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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!
 
Feito o match, é hora de rever a matéria dada no que toca à sedução/manutenção do interesse dele pela nossa pessoa. Comecemos então por lembrar que a conquista, estejamos a falar de namoro, casamento ou um mero flirt, é apenas a primeira etapa de algo que pode (ou não) evoluir para compromisso. É precisamente aqui que o poder de cativar alguém faz toda a diferença.
 
Por natureza, o sexo oposto – mais conhecido por espécie masculina que todas as mulheres gostariam de decifrar – é bem menos expressivo no que toca a sentimentos, sobretudo no início da relação. Quantas de nós não viveu aquele momento em que doaria um rim, sem sequer pestanejar, se isso lhe permitisse ler a mente, o coração e, porque não, a alma do "seu" gajo?
 
No intuito de nos ajudar a melhor entender os sentimentos masculinos, especialmente o que mais lhes toca o coração, o site Your Tango revelou oito coisas relacionadas com as mulheres que os homens secretamente adoram, mas não partilham porque gostam de apreciar calados e no seu íntimo:
 
1. Pousas a cabeça no peito dele
Este tipo de intimidade, sobejamente apreciado por ambos os sexos, além de revelar o quão segura te sentes com ele, vai despertar o seu lado protetor.
 
2. Mandas mensagem primeiro
Pode até não parecer, mas terem de ser os primeiros a dizer alguma coisa à mulher representa uma enorme pressão para os homens. Além do medo de serem rejeitados, não sabem bem o que dizer. Por isso é um alívio para eles quando somos nós a tomar a iniciativa.
 
3. Verbalizas o quanto o estimas
Ainda que ele consiga decifrar as tuas emoções, nada como dizer por a+b o quanto gostas dele e aprecias o esforço que ele faz por ti e pela vossa relação. Declarações de afeto é algo que lhes toca fundo, por mais que não demonstrem.
 
4. Brincas com o cabelo dele enquanto ele conduz
Outro gesto que costuma deixá-los derretidos. Desde que não o distraias, ele vai recompensar-te com um belo sorriso.
 
5. Falas bem dele em público
Quem não gosta de ser elogiado, ainda para mais em público? Se não estiver à espera, então... Tem é cuidado para não exagerares na dose, já que corres o risco de parecer lamechas, acabando por deixá-lo embaraçado.
 
6. Escutas o que ele diz
Ouvir para compreender (e não para responder) é uma caraterística crucial em qualquer tipo de relação. Por isso dar-lhe atenção total enquanto ele fala é a melhor prova do quanto te importas com ele e com aquilo que ele partilha contigo.
 
7. Mandas mensagens quando sais com os teus amigos
Perceber que pensas nele mesmo estando com os teus amigos, vai deixá-lo feliz, orgulhoso e seguro do teu afeto por ele.
 
8. És afetuosa do nada
Pequenos gestos de carinho, como dar-lhe a mão, fazer-lhe uma festinha na cara ou beijá-lo de leve quando ele menos espera, contam muitos pontos na apreciação dele e na forma como te vê enquanto companheira.
 
Por mais fechados que sejam, esta crónica mostra que, afinal, não é assim tão difícil cativar os homens. O desafio é encontrar um exemplar merecedor destes passos. E mais não digo! 

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05
Jun17

 

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Ora viva!

 

Single mine, acaso já ouviste falar do Hater, a aplicação de encontros que junta os corações solitários, não pelo que gostam, mas sim pelo que detestam? Ah, pois é pois é, isto do romance online é uma novidade atrás de outra.

 

Esta app, gratuita e disponível para iOS na App Store, à semelhança de outros softwares como Tinder ou Ok Cupid, foi pensada precisamente para contrariar o modelo tradicional de encontros online, em que a correspondência (match na linguagem digital) dá-se com base no que se gosta de fazer, comer, visitar, ler e por aí fora.

 

Fora isso, funciona tal e qual às restantes apps do mundo virtual: swipe para a direita em caso de interesse, swipe para a esquerda em caso de desinteresse.

 

Se, tal como eu, já não podes com "caramelos" que apregoam cultivar hábitos interessantes, mas que ao fim de meia dúzia de frases deixam transparecer que só assumiram essas caraterísticas para conseguirem aumentar as probabilidades de serem bem-sucedidos na arte do engate, agora tens uma alternativa que aposta precisamente no outro verso da moeda.

