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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

Onze de onze. Sabes que dia é hoje, meu bem? Dia Nosso, ou seja, Dia dos Solteiros. Recuando um pouco no tempo, este foi instituído, em 1993, pela Universidade de Nanjing, que começou a celebrá-lo como forma de dar uma oportunidade aos estudantes sem parceiros de celebrar o próprio estatuto. Foi assim escolhido 11 de novembro (11.11 ou Double 11), uma vez que é a única data do ano com quatro dígitos que simboliza a solitude. Capice?

 

Infelizmente, o que era suposto ser uma celebração para os solteiros chineses transformou-se numa extravagância que supera as vendas da Black Friday e da Cyber Monday juntas. Ai esse consumismo desenfreado que anda a dar cabo da nossa sociedade. Só para teres uma ideia, a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba assegura que as vendas deste ano totalizaram 10 bilhões de iuanes (1,51 bilhão de dólares) em pouco mais de três minutos.

 

A data que se tornou a maior maratona de compras a nível mundial é assinalada um pouco por todo o mundo, só que em dias diferentes. Em terras de Afonso Henriques está, desde 2006, agendada para 29 de setembro. Em terras de Vera Cruz para 15 de agosto, curiosamente o dia de Nossa Senhora da Graça. Quererá isso dizer que os desemparelhados brasileiros benefeciam da graça divina?

 

E já que este é um dia dedicado ao nosso estado civil, que tal celebrá-lo com pompa e circunstância? Vai um doube date, cara mia? É que decidi aceitar o convite de um pretendente para sair hoje. Ao menos não deixo a efeméride passar em branco e posso sempre dar-me bem ao final da noite.

 

Happy Single's Day, my dear!

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Ora viva!

 

Era minha intenção por-te a par das últimas da minha vida profissional, uma autêntica novela mexicana que poderá acabar na ACT, caso não sejam respeitados todos os meus direitos. A meio da descrição de mais um (lamentável) episódio na minha carreira, eis que recebo uma recomendação para a crónica de hoje.

 

Dado que prefiro mil vezes falar de coisas agradáveis, eis-me aqui a dar-te conhecimento de um estudo recente, que garante que os homens se conquistam, não pelo estômago, mas sim pela braguilha.

 

Atesta a University College London que o cérebro masculino está programado para, perante a escolha entre 'sexar' e comer, dar sempre prioridade à atividade sexual, ficando a comida relegada para o the moment-after. Achas que é à toa que eles ficam com uma fome de leão após o coito?

 

A meu ver, o dado mais curioso desta pesquisa é a constatação de que a mente feminina – cujos neurónios funcionam ao contrário – prefere optar pelo alimento, mandando o sexo para os bastidores. De acordo com Scott Emmons, um dos autores do estudo, isto acontece porque o cérebro masculino possui tipos de neurónios que o feminino não tem, e vice-versa.

 

Aproveito a deixa para sugerir a estes estudiosos que tentem estabelecer uma correlação entre este dado empírico e o excesso de peso nas mulheres. Como podem elas não engordar se, ao invés de queimarem calorias e tonificarem o corpo, preferirem chafurdar-se na comida?

 

Devo ser uma vergonha à classe, pois jamais – nunca de vida, como se diz na minha terra – trocaria um orgasmo por um petisco. A comida, ao fim de um par de horas, desaparece sanita abaixo, enquanto que o orgasmo – dependendo da qualidade e intensidade – é capaz de nos deixar com um sorriso pateta ao fim de horas, dias e até semanas. Nunca vi ninguém com um ar extasiado depois de comer, por melhor que tenha sido o cardápio.

 

Cara mia, esquece a comida e vai mais é pinar, que isso é que faz mesmo bem. A tudo. Vejamos: poupa-se na mercearia, poupa-se no size, poupa-se na dermocosmética, poupa-se no ginásio, poupa-se na terapia, poupa-se no mau-humor, poupa-se no envelhecimento e em muitas outras coisas, como mostra esta imagem.

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Ora viva!

 

Um artigo publicado este domingo no P2  trouxe (novamente) à baila a pressão que mulheres solteiras e sem filhos sofrem por parte da sociedade, que, embora cada vez mais moderna na sua embalagem, volta e meia, demonstra continuar parada no tempo no que toca ao papel do feminino na esfera pública. Atordoada com este meu prefácio inflamado? Não fiques, que já explico.

