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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


30
Nov17

As 40 velas da Sara

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Eis-me aqui, de cronicário vazio e coração repleto de esperança num novo ano que hoje se inicia para mim. Como é o meu aniversário, o post do dia fica por tua conta. 

 

No caso de te faltar inspiração, podes escrever que me desejas um feliz aniversário e muitos e melhores sucessos. Se quiseres, podes até dizer que me adoras e que a tua vida sem mim não seria a mesma coisa, que não me importo.

 

Há pouco uma amiga muito querida disse-me que a minha vida só agora está a começar de verdade, que antes era só um estágio e que agora é a valer. Será? A ver vamos!

 

P.S. - Espero que tenhas atinado com a analogia do título deste post ao da obra de E. L. James.

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Ora viva!

 

Há uns tempitos, acusaram-me de dar demasiado destaque ao sexo aqui no Ainda Solteira. Que culpa tenho eu que este seja um assunto que a muito poucos desperta indiferença? Sexo vende, sempre foi assim e não me parece que isso vá mudar. No cinema, na tv, na indústria, na publicidade, nos sex shops, nos sites e apps de engates, na internet, o que não faltam são exemplos.

 

Ainda que as minhas crónicas não comportem uma componente comercial, o facto é que os meus seguidores (os fiéis, claro está!) nunca se queixaram, daí que o post deste dia incida sobre dez dicas para se conseguir o melhor sexo do mundo.

 

De acordo com Cristina Mira Santos, coacher sexual, citada pelo Delas, "o melhor sexo do mundo é aquele que é feito com a consciência de estar no aqui e agora, com intenção, tendo a noção do que se está a fazer e o porquê do que se está a fazer".

 

A autora do livro O Melhor Sexo do Mundo, cujas páginas abordam temas como energia sexual, masturbação, sexo oral e erotismo, confirma que "o sexo ganha qualidade se todos os sentidos forem despertados. Se todos eles forem ativados estamos a trabalhar o nosso erotismo, já que é a nossa capacidade de receber estímulos através dos sentidos que vai aumentar a energia erótica e com isso potenciar a qualidade do sexo."

 

Todo este parlapiê pode facilmente ser resumido nestas dez dicas:
1. Fazer apenas o que se quer, quando se quer e com quem se quer
2. Conhecer o próprio corpo e o modo com ele reage às sensações
3. Cuidar dos pormenores que possam ser fatores de insegurança
4. Preparar-se para receber
5. Sintonizar-se com a vibração do parceiro
6. Não ter vergonha de verbalizar o que se sente
7. Ter coragem de fazer o que se quer
8. Libertar-se de pressões sociais e crenças erradas
9. Desfrutar do caminho para saborear o destino
10. Amar-se e deixar-se amar sem culpa

 

Como pudeste constatar, o melhor sexo do mundo é algo que está ao alcance da vista e da vontade e capacidade de entrega de cada um. Logo, assimila estas sugestões e, quando for hora de passar da teoria à prática, deixa-te levar. Simples assim!

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25
Nov17

Quem trai mais?

por LegoLuna

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Ora viva!

 

No embalo das duas últimas crónicas, que versaram essencialmente sobre o amor e suas complicações, nada mais pertinente que um olhar sobre o inimigo número um de qualquer relação amorosa e o maior pesadelo de quem ama: a traição.

 

Sobre isso, começo por dizer que ninguém está livre da traição e que quem nunca provou deste amargo sabor deve-se considerar a mais sortuda das criaturas. Traição é algo deveras penoso, difícil de superar, especialmente se gostamos mesmo do nosso parceiro ou nele confiamos plenamente. Podemos prevê-la, minimizá-la, fintá-la, ignorá-la e até perdoá-la, mas evitá-la é algo que dificilmente passa pela decisão de quem leva com os cornos (perdoa-me a expressão um tanto ou quanto ordinária).

 

Quem sabe por estar a par daqueles danos irreversíveis para o coração de que falei no post anterior, o Psychology Today encetou uma investigação no sentido de desvendar os tipos de pessoas com maior propensão para "dar uma facadinha na relação". Três perfis foram identificados:

 

1. Quem utiliza (ativamente) as redes sociais
Diariamente somos confrontados com evidências de que o social media tem vindo a assumir uma influência cada vez mais nociva nos relacionamentos amorosos. Acerca disto, a Cyberpsychology, Behavior and Social Networking apurou que a excessiva utilização das redes sociais é capaz de originar conflitos no relacionamento, que poderão repercurtir-se em traições e até mesmo divórcios. Que o digam os Second Loves, Tinders, Cupids e companhia ilimitada.