 

Afinal, porque odiar a solo quando se pode fazê-lo au pair?

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Ora viva!

 

Porque não começar o fim de semana com um manifesto a favor da dignidade feminina, temática sempre oportuna e pela qual não me canso de batalhar, seja através da minha escrita, seja através da partilha de algumas das mais criativas e comoventes iniciativas do género.

 

Curiosa, intrigada ou apenas expectante? Seja lá qual for o teu estado de espírito neste momento, digo-te que me refiro a mais uma, brilhante por sinal, abordagem sobre um mal que insiste em assolar as sociedades, por mais modernas que estas sejam: o machismo.

 

Através do vídeo Ahora o nunca (Agora ou nunca, em português), com mais de 600 mil visualizações no Youtube, uma jovem espanhola de 17 anos, de nome Alicia Ródenas, enceta (mais) uma chamada de atenção para a violência de género, numa abordagem tão bem conseguida que já está a ser exibida em escolas espanholas, quando o assunto é machismo e igualdade de direitos.

 

O script desta curta pode ser resumido desta forma: a protagonista, a própria autora, encara despudoradamente a câmara, enquanto vai elencando uma série de frases consideradas machistas, que vão desde o: "Que menina mais bonita! És uma princesa", ou "Judo não. É melhor ginástica rítmica", passando pelo "Informática? Não preferes dança?", sem esquecer o clássico "Se me deixares faço uma loucura", num total de cem citações.

 

O que motivou Alicia para um assunto tão sensível? A importância de falar da violência, já que, na opinião desta jovem: "É preciso começar desde criança. Caso contrário fica muito difícil entender que dizer este tipo de coisa é mau".

 

O grande finale tem como cenário um fundo negro, legendado nestes termos: "A violência de género não é só física. Vivemo-la desde a infância e persegue-nos até ao fim. É agora ou nunca."

 

Single mine, que tal dares uma olhadela ao vídeo e depois partilhares connosco a tua opinião? Fico à espera, mas até lá bom fim de semana.

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01
Jun17

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Já saíram as previsões energéticas para este mês. Relembro que estas são fruto do valioso contributo da minha guru do bem, Isabel Soares dos Santos, que, mensalmente, tem partilhado connosco um pouco da sua sabedoria.

 

"Durante este mês é bastante provável que um sentimento de dever cumprido se faça sentir, dando azo a quererem recostar e descansar.

Com a chegada do verão, vai apetecer aproveitar mais o bom tempo, ficar na esplanada, aproveitar a vida de forma relaxada. Devem aproveitar para descansar ao máximo, mas quando o descanso começa a tornar-se em preguiça, isso será um sinal de alerta.

Em junho, muitos sentirão que já se esforçaram tanto nos últimos meses e que é chegado o tempo de aproveitarem a vida como desejam. E está tudo bem, mas devem ter em atenção que ficarem demasiado tempo "encostados à bananeira" não vos irá levar muito longe. Por isso, aproveitem este mês para descansar mas continuem ativos, não deixem que esse descanso se torne em preguiça.

Recuperem energia para iniciarem em breve o segundo semestre do ano que será desafiante, mas com muitas conquistas para quem se esforçou o suficiente para tal.

Desejos de um junho muito feliz!"
Abraço de Luz,
Isabel

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Ora viva!

 

Como costuma dizer a minha maninha caçula, o rosto é o nosso cartão-de-visita e a melhor carta de recomendação. Nos últimos três semestres tenho travado uma luta titânica contra problemas na pele facial, que começou com borbulhas mutantes e retumbou em horrorosas manchas. Portanto, ninguém melhor do que eu para testemunhar o quanto custa à carteira e à autoestima feminina uma pele problemática.

 

A pensar nisso, para hoje preparei um artigo que versa precisamente sobre alguns cuidados a ter quando se deseja uma pele bonita, saudável e iluminada. Vou saltar a parte dos cuidados estéticos, dermatológicos e cirúrgicos, que disso tratam os sites especializados na matéria, e focar-me em alguns alimentos que podem revelar-se excelentes aliados da derme perfeita.

 

Amêndoas: Por conterem vitamina E, um antioxidante natural que funciona como proteção contra o envelhecimento, as amêndoas afiguram-se como um poderoso aliado da pele. As suas gorduras, muito saudáveis, fazem com que esta fique mais luminosa.

