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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


29
Set17

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Ora viva!

 

Esta crónica, assinada por Estefânia Barroso e publicada ontem no publico.pt, versa sobre a solteirice, mais concretamente sobre as cobranças a que o sexo feminino está sujeito à conta desta situação amorosa. A impressão que tenho é que este assunto não se esgota e, por mais que se lute por diginificar esta opção, a sociedade continua a insistir numa atitude fiscalista e implacável perante quem optou (ou não) por estar desemparelhado. Espreita só:

 

""Sim, continuo solteira!" — esta será uma das frases que mais utilizei ao longo dos anos. Nos encontros de família, nos reencontros de amigos que não se viam há muito e até nas conversas com pessoas que conheci há pouco tempo. Inevitavelmente, no decorrer destes momentos sociais, vinha a mesma pergunta mascarada de formas diferentes. Desde a forma mais directa "Então, ainda não casaste?", à forma mais discreta "Então, ainda não arranjaste tempo para uma pessoa nessa tua vida ocupada?", à forma mais galante (e ligeiramente patética) "Como é que uma miúda como tu continua sozinha?". E é verdade, contra tudo e contra todos, continuo solteira. Porquê? Vejamos…

 

Analisando a situação:

A primeira ideia que ocorre na mente das pessoas é que, se já és uma mulher feita (digamos, se passaste dos 30…e eu já passei há mais de uma década), só podes interpretar na sociedade um de dois papéis: ou és uma "tia solteirona" que não sai de casa, vive a sua vida através das histórias de amor que assiste na televisão, tem um gato com quem conversa e continua a sonhar com o amor da sua vida enquanto, noite atrás de noite, fica em casa com o seu chá quente e com os pés frios. Ou então, e se tiveres uma imagem, na tua forma de vestir e apresentar, que não se coadune com essa teoria da "tia solteirona", serás a segunda opção: a louca que faz festa todos os dias, que não tem namorado porque não acredita no amor, mas acredita, e bem, nos prazeres físicos, que adora comer e ainda mais beber e por isso tudo não é companhia aconselhável para as amigas casadas porque as poderá enlouquecer com os seus hábitos poucos recomendáveis! Quando muito, poderá ser companhia para as amigas divorciadas que, de algum modo, sofrem do mesmo estigma.

 

E é com estes rótulos que tens que viver, apenas porque escolheste viver a tua vida de uma forma diferente daquela que é socialmente aceite pela sociedade. Não lhes passa pela cabeça que podes não ser nem uma coisa, nem outra. De facto, não sou a tia solteirona que fica em casa a ver novelas. Mas também não sou a louca pintada na segunda opção. Apenas sou uma mulher que até ao momento decidiu não partilhar a sua vida com ninguém porque não encontrou ninguém com quem quisesse ou lhe fosse possível partilhar a sua vida. Serei assim tão diferente da maioria das pessoas? Ou apenas serei exigente demais? Assumo que, como já escrevi noutra crónica, acredito que existe uma alma gémea à nossa espera no mundo. Mas também referi que nem sempre a alma gémea vem no corpo ou nas circunstâncias certas. E só me faz sentido partilhar a minha vida com uma pessoa que eu considere ter sido colocada no mundo para se encontrar comigo, uma pessoa com quem partilhe uma energia especial, uma pessoa que me faça pensar que serei mais feliz estando com ela do que estando sozinha, uma pessoa que terá aparecido nas circunstâncias certas. No fundo, só me faz sentido partilhar a minha vida com aquela que identificaria como a minha alma gémea.

 

Não irei negar que pensei muito sobre o facto de ver passar os anos e sobre o facto de não encontrar uma pessoa com quem quisesse ou pudesse partilhar o meu mundo. Pensei sobre a questão do casamento, do viver junto, da urgência que a sociedade impõe em resolver essas questões a partir dos 25/30 anos. E, para falar verdade, passei, também, a procurar conhecer-me e analisar-me, procurando compreender-me e perceber por que raio não seguia o caminho socialmente aceite.

 

Foi aí que percebi que desde pequenos nos vendem a ideia de que a felicidade só vem a dois, em casal e, de preferência, com filhos. Compreendi que estamos habituados a viver no barulho e na confusão. Compreendi que "ser sozinho" é, por isto, visto de modo negativo. Compreendi que o silêncio assusta. Compreendi que criaram em nós a ideia de que precisamos estar sempre acompanhados. Mais! Criaram em nós a ideia de que não somos completos a não ser quando temos ao nosso lado um "mais que tudo". Por isso, quando segues um caminho diferente desse socialmente aceite, tens de ser rotulada. Ou és uma perigosa amante das festas e dos prazeres mundanos ou és uma triste tia relegada ao conforto do sofá. De qualquer maneira, não podes ser feliz. Porque a fórmula da felicidade está no casamento e nos filhos.