 

Acaba de tomar posse como primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern, humanóide do sexo feminino, de 37 anos de idade e solteira por opção (apesar de ter namorado).

 

De acordo com Bárbara Reis – quem assina o artigo É primeira-ministra e não tem filhos. E isso ainda é notícia – não é por ser mulher que a novel governante foi notícia, assim como também não é pela idade – apesar de ser a mulher mais jovem de sempre à frente da Nova Zelândia (e já agora, do mundo). Ela foi sim notícia por ter cometido o pecado de ser solteira. Pior ainda, de não ter, até à data, contribuído para a perpetuação da espécie (leia-se procriar).

 

Alguém que me explique como é que, 17 depois de entrarmos no século 21, ainda persistam situações desse tipo? Como é se dá mais relevância ao facto de uma chefe do governo ser solteira e sem filhos do que pelos seus ideais políticos ou programa governamental?

 

O que nos salva é o facto de, cada vez mais empoderadas e conscientes de que ser (ou não) solteira/mãe é uma decisão que passa exclusivamente pela própria vontade, já não termos papas na língua para darmos respostas dignas de registo. Como estas da Arden quando lhe perguntaram (duas vezes seguidas) se ia ter filhos.

 

A primeira, sete horas depois de ter sido eleita líder do seu partido, em que foi interpelada deste modo: "muitas mulheres chegam ao fim dos 30 anos e têm de escolher entre terem filhos ou continuarem a sua carreira. Essa é uma escolha que sente que tem de fazer ou que já fez?". A resposta dela: "Não tenho problema em que me faça essa pergunta, porque tenho sido muito aberta em relação a esse dilema e sinto que muitas mulheres o enfrentam. A minha posição não é diferente da das mulheres que têm de ter três empregos ou que têm muitas responsabilidades."

 

No dia seguinte, outros dois jornalistas (curiosamente, todos do sexo masculino) voltam à carga, desta vez nestes termos: "Acho que é uma pergunta legítima, porque pode ser primeira-ministra, e um empregador numa empresa precisa de saber este tipo de coisas sobre as mulheres que vai contratar, porque as mulheres tiram licença de maternidade. E portanto a pergunta é: é aceitável que um primeiro-ministro tire licença de maternidade quando está em funções?" Desta vez, visivelmente irritada, Jacinda ripostou nesses termos: "É totalmente inaceitável, em 2017, dizer que as mulheres têm de responder a essa pergunta no local de trabalho. É uma decisão das mulheres quando querem ter filhos. Não deve predeterminar se são ou não contratadas."

 

Palavras para quê? Este é só mais um episódio do que eu sofro há praticamente 10 anos. E acredito que não sou a única. Bom dia e uma ótima semana!

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Ora viva!

 

A filial do Sapo na minha terra (leia-se sapo.cv) sugeriu-me – sim, o Ainda Solteira já atravessou o Atlântico, na verdade já deu a volta ao mundo, contando com leitores/seguidores na Indonésia, Biolorússia, Tailândia, Canadá, Japão, Israel, Finlândia e por aí fora  – que a "citasse" mais vezes nas minhas crónicas, não só como forma de prestigiar a marca que acolhe este blogue, mas também de promover o que de melhor se escreve pelas terras da morabeza. Em contrapartida, passará a estar mais atenta à linha de produção do Ainda Solteira, existindo a possibilidade vir a adquirir e/ou recomendar algumas peças da coleção AS Outono/Inverno 2017.

 

Feita a notificação das minhas últimas conquistas como blogger, passemos então ao tema deste post: a regra dos três simples para tomar decisões, que me chegou ao conhecimento pelos caracteres do referido site.

 

Não se pode negar que, para a maioria dos humanos, a tomada de decisão não é algo que se encare de ânimo leve. Quanto mais impactante ela for, mais difícil será tomá-la. Isto porque, mais do que correr riscos, toda escolha implica uma renúncia.

 

Estamos mentalmente programados para ganhar/agregar/acumular e nunca para perder, daí que a tendência seja querer ter (sempre) mais e melhor sem abrir mão do que já se tem. Na minha perspetiva, tal lógica aplica-se a relações, afetos, bens materiais, sucesso, carreira, etc., etc.

 

Pesar os prós e contras, apesar de uma boa estratégia, nem sempre chega para ficarmos confortáveis com a nossa resolução. Abro aqui um parêntesis para dizer que por tomada de decisão entende-se o processo cognitivo que resulta na seleção de uma opção entre várias alternativas.

