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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ainda na senda do artigo de ontem, hoje partilho contigo algumas razões para se ser solteiro. Sei que não precisas delas, mas é sempre bom estarmos a par do que se passo no Single World, um universo só nosso, que muitos não aprovam, outros não descodificam, vários invejam e uns alguns simplesmente rejeitam.

 

Não estar emparelhado é uma condição cada vez mais comum e que, felizmente, já não assume aquela conotação pejorativa ou determinativa do nosso grau de atratividade e felicidade. Começa-se assim a perceber que há mais pessoas solteiras do que se pensa. Por exemplo, na Suécia, um dos países com maior índice de desenvolvimento humano e felicidade, quase 60% da população vive só. Dá que pensar, não dá?

 

A propósito disso, invoco a obra Going Solo, da autoria do sociólogo Eric Klinenberg, que, entre outras coisas, aponta nove boas razões para se ser ou continuar solteiro:

1. São geralmente mais sociais do que os casados.

2. São benéficos para a economia, já que tendem a sair mais à noite e a gastar mais dinheiro em bares e restaurantes.

3. A maior parte das pessoas gosta de estar junto de solteiros, já que são "mais interessantes e divertidos", nas palavras do autor.

4. São boas para o mercado imobiliário (só nos EUA representam 1 terço dos compradores).

5. Têm mais poder político porque são cada vez mais.

6. Têm mais parceiros sexuais.

7. Investem mais nas suas carreiras profissionais.

8. Têm mais tempo pessoal, já que o tempo que passamos sozinhos é muito importante para revigorar a mente.

9. Estão a mudar o mundo e a desformatar paradigmas antigos. Por exemplo, há 32 milhões de americanos solteiros, o que faz com que a base da sociedade se altere profundamente.

 

Depois desta, sou uma solteira ainda mais feliz.

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Lembras-te do artigo Não é por isto que estás solteira!, aquele que versa sobre algumas respostas preparadas pela Cosmo para quando nos perguntarem porque (ainda) estamos "desocupadas"? Sim? Nesse caso passa para o próximo parágrafo. Caso contrário, convém leres o artigo antes de prosseguires com a leitura.

 

Agora é a minha vez de te preparar uma resposta à altura desta inglória, castradora e sempre inoportuna questão. Da próxima vez que alguém te perguntar porque estás sozinha/solteira, olha bem fundo nos olhos dessa criatura que se deve achar uma espécie de inspetor do amor e, da forma mais descontraída e brincalhona que conseguires, sai-te com esta: "Estou sozinha/solteira porque não estou com ninguém. Dah!"

 

Tão simples quanto isso! Além de deixares a pessoa desarmada, para não dizer aparvalhada, com a obviosidade lógica da tua resposta, demonstras ainda que te sentes à vontade com o teu estatuto amoroso ao ponto de brincares com a situação. E se fores pestinha como eu, podes ainda rematar o assunto com mais esta: "No dia que me perguntares porque não estou com ninguém, aí sim, eu explico-te!"

 

Touché!

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07
Jul16

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Sabemos nós que há coisas que são autênticas "corta-tesão", tanto para eles como para elas. No meu caso particular são as tatuagens grandes, cabelo comprido, barba rija, demasiado músculo, camisa cavada, alargador, roupas demasiado justas, tabaco, pelos, dentadura feia ou mal cuidada, baixa estatura, só para citar os mais flagrantes. Sim, estou ciente que sou exigente e picuinhas. Porque achas que continuo solteira, não obstante todos os meus predicados?

 

Que me perdoem os meus seguidores que se revejam nesta minha descrição. Não é de todo minha intenção ferir suscetibilidades e muito menos marginalizar quem quer se seja. A culpa é da minha líbido, que, quando confrontada com estas caraterísticas, pura e simplesmente se recusa a despertar do seu estado letárgico de indiferença - muitas vezes, repugnância mesmo.

 

Adiante, que este artigo não é sobre o que me atrai a mim no sexo oposto, mas sim sobre o que pouco atrai os homens em nós. Meu bem, presta atenção ao que vem a seguir, pois o teu estado de solteirice talvez se deva a alguns destes aspetos.

 

Comer num transporte público ou ter um piercing na parte superior do lábio são dois dos aspetos que mais afastam os homens das mulheres, considera o Reedit, citado pelo The Telegraph. Brincos de argola (essa apanhou-me desprevenida, admito), perfume com cheiro a velha, sabrinas e unhas demasiado compridas tão pouco lhes agradam. Assim como batom com cor demasiado berrante.