 

Chá verde: Os antioxidantes presentes neste tipo de infusão ajudam a restaurar a elasticidade da pele. A par do branco, o chá verde é igualmente conhecido por melhorar problemas relacionados com a acne.

 

Caranguejo: O zinco presente neste crustáceo fomenta a redução da inflamação, ao mesmo tempo que minimiza a aparência da acne. Também é conhecido por facilitar a produção de ácido hialurónico que proporciona hidratação à pele.

 

Grão-de-bico: Composto por proteínas cheias de aminoácidos essenciais para o crescimento e reparação cutânea, este alimento é conhecido por ajudar a diminuir as linhas e marcas escuras. Para além disso, contém ainda cobre que ajuda principalmente na manutenção e resistência da pele.

 

Laranja: Rica em vitamina C, um antioxidante natural, esta fruta conseguirá agir contra as olheiras e proteger a pele dos danos dos raios UV, ao mesmo tempo que aumenta a capacidade de cicatrização e de produção de colagénio.

 

Pimentão: O pimentão, a par da cenoura e de todos os vegetais coloridos, bem como os alimentos de origem animal (leite, sardinha e gema de ovos) contem vitamina A, que ajuda na produção de melanina e é um antioxidante natural que promove o rejuvenescimento celular e prolonga a juventude.

 

Salmão: Por conter ómega 3, uma gordura saudável que promove a recuperação, hidratação e saúde da pele, este peixe promove a produção de colagénio e elastina (dois elementos essenciais para uma pele suave e sedosa).

 

Como pudeste constatar, ter uma pele bonita e radiante não se alcança só a lavar e a passar cremes. O que comemos também têm uma palavra a dizer na sua qualidade, aliás na nossa saúde em geral. Com certeza já deves ter ouvido dizer que somos o que comemos. A mais pura verdade!

 

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Ora viva!

 

Por mais que tudo e todos nos tentem convencer de que estar emparelhado é melhor do que não estar, o facto é que estar solteiro tem tantas ou até mais vantagens do que estar comprometido. O que se passa é que muitos solteiros, sobretudo as mulheres, que parecem desconhecer (ou fazem questão de ignorar) como tirar partido da sua situação amorosa.

 

A estas pessoas, dedico a crónica de hoje na esperança de que esta possa ajudá-las a se concentrarem no lado B (leia-se bom) da solteirice. Volto a frisar que não sou contra relações – pelo contrário –, apenas tento focar-me no lado positivo das coisas, sejam elas relações ou acontecimentos.

 

Esclarecido este ponto, eis algumas vantagens de se estar solteira. Abro aqui um parêntesis para dizer que me dirijo espeficiamente ao género feminino por ser aquele que acusa ressentir-se mais desta realidade.

» Não tens de tomar decisões em função de outra pessoa.

» Tudo começa e acaba em ti. Há coisa melhor do que sermos o centro da nossa atenção?

» O teu tempo livre e o teu dinheiro são para uso exclusivo, já que não tens que partilhá-los com mais ninguém.

» Ficas com mais tempo para te dedicares à carreira e ao que mais te apetecer.

» Desfrutas de uma paz de espírito fenomenal, já que não tens que lidar com o medo de perder alguém ou de ser traído, cenas de ciúmes, zangas, amuos, etc, etc.

» Não tens que vestir a farda de agente KGB. Com isso quero dizer que não tens que estar alerta em relação aonde ele vai, com quem está, com quem partilha fotografias. O mesmo se aplica a telefonemas, mensagens ou amizades (especialmente nas redes sociais).

» És dona e senhora do teu nariz, não tendo que dar satisfações a ninguém.

» Podes viajar quando, quanto, para onde e com quem quiseres.

» Não tens que manter a depilação em dia se não quiseres.

» És leve, livre e solta, ou seja, podes sair, flertar e curtir com quem quiseres.

» A tua vida sexual pode ser à la carte, ou seja, só comes quem queres, quando queres, em que quantidade queres e da forma como te apetecer.

» Tens mais disponibilidade para a família, amigos, colegas, vizinhos, conhecidos, desconhecidos e quem mais cruzar o teu caminho.

» Ficas com todo o tempo do mundo para cuidares de ti e investires na (boa) forma física, vida saudável, beleza e sex apeal.

