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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

17
Jun16

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No outro dia, Pedro Lopes, seguidor deste nosso espaço, reagia assim ao post Ser solteira não faz de nós menos: "Penso que a grande maioria das pessoas confunde o conceito de solteiro(a) com o facto de uma pessoa estar só.O que nem sempre coincide, pelo senso comum, uma pessoa quando está solteira (sem estar em nenhuma relação estável) tem uma vida social muito mais ativa, sai mais vezes, faz mais atividades, relaciona-se com diferentes pessoas, faz muito mais aquilo que lhe apetece sem o condicionalismo do "outro" junto a nós...".

 

De facto, é comum as pessoas associarem o estado de solteirice com solidão, mas nós sabemos que não é nada disso, pelo contrário! Vejamos o que diz a ciência sobre isso. De acordo com John T. Cacioppo, autor de Loneliness, diversos estudos internacionais apontam no sentido de que uma em cada três pessoas sente-se sozinha. O número é alto e o assunto tabu, o que o torna difícil de ser admitido e combatido. Então, o que se pode fazer?

 

Para o terapeuta comportamental Ghoeber Morales, em primeiro lugar, é preciso saber viver bem e feliz sozinho, sem depender ou depositar a felicidade em outra pessoa. "Grosso modo, podemos pensar em duas visões diferentes de formas de se relacionar: uma visão complementar e outra suplementar", sugere, explicando que a primeira está relacionada ao ideal romântico da cultura ocidental. "A ideia é a da 'metade da laranja', em que uma pessoa só se completará e será plenamente feliz quando encontrar alguém para ocupar esse vazio".

 

Já pela visão suplementar, o indivíduo sente-se bem consigo mesmo, independente da presença de um parceiro. "Nesse caso, a felicidade não é depositada no outro, mas a companhia de um alguém especial pode fazer com que a pessoa se sinta mais feliz", resume. Para Morales, é possível aprender a relacionar-se consigo mesmo. O especialista recomenda que, inicialmente, sejam escolhidas atividades que proporcionam prazer sem precisar de companhia, como ir ao cinema sozinho para ver um filme.

 

"São pequenos passos que aumentam as probabilidades de não se sentir tão isolado e começar a gostar de se estar consigo mesmo. Afinal, encontrar prazer na sua própria companhia pode ser um desafio", avisa. Indica, ainda, que procuremos mudar os hábitos aos poucos. Passar umas horas sozinhos num sábado, por exemplo, tem menos risco de nos provocar frustração do que uma viagem que dura uma semana inteira.

 

Eu como nasci sozinha e sozinha hei de morrer, convivo muito bem com a ausência de companhia. Claro que, como ser social que somos, aprecio bastante conviver (com algumas pessoas, pelo menos). Na ausência destas, a minha própria pessoa é-me suficiente para estar feliz. E a sensação que tenho é que, quanto mais o tempo passa, mais vou preferindo a minha companhia à dos outros.

 

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Porque hoje começa mais uma semana, nada como adotar esta resolução: ser melhor pessoa. Não quero com isso dizer que és uma má pessoa, mas que podemos sempre melhorar a nossa maneira de ser e de estar. Afinal "para melhor muda-se sempre".

 

Se o teu objetivo é tornares-te uma pessoa melhor, então o primeiro passo será aprender a fazer melhor. E fazer melhor é algo a que todos podemos (e devemos) aspirar – onde quer que estejamos e o que quer que seja que estejamos a fazer. Essa aspiração – a melhorar constantemente, a estar sempre a mudar e a crescer, a fazer cada vez melhor – é o que nos move e nos faz avançar para a frente.

 

Deixo-te com sete desafios para os próximos sete dias. Se conseguires encará-los com coragem, respondê-los com verdade e por em prática o que aprendeste, os próximos sete dias serão a tua master class para te tornares uma pessoa melhor.

Dia 1: Como é que soo?

Co­meça o dia a ouvir as coisas que dizes – aos ou­tros e a ti pró­pria. A forma como soas é o me­lhor in­di­cador da forma como pensas. Ex­pressas negativismo ou oti­mismo? Com­pla­cência ou ale­gria? Acei­tação ou julgamento? Aprende a se­le­ci­onar os teus pen­sa­mentos e as al­te­ra­ções no teu dis­curso e com­por­ta­mento se­guir se ão. Faz de hoje o pri­meiro dia em que soas da forma como queres-te sentir.

 

Dia 2: O que ainda preciso de aprender?