 

Em contrapartida, não resistem a personalidade cativante, aspeto físico cuidado (independentemente do size dela), cor vermelha, voz agradável (nem grossa nem estridente), leveza de espírito e energia positiva. Estas caraterísticas que conseguem deixar qualquer macho pelo beicinho.

 

Como pudeste constatar, o sexo masculino não é assim tão esquisito ou exigente no que toca ao sex apeal. Sendo assim, cabe às mulheres que estiverem para aí viradas investir nestes aspetos e começar a colecionar admiradores e pretendentes.

 

Caso contrário, sempre podem continuar solteiras e seguidoras deste blog. Afinal, alguém tem que me fazer companhia na minha solteirice.

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17
Jun16

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No outro dia, Pedro Lopes, seguidor deste nosso espaço, reagia assim ao post Ser solteira não faz de nós menos: "Penso que a grande maioria das pessoas confunde o conceito de solteiro(a) com o facto de uma pessoa estar só.O que nem sempre coincide, pelo senso comum, uma pessoa quando está solteira (sem estar em nenhuma relação estável) tem uma vida social muito mais ativa, sai mais vezes, faz mais atividades, relaciona-se com diferentes pessoas, faz muito mais aquilo que lhe apetece sem o condicionalismo do "outro" junto a nós...".

 

De facto, é comum as pessoas associarem o estado de solteirice com solidão, mas nós sabemos que não é nada disso, pelo contrário! Vejamos o que diz a ciência sobre isso. De acordo com John T. Cacioppo, autor de Loneliness, diversos estudos internacionais apontam no sentido de que uma em cada três pessoas sente-se sozinha. O número é alto e o assunto tabu, o que o torna difícil de ser admitido e combatido. Então, o que se pode fazer?

 

Para o terapeuta comportamental Ghoeber Morales, em primeiro lugar, é preciso saber viver bem e feliz sozinho, sem depender ou depositar a felicidade em outra pessoa. "Grosso modo, podemos pensar em duas visões diferentes de formas de se relacionar: uma visão complementar e outra suplementar", sugere, explicando que a primeira está relacionada ao ideal romântico da cultura ocidental. "A ideia é a da 'metade da laranja', em que uma pessoa só se completará e será plenamente feliz quando encontrar alguém para ocupar esse vazio".

 

Já pela visão suplementar, o indivíduo sente-se bem consigo mesmo, independente da presença de um parceiro. "Nesse caso, a felicidade não é depositada no outro, mas a companhia de um alguém especial pode fazer com que a pessoa se sinta mais feliz", resume. Para Morales, é possível aprender a relacionar-se consigo mesmo. O especialista recomenda que, inicialmente, sejam escolhidas atividades que proporcionam prazer sem precisar de companhia, como ir ao cinema sozinho para ver um filme.

 

"São pequenos passos que aumentam as probabilidades de não se sentir tão isolado e começar a gostar de se estar consigo mesmo. Afinal, encontrar prazer na sua própria companhia pode ser um desafio", avisa. Indica, ainda, que procuremos mudar os hábitos aos poucos. Passar umas horas sozinhos num sábado, por exemplo, tem menos risco de nos provocar frustração do que uma viagem que dura uma semana inteira.

 

Eu como nasci sozinha e sozinha hei de morrer, convivo muito bem com a ausência de companhia. Claro que, como ser social que somos, aprecio bastante conviver (com algumas pessoas, pelo menos). Na ausência destas, a minha própria pessoa é-me suficiente para estar feliz. E a sensação que tenho é que, quanto mais o tempo passa, mais vou preferindo a minha companhia à dos outros.

 

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Na segunda, prometi que voltava ao tema solteirice com um texto enviado por uma seguidora deste blog. Como promessa é dívida, ei-lo: assinado por Bruna Cosenza, este fala sobre como aproveitar um estado civil, (aparentemente) desfavorável, a nosso favor. Com isso quero dizer que namorar é bom, mas estar sozinha também o é.

 

Toda mulher solteira já teve medo de ser solteira. Esta frase é muito esquisita, mas acredito que seja uma verdade para muitas mulheres. Eu mesma confesso que já passei por isso, mas hoje já vejo o grande erro que é sentir medo de ser solteira.

 

Se tentarmos entender a origem disso tudo, começaremos a filosofar sobre os inúmeros padrões que a sociedade estabelece e como isso afeta principalmente as mulheres, que desde pequenas se veem na obrigação de seguir o famoso "felizes para sempre" da Disney.

