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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

25
Nov16

achas-que-tens-mau-feitio1.jpgOntem, um pretendente acusou-me de ser teimosa e ter mau feitio. Na altura, achei por bem não reagir, pois tenho tentando reprimir respostas a quente, das quais, quase sempre, me arrependo. Hoje, dou-lhe a resposta através deste artigo.

 

Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, atesta que, tanto eles como elas, tendem a procurar parceiros que apresentem um comportamento fora do vulgar ou rebelde. Alguém com perfil out of the box (fora da caixa), digamos assim.

 

Esta pesquisa vem assim acrescentar (mais) um interessante dado aos padrões de comportamento instituídos e valorizados pela sociedade, ao mesmo tempo que desformata a ideia de que os homens preferem as boazinhas e bem comportadas.

 

Na realidade, muitos até preferem, já que mulheres assim – pacatas e cordatas – não dão muito trabalho, sendo mais fácil dominá-las e levá-las na cantiga. Por outro lado, mulheres como eu – donas e senhoras do seu nariz, que dizem o que pensam e pensam o que dizem, que não se anulam para tentar agradar nem recorrem a subterfúgios para conseguir caçar um macho – requerem mais inteligência, empenho, dedicação, jogo de cintura, tato e diplomacia.

 

Somos mais difíceis de conquistar e aturar, é verdade. Mas valemos, infinitamente, mais a pena, pois connosco a monotonia não fica para o jantar. Connosco tudo é intenso e arrebatador: a conquista, o beijo, o sexo, a zanga, a reconciliação, o tempo que se passa junto, a relação, a emoção e por aí fora.

 

Por termos personalidade forte e atitude firme; por sermos não-conformistas e portadoras daquele "feitio especial", que aos outros soa mais como maldição do que como bênção, quebramos as regras, pensamos pela nossa própria cabeça, emitimos opiniões sentidas e tomamos decisões por nós mesmas.

 

Colidimos com o senso comum? Claro que sim! Chocamos vezes sem conta? Podes crer! Somos passionais e reativas? Desde o berço! Por tudo isso, e mais umas quantas caraterísticas de que falarei noutra ocasião, somos mais interessantes, mais intensas, mais genuínas, mais autênticas e mais humanas. Sorte daqueles que nos souberem apreciar. Azar dos restantes (tapados), personalidades sem colhões para lidar com mulheres assim.

 

Pronto, está dado o recado.

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Nos últimos dias tenho refletido bastante sobre as relações, especialmente em como parece cada vez mais difícil mulheres inteligentes e bem resolvidas conseguirem estabelecer ou manter um relacionamento amoroso verdadeiro e saudável. Sim, porque relações há muitas, mas que valem, de facto, a pena não abundam por aí.

 

Falo por mim, óbvio, mas também pelas amigas que desabafam comigo e ainda pelas leitoras deste caderno que partilham suas estórias de vida. E a conclusão a que chego é que os portadores de um quociente de inteligência mais elevado revelam um maior ceticismo e desapego em relação ao amor. Não porque não lhe reconhecem a importância, mas, essencialmente, por estes três motivos: sabem exatamente o que querem e melhor ainda o que não querem; os seus padrões de exigência são elevados; são tão bem resolvidas que a independência, o amor-próprio, a realização pessoal e os projetos de vida acabam por falar mais alto que o compromisso emocional.

 

Com isso quero dizer que para estas pessoas o amor não é fácil de encontrar. Eis seis razões que justificam isso:

1. Não é uma prioridade: Na medida em que faz mais sentido a dedicação ao trabalho/ carreira, por exemplo, do que um companheiro.

 

2. Beleza oculta: As pessoas inteligentes, mais do que fisicamente atraentes, possuem uma beleza oculta, ou seja, um tipo de beleza interior que só uma pessoa especial consegue reconhecer e apreciar, sem sentir-se inseguro ou complexado.

 

3. A inteligência basta: A realização que sentem por serem inteligentes é suficiente para as suas vidas, fazendo assim com que um amor assuma um papel secundário. Não precisam de um relacionamento para se sentirem completos, mas se ele surgir, ele vem para acrescentar valor às suas vidas.

 

4. Objetividade: Têm a exata noção do que é certo e errado, pelo que muitas vezes fazem questão para o que outro saiba o que está errado na relação. Convenhamos, que nem toda a gente sabe lidar com essa objetividade.

