigo a versão abreviada da sua inspiradora experiência:

"É assim…
Após o divórcio bati no fundo... porque tenho uma filha desse casamento que agora está longe... e ir vê-la não é fácil.
Fiz o meu luto, em baixo claro. É horrível para um homem saber que foi traído. Depois tive umas amigas coloridas... como tu dizes "bazei os cxxxx", até que um dia saí com a S.
Passado pouco tempo pensei: "Para tudo. Acabou. É com ela que vou ficar".
E pronto... 4 anos, 1 filho, muita compreensão, muito amor.
Às vezes os meus pais ficam aqui de babysitting e nós vamos sair e namorar. E o engraçado é que quando sei que vou sair com ela à noite sinto-me excitadíssimo, como se de um primeiro encontro se tratasse.
O mais fácil para ela seria ter-se afastado, já que um dia depois de termos começado a namorar a minha vida entrou em loucura, dei por mim com uma catrefada de acusações mergulhado em tribunal. Ela ficou sempre do meu lado. Acreditou em mim e agora que tudo se arquivou penso: "Bolas, que bela companheira, mulher, que tenho".

 

Algo que me tocou particularmente é que enquanto conversava com MC, que tem a mesma idade que eu, a sua amada estava mesmo ao lado a acompanhar tudo, num espírito de cumplicidade e liberdade que raramente se ouve narrar nos dias de hoje. Não conheço muitas mulheres que encaram de ânimo leve o seu homem manter conversações com outra mulher na rede, ainda mais se não a conhecem.

 

São coisas assim que me fazem acreditar que esse é o amor que vale a pena. MC confidenciou-me ainda que a sua S – refere-se a ela como "a minha S" – deseja outro filho. E eu ofereci-me para tomar conta da cria quando quiserem sair para namorar.

 

O amor é lindo, não é? O ser humano é que é feio!

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