 

Bom, mas este texto não é para indagar os padrões e nem tentar entender por que a sociedade é tão sacana com a mulher em alguns aspetos. Este texto é para realmente tentar libertar essas mulheres solteiras que se sentem tão pressionadas.

 

Meu grande e precioso conselho para as minhas amigas solteiras é apenas um: vivam! Existem tantas coisas maravilhosas para se fazer quando se é solteira. Por favor, joguem essa carência pro lado, sacudam a poeira da necessidade constante de ter alguém com quem conversar no Whatsapp, e venham viver a vida com tudo o que ela tem de bom para oferecer.

 

Nem de longe este é um texto para incentivar o desapego. Até porque seria um pouco esquisito alguém como eu desacreditar no amor. Não. Eu acredito muito na importância do amor pelo outro. Mas eu também acredito MUITO no amor próprio. É ele que nos move o tempo todo, que nos faz descobrir coisas novas, superar obstáculos, e enxergar o mundo de várias formas diferentes ao mesmo tempo.

 

Estar com alguém é realmente muito bom, não nego. Porém, estar sozinha também é extraordinário. E confesso que morro de aflição de ver esse monte de mulheres que simplesmente não conseguem passar um fim de semana sozinhas, que não ficam um dia sem trocar mensagens completamente banais com algum cara, que não têm nenhum medo na vida que vá além do pavor de ficar para a titia.

 

Garotas, acordem! Primeiro de tudo: o amor chega para os distraídos. Já repararam como as maiores paixões de nossas vidas batem na nossa porta quando não estamos esperando por elas? Pois é… Segundo: há milhares de coisas incríveis para fazer quando se é solteira. E calma lá que eu nem estou me referindo a sair pegando todos os caras que existem. Estou querendo dizer exatamente o contrário.

 

Estar solteira é ter muito tempo para si mesma – muito tempo mesmo. Estar solteira é poder fazer absolutamente o que quiser no fim de semana. Pegar o carro e descer pra praia sem dar satisfações, sair com as amigas para dançar e voltar de madrugada, ou simplesmente ficar em casa enfiada debaixo dos cobertores vendo seu filme preferido pela milésima vez. É claro que também podemos fazer tudo isso quando estamos namorando, mas o gostinho sempre muda dependendo do nosso estado civil.

 

Porém, eu ainda acho que estar solteira é mais do que isso. Para mim, a maior vantagem de estar solteira é a autodescoberta que isso promove. É claro que ao nos relacionarmos com alguém também fazemos uma grande viagem dentro de nós mesmos, mas é quando estamos apenas em nossa própria companhia que desvendamos nossos maiores medos, inseguranças, e também descobrimos muitos dos nossos sonhos.

 

E não poderia ser diferente… Afinal, é na solidão que temos nossos momentos de maiores reflexões. Então, é claro que meu conselho não poderia ser diferente. Mulheres solteiras de todos os cantos, raças e credos parem de se lamentar por não terem ninguém com quem dividir a xícara de café. Apenas vivam. Até porque se vocês querem tanto um "felizes para sempre" com alguém, é mais do que primordial terem um momento sozinhas antes disso. Só assim terão certeza de que estão plenas com si mesmas e prontas para dividirem uma vida quando encontrarem a pessoa certa.

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Não sei se também tens tido essa perceção, mas, nas minhas incursões pela internet, tenho constatado que a solteirice é um assunto cada vez mais abordado. O curioso é que, ao contrário do que se via até há uns tempos atrás, nos dias de hoje são cada vez mais as vozes que se levantam contra a estigmatização do estatuto de solteira. Com isso quero dizer que tenho visto muitos mais artigos pró do que contra a solteirice.

 

Tratado há milénios como se de um fardo se tratasse – um tipo de epidemia a que todos estamos sujeitos, mas da qual devemos nos curar tão logo possível, sob pena de sermos rotulados como portadores de uma deficiência qualquer, uma espécie de artigo com defeito –, a solteirice agora está na moda, essa é que é essa.

 

Não sei se face às mudanças de paradigma das relações, não sei se fruto de uma mudança da mentalidade, talvez por parecer que existem cada vez mais solteiros por aí – fruto de separações, desilusões amorosas, alforria em relação à pressão social e familiar, vocação (sem receio ou culpa) para a coisa, ou apenas elevação dos padrões de exigência –, o facto é que o tema solteirice tem vindo a ocupar um lugar de destaque na senda das relações sociais e interpessoais.

 

Cada vez mais, vejo artigos nas revistas – sobretudo as cor de rosa, que antes só passavam cartão aos temas a dois – programas de televisão, filmes, debates e blogs dedicados ao tema. A verdade é que nunca se falou tanto dessa questão.