 

É aqui que entra a regra 10-10-10. Inventada por Suzy Welch na obra 10-10-10: Hoje, Amanhã e Depois, este mandamento ajuda a ponderar cenários face a determinada questão, de modo a falicitar o processo de decisão. Para a efetivarmos, só temos que considerar o que aconteceria em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Ou seja, quais as implicações a curto, médio e longo prazo da nossa escolha.

 

Tomemos como exemplo uma vítima de violência doméstica que, por uma série de razões – medo, dependência financeira, filhos, vergonha, desinformação, amor doentio e sei lá mais o quê – não se decide a romper com o agressor. Vejamos então como esta regra poderá ajudar essa pessoa a decidir-se de uma vez por todas: em 10 minutos, o mais provável é que se sentisse aliviada por, finalmente, fazer algo para acabar com o seu martírio. Em 10 meses, deixaria de ter marcas físicas no corpo e ver desaparecer aos poucos o medo da agressão física. Em 10 anos, poderia ver os filhos a crescerem num ambiente sem violência, encontrar um novo companheiro, recuperar a autoconfiança, em suma, ter uma vida totalmente diferente.

 

O que importa aqui reter é que esta é apenas uma estratégia que nos incentiva a pensar nas diversas etapas das consequências de uma decisão, ao mesmo tempo que nos permite ter a noção de que o que, de momento, parece custoso, pode, mais para a frente, revelar-se o melhor para nós.

 

Claro que não é intenção deste ensinamento dizer-nos o que fazer, mas ao menos dá-nos elementos capazes de facilitar o processo de escolha. Ao termos noção das consequências, poderemos ter uma melhor visão do quanto estamos a perder por não fazermos nada para alterar uma situação que não está a contribuir para a nossa felicidade.

 

Tive uma chefe que me ensinou que mais vale uma má decisão do que decisão nenhuma. Mesmo que os efeitos fiquem aquém das nossas melhores expectativas, pelo menos fizemos algo.

 

Meu bem, se por acaso precisas tomar uma decisão importante, por favor, atenta-te a estas palavras: 
A inação corrói a alma. 
A impotência destrói o espírito. 
A vitimização mina a autoconfiança. 
Resignar significa desistir. 
Não lutar é o mesmo que abrir mão do direito a algo melhor. 
Não fazer nada é legitimar o que nos faz infeliz. 
Não decidir é morrer por dentro.

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Ora viva!

 

Já aqui partilhei que, de há uns meses para cá, tenho praticado jejum semanal, em que, durante 24 horas, ingiro apenas substâncias líquidas: água, água de côco, chás e infusões. Por ser o dia inteiramente dedicado à minha pessoa (faço spa caseiro, durmo mais horas, não saio de casa, não realizo qualquer afazer doméstico, não escrevo e não me conecto com o mundo digital), o domingo ficou instituído como Dia D (Dia de Detox).

 

Uma coisa é passar o dia no sofá – a dormir, a ver tv, a ler ou a jogar – de estômago vazio. Outra bem diferente é estar na rua à mercê das tentações gastronómicas ou na companhia de terceiros que não cultivam tal hábito. Daí que, nem sempre consiga manter-me absolutamente fiel a esta prática. À parte isso, sempre que me é possível no primeiro dia da semana faço uma desintoxicação ao meu organismo.

 

E não penses que o que me move é a perda de peso, até porque não tenho o que perder. Move-me querer um estilo de vida mais saudável, logo mais sustentável. Pelo que tenho apreendido das informações que vou recolhendo em palestras, artigos e relatos, estar algum tempo sem receber alimentação sólida faz com que o organismo humano encete um reset dos seus órgãos.

 

No meu caso, o efeito mais imediato é a redução do perímetro abdominal. O meu ventre é satisfatoriamente plano, mas às segundas-feiras – the day-after jejum – ele costuma atingir valores dignos da minha adolescência. Igualmente notório é o facto da face ficar com uma melhor aparência (tenho pele oleosa com tendência acneíca) e os intentinos assumirem cidadania britânica, ou seja, funcionarem com uma pontualidade irrepreensível.