 

5. Não são fáceis de entender: Por terem uma mente por vezes um pouco complicada, nem sempre conseguem fazer-se entender. Isso não quer dizer que não tentam, mas é difícil e cansativo estar o tempo todo a explicar o que lhes vai na cabeça e no coração.

 

6. Falta de sutileza: Dado que se focam nas coisas maiores, deixam passar as dicas sutis da outra pessoa acerca de coisas insignificantes. Não o fazem propositadamente, mas ainda assim pode magoar o parceiro.

 

O amor faz falta? Claro que sim! O amor dá outra cor à vida? Sem dúvida! O amor ilumina o sorriso, aquece a alma, acalma o coração, devolve a paz e ilumina a vida? Absolutamente! Seria mais feliz com ele? Com certeza! Posso viver sem ele? Estou aqui, não estou? Apesar de lhe reconhecer o seu valor, não é coisa sem a qual não possa viver ou ser feliz.

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Olha só este texto que tem estado na bombar na rede esta semana. Não cheguei a descobrir quem, de facto, o pariu, pois já o vi replicado em pelo menos três blogs e nenhum deles faz referência ao autor. De qualquer maneira, vale a pena dar uma espreitadela (o texto está em brasileiro, logo tenta dar aquele desconto).

 

"Chamamos de conquista. É a justificava que se utiliza para esforçar-se e correr atrás de alguém que – num primeiro momento – não está tão afim de você. Geralmente é assim, se quer o que não se pode ter. Deseja-se o que parece inatingível.

 

O problema disto é que, na maioria das vezes, não vale a pena. Acaba tornando-se um desgaste emocional que, no fim das contas, se transforma apenas em desperdício de energia. Agradar alguém que não tem interesse em ficar com você é perda de tempo. Querer estar com alguém que não tem como prioridade te ter ao seu lado é perda de vida.

 

Às vezes, acredita-se que algumas pessoas são tão ótimas no imaginário que se cria delas, que vale a pena pagar qualquer preço para tê-las em suas vidas, para que elas se tornem as protagonistas do seu dia-a-dia.

 

A verdade é que ninguém merece tanto esforço assim. É errado mudar a sua essência, os seus gostos e o seu jeito para tentar encaixar-se em outra pessoa. Bom mesmo é quando chega alguém que te admira por quem você é, sem máscaras, sem teatros e sem maquiagens. O bacana é quando chega alguém que se apaixona pelas suas imperfeições e vê nas suas limitações, motivos para continuar aqui.

 

Quando é pra ser, a pessoa gosta de você mesmo se aparecer na vida dela de pijama na padaria em um domingo de manhã. Porque quando chega alguém que é para ficar tudo é simples. Ela ri das suas piadas, gosta do seu cheiro e se sente em paz na sua companhia. É harmônico, como se ela já soubesse o roteiro a ser seguido.

 

Desconfie se uma pessoa é difícil. Se a conversa não tem continuidade ou encontrar-se com ela é custoso. Não há dificuldade quando existe vontade, é apenas falta de interesse. Não precisa gastar energia demonstrando o seu valor para alguém que não quer enxergar a beleza que é fazer parte dos seus dias.

 

Bom mesmo é ser natural. Acreditar que, um belo dia, alguém que compreenda o seu valor aparecerá. Alguém que acredite na magnificência que está em você – além do pijama de bolinhas ou da conversa sobre gostos musicais. Alguém que te permita demonstrar o seu mundo por vontade própria.

 

Porque a melhor parte da vida é quando chega alguém que te faz ver a vida simples, quando a conversa não se torna uma estratégia de xadrez e sair para ver o entardecer não precisa de burocracias. Alguém com quem se possa conversar sobre a lua, a vida, o futuro e os seriados atuais, sem perder o entusiasmo.

 

O melhor momento desta odisseia de relacionamentos é quando chega alguém que te traz a certeza de que você é a melhor pessoa do mundo sendo exatamente quem você é. Não é disto que todos precisam?

 

A vida já é complicada o suficiente para querer amores difíceis também."

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Olha lá, que tipo de seguidor(a) és tu que não me deste um toque na sexta-feira, dia 11 de 11, (alegadamente) o dia mundial do solteiro? Pelo menos na China. Mau mau mau... Acaso não sabes que a minha vida hoje em dia resume-se a cama-trabalho-cama e que por causa disso ando praticamente por fora da atualidade? Foi por isso que só me dei conta da efeméride dois dias depois. Como é que esta data pode ter passado em branco, justamente aqui um espaço essencialmente dedicado ao tema?