 

Penso que a maior parte dos solteiros (sobretudo nós mulheres) já provaram ao menos uma vez na vida do amargo sabor da pressão que a sociedade – através da família, dos amigos, dos colegas de trabalho e de todos os outros que se acham no direito de dar palpites na vida alheia – sobre o seu estado civil.

 

Como se ser solteiro fosse indigno da condição humana, neste caso da condição feminina. Como se ser solteiro nos fizesse ser menos pessoa, menos mulher, menos sensual, menos merecedora de afeto, menos criatura de Deus. Como se estar sem um companheiro nos fizesse indignas de ter uma vida feliz e realizada. Como se a razão primeira e última de uma fêmea fosse arranjar um macho para poder mostrar ao mundo que ela é competente e obediente, já que conseguir cumprir o papel que dela se esperava.

 

Eu sinto isso em praticamente todas as situações do dia a dia: quando estou com a família e me interrogam para quando o marido e os filhos. Quando estou com os amigos que já conseguiram "alguém" e mandam bocas de que já está na hora. Quando estou com os que ainda não se arranjaram, mas que torcem secretamente para que não te avies antes deles. Quando, no trabalho, és a única que não fala na primeira pessoa quando a conversa (quase sempre) se restringe a temas como as manias dos maridos, as birras dos filhos, as intrigas das sogras, as investidas das periguetes da vida, os bitaites das amigas, as más influências dos amigos solteiros, e por aí adiante.

 

Bem, poderia ficar aqui a manhã toda a dissecar este assunto, que haveria sempre mais a acrescentar, e o motivo que originou tudo isso ficou por dizer: um texto que uma seguidora me enviou e que queria partilhar contigo.

 

Dado que este post já vai para extenso, o referido texto fica para outra oportunidade. Até porque hoje é o primeiro dia útil da semana, logo a produtividade no trabalho exige-se apurada e inspirada.

 

Despeço-me com aquele abraço amigo e votos de uma semana verdadeiramente fantástica, como só as solteiras bem resolvidas conseguem ter.

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Porque a vida de uma (ainda) solteira tem muito que se lhe diga, partilho contigo mais um artigo do blog Já Foste, assinado por Iandé Albuquerque, sobre a vida de uma solteira.

 

"Ela está solteira, sim, mas não sozinha! Ela tem andado muito bem com a companhia dela mesma. Ela é inteira demais para aceitar ser amada pela metade. Ela é intensa demais para aceitar gente de menos, e é por isso que ela decidiu ficar sozinha hoje. Ela passou a acreditar que é melhor estar sozinha do que mal acompanhada.

 

Ela está solteira, e está tudo bem assim. Ela não encontrou ninguém tão incrí­vel o suficiente para mudar isso. E para falar a verdade, ela anda com preguiça de procurar por aí­. Ela encontrou a si mesma e isso já é o suficiente agora. Ela não precisa de ninguém para se completar porque já está completa e nem precisa de alguém para se sentir feliz, porque ela, por si só, é o bastante.

 

Ela gosta de sair por aí­, aproveitar ao máximo o que a vida lhe oferece, mas adora apreciar um filme sozinha num sábado à noite. Ela gosta de uma boa conversa, de sentar-se numa mesa de bar a ouvir uma banda tocar enquanto conversa sobre o tempo, cinema, família, futebol, sobre o mundo, mas ela ama também por os fones, caminhar sem rumo, entrar num mundo só seu e ficar aí por um tempo, como se todo o universo ao seu redor parasse de existir.

 

Ela gosta de receber elogios, mas ama olhar-se no espelho e ter a certeza disso. Ela acha bonito acordar ao receber mensagens de "bom dia, já estou com saudades" às 6 da manhã, mas ama dormir até tarde e acordar depois das 11. Para ela, essas mensagens não fazem assim tanta falta.

 

Ela é independente, quase sempre. É vaidosa, mas tem dias em que apenas acorda, amarra o cabelo e vai. Ela é doce, mas sabe ser um tanto amarga também. Ela está solteira porque, simplesmente, decidiu estar assim.

 

Algumas deceções, mais alguns enganos. Ela tinha tudo para se fechar, mas preferiu viver e sorrir. Ela já perdeu o chão tantas vezes que acabou por aprender a flutuar. Ela perdeu o teto e aprendeu a admirar as estrelas. Perdeu alguém que não valia a pena e apaixonou-se por si mesma. Um dia ela já quis ficar nos braços de alguém, deitar no colo e nem perceber a passagem do tempo, mas hoje o que ela quer mesmo é mergulhar na vida e deixar-se levar.