» Podes vestir o que quiseres sem ter que levar com censuras ou olhares reprovadores.

» Aprendes a desfrutar da tua própria companhia e a descobrir um mundo de coisas que de outra forma não seria possível.

» Descobres que tu és o grande amor da tua vida e que não há amor maior do que aquele que nutrimos pela nossa própria pessoa.

» Podes, a qualquer momento, encontrar outro amor que te complete e te faça (ainda) mais feliz.

 

Depois do que acabaste de ler, (ainda) sentes que tens motivos para te considerares uma desgraçada?

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Ora viva!

 

Por muito que acredite que o último dia útil da semana mereça leveza, hoje finto esta regra, só minha, para abordar um assunto que é tudo menos soft: homens errados, espécies que, para mal dos pecados das disponíveis "moderadamente românticas", proliferam que nem pragas.

 

A propósito deste assunto, chamo à conversa o livro Diz-lhe Que Não, publicado há coisa de meses pela jornalista, e colega de blogging, Helena Magalhães. Faço aqui um parêntesis para referir que este foi-me recomendado pela seguidora LS, que, ao lê-lo, achou que este tinha potencial para servir de inspiração a uma crónica (ou mais, quem sabe). Não poderias estar mais certa, minha querida, a quem aproveito para agradecer (publicamente) pela dica.

 

Voltando ao Diz-lhe Que Não, imagino que a esta altura da leitura já devas estar a interrogar-te: dizer que 'não' a quem? Aos homens errados e às relações fast-food, ao que mais seria?

 

Para começo de conversa, a autora assume claramente que existe uma linha muito clara que separa o "eu quero" do "eu preciso". Com isso quer ela dizer que todas nós queremos um homem, mas nem todas precisamos de um para ser feliz. Como é o meu caso e o de algumas minas da minha tribo.

 

À semelhança do que não me canso de apregoar, considera a autora que "existem muitas pessoas que não conseguem viver sozinhas, porque não têm capacidade de estar consigo próprias, ou ir jantar ou ao cinema ou ao café sozinhas, e o que acontece é que muitas vezes estão em relações de 'merda' só porque não conseguem estar sem ninguém, e isso é ridículo".

 

Ainda que as mulheres sejam mais propensas a "envolver-se e permanecer numa relação que não é, de todo, saudável", não penses tu que este é um drama exclusivamente feminino. Nada disso! Também eles embarcam em vínculos (emocionais ou sexuais, é-me indiferente o nome que lhes queiram dar) estéreis, cujas motivações resumem-se a essencialmente três: "despejar os colhões" (sei que a expressão é um tanto ou quanto ordinária, mas dado que se trata da mais pura verdade, dispensemos a luva de pelica), ter quem lhes afague o ego e lhes preste assistência toda vez que o défice de atenção lhes bater à porta.

 

É por isso que é importante aprender a ter coragem de dizer 'não' aos homens inadequados, assim como às relações que não acrescentam valor à nossa vida. Para Helena Magalhães, "a pessoa errada será sempre a pessoa errada", pelo que insistir no erro de pouco ou nada adiantará, já que a felicidade que essa relação poderá trazer será sempre uma miragem, tal e qual uma alma perdida no deserto do Saara, a que se agarra com unhas e dentes como forma de continuar a acreditar que (ainda) há vida pulsando.

 

Ao longo do livro é clara a mensagem que a escritora tenta passar às single ladies: mais saudáveis são aquelas que conseguem pensar 'eu quero um homem, mas não preciso'. Sabe-se lá por carência, desespero, solidão, pressa ou pressão social, imensas pessoas acreditam que precisam de outro alguém para serem felizes. Errado! Precisamos de outra pessoa para ser mais feliz. A nossa felicidade depende única e exclusivamente da nossa própria pessoa.

 

Quanto a isso, a opinião dela vai de encontro à minha: antes temos que aprender a (con)vivermos connosco próprios e com os outros e a ter a liberdade de sermos felizes, independentemente da situação em que nos encontramos e de quem dorme do outro lado da nossa cama.

