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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


02
Nov16

Afetos que curam

por LegoLuna

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Porque nem só de lamentos é feita a minha existência, hoje é dia de partilhar uma bonita e comovedora manifestação de afeto de uma amiga, que me chegou pelas "mãos" do Mr. FB. Ora lê e depois diz-me se não é uma verdadeira injeção de ânimo.

 

Oh minha amiga,

Sabes, pode não parecer, mas sinto remorsos por não te procurar mais vezes, por, com alguma frequência, me "demitir" do sentimento de responsabilidade que tenho por ti, por imaginar que precisas muito mais das minhas palavras que eu das tuas, isto porque, eu aprendi desde muito cedo a viver na adversidade e imagino sempre que tu não, que foi a vida que te colocou nessa situação de por vezes estares tão em baixo e a precisar de uma mão que te puxe.

Quero dizer-te que se não te procuro mais vezes não é porque não pense em ti, não é porque não precise de ti na minha vida, não é porque não faças a diferença entre o ter-te e o não ter-te ... não, é tudo ao contrário, gosto de ti, gosto de saber que gostas de mim, gosto de saber que se precisar de uma palavra amiga, posso ir buscá-la em ti porque não a negarás, nunca!

Acontece Lego, que demasiadas vezes ao longo da minha vida precisei de ser só minha, ser só para mim, estar só comigo, ouvir-me, falar-me, rejeitar-me e reconquistar-me ... demasiadas vezes precisei de me resgatar emocionalmente e isso só tem sido possível comigo mesma e em mim mesma ... infelizmente não tenho conseguido deixar-me resgatar por outros que não os que vivem em mim. E é por isso que às vezes fico longe, quieta a deixar o tempo passar, porque se não estou positivamente bem que contributo vou dar a quem precisa de ânimo?

Geralmente estou sempre bem, aprendi a relativizar quase tudo e como tal não amo demais, mas também não sofro demais e assim mantenho-me à tona da vida.

Tudo isto para te dizer que, embora esteja há semanas sem te dizer nada, isso não quer dizer que não pense sempre em ti e fico triste e com remorsos ao ler a tua última crónica.

Também quero repetir aquilo que já te disse outras vezes, o tempo é o senhor de todos os momentos, os bons, os maus e os menos bons e a sabedoria que o sr. tempo nos passa é que devemos respeitá-lo e deixá-lo fazer o seu trabalho de cura dos momentos maus e dos menos bons. Desejo-te um dia e dias tranquilos e serenos na rota da felicidade ou pelo menos no caminho da conquista.

Beijosss.

 

De facto, os afetos (quase) tudo curam e o que não curam, pelo menos, ajudam a sarar. Depois dessa o desânimo deu lugar à esperança, a tristeza cedeu vez à motivação e a confiança que andava perdida recuperou o rumo. Amanhã há mais: mais dia, mais vida, mais oportunidade, mais expectativa, mais sonho.

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