 

Não adianta dizer o quanto o sorriso dela é lindo, porque ela já sabe. Não adianta prometer mil e uma coisas, porque ela sabe quando tu não serás capaz de cumprir. Ela já errou bastante, já amou bastante, já se enganou bastante. Agora ela só quer dançar, sorrir e viajar. Ela não quer mais mergulhar, anda cansada de profundezas. Ela só quer ficar na água rasa, ouvir uma boa música, sentir o mar a tocar nos seus pés e que o amor a encontre pelo caminho.

 

Ela cansou de ser só gota, agora é oceano. Sabes aquele tipo de ser que pensa demais e acaba por se magoar por antecipação? Ela já foi assim um dia. Agora ela só quer curtir sem pensar no que vai acontecer amanhã. Não há forma de imaginar o que pode acontecer amanhã, e é por isso que ela vive o hoje, intensamente.

 

Ela já esperou demais, já depositou expectativas demais em quem foi de menos, agora ela aprendeu que surpresas são bem melhores do que promessas. Depois de uma conversa com ela mesma, ela decidiu mudar algumas coisas de lugar. Empurrar a dor para o lado de fora, deixar que entre apenas aquilo que for capaz de somar. E agora, ela diz que simplesmente não quer alguém para dividir as pipocas do cinema. Isso é assim tão difícil de entender?"

 

Tocante este texto, não? Tenho que aprender a escrever assim eh eh eh!

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Hoje partilho contigo um artigo da colega Paula Cosme Pinto, autora do blog A vida de saltos altos, sobre a (não) gravidez depois dos 30 anos. Simplesmente fenomenal, pois ela fala por todas nós que dia sim - e outro também - temos que levar com esse tipo de interrogatório só porque (ainda) não enveredamos pelo caminho da maternidade.

 

"Faço parte daquela geração que já passou dos 30 e que não tem filhos. Faço também parte daquele grupo de mulheres que até estão numa relação duradoura, com uma situação económica estável e sem problemas de saúde de maior. Posto isto, volta não volta (e estas voltas acontecem muito frequentemente), surge a questão: mas afinal quando é que engravidas? A resposta é simples: vocês não têm nada a ver com isso!

 

Depois do clássico "quando é que te casas?", durante os vinte, esta é a pergunta que se impõe à larga maioria das mulheres quando passam dos trinta. Como se nos transformássemos num bicho estranho por não estarmos a contribuir para a taxa da natalidade, principalmente quando a nossa vida aparentemente até "está tão bem encaminhada". O que muita gente não percebe é que esta pergunta pode ser muito inconveniente, ou até mesmo dolorosa. E foi isso que Emily Bingham, 33 anos, quis mostrar ao publicar no seu perfil de Facebook uma foto de uma ecografia, com um texto que se tornou viral nas últimas duas semanas.

 

Se ainda não se cruzaram com ele, deixo-vos as primeiras palavras desta jornalista de Michigan: "Olá a todos!!! Agora que consegui captar a vossa atenção com esta ecografia aleatória que saquei do Google, vou usá-la como um lembrete para o facto de que os planos reprodutivos dos outros NÃO SÃO DA VOSSA CONTA".

 

Emily relembra que antes de se fazer a típica pergunta sobre quando é que alguém começa uma família, deveríamos todos ter em conta que há imensos casais com problemas de fertilidade, muitas vezes há anos em tratamentos deveras dolorosos, tanto fisicamente como emocionalmente. Por cá, por exemplo, um estudo realizado pelo presidente do Colégio de Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos e pela investigadora Ana Santos, revelou que nove a dez por cento dos casais (entre 260 e 292 mil casais portugueses) têm problemas de infertilidade ao longo da vida. Acreditem: ninguém vai andar a apregoar aos quatro ventos que tem este problema, portanto pensem duas vezes antes de pressionar um casal com esta pergunta tão desnecessária. Quando eles engravidarem, vocês irão saber.

 

Não esquecer: há quem simplesmente não queira ter filhos

Mas há mais razões: a jornalista americana relembra também a quantidade crescente de mulheres que abortam durante as primeiras semanas da gravidez (aquelas em que ainda é suposto manter segredo) e que, mais uma vez, nunca chegam a partilhar com ninguém o que aconteceu. Convenhamos, sejam seis ou dezasseis semanas, é sempre uma perda dolorosa. Emily relembra ainda que há imensas pessoas com problemas de saúde que não são compatíveis com uma gravidez saudável, tal como há pessoas que estão a passar por fases mais stressantes das suas vidas profissionais e por problemas económicos, todos eles fatores que pesam aquando de uma gravidez planeada. Já agora, também convém não esquecer: há muitas pessoas que simplesmente não querem ter filhos. E ninguém tem nada a ver com isso.