 

Outro ponto digno de partilha é a abordagem que Magalhães faz do amor nos tempos atuais. Na sua opinião, hoje em dia este sentimento é encarado como um 'bicho papão', ao ponto de, se nos declararmos a alguém, o mais provável é essa pessoa 'fugir a sete pés'. "Acho que isso reflete um bocado a geração em que vivemos agora. Com todas estas formas de namorar virtuais e tão descartáveis, a palavra amor tornou-se num tabu autêntico, falar de amor é tabu". E continua: "Acho que isso faz com que deixássemos de investir tanto nas pessoas, porque temos aquela noção de que existem mais pessoas disponíveis. Ao primeiro problema que existe saltamos logo fora, porque temos mais 500 pessoas na aplicação para ‘rodar’ e dizer que ‘sim’ ou que ‘não’. Isto veio mudar a forma como nos relacionamos, como nos sentimos e como lidamos com o amor, porque na verdade e, apesar de estar todos conectados nas redes sociais, ao fim e ao cabo não estamos com ninguém, estamos sozinhos em casa a teclar e não fazemos mais nada".

 

Não poderia terminar esta crónica sem fazer referência a um outro aspeto convergente entre mim e a autora: o dar o corpo ao manifesto a custo zero (como costumo dizer), sobretudo no primeiro encontro. A propósito disso, eis a perceção dela: "Hoje em dia, os primeiros encontros tornaram-se atos sexuais, porque o sexo é o encontro, e se alguém diz que não, parte-se para outra pessoa. Por isso é que digo que as pessoas estão desinteressadas, porque querem tudo muito rápido, tudo a acontecer neste momento, o agora, e se demoramos um bocadinho desaparecem... Mesmo quando dizemos, 'vamos jantar' ou 'vamos ao cinema', desaparecem, porque há outra pessoa que quer dar o que eles querem".

 

Preciso escrever mais? Ao devorar a escrita dela até parecia que estava a ouvir a os meus próprios pensamento. Será que existem almas-gêmeas literárias? A existir, a Helena Magalhães é uma forte candidata à minha.

 

Bom fim de semana, solteira minha, e aproveita estes dias de pausa para interiorizar a palavra de ordem deste artigo: left-swiped (na linguagem das apps de engate) aos homens errados.

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Ora viva!

 

A crónica de hoje mais não é do que a partilha do testemunho da jornalista Raquel Costa, sobre um assunto freguês deste blog: relações amorosas versus sites/aplicações de encontros. Acerca disso, escreve ela o seguinte:

 

"Sou uma frequentadora assídua de aplicações que promovem o conhecimento de pessoas com os mesmos interesses amorosos, vulgo apps de engate (desculpa, mãe, é verdade).


Para os menos versados nesta matéria, aplicações para telemóvel como o Tinder e o Happn funcionam desta maneira: aparecem no ecrã homens (ou mulheres, consoante os gostos de cada um) que estão nas imediações da zona onde nos encontramos. O nome, a idade, uma breve biografia (opcional) e uma quantidade variável de fotografias permite-nos fazer "sim" ou "não" no potencial candidato. Ao fazer "não", o indivíduo desaparece para todo o sempre do nosso alcance (cuidado com os dedos de manteiga!). Ao fazer "sim", inicia-se uma espera que pode demorar um segundo...ou para sempre.

É a espera pelo "match". O "match" significa que a outra pessoa também nos fez "sim" e que, a partir daí, já é possível estabelecer um diálogo.

Depois...começa o jogo.

A maioria das pessoas que está no Tinder procura companhia. Uns dizem que procuram sexo, outros um vago "conhecer pessoas". Mas a realidade é mais simples. Companhia, seja forma de uma relação física fugaz, de um café, de uma conversa.

Estou, de forma intermitente, nestas aplicações, há dois anos. Já contactei com todo o espectro de seres do sexo masculino: os casados e felizes, os casados e infelizes, os que estão em processo de separação (de fugir!), os solteirões inveterados. Os traumatizados, os descompensados, os que perderam qualquer réstia de sanidade e criam identidades falsas e vidas imaginárias. E, claro, pessoas normais.

O que temos em comum, homens e mulheres? Estamos sós. Estamos sós num mundo cheio de gente, sós em vidas cada vez mais preenchidas, com inúmeras solicitações profissionais, sociais, com tempo para tudo menos para o que é mais importante: a tarefa árdua, extenuante, nem sempre agradável de conhecer outra pessoa. Criar intimidade é um processo demorado, os intervalos do romance são tudo menos um mar de rosas e as apps de engate não nos dizem que a pessoa que está do outro lado também arrota, solta gases e tem mau acordar.