Sentir que já sabes tudo o que pre­cisas de saber tira-te a ca­pa­ci­dade de aprender mais. Per­gunta a si mesma es­pe­ci­fi­ca­mente o que ainda pre­cisas de aprender. Po­derá ser aper­fei­çoar uma ha­bi­li­dade, cul­tivar um novo há­bito, atu­a­lizar o teu co­nhe­ci­mento téc­nico ou abrir-se a um novo campo de es­tudo. Se não es­tiveres dis­posta a aprender nin­guém te po­derá ajudar, mas se estiveres de­ter­mi­nada a aprender, nin­guém te segurará. Faz de hoje o primeiro dia de um novo plano de apren­di­zagem.

 

Dia 3: Como posso ser mais resoluta?

Ser mais re­so­luta passa por estar mais pre­sente, o que por sua vez te torna mais aces­sível – não apenas para os ou­tros mas também para ti pró­pria. Como David Vis­cott es­creve: "O pro­pó­sito da vida passa por des­co­brir o seu dom. O tra­balho da vida passa por de­sen­volvê-lo. O sen­tido da vida passa por con­cedê-lo." O que é que podes fazer hoje para seres mais re­so­luta, mais aces­sível e mais pre­sente? Lembra-te de que a tua his­tória conta e a tua voz in­te­ressa – e de que nasceste para criar im­pacto. Faz de hoje o dia em que co­meças a con­cen­trar-te no teu pro­pó­sito e sig­ni­fi­cado.

 

Dia 4: Como é que posso tornar-me melhor modelo?

Deves co­meçar por aprender a amar-te e a res­peitar-te a si pró­pria. É uma po­sição de pri­vi­légio, uma que lhe pede que vás mais fundo para en­tenderes o que é im­por­tante para ti e para te moldares na me­lhor pessoa que consegues ser para li­derar pelo exemplo. Não se trata de te tornares numa pessoa que não és mas sim de seres ge­nuína com quem és, com todas as tuas fra­quezas e pontos fortes, e de passar a viver a partir dessa ver­dade. Faz de hoje o dia em que co­meças a ser um mo­delo au­tên­tico. Sê tu mesma, sê a me­lhor versão de ti mesma e faz tudo com ex­ce­lência.

 

Dia 5: A quem preciso de perdoar?

A que mo­mento da tua vida pre­cisas de aplicar perdão? E onde deves deixar a raiva para trás? Quem é que te traiu, ma­goou, causou dor? Hoje podes tornar-te uma pessoa me­lhor ao co­meçares a cor­rigir os erros da tua vida. Seja con­tigo ou com outra pessoa, faz de hoje o dia para per­doar – para que possas se­guir em frente.

 

Dia 6: Como é que posso atar tudo com amor?

Foi o poeta ro­mano Ovídio que disse: "Se quer ser amado, seja ado­rável." A me­lhor forma para au­mentar o amor nas nossas vidas passa por atar tudo com amor. Ama-te a ti mesma, ama os teus amigos, a tua fa­mília, o teu par­ceiro, os teus co­legas, os teus chefes, os teus cli­entes, os teus pro­fes­sores – trata todos os que en­contras como seres hu­manos amados. Dá-te livremente sem es­perar nada em troca. Faz de hoje o dia em que atas tudo o que dizes e fazes com amor in­con­di­ci­onal. O amor é tudo.

 

Dia 7: Como posso cultivar uma atitude de gratidão?

No úl­timo dia da se­mana que dá início à tua vida me­lhor é al­tura de te focares na gra­tidão. Olha para a tua se­mana com gra­tidão pela pessoa que és e pelo que tens e pela pessoa em que te estás a tornar – e o que estás a ga­nhar. Estás feliz com o quê na tua vida? Estás or­gu­lhosa de quê? Não penses apenas sobre os factos – mas sente-te ati­va­mente grata: pelas coisas boas, pois nem todos as re­cebem, e pelas coisas más, pois dão-te força e em­patia. Faz de hoje o ponto de par­tida de um sen­ti­mento de gra­tidão que se es­tende por todos os teus dias. Sente-te grata, aprecia o que tens. Todos os dias tens uma nova opor­tu­ni­dade para seres me­lhor pessoa do que foi no dia an­te­rior. Quando prestas atenção a essas opor­tu­ni­dades e tiras o má­ximo pro­veito das mesmas, a tua re­com­pensa será uma vida de cres­ci­mento e re­a­li­zação incrível.