 

"Há perguntas à partida inocentes que podem causar sofrimento, stress e frustração extra, lembrem-se disso quando decidirem fazer esta", frisa Emily no seu post viral. Um texto que já conta com 76 mil partilhas e mais de 57 mil comentários, na sua larga maioria de pessoas que aplaudem as palavras da jornalista e que se revêm nas múltiplas situações que ela expõe.

 

Quando tiverem a 'pergunta dos filhos' debaixo da língua, lembrem-se das palavras de Emily Bingham: "Metam-se na vossa vida, simplesmente vocês não têm nada a ver com isso."

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Solteira minha, já sabes que não consigo estar muito tempo sem dar o ar da minha graça. Hoje, com muita pena minha, o tempo para me dedicar à escrita não abunda. E quando assim é, o que me salva são os artigos de outros blogueiros que abordam questões que seguem a linha editorial deste (nosso) cantinho de amizade, partilha, risos e dramas. É neste contexto que te deixo com este - mais um - texto do blog Já Foste sobre o porquê de uma mulher optar por estar solteira.

 

"Primeiro tira da tua cabeça essa ideia vazia de achar que eu estou infeliz. Depois despede-te desse discurso de que quem muito escolhe acaba por ficar sozinho. Queres saber porque estou solteira?

Bom… Não quero embarcar numa viagem com alguém carregando as bagagens do passado, não quero conhecer outro mundo se ainda não consegui conhecer o meu.

Não quero magoar o coração de ninguém com as minhas incertezas, não quero falar do passado, nem lembrar dele.

Não estou machucada, não estou magoada, só que de tanta coisa que acontece na nossa vida, chega uma hora que nós nos cansamos, entendes?

Não estou numa fase de sair e "tentar" dar certo, quero que dê certo mas não com alguém que nem perde sequer um segundo para me ligar e saber como estou.

Não quero investir o meu tempo em alguém que não investe o seu em mim, que não se importa e que só me magoa.

Entendes? Eu estou feliz assim, para quê dececionar-me mais uma vez?

E se eu quiser terminar de ver a minha lista de séries? E se eu quiser viajar, conhecer o mundo, aprender um novo idioma, conhecer novas pessoas, outros lugares…

Na verdade é isso que eu quero. Na verdade eu estou solteira porque eu quero mais… Eu quero alguém que não me prive de viver, que divida as suas dores, que me veja como abrigo e que me acolha com um abraço quando eu não estiver bem. Na verdade quero alguém que aumente a minha lista de séries com as suas dicas e que fique comigo num sábado à noite, no final de mês, quando o dinheiro estiver curto e eu não estiver a fim de sair.

Eu quero alguém que não tenha vergonha de me assumir para os amigos e que não tenha medo do compromisso.

Não estou à espera do príncipe encantado – eu sei que é isso que tu pensas – mas e daí se ele não abrir a porta do carro para mim e não vir num cavalo branco? (risos)

E daí se ele não pagar a conta do jantar sempre que sairmos e quiser ver um filme em casa porque está sem dinheiro para sair? Eu sinceramente não me importo com isso.

Não estou à espera de alguém para pagar a conta, não estou à procura de alguém para me levar para sair todos os dias, nem para me levar de carro para todo o lado ou para me dar presentes a toda a hora.

Não quero joias, roupas caras, perfumes caros, jantares caros, carro luxuoso. Não é isso que procuro em alguém, até porque se para ti essa é a conceção de homem perfeito (ou seja, rico), se para ti isso é o que carateriza um príncipe, eu definitivamente prefiro sapos.

Quero alguém que eu diga: Vamos? – vamos!

Quero mais… muito mais. Quero alguém que me inclua nos seus planos, que me irrite na mesma proporção que desperta o meu amor. Que seja inteiro e intenso, não precisa ser perfeito. Quero alguém que me respeite e respeite os outros. Aliás, respeito é algo fundamental.

Eu estou solteira porque relacionamento não é tentativa, não é oportunidade, é investimento. Investimento de tempo.

Eu estou solteira porque talvez eu queira curtir essa fase sem ninguém, quero organizar a minha vida, refazer os meus planos. Eu estou solteira porque estou bem assim, porque não quero alguém para me diminuir, quero alguém que venha para somar.