 

Nada mais errado, digo eu. Com o tempo percebi que só se encontra a paz e a harmonia, o silêncio, dentro de si próprio. Percebi que não se pode ter medo de estar sozinho. Estar com outra pessoa tem de ser uma escolha e não uma necessidade. Só assim poderemos ser uma boa companhia para o outro. Só assim poderemos dar o tempo que for necessário para encontrar a pessoa que se julga ser a certa… ou não a encontrar de todo e, ainda assim, ser feliz e completa.

 

Concluindo: só depois de gostarmos da nossa própria companhia é que "outro alguém" poderá, também ele, apreciá-la. Gosto da minha companhia. Gosto de estar no meu silêncio, como gosto de do barulho por estar com amigos, em família, ou numa qualquer festa ou celebração. Continuo a acreditar em almas gémeas. Continuo a acreditar no amor. E sei que apenas deixarei de ser solteira porque encontrei alguém com quem sinto vontade de partilhar os meus silêncios. E não porque a sociedade assim me impôs."

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Ora viva!

 

Logo pela manhã, o Delas.pt adentra-me pelo feed acima com um artigo (repescado) sobre as tendências que não devem ser seguidas "nem que a vaca tussa". Ainda que consciente de que não existem regras absolutas, sem esquecer que há gostos e corpos para tudo, para este site há modas que só fazem sentido nas passerelles ou nos editoriais (e mesmo lá, tenho as minhas dúvidas…), outras que devem ser banidas da memória e ainda aquelas, cujo criador deveria ser processado por atentado ao bom senso. Eis algumas delas:

 

1. Roupa transparente

As transparências estão na agenda do dia, é facto. Só que entre isso e sair por aí seminua, sob o pretexto de que se está na moda, vai uma enorme (e mal gostosa) distância. Se, como eu, gostas desta tendência, o melhor é optares por usar uma parte de cima com um 'top'. Quanto à cintura para baixo, muito cuidado, pois nunca vi um único caso de cuecas à vista que tenha ficado bem na fotografia. Quando esta é da cor branca, então… Nunca entendi essa mania que muitas mulheres têm de usar calcinha branca com roupa da mesma cor. Será que pensam que por partilharem o mesmo pantone anulam-se uma à outra, tornando-se deste modo invisíveis? Como se não bastasse a transparência, ainda temos que levar com roupa interior da mesma cor. Deve ser para terem a certeza de que todos veem que se trata de uma pessoa asseada, que usa underwear limpinha e sem buracos. Pelo amor da santa, se a peça é translúcida, o que custa usar cueca da cor da pele? Ou mesmo não usar nada? Aposto que aqueles com quem se cruzam ficariam bem mais entusiasmados com a antevisão dos pelos púbicos do que com a dita cueca (por ironia, quase sempre do modelo vovózinha).

 

2. Permanentes

Inúmeras tendências dos anos 80 voltaram à carga. Contudo, permanentes selvagens e ripadas (ao estilo Bonnie Tyler) devem permanecer no tempo que a história lhes reservou: passado que não volta mais. Tirando o halloween, o carnaval e as festas temáticas, nada justifica alguém sujeitar-nos a tamanha vergonha alheia. 

 

3. Tops demasiados curtos

Quanto às microblusas – que, além de exporem o umbigo, deixam parte dos seios à mostra – penso não haver muito a dizer. Para as adeptas desta tendência, um toque: não é sexy, não é moda, não é ousadia, não é nada. É pura pirosise, uma flagrante chamada para acasalamento. É certo que esta moda invadiu os editoriais e, por isso mesmo, é por lá que deve permanecer.

 

4. Look total em ganga

O que não faltam são adeptos deste estilo – não é o meu caso, sinto-me na obrigação de salientar desde já. Já vi quem tenha conjugado jeans com camisa, mala e botas, tudo em ganga no mesmo tom. Too much denim para mim. Se és fã incondicional deste tipo de tecido, tenta ao menos introduzir outra peça em tom diferente.

 

5. Pelos coloridos

Por mais que dê voltas aos miolos, não consigo entender que raio de moda é esta. Na verdade, até hoje, nunca tinha ouvido falar dela. Como se já não fosse questionável espetá-los nos olhos dos outros, pintá-los é-me ainda mais incompreensível. Passemos ao próximo tópico, que continuar neste não nos vai levar a lado nenhum.