 

Só de escrever já me sinto melhor pessoa. Agora é por em prática estas dicas todas e investir tempo, motivação, vontade e amor. Porque amor é tudo! Não concordas?

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Hoje o tempo anda escasso - confesso que a inspiração também - por isso só passei para deixar-te com esta lista de coisas que as pessoas com força mental (normalmente) não fazem. Aponta aí:

 

1. Não perde tempo a sentir pena de si mesmo

"Sentirmos pena de nós mesmos é autodestrutivo", diz Morin, pelo que o truque para acabar com este comportamento é "afirmarmos o bem que há no mundo e começarmos a apreciar aquilo que temos".

 

2. Não abdica do seu poder

As pessoas abdicam do seu poder quando não estabelecem limites físicos e emocionais, descreve Morin, dando Oprah Winfrey como exemplo de alguém que tem um forte domínio do seu próprio poder. Tendo crescido na pobreza e sofrido abusos sexuais, Oprah "escolheu definir quem iria ser na vida não abdicando do seu poder".

 

3. Não foge da mudança

Morin descreve cinco etapas da mudança: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção. Seguir cada uma das etapas é fundamental, dado que fazer mudanças pode ser assustador, mas fugir delas impede o crescimento.

 

4. Não foca a atenção no que não pode controlar

"Dá uma sensação de grande segurança ter tudo sob controlo, mas pensar que temos sempre o poder de fazer as coisas acontecerem como queremos pode tornar-se problemático", avisa Morin. Tentar controlar tudo é, provavelmente, uma resposta à ansiedade.

 

5. Não se preocupa em agradar a todos

Frequentemente, julgamo-nos a nós próprios levando em conta o que outros pensam de nós - o que é o oposto da força mental. Morin elenca quatro factos sobre a tentativa de agradar a todos constantemente: é uma perda de tempo; quem tenta agradar a todos é facilmente manipulável, é normal que outros se sintam zangados ou desiludidos e ninguém consegue agradar a todos.

 

6. Não têem medo de assumir riscos calculados

Frequentemente, diz Morin, as pessoas têm medo de assumir riscos, sejam financeiros, físicos, emocionais, sociais ou relacionados com os negócios. Mas tudo depende do conhecimento. "A falta de conhecimento sobre como calcular riscos cria um medo aumentado", diz a autora.

 

7. Não se perde no passado

O passado está no passado. Não há maneira de alterar o que aconteceu e "viver no passado pode ser autodestrutivo, impedindo-nos de apreciar o presente e planear o futuro", escreve Morin. Além de não resolver nada, pode levar à depressão, alerta. Pode haver, porém, uma vantagem em pensar no passado. Pensar nas lições aprendidas, considerar os factos em vez das emoções e encarar uma situação sob uma nova perspectiva pode ser útil.

 

8. Não repete os mesmos erros

Refletir pode garantir que não repetimos os mesmos erros. É importante analisarmos o que terá corrido mal, o que podia ter corrido melhor e como fazê-lo de forma diferente na próxima vez, escreve Morin. Pessoas mentalmente fortes aceitam a responsabilidade pelo erro e criam um plano cuidadosamente redigido para evitar tornar a repetir o erro no futuro.

 

9. Não fica ressentida com o sucesso dos outros

O ressentimento é como a raiva que fica escondida e acumulada, considera esta profissional da mente. Prestar atenção ao sucesso de outra pessoa não vai contribuir para o nosso, na medida em que nos distrai do nosso percurso. Mesmo que venhamos a tornar-nos bem sucedidos, poderemos nunca sentir-nos satisfeitos se estivermos sempre distraídos com os outros.

 

10. Não desiste após o primeiro fracasso

O sucesso não é imediato e o fracasso é, quase sempre, um obstáculo que teremos de contornar. Pensar que o falhanço é inaceitável ou que significa que não somos suficientemente bons não reflete força mental.

 

11. Não tem de medo de estar sozinha

"Arranjar tempo para estarmos sozinhos com os nossos pensamentos pode ser uma experiência poderosa e que pode dar-nos ferramentas para atingirmos os nossos objetivos", escreve Morin. Tornarmo-nos mentalmente fortes "exige que reservemos tempo do dia-a-dia para nos concentrarmos no crescimento".

