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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

21
Nov15

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Ainda na réplica do post anterior, alusivo ao Dia Nacional do Pijama, o de hoje aprofunda ainda mais a questão do dormir sem roupa, prática da qual assumo ser adepta incondicional. Para mim, sempre foi mais do que óbvio as vantagens inerentes a este hábito, mas agora é um jornal norte-americano, minimamente digno de confiança, que vem "certificar" este facto.

 

De acordo com o Huffington Post, dormir (completamente) nu traz pelos menos quatro benefícios a curto/médio prazo. Vejamos:

- Dormimos melhor: o corpo costuma baixar a sua temperatura durante o período em que descansamos. Os pijamas (principalmente os mais fofinhos) mantêm o corpo demasiado quente, impedindo o organismo de atingir a temperatura ideal. Este desequilíbrio faz com que tenhamos um sono mais leve e um menor período de descanso absoluto durante a noite.

- 'Pele com pele' ajuda a relaxar: "o contato pele com pele reduz a pressão arterial, diminui os níveis de stress e deixa-nos mais felizes", escreve o órgão no seu site.

- Ficamos mais apaixonados: um inquérito feito a 1000 casais britânicos revelou que aqueles que dormiam nus eram os que estavam mais contentes com as suas relações amorosas. Apenas 15% daqueles que dormem de pijama disseram estar satisfeitos com o seu parceiro.

- Um ambiente mais 'limpo': dormir com cuecas, bóxer, calças ou calções ajuda a criar um ambiente quente e húmido, ideal para o desenvolvimento de batérias, explica a mesma fonte.

 

A esses benefícios acrescento outros tantos, comprovados por experiência própria:

- Ganhamos pontos perante o sexo oposto: macho que é macho fica em brasas quando toma conhecimento de que uma mulher tem por hábito durmir nua (falo com total conhecimento de causa), já que associam essa ousadia a outros campos (se é que me estás a entender).

- Poupamos dinheiro: ao cortar nas despesas com a roupa de dormir, ficamos com mais verbas para gastar noutros itens, como lingerie, malas, sapatos, assessórios e por aí adiante (opções é o que não hão de faltar com certeza).

- Marcamos posição perante as outras mulheres: quando assumimos para as nossas amigas, colegas ou conhecidas que preferimos dormir sem roupa, das três uma: ou ficam mordidas de inveja, ou denotam admiração pela audácia ou demonstram curiosidade. O facto é que ninguém fica indiferente.

- Mais liberdade de movimento: o contato direto da pele com o lençol (de preferência de cetim ou 100% algodão), aliado ao facto de não termos nada a prender-nos os movimentos, faz com que desfrutemos de uma sensação única de liberdade durante o sono. Podemos dar as voltas que quisermos na cama, que não haverá nada a condicionar-nos.

 

Se como eu és avessa a dormir vestida, então não preciso dizer-te que esta prática goza de boa saúde e recomenda-se. Se (ainda) não aderiste, é mais do que hora de saires da tua zona de conforto e experimentar. Afinal, que terás a perder? De que nos vale o estatuto de solteira se não for para ousarmos e nos distanciarmos da classe acasalada?

 

Mas uma coisa te digo: se nascemos nus é porque podemos perfeitamente viver (nesse caso dormir), au naturel, como dizem os franciús. E com esta retiro-me de cena com a sensação do dever cumprido e a esperança de que tenha conseguido angariar um novo membro para o nosso clube dos 'sem pijama'.

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Boa notícia logo pela manhã: afinal alguém tratou de dar um nome àquele tipo de gajo que está desesperado por trocar calores e ansioso pelo "O" (de orgasmo) com que me deparo praticamente todos dias no Second Love, no Felizes.pt (sim, também por lá ando, afinal "enquanto há vida, há esperança"), no Skype e na vida real. Nessa então... é o que mais há.

 

Segundo Michelle Martin, bloger do Huffington Post e criadora do conceito, estes tipos nada mais são do que "Cinderfellas", isto é "homens que se sentem desesperados por uma relação emocional e física íntima. Querem paixão! Querem fogo-de-artifício! Querem sentir-se vivos! Querem ser retirados de uma vida solitária". "E querem isto tudo logo no segundo ou no terceiro encontro", considera Martin. De acordo com esta, o Cinderfella é atraente, romântico e carinhoso, mas é também carente e obsessivo. Não gosta de conflitos, mas adora situações dramáticas. A autora diz mesmo que, na maioria dos casos, são homens que se divorciaram recentemente.

 

Por experiência própria, e acredito que a maior parte das fêmeas que preencham os requisitos mínimos de beleza e sex apeal também, subscrevo totalmente esta teoria da Martin. O que não me falta é estórias de gajos que querem passar, em modo via verde (ou seja, sem pagar portagem nem fila de espera), do "olá como te chamas" para o finalmente.

 

Afinal, no auto (sim, auto!) da sua deficiência emocional, a corte é pura perda de tempo, portanto bora lá dar o corpo ao manifesto, sem muita fita, paleio, expetativas ou promessas de sentimentos mais profundos que a tesão. O que importa aqui é despejar os colhões, de preferência a custo zero: zero sentimento, zero despesa, zero compromisso, zero fidelidade, zero relação, zero apego.

 

O que lhes salva a vida, o ego e os colhões, é que para cada Cinderfella há sempre uma fulana qualquer disposta a aderir às suas causas. Generosas elas, liberais, desapegadas e muito (mal) resolvidas. Tudo que esta pré-quarentona aqui não é. Nem pretende ser.

 

Felizes daqueles que não complicam e se contentam com aquilo que lhes aparece à frente. Quando pouco se espera da vida, pouco dela se recebe!

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