 

6. Roupa segunda pele

Vestuário demasiado justo, além de mutilar a circulação sanguínea, propiciando assim o aparecimento/agravamento da odiosa celulite, na minha opinião não é nada confortável e menos ainda estético. Não me digas que nunca viste uma mulher (e agora imensos homens) com roupa tão apertada que ficas a pensar que se essa pessoa for acometida de um ataque de espirro ou flatulência, a pobre indumentária, com toda a certeza, desfazer se ia em farrapos. Estou certa ou estou errada? Às 'minas' e aos 'minos' que acham esta onda o máximo, lembrem-se que não é por usarem um ou dois números abaixo do tamanho que vão parecer mais magros ou mais gostosos. No caso delas, vão parecer umas periguetes enchouriçadas. No deles, uns armários acéfalos.

 

7. Nádegas à mostra

Nesse capítulo, estou com a Mariza, a fadista que deu "um puxão de orelhas" às festivaleiras da costa. Os ditos 'hot pants', que deixam metade dos glúteos de fora, podem até fazerem-se presentes no dress code de três em cada duas adolescentes. Esta afirmação é exagerada, estou ciente, mas a impressão que tenho é que todas as raparigas com menos de 25 anos (e já vi um gay também nessas figuras) fizeram juras de amor eterno a esta peça de vestuário. Na minha terra natal, um país tropical, usa-se roupas curtas, mas bochechas da retaguarda à vista alheia é considerado indecente, quase imoral. Na praia ou na piscina até se tolera, fora desses ambientes, não, não e não! Mulher de bom gosto e menina bem assessorada pela mãe devem saber que do corpo só devem revelar o suficiente para parecerem atraentes e não oferecidas.

 

Muito mais teria a dizer sobre este assunto – como as meias brancas, os soutiens de alças transparentes, as leggins que esculpem as "pachachas", etc., etc. Por ora fico por aqui, não sem antes ressalvar que, no que toca à moda ou beleza, é muito importante termos em conta o nosso corpo e a nossa personalidade.

 

Com isso quero dizer que o facto de algo ficar bem nos outros não é garantia nenhuma de que fique bem em nós. E mais: não temos que usar isto ou aquilo só porque está na moda ou (quase) todos usam. Bom senso, meu bem, é uma tendência intemporal, lembra-te disso!

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Ora viva!

 

Não querendo que os solteiros que me seguem se sintam órfãos de conversas de gajos, o artigo de hoje é um míssel teleguiado aos habitantes de Marte, planeta que alguns entendidos na matéria associam ao sexo masculino, enquanto que para nós mulheres reservaram Vénus.

 

A bordo deste projétil segue uma mensagem encriptada com a chave para o maior desafio masculino de todos os tempos: o orgasmo (feminino claro, que o vosso não tem que saber). Ainda ontem, o PL assumiu que vocês não passam de criaturas primitivas (sem ofensa).

 

Bom, vamos lá ao assunto desta crónica. Há dias dei de caras com um artigo da Visão sobre as conclusões de um estudo envolvendo três universidades (Chapman, Indiana e Kinsey) que assegura que 86% das mulheres lésbicas chegam ao ponto mais alto e desejado de qualquer relação sexual, ao contrário de apenas 65% das heterossexuais.

 

Uma vez que pertenço ao grupo que ficou mal visto nesta estória – perdão, pesquisa – nada mais previsível que tentasse entender os pressupostos que sustentam tal veredito. Ao que tudo indica, os 52.000 americanos de diferentes géneros e orientações sexuais sobre os quais recaiu a investigação, apontaram a estimulação genital, os beijos profundos e o sexo oral como a chave de três pontas que abre a porta do tão cobiçado OMG (leia-se, oh my god).

 

Para uma das investigadoras, Elisabeth Lloyd, a ideia que "cerca de 30% dos homens têm de que a penetração é a melhor forma de as mulheres chegarem ao orgasmo" é algo que já não faz sentido, uma vez que não corresponde à realidade. Residará aqui a razão para as heterossexuais serem o grupo com menos orgasmos durante o sexo, fazendo assim juz ao mito de que fingimos orgasmos?

 

Seja como for, meu bem, o que realmente importa reter é que a comunicação com a tua parceira sexual é fundamental em todo o processo (antes, durante e, sobretudo, depois). Estar atento ao feedback físico dela e não ter medo de inovar também são coisas nas quais deves apostar.

 

Por experiência própria, recomendo mais altruísmo na hora H, ou seja, que dês mais do que esperas receber. Uma mulher satisfeita é generosa como só ela sabe ser, retribuindo com um entusiasmo redobrado tudo aquilo que recebeu. Vai por mim!