 

12. Não sente que o mundo lhe deve alguma coisa

É fácil sentirmo-nos zangados com o mundo devido aos fracassos ou falta de sucesso, mas a verdade é que ninguém tem direito a nada. Tudo tem de ser conquistado. "A vida não é feita para ser justa", sentencia Morin.

 

13. Não espera resultados imediatos

"Uma disposição para desenvolver expectativas realistas e a compreensão de que o sucesso não acontece da noite para o dia são necessários se quisermos atingir o nosso potencial máximo", considera Morin. As pessoas mentalmente fracas são, frequentemente, impacientes.

 

Nota: Estas dicas vieram do livro 13 coisas que as pessoas com força mental não fazem, da autoria de Amy Morin, que, além de psicoterapeuta, professora de psicologia e assistente social, sintetizou em 13 tópicos as atitudes que permitem evitar pensamentos, emoções e comportamentos destrutivos – a trilogia essencial – e desenvolver força mental para atingir o sucesso.

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Mulher poderosa! Este conceito começa e acaba na autoconfiança, a meu ver, uma das chaves para a felicidade. Como a descreveria? Como alguém que se aceita exatamente como é - com todos as qualidades e defeitos. Como alguém que assume, sem titubear ou lamentar, o seu lugar no mundo e na sociedade. Como alguém que pode não ter tudo o que quer, mas quer tudo o que tem. Como alguém que batalha todos os dias para ser mais e melhor - mais e melhor ser humano, mais e melhor mulher, mais e melhor cidadã, mais e melhor parente, mais e melhor companheira, mais e melhor amiga, mais e melhor colega, mais e melhor progenitora, mais e melhor amante, mais e melhor tudo. Como alguém que tem plena consciência que a vida nem sempre é justa, que (algumas) pessoas dececionam, que poucos amores são eternos, que amigos vão e vem, que desafetos fazem parte da vida, que problemas servem para serem superados, que situações difíceis ajudam-nos a amadurecer, que "o que não mata nos torna mais fortes". 

 

Enfim... poderia passar o post inteiro a enumerar as caraterísticas inerentes à minha perceção de mulher poderosa. Por ora, vou atentar-me aos 12 mandamentos de uma pessoa bem resolvida consigo e com o mundo ao seu redor:

 

1. Não abras mão de uma BFF: Tem uma amiga confidente e que te dê dicas sinceras e valiosas – mesmo que dolorosas – sobre qualquer assunto.

 

2. Cultiva a positividade: Tenta sorrir mais, rir com gosto e animar os outros ao teu redor. Nós recebemos aquilo que damos.

 

3. Não abras mão do amor: O amor vale sempre a pena e torna a vida mais doce. Por isso, encontra um homem com quem queiras ser feliz o resto da vida e faz dele a mais feliz das criaturas.

 

4. Aposta na descrição: Tenta ser o mais discreta em relação à tua vida pessoal, especialmente nas redes sociais. Nesse capítulo, mais é melhor.

 

5. Corre riscos: Se já não és feliz no trabalho, numa relação ou seja lá no que for não tenhas medo de mudar de área, de empresa, de colegas, de amigos e até de amor. Coisas boas geralmente acontecem fora da nossa zona de conforto.

 

6. Pratica o perdão: Perdoar é um bálsamo para a alma e um sossego para o espírito. Perdoar uma traição depende unicamente de ti. Por mais que a opinião daqueles com quem convives possa ser importante, a decisão será sempre tua.

 

7. Cuida da tua imagem: Investe em exercício físico, alimentação saudável, tratamentos estéticos e tudo o mais que possa contribuir para uma aparência agradável, saudável e apelativa. Em matéria de acessórios, carteiras, óculos, relógios e perfumes, são o quarteto onde vale a pena gastar um pouco mais.

 

8. Sofre, mas apenas o necessário: Não é vergonha sofrer pelo fim de uma relação. Mas é preciso saber parar, levantar a cabeça e seguir em frente. Hoje dói menos do que ontem e mais do que amanhã.

 

9. Não percas tempo com quem já foi: Se é ex por algum é… por isso não interessa saber o que quer que seja sobre ele. Tanto faz que esteja solteiro, casado, noivo, ele já não faz parte da tua vida.

 

10. Inspira-te nos outros: Procura inspiração em alguém que admires. Existem tantos exemplos de mulheres de sucesso e independentes que vale a pena "copiar".

 

11. Traça um plano para a tua vida: Pensa também num plano B (ou C e até D, afinal o alfabeto vai até Z), uma mulher prevenida vale por duas.