 

Bom, o que lá vai lá vai... O facto é que, nos próximos dias, vais ter que levar com dois artigos alheios  – muito bons por sinal, não te preocupes – alusivos ao assunto, pois não há tempo nem cabeça para enfornar algo da minha autoria. O de hoje é um pertinente texto de Ana Chaves, publicado a 22 de agosto último; mais um testemunho de que ser solteiro não significa estar só. Pelo contrário!

 

Durante várias gerações impregnou-se a ideia, no que respeita às mulheres, de que ser-se solteira era sinónimo de "ficar para tia" como se se tratasse de uma condição que ia resistindo impávida e incólume ao passar do tempo. Para aquelas mulheres, permanecer só nunca foi uma opção — mesmo que fosse. Ninguém as queria.

 

Para os homens, o inverso. Davam-se ao luxo de gozar a vida (e as mulheres), de escolher casar ou ter filhos, de preferir não assumir compromissos. O livre arbítrio era um capital exclusivamente masculino — mesmo que, na realidade, ninguém lhes pegasse.

 

Mudam-se os tempos (e os verbos), percebem-se as vontades: viver só é diferente de sentir-se só. A independência/autonomia afectiva e a multiplicidade das experiências nas residências unipessoais são sinais evidentes das designadas sociedades líquidas do pós-modernismo em que as hierarquias e as tradições mais rígidas se vão esboroando.

 

A palavra "solteiro" determina tão-só um termo estatutário e não um estado de alma, um desamparo, um infortúnio. Dito de outra forma: num quadro de escolha, o copo da escova de dentes não é partilhável.

 

"Maria Silva" (nome fictício) está solteira há quase meio ano. Filha única, sempre se habituou a estar só e confortável no silêncio. No seu grupo de amigos, há vários na mesma situação, os tais que escolheram não ter um compromisso ou, por outro, que preferem estar sós a "mal acompanhados".

 

Não se trata, no entanto, de um acto celibatário. Maria, não nega que, no futuro, possa ter uma companhia, "mas para me fazer abdicar deste conforto e liberdade, terá que ser alguém muito especial". Até porque a médica de 33 anos, diz não experimentar a solidão.

 

"É uma opção muito lúcida"

Fátima Simão sente-se menos sozinha actualmente, enquanto solteira, do que na sua última relação, que durou quatro anos. É uma "opção muito lúcida" e trata-se sobretudo de uma questão de auto-estima, liberdade e conforto pessoal.

 

Os amigos há muito que desistiram de forçar encontros/relações precisamente porque se aperceberam que esta é uma escolha, não é uma infelicidade. Reconhece o preconceito nos olhares alheios, embora cada vez a incomodem menos. No entanto, estar solteira não é um "statement": "Se aparecer alguém, tudo bem, vamos ver. Não vivo centrada nisso".

 

Aos 35 anos, Fátima já não acalenta a ideia romântica do "viveram felizes para sempre" e ser mãe não é uma prioridade.

 

Rosário Mauritti, socióloga e docente no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, abordou precisamente este tema na sua tese de doutoramento. Em 'Viver Só', a socióloga tece uma diferença bem clara entre "viver sozinho" e "estar só" ou "sentir-se só": "Estas pessoas não se vêem a si próprias como sozinhas ou solitárias", frisa em entrevista ao P3.

 

A sua amostra, composta por 36 indivíduos, revela perfis-tipo idênticos, com "laços familiares e amicais bastante fortes", salientando-se vidas muito intensas, pautadas pela autonomia e equilíbrio, pouco permeáveis a cedências em termos de espaço, objectos e até calendário. As mono-residências conduzem ainda a processos de individualização, autonomia, emancipação.

 

A felicidade de estar só

Solteiro há dois anos, Flávio Rodrigues não se imagina a viver uma relação tradicional. "Se me voltar a apaixonar, o ideal será cada pessoa ter a sua casa; também não quero casar e prefiro não ter filhos".

 

Flávio namorou durante dez anos e, nesta fase da vida, sente "necessidade de estar sozinho". "Ter o meu próprio espaço, uma casa que pude decorar ao meu gosto sem ter que negociar quais vão ser os tapetes ou os lençóis da cama foi algo muito importante para mim. Imaginava muito como seria a minha casa e agora não me vejo a partilhá-la com ninguém".

