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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


02
Jan17

Ano novo, postura nova

por LegoLuna

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 Ora viva!

 

Ano novo, vida nova é o que mais se apregoa por estes dias. Na conversa com os amigos, na televisão, nas redes sociais, mas sobretudo na nossa consciência. Contudo, de que adianta querer uma vida melhor se não estivermos, de facto, dispostos a mudar de atitude, postura, mentalidade, comportamento, como preferires chamar-lhe?

 

A cada virada de ano, defino uma lista com 10 resoluções, idealizo uma série de conquistas, assumo uma data de coisas, elaboro planos e mais planos, mas o mais importante acaba sempre por ficar pelo caminho: mudar de atitude. Ano após ano vira o disco e toca o mesmo.

 

Uma vez, uma amiga (PT lá do meu antigo Hut), a propósito do rapaz lá do ginásio, disse-me algo que já tinha ouvido várias vezes, mas que nunca tinha assumido grande significado para mim. Não me recordo quais foram as palavras exatas dela, mas era algo neste sentido: "Como esperas ganhar o jogo se não mudas a tática?".

 

Tudo isso para dizer que o meu maior desafio para este ano, mais do que um emprego decente, dinheiro para viajar, reencontro com a família, regresso a Paris, mais e melhor Ainda Solteira, "borboletas no estômago", cabeleira farta e otras cositas más, é o de mudar a minha postura. Essencialmente em relação à negatividade dos meus pensamentos, ao perdão, às segundas oportunidades e ao "estou-me nas tintas para o que não depende de mim".

 

A propósito do desejo de melhorar a disposição e obter uma vida diferente que atinge 9 em cada 10 das pessoas no início do ano, o especialista em terapia comportamental e cognitiva, Nicodemos Borges, aponta oito (excelentes) dicas:

 

1. Mudança de visual
Um novo look, tenha ele a ver com o cabelo, o guarda-roupa ou o corpo, podem fazer muito pela nossa autoestima.

 

2. Ajuda ao próximo
Gentileza gera gentileza, logo dar boleia a uma pessoa, ajudar alguém a atravessar a rua ou a carregar coisas, dar comida a quem dela necessita, doar coisas que não precisamos, não só fará bem a quem recebe a gentileza como gerará bem estar em quem a pratica.

 

3. Adeus 'tralhas'
Coisas que não usamos há mais de seis meses é sinal de que podemos muito bem passar sem elas. Sendo assim, o melhor a fazer é mandá-las para reciclagem, doá-las a instituições de caridade ou oferecer aos mais necessitados.

 

4. Animal de estimação
Para mim esta dica nem se cogita, mas acredito que para ti possa ser uma bênção. Adotar um animal de estimação é uma boa forma de fazer mais e melhor por outro ser vivo e dar um novo ânimo à tua vida.

 

5. Algo novo
Quer seja um idioma, uma dança, uma modalidade desportiva, um ginásio, um itinerário, uma disciplina, um prato, ou o que mais te lembrares, aprender uma coisa nova faz com que a tua vida fique mais emocionante e melhores as tuas capacidades.

 

6. Dança
Abanar o capacete, como se diz na gíria, é uma das atividades físicas mais satisfatórias que existem, por isso investir nela será, sem dúvida, uma aposta ganha. Além da boa forma física, poderás divertir-te a valer. Nunca se sabe quem poderá ser o teu colega de pista.

 

7. Novos horizontes
Viajar, a melhor oportunidade para se descobrir países, locais, pessoas, experiências, culturas, gastronomias e modos de vida, é algo que devia vir salvaguardado na carta magna. Além de nos permitir ampliar a nossa visão do mundo e contribuir para a nossa cultura geral, é um verdadeiro bálsamo para a alma. E um antídoto à infelicidade.

 

8. Social media detox

Dedicar horas e horas ao Facebook, Twiter, Instagram e companhia ilimitada não só não vai contribuir para a tua (real) felicidade, como vai-te envolver numa mescla de feira das vaidades com fogueira das futilidades. Dessa enfermidade não padeço, mas caso tu sim, que tal passares a conviver mais com pessoas de carne e osso e menos com as de pixéis, frames e caracteres? Que tal olhares mais para o que te rodeia e menos para as fotografias alheias? Que tal substituíres os likes virtuais por abraços reis? Que tal mais declarações de amor e menos emojis? Poderia passar aqui o resto da tarde a (tentar) demonstrar-te o quanto nos aliena e anestesia o social media (e bem sabes que disso entendo eu). As redes sociais são uma das melhores coisas que nos aconteceram, isso nem se discute. Infelizmente, possuem essa capacidade dicotómica de afastar quem está perto e aproximar quem está longe. Há é que saber estabelecer uma linha que separe o real do virtual.

 

Como podes ver, meu bem, atitudes simples podem resultar num grande impacto na nossa vida, conferindo-lhe aquela excelência que tanto desejamos e merecemos.

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