 

Por mais que recomende tal procedimento, longe de mim querer impô-lo aos outros. Contudo, não posso deixar de reparar que quando falo disso a maioria das pessoas reage como se eu tivesse sido acometida de uma privação momentânea de sensatez. A esses e a todos os outros que ainda não detêm muita informação sobre o assunto, deixo aqui o parecer de uma especialista brasileira em metabolismo humano.

 

"Jejuar é uma prática milenar e as suas motivações passam pela purificação espiritual, pelo emagrecimento e pela autodisciplina. Com o aumento de reportagens acerca do tema e do número de celebridades que aprovaram a dieta, houve um retorno dessa prática. Apesar de parecer moda, esta dieta é bem mais séria do que se imagina. O novo jejum intermitente é um tipo de jejum programado que surge com o intuito de melhorar a saúde e não a estética. Pode ser definido pela privação parcial ou total de alimentos em intervalos", considera Flaviane Calônego.

 

Esta especialista explica ainda que a vantagem é fazer com que a pessoa encare melhor a reeducação alimentar. "Segundo investigadores americanos do National Institute of Health e da University of Southern Califórnia, esse jejum promove ainda uma maior longevidade, pois reprograma o metabolismo, bem como as suas vias de resistência. Os seus reais benefícios à saúde são a maior oxidação ou queima de gordura, a diminuição de colesterol mau (LDL), a redução dos níveis de insulina, a redução do stress oxidativo, a melhoria da mobilidade intestinal, a diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial e a redução de apetite e desejos por doces. Além disso, a dieta atrasa o envelhecimento e previne doenças como a obesidade", completa.

 

Diferente do que muitos acreditam, o jejum intermitente não causa anorexia nem perda de massa muscular, isto, claro, quando bem orientado. Esta dieta pode, pelo contrário, aumentar o nível de massa magra do corpo, melhorando a composição corporal, uma vez que eleva a produção de hormonas de crescimento (gH). Porém, nem todos os organismos se adaptam bem a este regime alimentar, pelo que se recomende acompanhamento profissional.

 

Penso que está tudo dito, pelo que me despeço com aquele abraço amigo e votos de uma vida mais saudável, seja qual for a(s) prática(s) que adotes.

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23
Out17

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Ora viva!

 

Que amor-próprio e amor-alheio passam – e muito – por uma aparência cuidada não deve ser novidade para ti, mais não seja porque, volta e meia, trago o assunto à baila aqui no Ainda Solteira. Por isso mesmo, hoje é dia de rever a matéria dada no que toca ao cuidado com a embalagem corporal.

 

Mais do que um dado biológico, a idade é um estado de espírito que se sente e se vive, de acordo com a postura e a decisão de cada um. Ainda que consigamos que o espírito passe incólume à passagem do tempo, o corpo dificilmente consegue tal proeza, por mais bem tratado que ele seja.

 

Quando me dizem que não aparento a idade que tenho, costumo dizer que, apesar de não poder impedir a velhice de chegar, não faço nenhuma tenção de lhe facilitar a vida. É que não mesmo! Envelhecer é uma coisa, outra bem diferente é desmazelar-me só porque a existência vai ficando mais longa. E a diferença entre uma coisa e outra pode residir nesta dezena de dicas compiladas pelo Best Life, que passo a enumerar:

 

1. Cabelo
Ao contrário do que possas pensar, manter o cabelo comprido com o avançar da idade não contribui em nada para um aspeto jovial, até porque o cabelo tende a ficar mais baço, fino e ralo. Cortá-lo vai, na verdade, fazer com que pareçamos mais novos.

 

2. Sobrancelhas
Cada vez mais corriqueiro no universo feminino, o hábito de arranjar sobrancelhas, infelizmente, ainda não faz parte da rotina de uma larga fatia do masculino – especialmente os mais velhos. Coisa que se recomenda vivamente, já que se trata de uma ótima forma de parecerem mais moços (e asseados).

 

3. Rosto 
O rosto tende a alongar à medida que a idade vai galgando terreno, por isso apostar num penteado que enquadre melhor o seu formato, tornando-o um pouco mais arredondado – logo, jovem – é  uma aposta ganha.

 

4. Vestimenta
Depois dos 30/40 é normal sermos acometidos de uma vontade (insana, diga-se de passagem) de voltar a adotar um estilo mais jovial, quiçá na vã tentativa de fintar a idade. Wrong way my dear, já que isso vai destacar ainda mais a nossa verdadeira idade, sem falar no risco de cair no ridículo. Mil vezes um look mais sóbrio e menos chamativo do que um atestado público de crise de meia idade.