 

12. Poupa-te a stress desnecessários: Só inicies uma discussão se tiveres a certeza de que não vais terminá-la a chorar – e a gritar- e que dure apenas 5 minutos.

 

Agora que já sabes os truques todos para te transformares numa super woman, mãos à obra. Se te serve de motivação extra, fica a saber que poucos homens (com H, claro!) conseguem resistir a uma mulher poderosa.

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Depois de uns dias offline (em viagem de trabalho), regresso ao teu convívio com este artigo sobre algumas feridas emocionais da infância, mas que persistem quando somos adultos. Inspirada por uma publicação do Psiconlinews, posso dizer que dificilmente conheço um adulto que não tenha um drama (ou trauma), ou pelo menos uma questão mal resolvida, com algo que vivenciou na infância e que o acompanhou até à idade adulta.

 

Os problemas vividos na infância muitas vezes provocam cicatrizes emocionais que condicionam a nossa qualidade de vida quando adultos. Por experiência própria sei que há coisas que nos marcam para sempre. Mas também sei que, com vontande, motivação, força, fé e foco, é possível ir superando cada uma delas, um dia de cada vez. Que a vida não é mais do que isso, um dia de cada vez.

 

Este artigo aborda cinco feridas emocionais ou experiências dolorosas da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar, a analisar e a superar as nossas próprias feridas:

 

O medo do abandono

A solidão é o pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância. Quem já sofreu abandono tende a abandonar prematuramente os outros com quem mantém um relacionamento ou projetos de vida por medo de ser abandonado novamente.

Pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico.
Este tipo de mazela emocional não é fácil de curar, porém, consegue-se perceber uma melhora quando o medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.

 

O medo da rejeição

O medo da rejeição é uma das feridas emocionais mais profundas, porque implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos.

Quem que tem medo de ser rejeitado não se sente digno de receber afeto ou de ser compreendido e por isso se isola no seu vazio interior. Os que sofreram rejeição costumam ser evasivos e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico.

Se este for o teu caso, ocupa o teu lugar no mundo, arrisca, toma as tuas próprias decisões. Pouco a pouco vais perceber que vais ficando menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de ti em algum momento. O importante é não levar as coisas a peito.

 

A humilhação

Esta ferida surge quando, em algum momento, sentimos que outros nos desaprovam ou nos criticam. Pode-se gerar este tipo de trauma nos filhos se lhes dissermos que são feios, maus, estúpidos ou se os compararmos às outras crianças.

Esta é uma das coisas que mais destrói a autoestima de uma criança e que marca para toda a vida. Passei por isso, pelo que ninguém melhor do que eu para dizer o quanto dói, fere e traumatiza.
As feridas emocionais de humilhação geram uma personalidade dependente. Além disso, como mecanismo de defesa, a criança pode aprender a ser "tirana" e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros.

Ter sofrido este tipo de experiência requer que trabalhemos a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

 

A traição e o medo de confiar

Surge quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no incumprimento de promessas. Tal situação cria uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.

Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreste estes problemas na infância, provavelmente sentes necessidade de exercer algum controlo sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte.

Pessoas assim tendem a confirmar seus erros por meio das suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

 

A injustiça

A injustiça como ferida emocional se é gerada num ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.

A consequência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfecionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar nos outros.

 

Agora que já sabes mais qualquer coisinha sobre algumas feridas emocionais que podem afetar o teu bem-estar, a tua capacidade de te desenvolveres como pessoa e até a tua saúde, é hora de começar a saná-las. Isso faz-se através da aceitação, da superação, mas sobretudo, do perdão. Há que perdoar aqueles que nos infligiram estas dores. Há que perdoar a nós mesmos. Só assim conseguimos aliviar o nosso coração, acalmar o nosso espírito e descansar a nossa alma. Só assim conseguimos ser melhores para nós e para os outros. Só assim conseguimos evoluir.

 

Pensa nisso!

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Mai16

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O artigo de hoje é, acima de tudo, um tributo a este belo tempo que se faz sentir por estes dias em Lisboa. Um tempo que traz consigo o cheiro do verão, da praia, do bronze, das happy hours, das sunset partys e por aí adiante.
 
Já que verão rima com sedução, nada como rever a matéria dada sobre os motivos porque as mulheres ficam mais bonitas e sexys nesta época do ano.
 