 

"Não vive só quem pode, vive quem quer"

Apesar do número de agregados unipessoais ter vindo a aumentar ao longo das décadas, em termos gerais, nesta matéria Portugal apresenta, depois de Malta, menor expressão do que qualquer outro país europeu.

 

Em 2015, segundo a Pordata, 59,4% dos suecos viviam sós, seguidos pela Dinamarca (43,9%), Finlândia (40,9%) e Alemanha (40,9%); em Portugal, apenas 21,6% da população não partilha o lar. Rosário Mauritti explica: "Nos países nórdicos, sair da casa dos pais faz parte do ritual de passagem para a vida adulta. Esta auto-experimentação é até apadrinhada por todos — e Portugal não tem esse tipo de orientação cultural". "Aqui, não vive só quem quer, vive quem pode", conclui a socióloga.

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Hoje chego bem mais tarde que o habitual. Para falar a verdade nem sei como consegui escrever uma única linha. Como adiantado no último post, comecei há poucos dias um trabalho, cujo horário é da meia-noite às nove da manhã, o que faz com que eu passe o dia todo em modo zombie. Como (ainda) não consegui acertar o sono, nos últimos três dias, tenho dormido pouco mais de quatro horas diárias. Logo eu que estava habituada a uma média de dez horas.

 

Tenho dores em sítios que nem sabia ser possível, e olha que sou uma pessoa fisicamente ativa, a minha cabeça pesa como chumbo, os meus olhos fazem-me lembrar um prato mexicano de tanto que picam, os meus pés caminham a passos largos para o serviço de amputologia do São José – esta acabei de inventar, sinal de que os meus neurónios não desistiram de mim. Bom… já deu para teres uma ideia do meu estado.

 

Ninguém me disse que aquilo que me venderam como um simples trabalho de reposição de artigos num gigante retalhista exigia skills que só um verdadeiro estivador possui. Aquilo é tão cansativo, que, depois de oito horas em pé (literalmente falando), o cansaço físico e mental é tão grande que nem sequer te sobram forças para respirar. E tudo isso pelo salário mínimo. Ser pobre – ou melhor, economicamente prejudicada – é a treva. Uma vez disseram-me que era uma princesa que vivia num castelo. Pois agora sou uma ex-princesa que foi parar à secção de descarga do porto de Sines e sem nem direito a luvas ou calçado apropriado. Mas deste assunto prefiro falar noutra altura, que o artigo de hoje é sobre vampiros emocionais e não sobre as minhas desgraças pessoais.

 

Há dias descobri, no site psicologiaymente, uma nova espécie humana: o vampiro emocional. Fazes ideia do que falo? Pelo nome, não é difícil lá chegares. É o tipo de pessoa que, inconscientemente ou não, tende a enfraquecer o nosso estado emocional, sugando as nossas reservas de otimismo e energias positivas. Pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade ou falta de empatia são algumas das razões que justificam este emanar de más vibrações nos outros.

 

Acautela-te que elas andam por aí, sedentas de "sangue bom", talvez mais perto do que imaginas. Identificá-los pode ser mais fácil do que pensas, pois o seu modus operandi é bastante simples: aproveita-se de elementos como tempo e proximidade para começar a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam.

 

Tal qual os verdadeiros vampiros, este tipo de indivíduos não mostra a sua (verdadeira) essência à toa. Como um verdadeiro predador, cultiva certos laços emocionais e de amizade com a 'presa', antes de exercer a sua presença nefasta na vida desta. Feito isso, só tem que tirar proveito das fraquezas alheias. Sete personalidades estão associadas aos vampiros emocionais: são exigentes, pessimistas, catastróficos, vitimistas, agressivos e sarcásticos.

 

Quem não conhece, convive ou alguma vez se cruzou com um exemplar desta espécie? Infelizmente, um não será uma resposta meramente utópica. Meu bem, caso a convivência com este tipo de criaturas te seja inevitável, mais vale saberes bem com quem estás a lidar, de modo a te precaveres da sua influência e saberes gerir as suas más vibrações.

 

A primeira coisa a reter sobre indivíduos assim é que, conscientes ou não da sua maneira de ser, são o que são. Quanto a isso pouco ou nada há a fazer. Então o que fazer, deves estar a questionar-te. Tens duas alternativas: aceitar a natureza deles e tentar minimizar os danos ou bani-los de todo da tua convivência. Isso agora é algo que só tu podes decidir.