 

5. Postura 
Puxar os ombros para trás, levantar a cabeça, estender o tronco e endireitar a coluna são formas bem sutis de dar uma renovada no nosso aspeto. Sem falar que confere uma dose extra de confiança.

 

6. Sorriso
N estudos atestam que pessoas que sorriem mais são vistas como tendo uma aparência mais feliz, logo mais jovem.

 

7. Hidratação
Quando não hidratamos a pele (por fora e por dentro) o mais provável é que ela acuse mais rapidamente o passar dos anos. Portanto, a palavra de ordem é beber muita água, consumir alimentos ricos em água, vitaminas e minerais e, em hipótese alguma, descurar o uso permanente do protetor solar.

 

8. Sono
Quando nos dizem que parecemos cansados, na realidade estão a querer dizer-nos que o nosso aspeto não é o mais atraente. Não é à toa que se fala tanto no sono de beleza, daí recomendar-te que dediques mais e melhor tempo ao repouso.

 

9. Dentes
Dentes brancos e saudáveis são um verdadeiro certificado de beleza, juventude e saúde. Sabendo disso, com certeza que não vais querer descurar os teus.

 

10. Açúcar 
Está mais do que provado que o consumo excessivo do açúcar compromete não só o colagénio e a elastina da pele – fazendo com que esta mostre sinais de desgaste mais acentuados e/ou precoces – como a própria saúde. Daí que cortar ou reduzir o seu consumo seja uma ótima forma de prevenir ou desacelerar o envelhecimento.

 

Não há como negar que certos sinais do tempo são praticamente incontornáveis. Igualmente difícil de negar é o facto de ser possível atenuar os efeitos nefastos da passagem do tempo na nossa aparência. Com este artigo, ficou claro que certas práticas – especialmente se conjugadas – são capazes de operar milagres na forma como nos apresentamos ao mundo.

 

Uma aparência mais jovial, em pouco tempo e sem gastos exorbitantes, é possível sim, desde de assim queiramos! Boa semana e boa remodelação exterior é o que te desejo.

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20
Out17

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Ora viva!

 

Depois de uma semana intensa e de um dia absolutamente extenuante, eis-me aqui aninhada no sofá a desfrutar deste adorável clima de outono, que tardio não deixou os seus créditos por mãos alheias.

 

Como sexta-feira é para mim – acredito que para ti e o resto da classe assalariada também – o dia mais feliz da semana, pensei centrar a crónica de hoje na fórmula da felicidade, mais concretamente em novos componentes adicionados pela ciência.

 

Aquando do post Falemos então de felicidade, defendi que a minha fórmula resumia-se a esta simples equação: situação/opção+decisão=felicidade. Numa outra ocasião, assumi estar em crer que o dinheiro é o passaporte direto para a felicidade. Agora, um novo estudo vem acrescentar novos ingredientes à receita do aconchego supremo: o sexo e o sono.

 

Pesquisadores da Oxford Economics descobriram que estas duas coisas valem muito mais em termos de felicidade do que se possa imaginar, dando um contributo valioso para o bem-estar de uma pessoa.

 

Um índice desenvolvido por estes doutores apurou que quadruplicar o salário de alguém tem muito pouco impacto positivo na sua felicidade, enquanto que passar mais tempo no quarto (seja para dormir ou sexar) decididamente sim.

 

Os que dormiam dentro dos parâmetros recomendados (7/8 horas) manifestaram um índice de felicidade 15 pontos acima dos que tinham problemas com o sono. Já no que toca ao sexo, os não e/ou mal f****** registaram um índice de felicidade sete pontos abaixo dos que se sentiam muito satisfeitos com a sua vida sexual.

 

Nem mesmo eu que gosto de contrargumentar tudo e mais alguma coisa, consigo rebater estes dados. Quando não consigo dormir como deve ser (fenómeno cada vez mais trivial, para agonia minha), não há felicidade que consiga adentrar pela minha vida. Quanto ao sexo, nem me vou dar ao trabalho de desenvolver, por saber-te a par da minha postura.

 

Agora a pergunta para um milhão de euros: se bom sexo despoleta bom sono e se bom sono fomenta bom sexo, qual o elemento mais importante desta relação? O sono ou o sexo? Se descobrires a resposta, por favor, partilha-a comigo. Enquanto isso, fica com aquele abraço amigo e votos de um super fim de semana.