Este é o lado pessimista da situação.

O lado otimista e maravilhoso de ser solteiro/divorciado/disponível em 2017, na era das apps de engate, é este: temos a liberdade de escolher. Sabemos mais, esperamos mais. Queremos verdadeiramente ser felizes, embora nem sempre saibamos como lá chegar.

Se isso justifica continuar no Tinder? Justifica, pois!"

 

Não obstante ter já dedicado uns quantos posts a esta temática, é sempre bom inteirar-nos da perspetiva alheia sobre o mesmo assunto. E este, devemos reconhecer, traduz-se num relato bem conseguido do que se passa no mundo das relações virtuais.

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24
Mai17

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Ora viva!

 

Estou ciente de que não tenho por hábito vir aqui às quartas, o meu dia zen, dedicado à espiritualidade, mas não consigo esperar para partilhar contigo algo que acaba de me chegar aos ouvidos e que achei simplesmente genial.

 

Tem a ver com uma nova espécie masculina, apelidade de Homem 3D: Despesa, Desgosto e Desespero.

 

Ka ka ka ka ka ka. Feliz dia, meu bem, e mantém-te a léguas desse tipo de gajo.

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Ora viva!

 
Convicções e preferências à parte, é dado empírico que o sexo é um elemento sine qua non para a condição humana. Imensuráveis, incontestáveis porque não assumir, são os benefícios desta prática que estimula a produção de hormonas associadas ao prazer, à felicidade e ao bem-estar, sem esquecer a preservação da espécie, a mais impactante de todas.
 
Precisamente por ser tão bom, a sua não prática repercute-se, sob os mais diversos aspetos, na nossa disposição em geral. Por saber muito bem o que isso é, o artigo de hoje debruça-se sobre algumas das consequências da falta de sexo, elencadas pelo Vida Ativa, página da qual sou leitora assídua:
 
Stress e compulsividade
A falta de atividade sexual pode aumentar os níveis de stress no corpo, assim como os picos de hipertensão. Além disso pode traduzir-se em reações mais extremas, como roer as unhas, morder os lábios ou comer compulsivamente. 
 
Insegurança, ansiedade e depressão
Apesar de não ser uma consequência taxativa, é algo que pode acontecer com frequência. Isto porque a prática sexual ajuda a melhorar a autoestima de um indivíduo, na medida em que faz com que este se sinta desejado, atraente e com as necessidades (básicas) satisfeitas. 
 
Redução da libido
Apesar da relatividade da condição humana (com isso quero relembrar que tudo varia de pessoa para pessoa), a falta de sexo reduz a produção das hormonas que estimulam o desejo sexual, o que faz com que, quando não há prática, a vontade para momentos íntimos pode ser cada vez menor.
 
Saúde cardiovascular
Relacionados com o aumento do stress, os problemas cardiovasculares são outra das consequências da ausência de atividade sexual. As pessoas que não a praticam de forma regular apresentam picos mais elevados de pressão arterial, em resposta a momentos de elevado stress. Achas que é à toa que o sexo é apontado como o mais completo – e, já agora, prazeiroso – exercício físico?
 
Disfunção erétil
Tal como a prática regular de exercício físico contribui para manter uma boa resistência física, também a prática regular de sexo contribui para conservar a potência sexual. Em virtude disso, a sua falta pode propiciar a disfunção erétil.
 
Dores menstruais
Este é um dos impactos associados ao género feminino, visto que fazer sexo com frequência estimula a libertação de uma maior quantidade de estrogénio, uma hormona que vai ajudar a reduzir as dores menstruais.
 
Músculos vaginais
Outra consequência exclusiva das mulheres, dado que os músculos da vagina podem deixar de responder tão bem à excitação e à penetração, tendo maior dificuldade em relaxar nesses momentos.
 
Pouco sono
Não, não é um mito que se dorme mais e melhor após o coito. A explicação é tão simples quanto isso: a atividade sexual ajuda a libertar oxitocina, uma hormona que contribui para um sono mais tranquilo e reconfortante.
 
Se dúvidas houvesse quanto ao papel (fundamental) do sexo no conforto físico, emocional e psíquico do ser humano, estas acabam de ser dissipadas. Dado que solteirice não tem que implicar necessariamente abstinência sexual, toca a "sexar", que da vida só se leva o que se viveu. Nada mais!

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