 

Ao longo da minha vida tive o infortúnio de cruzar-me com algumas subespécies destas. Algumas mandei àquela parte, outras aturo o estritamente necessário e umas poucas, que não me é possível descartar da minha vida, evito a todo o custo e tento refugiar-me na minha bolha de segurança sempre que as tiver por perto.

 

Dado que, quanto mais próxima for a relação, maior os efeitos nocivos deles na nossa vida, parece-me que evitá-los o máximo possível é a melhor solução. Por experiência própria sei que quem se alimenta da energia emocional alheia costuma ser um expert na arte da manipulação, controlando emocionalmente as suas 'vítimas' para atingir seus objetivos. E uma vez conseguido o intento, partem à conquista de uma nova presa.

 

E com esta despeço-me de ti com um 'até não sei quando voltaremos a falar'. Com este trabalho, por mais que queira, não vou conseguir manter a assiduidade dos artigos. Vou escrevendo quando puder, prometo!

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Meu bem, ouviste aquela sobre o amor ter cinco fases e a maior parte das pessoas não passar da terceira? Não? Eu, até ler um artigo publicado ontem no Notícias ao Minuto, também não!

 

Pelo que percebi, a ciência consegue encontrar explicação para o estado de saúde das relações atuais, que, a meu ver, nascem prematuras, morrem precocemente e são sepultadas sem direito a cerimónia fúnebre. Admito que talvez estes não sejam os termos mais apropriados para se referir ao mais sublime dos sentimentos, mas é exatamente essa a minha impressão dos vínculos afetivos nos dias que correm. É tudo tão rápido, breve e descartável que até choca.

 

Ainda ontem a minha senhoria confidenciou-me que tinha passado o fim de semana todo a chorar de desgosto por causa do comportamento do filho para com a suposta namorada. Pelo que me contou, o dito cujo, de 27 anos, combinou ir morar com uma colega de trabalho que conheceu há cerca de dois meses e com quem anda enrolado. Depois de casa montada, recheio adquirido, mãe da menina metida ao barulho, o rapaz pura e simplesmente muda de ideias quanto à mancebia, alegando que era cedo para tal.

 

A minha senhoria sofre essencialmente pela "nora", que, segundo ela, está devastada pela conduta irresponsável e egoísta do rapaz. No meu jeito cru, objetivo e até brusco, disse-lhe que, de facto, o rapaz não se tinha portado bem. Porém, a gaja, mais velha do que ele, logo alguém de quem se espera mais contenção e maturidade, não tem porque armar-se em vítima. Quem, no seu juízo perfeito, aceita ir viver com alguém que conheceu há apenas dois meses, e ainda por cima envolve a progenitora nisso? Não sei se eu é que sou cética e cautelosa demais ou os outros é que são ousados e otimistas demais. Alguma vez esta mulher aqui cogitaria a hipótese de juntar-me a uma pessoa que conheço há apenas 60 dias?

 

A esse respeito, a minha colega de casa – que por acaso partilha da mesma profissão que os protagonistas desse drama – alegou que a agora "descartada", à beira dos 30 e com o relógio biológico a chocalhar, tem pressa, daí ter comprado o sonho dourado sem pestanejar. Não discordo. O arriscar faz parte do jogo, mas o arcar com as consequências também. Não me solidarizei de todo com a dor dela, pois acho que nesta estória não há lugar para vítimas. As pessoas são livres de nos jurar amor, prometer mundos e fundos. Só compramos essas balelas se quisermos.

 

Anda tudo tão carente e desesperado que ao primeiro fulano que profere as palavras mágicas, aquelas que queremos ouvir, já está, caem na hora. E depois armam-se em coitadas. Ela estava à espera de quê? É de se prever que alguém que toma uma decisão dessas em tão curto espaço de tempo, seja perfeitamente capaz de, com a mesma rapidez e leveza de espírito, mudar de ideias.

 

Só para rematar esta estória, ao que tudo indica, o bacano deu para trás porque começou a jantar noutro restaurante, que por acaso fica mesmo ao lado da primeira. Ou seja, enrolou-se com outra, igualmente colega de trabalho.

 

Bem, este post que era para falar sobre as cinco fases do amor, acabou por debruçar-se sobre drama alheio. Volto amanhã para terminá-lo.

