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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Nos últimos tempos, quem sabe por estar a decorrer o meu processo de candidatura ao clube dos "entas", o que mais tenho ouvido é que a vida começa aos 40; isso porque, na opinião daqueles que partilham dessa visão, é nessa década que se atinge o auge da realização pessoal, sexual, profissional, familiar e emocional.

 

Até vivenciar por mim mesma, não posso atestar a veracidade desta teoria. O que posso fazer é depositar as minhas melhores expectativas para que, de facto, esta se confirme. Não sou de me lamentar, antes pelo contrário, mas a verdade é que não posso dizer que os trinta tenham sido generosos para com a minha pessoa, sob nenhum aspeto. Pelo contrário, foi a década mais difícil de toda a minha existência.

 

A propósito disso, a crónica de hoje consiste numa série de experiências, partilhadas por quem já atingiu essa idade, as quais toda mulher "deve" ou pode ter experimentado após quatro décadas de vida neste planeta.

 

São elas:

1. Um beijo tão poderoso que continuamente a faça lembrar da palavra "paixão".
2. Um homem que realmente soube amar.
3. Uma compreensão do histórico médico familiar que permita que tome as medidas apropriadas para preservar o seu bem-estar.
4. Saber confrontar um amigo ou alguém próximo sem perder o autocontrolo.
5. Aconselhar uma criança sobre compaixão.
6. Um lugar "seu" (onde possa permanecer em silêncio, confortável com os seus pensamentos).
7. Saber cozinhar decentemente, pelo menos, um prato.
8. Ter, pelo menos, um bom amigo que a faça rir …
9. E pelo menos, um amigo que, sem julgar, a chame à razão.
10. Algo muito caro que comprou, não por impulso, mas porque realmente mereceu.
11. Um sonho ou uma visão de si mesma tão extraordinária que realmente a assustou.
12. Uma experiência passada apaixonante que contará com prazer nos seus últimos anos.
13. A perceção de que a velhice é inevitável, e que deve ter uma maneira de financiá-la.
14. Uma cicatriz emocional que a fez sofrer, mas fortaleceu a sua personalidade.
15. Uma roupa tão adorável que vestiria descaradamente na frente de qualquer pessoa, a qualquer momento.
16. Uma atividade de rotina apenas para si.
17. Saber que os seus pais cometeram erros, mas muitas vezes fizeram o melhor que podiam, com o que tinham.
18. Memórias que a façam estremecer.
19. Um diário ou registro pessoal de seus pensamentos e sentimentos mais profundos.
20. Um amigo para quem possa ligar a qualquer momento.
21. Algum objeto que lhe traga um trago de sentimentalismo.
22. Saber o que considera, ou não, aceitável em qualquer relacionamento.
23. Um segredo bem guardado, que imediatamente provoque um sorriso.
24. Uma mulher mais velha na sua vida, que possui características que deseje imitar.
25. Um senso de espiritualidade (leia-se: não religiosidade) que nutre e ensina.
26. Uma canção ou peça musical que a defina.
27. Ou a faça querer cantar com toda a alma.
28. Uma lista de "tarefas pendentes" (que pode ou não ser completa).
29. Um propósito maior que a faça sair da cama, mesmo nos dias mais difíceis.
30. Uma compreensão completa de quem é como mulher – e implicações potenciais deste conhecimento.
31. Ter algo que ninguém lhe possa tirar, independentemente das circunstâncias.
32. Um álbum de fotos, de memórias amadas.
33. Perder alguém tão profundamente amado que vai deixar para sempre um vazio na sua alma e um buraco no seu coração.
34. Ter a capacidade de dizer "Não" sem qualquer explicação adicional.
35. Aceitar a pessoa que vê ao espelho, com imperfeições e tudo.
36. Qualquer passatempo ou interesse no qual se possa perder por horas.
37. Um cabelo grisalho ou dois, ou uma parte do seu corpo que provavelmente nunca irá aperfeiçoar.
38. Um parceiro romântico que, mesmo que as coisas não tenham funcionado, libertava o seu "lado selvagem".
39. Um pouco de dinheiro guardado, ou recursos suficientes em caso de emergência.
40. Perceber que os 40 anos de idade não a tornam "velha". Há muito o que viver!
 
É com esta listagem em mente e o coração repleto das melhores expectativas que pretendo tornar-me na mulher de 40, que Roberto Carlos tão bem soube cantar. 

 

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