Curiosa? Toma nota de cinco dos motivos para investires forte e feio nesta estação:
1- Unhas mais bonitas
Vários estudos demonstram que as nossas unhas tendem a crescer um pouco mais rápido com o tempo quente. O aumento da circulação sanguínea pode ainda ajudar a resolver alguns problemas como unhas frágeis e quebradiças. Tira partido do tamanho e opta por um formato oval.
 
2- Pele mais limpa
Esta é talvez a melhor altura do ano para quem sofre de borbulhas (moi!), já que os raios UV atuam na bactéria do acne e ajudam a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Ao removeres grande parte da roupa, expões a pele dos ombros e das costas ao sol, o que também ajuda a eliminar quaisquer outras erupções indesejáveis.
 
3- Maior sensação de felicidade
A luz solar faz libertar a endorfina (neurotransmissor) no cérebro que atua no estado do humor, reduzindo os níveis de stress e depressão, fazendo-te sentir mais feliz. E como o sol leva-nos quase obrigatoriamente para a rua, o facto de estares mais ativa ainda liberta mais endorfinas.
 
4- Mais "vitamina-maravilha"
A fantástica vitamina D é sintetizada na sua maioria através da exposição do corpo aos raios ultravioleta. É grátis e agradável, e ainda atua sobre a nossa saúde óssea, a função muscular, o coração, a imunidade, entre outros benefícios que não podes prescindir.
 
5- Menos desejo por carbohidratos
Uma boa noticia para o tempo do biquíni, já que com o calor temos mais vontade de substituir as batatas, pão ou massa por frutas e saladas. É a altura ideal para fazer dietas saudáveis, impulsionadas por mais energia. Adeus pastas e batatas fritas.
 
Depois disto, juntas-te a mim para um viva ao sol e ao verão? Because i’m happy!

 

 

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19
Mar16

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Quando a alma, o espírito e a mente estão em paz, o corpo é principal torna-se o principal beneficiado, uma vez que também ele conhecerá a paz. Por não existir separação no nosso ser, já que está tudo interligado, quanto mais meditação mais união e equilíbrio.

 

Atualmente muito se tem falado sobre o Mindfulness - aliás já aqui publiquei um artigo sobre isso - um conceito muito em voga, que mais não é do que a tomada de consciência do presente em que nos encontramos, sejam nas ações, pensamentos, emoções, gestos, intenções, etc.

 

Neste contexto, a meditação apura os nossos sentidos, principalmente a intuição, e ajuda-nos a ter mais foco e atenção ao que sentimos, pensamos e fazemos. Assim sendo, o ganho maior da meditação não é o de controlar os pensamentos, mas apenas deixá-los fluir, ao compasso do ritmo natural da respiração.

 

Meditar é para a mente o que o yoga é para o corpo. Pode ser feito diariamente, nem que por apenas cinco minutos (ao deitar ou ao acordar são os momentos ideais). Esse tempo pode parecer pouco, mas fará toda a diferença na nossa vida, acredita. Com a prática, os hábitos pouco saudáveis vão desaparecendo para darem lugar a escolhas e atitudes saudáveis. Como tudo na vida, é só uma questão de tempo, prática e dedicação.

 

O essencial nesta técnica é deixar a mente fluir, sem grandes preocupações sobre a melhor forma de o fazer. Os especialistas defendem que o importante é aquietar o corpo, regular a respiração, seguir a cadência respiratória e deixar a mente levitar.

 

Já que a meditação aguça os sentidos e ajuda a ter maior consciência em relação aos sentimentos, pensamentos e atitudes, porque não experimentar? Há muito que ando desejosa de fazer isso, pelo que é desta.

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16
Mar16

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Por serem processados ou refinados e por serem suscetíveis de criarem adição, existem alimentos que são considerados nefastos para a saúde.

 

À cabeça dos desaconselhados está o açúcar refinado, um veneno para o nosso organismo. Quanto mais escuro for, mais vitaminas e sais minerais possui, e mais perto do estado bruto (a cana de açúcar) está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento.

 

No lote dos alimentos proibitivos incluem-se bolachas, tostas, snacks salgados, chocolate branco ou de leite, sumos de fruta (especialmente se açucarados), bolos, doces e sobremesas tradicionais (por conterem açúcar refinado), pão branco, pão industrializado de longa duração, batata branca, fast food, refeições prontas, frutos secos salgados ou fritos, alimentos fritos, refrigerantes de todo o tipo e cereais de pequeno-almoço.