 

2. Quem já tenha traído
Pessoas que já traíram uma vez têm uma maior probabilidade de o vir a fazer novamente. Lembro-me perfeitamente do primeiro namorado que me fez vestir a carapuça de rena a dizer-me que para quem trai o que custa mesmo é a primeira vez. A partir daí é só deixar-se ir. É por isso que nem sequer cogito a hipótese de me envolver com alguém comprometido. Além de moralmente questionável, fico com uma clara noção do que posso esperar desse fulano.

 

3. Quem tenha poder
Aquela velha ideia de que o poder "dá a volta" às pessoas parece mesmo ser verdadeira. E esta máxima aplica-se a ambos os sexos, garantem vários estudos científicos. Tal deve-se ao facto do poder fazer com que os indivíduos tenham maior confiança em atrair novos parceiros e, assim, a tornarem-se mais prováveis traidores. Sem falar que muitos envolvem-se com pessoas poderosas à espera de levaram vantagem ou ficarem bem vistas aos olhos da sociedade.

 

Como disse há pouco, ninguém está livre de tal drama emocional. Ao menos com este artigo ficas a saber de antemão quais os tipos mais suscetíveis à prevaricação. Cuida desse coração e não permitas que ninguém to parta, pois ele foi feito para o amor e não para a dor.

 

Feliz sábado!

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Ora viva!

 

Lembras-te de no post anterior o autor do livro Quem nunca morreu de amor ter dito que precisamos morrer de amor algumas vezes? Ah, pois, isso pode até parecer muito romântico aos olhos de quem lê, mas na vida real dor de amor é algo que não traz benefício nenhum, pelo contrário, pode causar sérios e permanentes danos à saúde cardiovascular. Dos psíquico-emocionais, escuso mencionar...

 

Reza a minha experiência que um coração partido equivale a morrer um pouquinho todos os dia, para se renascer no dia seguinte e voltar a morrer novamente. Uma, duas, três, vezes sem conta. O que nos salva é que um dia ela acaba por entrar em estado vegetativo, até que decidamos que é hora de desligar a máquina e deixá-la descansar em paz nos confins da memória. Até lá, só nos resta recorrer à máscara de oxigénio, um dia de cada vez.

 

Mas esta crónica não é para falar dos meus desgostos amorosos, mas sim de um novo estudo da British Heart Foundation que garante que o síndrome do coração partido (ou miocardiopatia Takotsubo, cientificamente falando) é um facto, com consequências mensuráveis, embora ainda não reúna consenso entre a comunidade académica.

 

A referida investigação apurou que três mil britânicos padecem anualmente deste mal, que, na prática, enfraquece o músculo cardíaco ao ponto de dificultar o seu normal funcionamento. Testes à amostra permitiram concluir que as consequências de uma desilusão amorosa assemelham-se às de um ataque cardíaco, isto porque, tanto num caso como no outro, há danos no músculo cardíaco, algo que é não reversível. Tal constatação permite afirmar que aqueles que padecem deste síndrome ficam com as mesmas taxas de sobrevivência que aqueles que sofreram um ataque cardíaco.

 

De acordo com os entendidos na matéria, essa tal de Takotsubo é uma doença tão devastadora que pode, num ápice, prejudicar a mais saudável das criaturas. Se antes se pensava que as suas consequências seriam temporárias, agora não restam dúvidas de que pode deixar marcas para o resto da vida.

 

Aos (ex)corações partidos dedico esta bela composição do Alejandro Sanz. Estou ciente que não cura dor nenuma, mas ao menos anima a alma.

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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana cansativo, contudo produtivo, eis-me de volta ao teu convívio, desta feita com uma crónica sobre o recém-publicado livro do psicólogo clínico Eduardo Sá, intitulado Quem nunca morreu de amor, no qual ele defende, entre outras coisas, que estamos a viver uma "solidão assistida"; que não há verdades absolutas no amor; que fomos muito mal educados para as relações amorosas; que há uma diferença entre morrer para a vida e morrer de amor; que namorar dá trabalho, daí que se deva ter um 'namorário'; que somos preguiçosos em relação ao amor; e que precisamos de ter alguém, já que não somos completos sozinhos.