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Ora viva!

 

No início do ano, aquando do post Entre sadomasoquismo, rendez-vous e sugar baby, fico-me pelo cuddling, fiz referência a um prática emergente nas terras do tio Sam: pagar para ter companhia. Faire l'attention que não escrevi pagar para ter sexo, mas sim para ter companhia. Ah pois, parece que esta tendência galgou o Atlântico – tal qual os bravos navegadores portugueses séculos idos – e deu o ar da sua graça em território luso.

 

De acordo com um artigo do Sol, esta moda que "começou nos Estados Unidos, pegou na China e já chegou a Portugal" é um negócio muito simples que consiste em trocar uma certa quantia de dinheiro por um certo período de tempo com um completo estranho, que, durante aqueles momentos, se torna um companheiro.

 

Por aqui, cabe à plataforma virtual Rental Girlfriends dar as cartas no ramo, ao ponto de poder gabar-se que da sua carteira de prestadoras de serviço contam várias venusianas, todas elas dispostas a ceder o seu tempo (e otras cositas mas, se assim desejarem) a favor de uma simpática quantia em euros.

 

De uma foma muito sucinta a coisa funciona assim: o cliente – consoante a sua vontade, o seu fundo de maneio, a disponibilidade da prestadora ou a conveniência da entidade patronal – aluga a pessoa por um x número de horas. Feito isso, espera-se que ele dê uns giros com a nova companhia por vários sítios, cabendo a esta vestir a pele de uma namorada comme il faut.

 

Caso a tua mente esteja para aí a magicar hipóteses e possibilidades, convém registares que os preços variam entre 60 e 80 euros por hora. Pelo menos é esta a informação que consta no referido site.

 

Ao contrário do cuddling, quiçá por os tugas serem mais travados que os americanos, o contacto físico é terminantemente proibido, estando prevista uma margem de tolerância de até alguns beijos 'extra'. Isso se a contratada se mostrar recetiva a tal, obvimente!

 

"Não é suposto haver contacto físico. Aqui não há sexo envolvido, está bem explícito nas nossas regras. Tanto que os encontros têm que ser marcados só para sítios públicos, não pode ser em hotéis, por exemplo, para segurança das meninas, embora se as meninas quiserem ter outro tipo de envolvimento isso já é da responsabilidade delas", garantiu um dos sócios deste negócio.

 

"Os nossos clientes 'compram' habitualmente estas namoradas para passeios, jantares fora e cinema. Queremos dar aos homens uma oportunidade de desfrutar dos benefícios de ter uma namorada sem todos os aborrecimentos. Assim são eles que decidem onde ir e o que fazer, quando querem sair e quando não querem. E tem vantagens em relação às acompanhantes de luxo, que costumam agir de forma linear, estática e transacional, o que faz com que os homens sintam que estão simplesmente a pagar por um encontro sexual. Alugar uma namorada faz um homem sentir como é querido, amado, cuidado e todos os mesmos sentimentos de ter uma namorada real", remata Pedro Santos em entrevista a um pasquim nacional cujo nome recuso-me a citar pelo simples facto de achar que não interessa a ninguém, nem mesmo ao CR7 (se é que me entendes).

 

Declaro encerrada esta sessão com a seguinte sentença: condenado estará todo e qualquer inupto (esta foi diretamente importada do dicionário, só para me armar em erudita) que ouse cobiçar semelhante serviço!

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Ora viva!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Mudanças várias se avizinham no horizonte: os dias ensolarados a tempo inteiro começarão a minguar; o calor, as roupas leves, a humidade zero, o bronze, as sentadas na esplanada, os fins de tarde languidos, a boa disposição – que só muita vitamina D pode proporcionar – e tudo o mais que associamos ao verão daqui a umas semanitas não passarão de saudosas lembranças. Tirando um dia aqui e outro acolá, daqui a pouco, chuva, vestuário grosso, dias sombrios, ventos gelados e noites longas fazer se ão convidados do nosso quotidiano.

 

Início da semana, início do mês, início de uma nova estação do ano...
Já que fatais serão essas mudanças, queres uma ocasião melhor para uma injeção de life coach, como quem diz, uma chamada à razão no que toca a boas práticas existenciais? A esse respeito, o site Inc escreve que sete lições de vida devem ser assimiladas antes que seja tarde demais.