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Em dias como este, tempo curto e inspiração zero, o que me salva são artigos alheios que versam sobre a temática deste caderno. Assim, hoje trago-te um texto de Thamilly Rozendo – bastante bom, na minha opinião – que fala sobre como estar solteira e feliz incomoda ainda mais do que estar apenas solteira.

 

"Há alguma coisa mais chata do que aquela pergunta da tua tia durante um almoço de família no domingo: E os namoradinhos? Pois há: é aquela pergunta de quem não te vê há meses, te encontra na rua e manda aquela frase que devia ter ficado apenas no pensamento: E aí, estás a namorar?

 

Eu queria conseguir fotografar no momento a cara de deceção das pessoas quando respondo a essas perguntas com um não. E logo em seguida, vem aquela fala doce em tom de desculpas como se isso fosse um erro. "Ah mas tu és tão bonita, como assim não tens ninguém", "Oh… quem muito escolhe acaba sendo escolhido". Aposto que todos já fomos bombardeados com essas frases que nos causam todo o tipo de sensações, incluindo o riso.

 

Depois de um tempo a gente cansa de dar sempre as mesmas respostas e as pessoas confundirem isso com desculpas. Não vejo problema algum em querer um tempo para si, em querer se dedicar a um projeto ou querer viajar pelo mundo sem ninguém. Eu não preciso estar casada aos 30, com filhos, uma carreira profissional de sucesso, tese de mestrado pronta e em preparação para defender o doutorado.

 

Eu posso querer ficar em casa no feriado, atualizando as minhas séries ao invés do meu currículo. Eu posso gostar da companhia dos meus amigos e adorar ir ao cinema assistir um romance e chorar não como quem está desesperado por um amor, mas como quem achou aquela história bonita e comovente. Eu prefiro um coração feliz a um coração machucado e, sinceramente, eu divirto-me com as minhas séries.

 

Essa visão errada das pessoas de que quem está solteiro necessariamente está sozinho, mostra a visão distorcida do amor. O amor não é uma questão de tentativas com medo de ficar só. O amor nem de longe é refúgio, abrigo, por medo da solidão. As pessoas colocam a responsabilidade de serem felizes nas mãos do outro, achando que um relacionamento é a chave para aliviar toda a angústia, tristeza e dor.

 

Antes de ser um bom par é fundamental ser um bom ímpar, gostar da tua companhia, gostar daquilo que tu vês no espelho todos os dias e da pessoa incrível que tu tens te tornado. É fundamental se conhecer a si próprio e se amar.

 

As pessoas sempre irão arrumar um jeito de saber das "atualizações" da nossa vida. Hoje tu estás solteira, então a pergunta será: Quando é que tu vais namorar? E quando tu entras num relacionamento, surge outra questão: Quando vais-te casar? E então tu casas-te e vem o tal: Quando vocês irão ter filhos? e por aí segue a lógica de quem parece esperar muito de nós e das nossas vidas, quando na verdade, é só curiosidade alheia pela vida do outro.

 

Relacionamento não significa obrigatoriamente o mesmo que felicidade. A gente sabe quando é e quando não é amor. Depois de tantos tombos a gente prefere dar um tempo como quem deseja se recompor. Depois de alguns "quases" a gente dá uma desacelerada, como quem não quer embarcar em nada apenas porque o coração acelerou, porque o coração nos engana às vezes. Eu quero nós, porque laços se desfazem depois de um tempo, perdendo a sua forma bonita. E eu? Eu não quero um amor passageiro.

 

Estar solteira não é nem de longe o mesmo que solidão. Eu posso desejar hoje alguém, mas posso nem pensar nisso, pela rotina, pelo cansaço ou por falta de interesse mesmo. Posso encontrar alguém amanhã e começar uma história de amor, mas não sem antes começar essa história por mim mesma, amando o meu próprio jeito de ser.

 

Tudo tem o seu tempo certo. Eu não quero alguém para sarar as minhas dores, curar as minhas feridas e me completar. Eu quero companheirismo, eu quero tempo de qualidade. Eu dispenso as desculpas, a falta de interesse e o medo de embarcar.

 

Deixa a tua bagagem no passado, agora é uma nova história. Eu quero alguém disposto, alguém que me traga certezas ao invés de dúvidas, que apareça ao invés de desaparecer sem ao menos dizer o porquê. Eu estou solteira e estou feliz porque não há nada pior do que se sentir só mesmo tendo uma 'companhia'."