 

De entre os vários aspetos abordados numa entrevista ao Observador, partilho contigo alguns dos trechos mais pertinentes a este forum:

 

Não há verdades absolutas no amor

Acho que o amor é provavelmente a mais fantástica demonstração das imperfeições humanas, isso é fascinante. Imaginá-lo com verdades absolutas era tudo o que faria dele outra coisa que não amor. O grande desafio do amor é que, independentemente de sermos todos muito parecidos, todos ficamos a ferver por dentro de paixão e gelados de medo. Todos fugimos do amor. Quando nos cruzamos com alguém que acende muitas luzes — e que sentimos que, de alguma forma, pode ser o nosso amor —, o nosso impulso não é correr atrás dela, mas sim fugir, como se as pessoas com quem sonhamos só existissem no nosso desejo e não fossem palpáveis, não tivessem um rosto e não fossem como nós. De repente, há alguém que nos adivinha por dentro, há alguém que somos capazes de intuir de uma forma tão fina que até parece que criamos as coincidências e que adivinhamos o pensamento dessa pessoa.

 

Fomos muito mal educados para as relações amorosas

Acho que todos nós fomos muito mal educados para as relações amorosas. À medida que fomos crescendo, fomos criando a ideia de que as relações entram num patamar muito semelhante às atividades curriculares. Tenho a noção de que só aprendemos a descobrir as pessoas que são importantes na nossa vida, que ocupam o lugar na fila da frente do nosso coração, quando morremos de amor. Precisamos morrer algumas vezes de amor para percebermos o que queremos da pessoa ao nosso lado e o que é que temos para lhe dar. Há pessoas que, ou porque já estão muito fragilizadas por diversos motivos ou porque se sentem sós, preferem estar mal acompanhadas. Talvez não sejam assim tantas as pessoas que se sentem bem amadas. Às vezes, quando olhamos para as relações de casal sentimos que já não são relações amorosas — passaram a ser amizades coloridas e pouco mais.

 

Há uma diferença entre morrer para a vida e morrer de amor

Precisamos desesperadamente de amar para que a nossa vida tenha sentido. Por vezes, há uma discrepância tão grande entre aquilo que esperamos e aquilo que as pessoas que estão ao nosso lado são capazes de nos dar que, no fundo, tecnicamente, estamos acompanhados mas a viver uma espécie de solidão assistida. Uma relação amorosa é só o grande projeto de toda a vida. Há uma diferença entre morrer para a vida e morrer de amor: só não morre para a vida, quem morre de amor.

 

Namorar dá trabalho

As relações mais importantes são profundamente frágeis, porque estão sempre debaixo de um sufrágio muito apertado da nossa parte. Esperamos dessas pessoas o que não esperamos de mais ninguém. Se facilitamos nestas relações, que são absolutamente indispensáveis, abrimos feridas muito difíceis de cicatrizar. Acho que somos muito demissionários das pessoas que nos são mais importantes.

 

Há que ter um 'namorário'

Temos uma agenda absolutamente esclarecida para os nossos compromissos profissionais e um calendário das atividades dos nossos filhos. Mas, depois, não temos uma agenda de namoro, sem a qual vamos ficando infelizes devagarinho. Acho que devia haver um agenda de namoro, uma espécie de 'namorário'.

 

Somos preguiçosos em relação ao amor
Temos uma posição um pouco infantil em relação ao amor. À medida que vamos tendo uma atividade profissional e uma vida familiar há rotinas que se tornam irrespiráveis e é preciso dar um safanão. É preciso perguntarmo-nos como é que devemos furar este cerco para conhecer pessoas novas. Encontrar um amor ao virar da esquina nunca é coincidência, precisamos de trabalhar para isso. Às vezes, contentamo-nos com uma primeira relação a sério, não porque estejamos completamente contentes com ela, mas porque temos um pouco de medo de que… não venha mais ninguém.

 

Precisamos de alguém, não somos completos sozinhos…
Acho brilhante como se fazem alguns slogans ['Se eu não gostar de mim, quem gostará'] e como, de uma forma hábil, justificamo-nos com eles. Quando pomos as coisas dessa forma é como se estivéssemos a dizer que a outra pessoa da nossa vida, a quem à priori estamos a conceder a importância das importâncias, afinal não é tão importante assim — é como dizer que a outra pessoa não é o protagonista na nossa vida, antes uma personagem secundária.

 

Quem nunca morreu de amor que atire a primeira pedra. Com isto quero dizer que está lançado o repto para um debate sobre as declarações deste especialista.

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Ora viva!

 

O meu tempo nesta sexta-feira estará mais concorrido que o CR7 numa covfefe: de manhã vou estar lá pelas bandas da Betinholândia (leia-se Cascais), num forum de alto nível, e à tarde no Bazar Diplomático, a explorar as mil e uma maravilhas do mundo.

