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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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A semana começa com novidades. Atentendo ao parecer dos que seguem este blog, a partir de hoje, está instituída uma nova rubrica no Ainda Solteira: À conversa com... o(a) solteiro(a) da semana. Este será um espaço onde aqueles que assim o queiram podem dar-se a conhecer, revelando um pouco da sua experiência de single.

 

É minha intenção publicar uma entrevista por semana, alternando entre os géneros. Qualquer pessoa pode participar, bastando, para tal, enviar-me uma mensagem privada por aqui ou pela página do Facebook, para que eu possa elaborar o guião da entrevista e combinarmos os detalhes. Que te parece esta ideia, meu bem?

 

A minha primeira cobaia é EA (de quem, por motivos de confidencialidade, só revelo as iniciais do primeiro e último nome), um muy guapo universitário de 24 anos, que de imediato se disponibilizou para partilhar connosco a sua experiência de solteiro. Fica a conhecer um pouco mais sobre ele.

 

O que é para ti ser ou estar solteiro?

Se não assumo nada de sério com ninguém, isto é, uma relação romântica exclusiva com uma pessoa, com o intuito de construir um futuro a dois, considero-me solteiro.

 

Como encaras a tua solteirice do ponto de vista social?

De uma forma muito tranquila. Acho que ser solteiro é algo muito normal, muito natural, e nunca me impediu de fazer nada ou de ir a certos eventos.
E acho que, hoje em dia, é muito comum ser-se solteiro. As pessoas já não têm aquela ideia de que aos 22 anos já se tem de estar casado, aos 30 com filhos, etc. 

 

A tua vida social costuma registar constrangimentos por causa do teu celibato?

Não, é tudo muito normal. O facto de a maioria dos meus amigos também serem celibatários faz com que não me sinta excluído do grupo, nem que se torne estranho eu ser um.
Mesmo em outros eventos, nunca senti qualquer constrangimento. As pessoas tratam-me de forma normal, nunca fazendo aquelas perguntas: "Porque é que ainda não tens namorada? Já estás na idade…", nem nada disso. Sou tratado banalmente, por assim dizer.

 

Hás de concordar que ser comprometido (também) é bom. Mesmo assim, (ainda) solteiro. Porquê?

A principal razão foi ainda não ter encontrado uma mulher que me faça assentar, assumir uma relação com ela.
O facto de também não ter muito tempo, devido a estar a acabar os estudos, e de ter certos objetivos que são mais fáceis de realizar estando solteiro, também influenciam o estar solteiro.

 

Qual o papel do amor – o sublime sentimento de afeto – no teu estado civil?

Bem, se estou solteiro, foi porque ainda não encontrei o amor. Essa é a razão principal para estar solteiro. Quero, quando estiver com alguém, que seja mesmo amor, quase daqueles que se vê nos filmes, que dure para o resto das nossas vidas.

 

Tens alguma filosofia de vida relacionada com a solteirice que queiras partilhar connosco?

A minha filosofia é apenas de ser feliz solteiro, pois só assim poderei ser feliz quando estiver comprometido, e aproveitar ao máximo a vida de descomprometido.

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