 

As comidas que encabeçaram a lista das mais aditivas, segundo um estudo publicado no jornal norte-americano Plos One sobre "alimentos que geram adição", liderado por Nicole Avena, foram (por esta ordem): piza, chocolate, batata frita, bolachas e gelados. E os que mais causavam desconforto eram os muito processados.

 

"Vários estudos sugerem que a comida muito apaladada e muito processada pode provocar mudanças de comportamento e mudanças cerebrais semelhantes às dependências como a das drogas ou do álcool", explicou Nicole Avena.

 

Companheira, volto a frisar que nunca é tarde para reeducarmos a nossa alimentação e apostarmos numa vida mais saudável. Portanto, hoje é um bom dia para se começar.

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Quantas e quantas vezes não desperdiçamos nós tempo, paciência, expetativas e emoções com coisas e pessoas que não contribuem nem um pouco para a nossa felicidade. Verdade?

 

Porque merecemos ser felizes, hoje escrevo sobre algumas atitudes que, por minarem o nosso bem-estar físico, emocional e psíquico, urgem serem banidas do nosso dia a dia. Por ora lembro-me destas cinco, mas caso me venha à memória outras, conta com um novo artigo sobre o assunto.

 

Viver em função dos outros

Ser algo que não somos, nem é suposto sermos, é uma tarefa não só frustrante como cansativa. Aceitarmo-nos tal como somos e aprendermos a valorizar as nossas qualidades e a viver com os defeitos é mais do que suficiente para estarmos em paz connosco e com os que nos rodeiam. E um dos maiores atestados de maturidade e amor-próprio. Das poucas vezes que tentei fintar a minha natureza, mascarando a minha essência, na tentativa inglória de agradar ou ser melhor aceite pelos outros, a coisa não correu bem. Pudera! Cada um é como é. Quem gosta, convive. Quem não gosta, dá meia volta e vai à sua vida.

 

Temer as mudanças

"Para melhor, muda-se sempre!", ainda que isso implique deixarmos a nossa zona de conforto e assumirmos riscos. Entre rejeitar ou abraçar a mudança, mais vale optar pela segunda, já que a primeira vai deixar a nossa vida estagnada, presa à rotina, impedindo-nos de saber o que isso poderia fazer à nossa vida. Não devemos ter medo de abraçar coisas, pessoas, trabalhos, projetos, desafios ou amores novos. O bom da novidade é que a probabilidade de sermos surpreendidos pela positiva é bem maior.

 

Deixar-se levar pelas aparências

Julgar os outros, ainda que inconsciente e involuntariamente, é prática comum a quase todos nós, já que fomos formatados para seguirmos os rótulos pré-estabelecidos pela sociedade. Apesar de eu não sofrer desse mal (pelo contrário), estou ciente de que nem toda a gente consegue libertar-se desse espartilho. Se fores como eu, uma eterna inconformada, deves saber que o segredo para não se vergar àquilo que os outros consideram "socialmente desejável" consiste numa mente aberta, numa escuta ativa (vocábulo adquirido nas entrevistas para call centers) e em aprender a aceitar, ou pelo menos respeitar, a diferença.

 

Deixar-se levar pelo medo

Medo do desconhecido, medo de arriscar, medo de dar o próximo passo, medo de falhar, medo de ser criticado... Enfim… muitos de nós, deixamo-nos aprisionar por todos estes medos, ao ponto de nem sequer tentarmos (como sei disso). Dado que este, muitas vezes, é um estado psicológico, para seguirmos em frente só temos que libertar-nos dele.

 

Inventar desculpas

A desculpa, uma preciosa aliada em certos momentos, pode revelar-se um implacável inimigo noutros, impedindo-nos de partir à conquista de quem ou daquilo que desejamos. Nessa matéria sou uma pro, já que passei a minha vida toda a inventar desculpas para não correr atrás dos meus sonhos. Agora que esgotei todo o stock de desculpas, só me resta ir à luta e fazer por acontecer.

 

E com isso, retiro-me de cena, que hoje tenho uma entrevista em Cascais, o que quer dizer que tenho muito chão pela frente. Wish me luck my dear!