 

Daí que escreva de véspera, não só para não faltar ao nosso rendez-vous, mas sobretudo para te dar conhecimento das conclusões do mais recente estudo sobre relações amorosas que está a dar que falar – não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

 

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

 

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das descípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

 

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras elas são mais felizes que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

 

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

 

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana.

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15
Nov17

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Ora viva!

 

A crónica de hoje é uma oferta das Spices, composto pelas minhas amigas mais chegadas que deixei lá na terra, a quem aproveito para dedicar este post e endereçar as mais sentidas saudades.

 

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor. Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, exclamando:

- "Fujam todos. A ilha vai ser inundada!"

Todos correram e agarraram nos seus barquinhos, a fim de irem para um lugar seguro localizado num monte bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha. 

Quando já estava para se afogar, correu a pedir ajuda.

Estava passando, nesse momento, a Riqueza, a quem ele disse:

- "Riqueza leva-me contigo!"

Ao que ela respondeu:

- "Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não vais caber nele!" 

Passou, logo a seguir, a Vaidade, a quem ele também pediu ajuda e ao que ela respondeu: 

- "Infelizmente, não posso, pois vais sujar o meu barco!"

Logo atrás vinha a Tristeza e um outro pedido de ajuda foi lançado. 

- "Tristeza posso ir contigo?" 

Retrucou esta:

- "Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha!"

Mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tão contente que estava, nem ouviu o Amor. Este começou a chorar.

Finalmente, eis que surge, passando perto de si, um velhinho navegando a sua embarcação que lhe disse:

- "Sobe Amor, eu levo-te!" 

O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar o nome daquela boa alma. Chegado ao cimo do monte, onde já se encontavam os restantes sentimentos a salvo, perguntou o Amor à Sabedoria quem era o velhinho que o trouxera até ali.

- "O Tempo!" , respondeu ela.

O Amor voltou a perguntar:

- "O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui?"

A Sabedoria, novamente:

- "Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

 

Gostaste, meu bem?

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13
Nov17

O Verme V

por LegoLuna

Bookworm3.jpgOra viva!

 

Hoje vou dar uma de La Fontaine e dedicar-te esta fábula.

 

Era uma vez um verme chamado V (V de verme e não de outra coisa qualquer). O Verme V, não obstante a sua condição insignificante na cadeia alimentar, achava-se dono e senhor do mundo. Só que esse mundo resumia-se a meia dúzia de bananeiras, alguns coqueiros e umas quantas samambaias, espécies cujo único pecado resumia-se a lá estarem quando o Verme V se adonou daquele território.

 

O Verme V era uma criatura desagrável, mal educada, arrogante e inescrupulosa, que acreditava piamente que o despotismo e a prepotência eram a melhor forma de mesclar a sua profunda incompetência e incapacidade inata para ser um bom líder.

 

O Verme V, sexualmente amorfo, autoconsiderava-se um presente de Eros para as restantes espécies do seu reino. Olhava para a direita e... pisca pisca. Olhava para a esquerda e... pisca pisca. Os desafortunados habitantes daquele oco e moribundo império, esses coitados, só observavam as manobras infelizes do Verme V para conseguir acasalar.

 

Um belo dia, uma das bananeiras pariu uma banana diferente. Com a casca menos fulva, pintinhas mais acentudas e uma bonita curvatura, a banana despertou, de imediato, a cobiça do Verme V, que – quiçá por não ter tido sorte com tudo o resto – não hesitou em tentar rastejar para cima dela.

 

 Só que a Banana S (S de saborosa e não de outra coisa qualquer) nutria um absoluto desprezo pelo Verme V. O Verme V de tudo fez para cativar a Banana S: fez piadinhas, elogiou, insinuou, convidou, sorriu, ofereceu usucapião, Mas nada. Não havia forma do objeto da sua cobiça se render aos seus encantos.

 

Plenamente consciente da personalidade traiçoeira e da falta de carácter do Verme V, a Banana S fingia não perceber as suas investidas. Além de não querer se indispor, sabia ela que novas e melhores paragens a esperavam, daí que seria só uma questão de tempo até conseguir livrar-se dele. Só que o Verme V era persistente, teimoso e não aceitava uma rejeição nem desistia facilmente.

 

A situação foi-se arrastando, até que um dia o Verme V, subestimando aquela que ele achava ser presa fácil, resolveu que era hora de se impor, de mostrar à Banana S a força do seu poder. Acostumado a não ser enfrentado nem desafiado, qual não foi o espanto (e indignação) do Verme V quando a Banana S não se deixou intimidar e enfrentou-o bravamente, para, de seguida, abandonar a República das Bananas e partir rumo ao desconhecido, de cabeça erguida e um enorme alívio por não ter mais que aturar semelhante invertido.