 

Porque eu acredito (piamente) que nunca é tarde para se aprender e que para melhor muda-se sempre, esta crónica nada mais é do que o meu olhar pessoal e transmissível sobre essas lições, que passo a citar:

 

1. Mais riscos, menos zona de conforto

A vida é demasiado curta para passá-la o tempo todo na nossa zona de conforto. Por mais que jogar pelo seguro seja bom (e tantas vezes, necessário), é fora dela que a magia acontece. Com isso quero dizer que arriscar, ousar, assumir riscos, ou seja, sair da zona de conforto, pode ser o impulso que te falta para uma vida melhor e mais realizada.

 

3. Mais saúde, menos desleixo 

Hábitos que cultivamos na juventudade vão, indubitavelmente, repercurtir-se na idosidade. Desse estigma, ninguém está imune. Tanto assim é que, para evitarmos ter que lidar com problemas de saúde mais sérios que os típicos da idade avançada, o melhor a fazer é investir desde já num estilo de vida consciente, isto é, saudável e sustentável.

 

3. Mais significado, menos frivolidade

A beleza da vida passa, essencialmente, pelas relações que estabelecemos com os outros e pelas memórias que sobre elas construímos. Por isso mesmo, devemos investir mais em pessoas e menos em coisas. Mais tempo para socializar e menos desculpa é a palavra de ordem.

 

4. Mais conteúdo, menos embalagem

Bens materiais não nos tornam mais felizes, a não ser que saibamos dar-lhe um rumo certeiro. Apesar de me assumir como uma materialista de primeira, tenho que reconhecer que conduzir um topo de gama, usar sapatos caríssimos ou seguir o último grito da moda não é, por si só, garantia de felicidade. Concordas comigo, não concordas?

 

5. Mais presença, menos ausência
Temos que arranjar tempo para os outros (amigos, amores e familiares), pois são eles que dão sentido e alento à nossa existência. Já que não sabemos quando os poderemos perder, devemos aproveitar ao máximo para desfrutar da sua companhia.

 

6. Mais vida, menos existência

A vida é uma dádiva divina, e talvez, por isso mesmo, tão frágil e fora do nosso controlo. Já que ela pode esfumar-se a qualquer instante, pois para morrer basta estar vivo, há que valorizar cada momento como se fosse o primeiro e o último.

 

7. Mais gratidão, menos cobrança

É possível que nunca cheguemos a ter a exata noção do quanto os nossos progenitores se sacrificaram por nós. Mas nem por isso devemos deixar de valorizá-los, agradecendo a benção que é poder tê-los nas nossas vidas. Liga aos teus pais e agradece. Agora!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Despeço-me com esta afirmação de Pedro Santos Guerreiro, atual diretor do Expresso, retirada do artigo Cinquenta formas de deixar o seu amor: "Viver cada dia ingénuos como se fosse o primeiro e desprendido como de fosse o último!"

 

Boa semana, ótimo mês e uma excelente estação...

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29
Set17

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Ora viva!

 

Esta crónica, assinada por Estefânia Barroso e publicada ontem no publico.pt, versa sobre a solteirice, mais concretamente sobre as cobranças a que o sexo feminino está sujeito à conta desta situação amorosa. A impressão que tenho é que este assunto não se esgota e, por mais que se lute por diginificar esta opção, a sociedade continua a insistir numa atitude fiscalista e implacável perante quem optou (ou não) por estar desemparelhado. Espreita só:

 

""Sim, continuo solteira!" — esta será uma das frases que mais utilizei ao longo dos anos. Nos encontros de família, nos reencontros de amigos que não se viam há muito e até nas conversas com pessoas que conheci há pouco tempo. Inevitavelmente, no decorrer destes momentos sociais, vinha a mesma pergunta mascarada de formas diferentes. Desde a forma mais directa "Então, ainda não casaste?", à forma mais discreta "Então, ainda não arranjaste tempo para uma pessoa nessa tua vida ocupada?", à forma mais galante (e ligeiramente patética) "Como é que uma miúda como tu continua sozinha?". E é verdade, contra tudo e contra todos, continuo solteira. Porquê? Vejamos…

 

Analisando a situação:

A primeira ideia que ocorre na mente das pessoas é que, se já és uma mulher feita (digamos, se passaste dos 30…e eu já passei há mais de uma década), só podes interpretar na sociedade um de dois papéis: ou és uma "tia solteirona" que não sai de casa, vive a sua vida através das histórias de amor que assiste na televisão, tem um gato com quem conversa e continua a sonhar com o amor da sua vida enquanto, noite atrás de noite, fica em casa com o seu chá quente e com os pés frios. Ou então, e se tiveres uma imagem, na tua forma de vestir e apresentar, que não se coadune com essa teoria da "tia solteirona", serás a segunda opção: a louca que faz festa todos os dias, que não tem namorado porque não acredita no amor, mas acredita, e bem, nos prazeres físicos, que adora comer e ainda mais beber e por isso tudo não é companhia aconselhável para as amigas casadas porque as poderá enlouquecer com os seus hábitos poucos recomendáveis! Quando muito, poderá ser companhia para as amigas divorciadas que, de algum modo, sofrem do mesmo estigma.

 

E é com estes rótulos que tens que viver, apenas porque escolheste viver a tua vida de uma forma diferente daquela que é socialmente aceite pela sociedade. Não lhes passa pela cabeça que podes não ser nem uma coisa, nem outra. De facto, não sou a tia solteirona que fica em casa a ver novelas. Mas também não sou a louca pintada na segunda opção. Apenas sou uma mulher que até ao momento decidiu não partilhar a sua vida com ninguém porque não encontrou ninguém com quem quisesse ou lhe fosse possível partilhar a sua vida. Serei assim tão diferente da maioria das pessoas? Ou apenas serei exigente demais? Assumo que, como já escrevi noutra crónica, acredito que existe uma alma gémea à nossa espera no mundo. Mas também referi que nem sempre a alma gémea vem no corpo ou nas circunstâncias certas. E só me faz sentido partilhar a minha vida com uma pessoa que eu considere ter sido colocada no mundo para se encontrar comigo, uma pessoa com quem partilhe uma energia especial, uma pessoa que me faça pensar que serei mais feliz estando com ela do que estando sozinha, uma pessoa que terá aparecido nas circunstâncias certas. No fundo, só me faz sentido partilhar a minha vida com aquela que identificaria como a minha alma gémea.

 

Não irei negar que pensei muito sobre o facto de ver passar os anos e sobre o facto de não encontrar uma pessoa com quem quisesse ou pudesse partilhar o meu mundo. Pensei sobre a questão do casamento, do viver junto, da urgência que a sociedade impõe em resolver essas questões a partir dos 25/30 anos. E, para falar verdade, passei, também, a procurar conhecer-me e analisar-me, procurando compreender-me e perceber por que raio não seguia o caminho socialmente aceite.

 

Foi aí que percebi que desde pequenos nos vendem a ideia de que a felicidade só vem a dois, em casal e, de preferência, com filhos. Compreendi que estamos habituados a viver no barulho e na confusão. Compreendi que "ser sozinho" é, por isto, visto de modo negativo. Compreendi que o silêncio assusta. Compreendi que criaram em nós a ideia de que precisamos estar sempre acompanhados. Mais! Criaram em nós a ideia de que não somos completos a não ser quando temos ao nosso lado um "mais que tudo". Por isso, quando segues um caminho diferente desse socialmente aceite, tens de ser rotulada. Ou és uma perigosa amante das festas e dos prazeres mundanos ou és uma triste tia relegada ao conforto do sofá. De qualquer maneira, não podes ser feliz. Porque a fórmula da felicidade está no casamento e nos filhos.

 

Nada mais errado, digo eu. Com o tempo percebi que só se encontra a paz e a harmonia, o silêncio, dentro de si próprio. Percebi que não se pode ter medo de estar sozinho. Estar com outra pessoa tem de ser uma escolha e não uma necessidade. Só assim poderemos ser uma boa companhia para o outro. Só assim poderemos dar o tempo que for necessário para encontrar a pessoa que se julga ser a certa… ou não a encontrar de todo e, ainda assim, ser feliz e completa.

 

Concluindo: só depois de gostarmos da nossa própria companhia é que "outro alguém" poderá, também ele, apreciá-la. Gosto da minha companhia. Gosto de estar no meu silêncio, como gosto de do barulho por estar com amigos, em família, ou numa qualquer festa ou celebração. Continuo a acreditar em almas gémeas. Continuo a acreditar no amor. E sei que apenas deixarei de ser solteira porque encontrei alguém com quem sinto vontade de partilhar os meus silêncios. E não porque a sociedade assim me impôs."

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