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05
Jan16

Copyright Richard Calmes.jpg

 

O post de hoje debruça-se sobre um artigo publicado esta semana pela Lifestyle/BA e que aborda os erros mais comuns cometidos antes dos 40 anos, capazes de comprometer no futuro a nossa saúde. Que os 40 são os novos 30, não restam dúvidas (um viva a nós trintinhas!), mas para que esta premissa se mantenha fiel precisamos banir estas (pequenas) tendências da nossa vida:

 

1. Ser 'viciada' na rede - além de prejudicar a visão, os dispositivos móveis (telemóvel, tablet ou laptop) são um dos principais culpados pela má postura, má qualidade do sono e falta de vida social verdadeira. Além disso, aumentam o risco de Diabetes tipo 2 ou obesidade, uma vez que apelam ao sedentarismo.

2. Dormir pouco - não ter a qualidade do sono como uma prioridade é um erro, uma vez que é uma boa noite de sono que nos dará energia e capacidades cognitivas para mais um dia.

3. Abdicar do fio dental - a saúde bocal deve ser uma preocupação recorrente e o fio dental incluído na rotina diária, uma vez que algumas doenças bocais aparecem a partir dos 30 anos.

4. Saltar refeições - este é um erro comum e altamente prejudicial em qualquer idade, uma vez que desregula o organismo e faz com que as refeições sejam menos ponderadas e mais calóricas, aumentando os riscos de Diabetes tipo 2.

5. Ignorar os sinais de alerta - independentemente da idade, é preciso não ter medo do médico e fazer consultas de rotina para saber em que estado está a saúde. No caso dos homens, os exames à próstata são fundamentais, já para nós as mulheres, os seios devem ser o centro das atenções.

6. Fumar - quanto mais cedo se perder este hábito, melhor. O vício do tabaco interfere com a saúde em geral com o passar dos anos.

7. Abusar no sal - os problemas de hipertensão tornam-se mais frequentes e graves depois dos 30 anos, sendo, por isso, importante reduzir o consumo diário de sal.

8. Estar desidratada - não beber água suficiente (quantidade que varia de pessoa para pessoa mas que, em média, ronda os 1,5 litros) é um erro que coloca a saúde geral em risco.

9. Evitar os produtos lácteos - embora o leite de vaca possa ser um inconveniente, os produtos lácteos são uma mais-valia para os níveis de cálcio, nutriente essencial.

10. Mentir ao médico - se ignorar os sintomas é já uma má decisão, mentir ao médico pode ser fatal.

11. Não fazer exercício - as pessoas tendem a acomodar-se com o seu peso (e corpo) com o passar dos anos, mas a verdade é que a gordura acumulada é tão ou mais nociva do que o excesso de peso.

12. Não fazer sexo - a vida sexual é fundamental não só para o bem-estar físico como também emocional, além disso, fortalece a relação com a cara-metade.

13. Abusar na exposição ao sol - corpos morenos são altamente cobiçados, mas quanto mais sol se apanha mais riscos se corre de sofrer lesões cutâneas, sendo o cancro a mais grave e mais temida.

14. Beber bebidas açucaradas - embora não seja necessário banir os sumos da alimentação, é importante não consumir aqueles que são ricos em açúcar e açúcares adicionados.

15. Comer comida processada - muito antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter alertado para o risco cancerígeno da carne processada, o consumo destes alimentos vinha a ser desaconselhado pelos nutricionistas, uma vez que é rico em gorduras saturadas, sal, açúcar e químicos.

16. Beber muito álcool - é pelos 20 e 30 anos que as saídas à noite são frequentes e o consumo de bebidas alcoólicas, por vezes, exagerado, contudo, este hábito deixa a saúde mais fraca e pode ainda afetar a memória.

17. Não socializar - preferir uma vida social digital ao convívio real com pessoas é algo que faz com que o sentimento de solidão aumente.

18. Não conhecer o histórico familiar de saúde - antes de chegar aos 40, é importante saber quais as doenças mais graves e mais comuns na família, de forma a conseguir detetar a tempo possíveis problemas futuros.

19. Não ter tempo para cuidados pessoais - não ter tempo para um exame, para uma massagem, para um tratamento. Não ter tempo é comum quando se está nos primeiros anos de vida profissional, contudo, não ter tempo para a saúde é perigoso.

20. Ignorar as vacinas - não são apenas as crianças que devem tomar vacinas, os adultos devem igualmente estar atentos aos prazos e as recomendações médicas.

 

Oba! Penso que passei com distinção neste teste, já que, num universo de 20, tirei positivo em 17. Tenho agora é que trabalhar mais (e melhor) os itens 1, 12 e 17. Especialmente o 12. Mas penso que será das tarefas mais prazeirosas de se cumprir. Ai não?! E tu, minha amiga, qual a tua pontuação?

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