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06
Out16

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Para mim, o beijo é um tema que nunca se esgota, mais não seja porque é-me algo muito prazeroso, para não dizer a melhor coisa do mundo. Não tenho qualquer problema em assumir que valorizo bem mais o beijo do que o que (geralmente) lhe costuma suceder. Quando se beija só por beijar, sem outra finalidade, aí sim é o prazer sublime. Só lamento que tantas pessoas desconheçam ou subestimam a sua importância, em detrimento de um contacto físico mais íntimo (sexo).

 

Por aspirar voltar a sentir o gosto de um beijo comme il faut e por considerar que os homens que passaram, ou hão de passar, pela minha vida precisam estar por dentro do verdadeiro poder de um beijo, o artigo de hoje versa sobre três curiosidades sobre este gesto de amor.

 

1. De acordo com as estatísticas, 53 por cento das mulheres preferem beijar um homem que tenha a barba feita. Cá para mim isto justifica-se pelo facto de que uma pele lisinha ser muito mais afrodisíaca. Para que não restem dúvidas, digo que a nossa posição em relação a pelos faciais é a mesma que a dos homens em relação à depilação na zona púbica. Fui clara?

 

2. Para além da boca, o sítio onde mais gostamos de ser beijadas é o pescoço. Eu pessoalmente adoro no canto da boca e na parte de dentro dos cotovelos - fico hum... O curioso é que apenas 10 por cento dos homens gosta de sentir os lábios nessa parte do corpo. Eu cá sei onde gostam eles de sentir os lábios... tu também sabes, não te faças de desentendida!

 

3. As nossas principais queixas em relação aos homens no que ao beijo toca é que por não variarem muito. Mais parecem autómatos - para não dizer robots -, sem falar nos beijos repetitivos e destituídos de qualquer carga de entusiasmo. Tão focados em chegar ao destino do que propriamente em apreciar a viagem, eles acabam por descurar este importante gesto de amor, afeto, atração e tesão. Rapazes, vejam a coisa desta forma: uma mulher bem beijada é mais do que caminho andado para uma boa performance sexual. Por estar feliz e satisfeita, ela vai caprichar na hora de retribuir. E como...

 

Queremos vários beijos longos, apaixonados, húmidos e sobretudo sentido, seja onde for: no pescoço, nas orelhas, chupões (com moderação), mordidelas, lambidelas… o que importa é serem criativos, ousados e dedicados.

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05
Out16

Nada como o tempo

por LegoLuna

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Entre as minhas memórias do Facebook encontrei este texto publicado há exatamente três anos. O que honestamente não sei garantir é se este é da minha autoria ou fruto de algum copy paste. Caso seja produção criativa alheia, o dono que se manifeste. Caso contrário, deve ser meu mesmo. Bom feriado!

 

Nada como o tempo

"Com o tempo,
Vais percebendo que para seres feliz com outra pessoa,
Precisas, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebes também que aquele alguém que amas (ou achas que amas) e que não quer nada contigo, definitivamente não é o "alguém" da tua vida.
Aprendes a gostar de ti,

A cuidar de ti, e, principalmente,
A gostar de quem também gosta de ti.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
Mas sim cuidar do jardim para que elas venham até ti.

No final, vais encontrar não quem estavas procurando,
Mas quem estava procurando por ti!"

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Lembras-te do artigo Não é por isto que estás solteira!, aquele que versa sobre algumas respostas preparadas pela Cosmo para quando nos perguntarem porque (ainda) estamos "desocupadas"? Sim? Nesse caso passa para o próximo parágrafo. Caso contrário, convém leres o artigo antes de prosseguires com a leitura.

 

Agora é a minha vez de te preparar uma resposta à altura desta inglória, castradora e sempre inoportuna questão. Da próxima vez que alguém te perguntar porque estás sozinha/solteira, olha bem fundo nos olhos dessa criatura que se deve achar uma espécie de inspetor do amor e, da forma mais descontraída e brincalhona que conseguires, sai-te com esta: "Estou sozinha/solteira porque não estou com ninguém. Dah!"

 

Tão simples quanto isso! Além de deixares a pessoa desarmada, para não dizer aparvalhada, com a obviosidade lógica da tua resposta, demonstras ainda que te sentes à vontade com o teu estatuto amoroso ao ponto de brincares com a situação. E se fores pestinha como eu, podes ainda rematar o assunto com mais esta: "No dia que me perguntares porque não estou com ninguém, aí sim, eu explico-te!"

 

Touché!

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