 

A sentir-se afrontado e desmoralizado perante as restantes bananas, sem falar no despeito por uma reles fruta atrever-se a questionar a sua autoridade de soberano de coisa-nenhuma, uma terrível vingança contra a Banana S resolveu o Verme V engendrar.

 

Sabes o que fez o nosso anti-herói? Eu também não, que ainda não pensei nisso. Aguarda pelas cenas do próximo capítulo. Até lá,  uma radiante semana.

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Ora viva!

 

Onze de onze. Sabes que dia é hoje, meu bem? Dia Nosso, ou seja, Dia dos Solteiros. Recuando um pouco no tempo, este foi instituído, em 1993, pela Universidade de Nanjing, que começou a celebrá-lo como forma de dar uma oportunidade aos estudantes sem parceiros de celebrar o próprio estatuto. Foi assim escolhido 11 de novembro (11.11 ou Double 11), uma vez que é a única data do ano com quatro dígitos que simboliza a solitude. Capice?

 

Infelizmente, o que era suposto ser uma celebração para os solteiros chineses transformou-se numa extravagância que supera as vendas da Black Friday e da Cyber Monday juntas. Ai esse consumismo desenfreado que anda a dar cabo da nossa sociedade. Só para teres uma ideia, a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba assegura que as vendas deste ano totalizaram 10 bilhões de iuanes (1,51 bilhão de dólares) em pouco mais de três minutos.

 

A data que se tornou a maior maratona de compras a nível mundial é assinalada um pouco por todo o mundo, só que em dias diferentes. Em terras de Afonso Henriques está, desde 2006, agendada para 29 de setembro. Em terras de Vera Cruz para 15 de agosto, curiosamente o dia de Nossa Senhora da Graça. Quererá isso dizer que os desemparelhados brasileiros benefeciam da graça divina?

 

E já que este é um dia dedicado ao nosso estado civil, que tal celebrá-lo com pompa e circunstância? Vai um doube date, cara mia? É que decidi aceitar o convite de um pretendente para sair hoje. Ao menos não deixo a efeméride passar em branco e posso sempre dar-me bem ao final da noite.

 

Happy Single's Day, my dear!

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Ora viva!

 

Era minha intenção por-te a par das últimas da minha vida profissional, uma autêntica novela mexicana que poderá acabar na ACT, caso não sejam respeitados todos os meus direitos. A meio da descrição de mais um (lamentável) episódio na minha carreira, eis que recebo uma recomendação para a crónica de hoje.

 

Dado que prefiro mil vezes falar de coisas agradáveis, eis-me aqui a dar-te conhecimento de um estudo recente, que garante que os homens se conquistam, não pelo estômago, mas sim pela braguilha.

 

Atesta a University College London que o cérebro masculino está programado para, perante a escolha entre 'sexar' e comer, dar sempre prioridade à atividade sexual, ficando a comida relegada para o the moment-after. Achas que é à toa que eles ficam com uma fome de leão após o coito?

 

A meu ver, o dado mais curioso desta pesquisa é a constatação de que a mente feminina – cujos neurónios funcionam ao contrário – prefere optar pelo alimento, mandando o sexo para os bastidores. De acordo com Scott Emmons, um dos autores do estudo, isto acontece porque o cérebro masculino possui tipos de neurónios que o feminino não tem, e vice-versa.

 

Aproveito a deixa para sugerir a estes estudiosos que tentem estabelecer uma correlação entre este dado empírico e o excesso de peso nas mulheres. Como podem elas não engordar se, ao invés de queimarem calorias e tonificarem o corpo, preferirem chafurdar-se na comida?

 

Devo ser uma vergonha à classe, pois jamais – nunca de vida, como se diz na minha terra – trocaria um orgasmo por um petisco. A comida, ao fim de um par de horas, desaparece sanita abaixo, enquanto que o orgasmo – dependendo da qualidade e intensidade – é capaz de nos deixar com um sorriso pateta ao fim de horas, dias e até semanas. Nunca vi ninguém com um ar extasiado depois de comer, por melhor que tenha sido o cardápio.

 

Cara mia, esquece a comida e vai mais é pinar, que isso é que faz mesmo bem. A tudo. Vejamos: poupa-se na mercearia, poupa-se no size, poupa-se na dermocosmética, poupa-se no ginásio, poupa-se na terapia, poupa-se no mau-humor, poupa-se no envelhecimento e em muitas outras coisas, como mostra esta imagem.

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