Então parem com esse discurso chato de que preciso de alguém, parem de me perguntar "Credo, mas tu és tão bonita e estás sem ninguém?", parem de querer empurrar-me para alguém, parem de dar o meu número de telefone para alguém e querer dar uma de cupido, isso é extremamente chato, acredita. Quando eu tiver interesse eu vou atrás, fica tranquilo. Pouco me importa se tu achas isso vulgar ou inadequado para uma mulher. Podes deixar que quando acontecer eu vou saber o que fazer, não precisas ficar perguntando quando é que eu vou assumir ou trocar o status nas redes sociais. Isso não te diz respeito.

Eu estou solteira porque sim, porque quero e porque estou bem assim.

Eu estou solteira porque chega uma hora em que tu te cansas de acreditar, em que tu te cansas de criar feridas e de te recompores.

Estou solteira porque às vezes a gente precisa de um tempo só nosso e de não ter ninguém a ocupar o nosso pensamento, nem a travar o nosso tempo.

Se for para namorar e só brigar, viver chorando, viver magoando-se, se for para namorar para trair, para sofrer, para não ter respeito eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para escrever textão na internet mas na verdade viver uma mentira, eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para ter alguém pela metade, eu prefiro estar solteira.

Se for para namorar para deixar de ser quem sou, ter que mudar o meu jeito, os meus gostos e não ter os meus defeitos aceites pelo outro, eu prefiro ficar solteira.

Eu estou solteira porque mereço muito e quero muito. Estou solteira porque não quero alguém que faça do meu passado um presente e dos meus erros um açoite. Não, eu não quero qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer sentimento, qualquer história, qualquer frio na barriga… Eu estou solteira porque não quero ninguém do meu lado pela metade, sou inteira demais para isso. E para finalizar, eu não estou a escolher, eu estou a esperar. A esperar pelo meu tempo."

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Se te andas a lamentar por continuares sem namorado, este artigo vai dizer-te o que pode estar entre ti e o teu príncipe, ou melhor, entre ti e aquele que te vai fazer feliz. Profunda esta introdução, não? Pena que não seja minha, mas sim da revista Activa que, citando Margarida Vieitez, mediadora familiar e autora do livro O melhor da Vida Começa aos 40 e da página de Facebook Love Doctors, aponta vários motivos capazes de justificar a solteirice de uma mulher.

 

Ei-los:

A Expectativa

"Temos expectativas desfasadas", considera esta especialista: "Queremos o companheiro ideal, 'o grande amor da nossa vida', e já não procuramos o Príncipe Encantado, procuramos o Super-Homem: tem de ser giro, inteligente, com bom nível socioeconómico. Que nos faça feliz, nos dê atenção, que nos seduza, que nos conquiste, e quando alguma destas coisas não acontece, ficamos desiludidas." (De facto...)

 

O 'Tipo'

Quantas vezes não disseste já 'ai ele não é nada o meu tipo'. "Somos muito mais seletivas agora", concorda Vieitez. E não é bom sermos exigentes? "Só é bom se nos fizer bem. Mas se, por causa disso, estamos sistematicamente sozinhas, estaremos a viver bem a nossa vida? Não somos feitos para viver sozinhos. Há pessoas que nem sequer se aproximam porque as características físicas não correspondem àquilo que elas definiram como critério. É óbvio que é importante existir atração. Mas há pessoas que rejeitam à partida, porque a imagem delas não corresponde àquilo que querem. Os homens fazem muito isto, por isso é que há tantas mulheres sozinhas." (Minha Nossa Senhora da Solteirice livrai-me deste pecado!)

 

A Vaidade

Ah, portanto, escolhemos uma pessoa por vaidade? "Às vezes. Os homens querem uma mulher para exibir, parece que a namorada é o bilhete de identidade deles. Mas as mulheres fazem isto quanto ao sucesso profissional dos homens. Se não tiverem uma boa posição financeira, elas também os rejeitam. Ou seja, estamos a ter critérios de escolha de parceiros como temos critérios de escolha de um carro. E estamos a ficar cada vez mais sozinhos, apesar das inúmeras possibilidades abertas pelas redes de encontros, que promovem também estas características", nota esta mediadora familiar. (Guilty!)

 

A Experiência

A vida marca-nos, deixa-nos medos e receios de voltarmos a ser magoadas. Por isso, as pessoas muitas vezes preferem recuar a ter a hipótese de se magoar novamente. (Duplamente culpada)

 

O Trabalho

É normal que, em tempo de crise, a carreira se torne cada vez mais na grande prioridade da vida, e também num enorme sugadouro de tempo e de energia. Conciliar isto com filhos e uma relação, é muito complicado, especialmente para as mulheres. "É preciso tempo para investir na busca de um novo amor. É preciso tempo, vontade e paciência para voltar a sair com amigos, para ir a um ginásio, para frequentar cursos, para conhecer pessoas novas, para se divertir, e quando é que as mulheres têm tempo para elas?", diz Margarida Vieitez. (Desse mal não sofro)

 

A Paz

Mas é bom estar em paz, ou não? Claro que é bom: se é aquilo que queres. Mas se o que queres é um novo amor, a rotina não te ajuda. Estar confortável, ter uma boa vida, uma casa bonita, DVDs para ver à noite, tudo isso é fantástico, mas a verdade é que vais ter de sair do sofá se queres que qualquer coisa aconteça na tua vida fora da televisão. "As pessoas querem encontrar um novo amor, mas depois não fazem nada para que isso aconteça. Se ficares em casa todos os fins de semana sentada no sofá a ver séries, é pouco provável que te caia no colo o homem da tua", explica esta. Bem, pode-te aparecer alguém no Facebook, mas mais dia menos dia vais ter de sair com ele, ou a coisa transforma-se numa daquelas relações totós que não andam para a frente nem para trás. (Acuso-me!

 

O Facebook

Não entendas mal: hoje em dia as redes sociais são a forma mais imediata e prática para se conhecer alguém. O que é importante é saber usá-las: se estás ali para fazer amiguinhos novos e ter alguém com quem dar uns dedos de conversa à noite e mais nada, ótimo. Se procuras mais qualquer coisa, evite os fundos falsos. "Há muitas pessoas que passam horas a conversar com imensa gente, mas depois a relação não evolui para nada e não passa dali mesmo", nota Margarida Vieitez. Quer dizer: é preciso que as mulheres aprendam a distinguir os homens que não querem compromissos, e que não insistam em batalhas perdidas. Se estás num site de encontros, atenta-te que te vão aparecer pessoas muitíssimo diferentes. "É um risco, mas conheço vários casais sólidos e felicíssimos que se conheceram pelas redes sociais." (Ups, i did it again!)

 

O Sexo

Não o sexo em si, mas o facto de se ser homem ou mulher. Continua mais fácil para um homem refazer a sua vida amorosa depois do divórcio do que para uma mulher, principalmente por causa dos filhos, que ficam quase sempre a cargo das mulheres. E também porque os homens continuam a preferir mulheres mais novas. (Sem informação suficiente para comentar

 

A Carência

"Há mulheres tão carentes que afugentam os homens, sem se aperceberem. Não há nada que assuste mais um homem do que uma mulher muito ansiosa por encontrar um novo amor, porque eles percebem isso e afastam-se, e elas acabam por atrair homens também eles desesperados", nota Margarida. Conselho: tem calma, que o amor acaba por acontecer. Enfim, ou não, mas de outra maneira pode acontecer qualquer coisa que não tem nada a ver com amor. (Hum... tem dias!)

 

A Descrença

As pessoas já partem derrotadas e a achar que nunca vão ser felizes. "Têm muita dificuldade em acreditar que o amor possa acontecer de novo, o que as leva muitas vezes a baixar os braços", explica. "Isso são medos, que, trabalhados e percebidos, são ultrapassáveis. O que deves ter em mente: não existem pessoas perfeitas nem relações perfeitas: tenta encarar o outro como um ser imperfeito e tenta perceber se consegues aceitá-lo na sua imperfeição ou não. Isso é o fundamental." (It's me!)

 

Esta conselheira nascida em Moçambique, há 48 anos, vai mais longe e sugere alguns sítios onde podemos encontrar o amor: nos ginásios, nos cursos, em aulas de dança, em casa de amigos. Mas chama a atenção para o facto de que esta empreitada pode levar tempo, e não te deixares abater se a coisa não funcionar ou se encontrares mais tipos parvos do que homens que são 'o teu tipo'. Contacta os amigos que também estão sozinhos, juntem-se para jantar ou ouvir música, partilhem amizades. É um processo que leva tempo, mas hoje em dia há cada vez mais divórcios e cada vez mais gente disponível. Podes frequentar a Internet, mas tendo cuidados básicos e percebendo que tipo de pessoas são aquelas que lhe aparecem.

 

Para mal dos meus pecados revi-me em (quase) todas as situações por ela descritas. O que só reforça aquilo que já todas sabemos: sou uma solteira nata. E tu, solteira minha, inocente ou culpada?

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