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22
Set17

Coisas de Solteiros

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Tenho notado que a maioria daqueles que leem as minhas crónicas sente-se, na minha ótica, um tanto ou quanto constrangida em manifestar-se na praça pública sobre os tópicos aqui retratados. O número de comentadores das minhas crónicas é uma miséria quando comparado com o número de leitores/seguidores/subscritores/visitantes.

 

A pensar nisso, acabo de criar um grupo no facebook, de nome Coisas de Solteiros (cuja foto de perfil é exatamente esta que te apresento), na intenção de proporcionar aos membros a oportunidade de partilharem coisas da vida de um celibatário, sem medo, tabu ou pudor, e sem a exposição pública que as demais redes sociais nos sujeitam, claro!

 

Quem sabe assim os desemparelhados deste cibermundão não perdem a timidez e começam a expressar-se livremente, de modo a que esta blogger aqui consiga recolher conteúdos fidedignos para trazer à baila.

 

É um grupo fechado (quase secreto), uma espécie de irmandade da solteirice, contudo, quem quiser juntar-se a nós, será mais do que bem-vindo. Só tem que pedir para aderir.

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Ora viva!

 

Com uma noite mal dormida a pesar-me nos olhos e uma conversa (desagradável, mas nem por isso adiável) em pauta, este dia augura-se, física e emocionalmente, extenuante. Prevendo tal cenário, trajei-me a rigor: vestido branco a pender para o 'too much sexy for work day', saltos altos, ar compenetrado, semblante fechado e coração agoniado.

 

Estou ciente que tanto o meu discurso quanto a minha postura induzem quem está de fora a pensar que sou chegada num bate boca. Quem me conhece de verdade sabe que se há coisa que me custa horrores é a discussão. Não sei levá-la a bom porto, nunca soube, e para falar a verdade não estou minimamente interessada em passar a saber.

 

Feliz ou infelizmente, a vida poucas vezes se permite reger pelos nossos quereres. Volta e meia, lá exige ela que alguns pontos sejam postos nos is, sob pena de, num futuro inevitável, ter que se lidar com situações infinitamente mais penosas. Já nem falo nas várias crenças atuais que associam uma série de doenças à "engolição de sapos".

 

Enquanto me preparo para o embate, o melhor que tenho a fazer é descomprimir. É aqui que a escrita, no geral, e o Ainda Solteira, em particular, assume o papel de balão de oxigénio premium. Feito o desabafo, digo-te que a crónica de hoje é fruto da sugestão do PL, fiel seguidor que, volta e meia, acusa a ausência de uma perspetiva masculina a este blogue.

 

Como não sou de ignorar necessidades alheias, menos ainda as dos meus queridos solteiros, eis-me aqui a submeter à vossa apreciação este artigo do blog LIAM - Like a Man sobre como conquistar um macho legítimo. Dá uma olhadela.

 

"Cavalheiros, queiram desculpar mas este post é para as senhoras. Elas merecem e, em boa verdade, já era altura de alguém se dedicar a fazer este verdadeiro serviço público. Afinal, o que devem as mulheres fazer para nos conquistarem? O que nos faz perder a cabeça por uma mulher?

Sim, vamos falar de coisas sérias. E atenção que não estamos no "campeonato" das relações ocasionais. Isso é para meninos. Aqui fala-se de assuntos de homens. Ora leiam.

 

1. Naturalidade

Minhas senhoras, acreditem quando vos dizemos que uma das vossas maiores armas nesta coisa da sedução é mesmo a naturalidade. Não só porque não faz sentido tentarmos ser outra pessoa para além de nós próprios, mas também porque vivemos um tempo em que, muito provavelmente, ainda antes do primeiro encontro já terão tido acesso a muita informação sobre o outro através das redes sociais (vá, somos todos adultos. Não vale a pena fingir que não vão a correr ao facebook para tentar saber um pouco mais sobre ele, que amigos têm em comum, etc).

A verdade é que quanto mais uma mulher se conhece e respeita os seus limites, mais vai expor o seu magnetismo pessoal, atraindo assim a nossa atenção. Faz sentido?

 

2. Atitude

A arte da sedução tem muito pouco (ou nada, mesmo) a ver com a aparência. A atitude será sempre muito mais atraente do que só o visual. Por isso continuamos a ver mulheres de cair para o lado com homens de aparência apenas razoável, e vice versa. São pessoas que sabem o que valem e não deixam que esse valor se defina apenas (e sobretudo) pelo seu aspecto.

Quanto mais segura, mais sedutora uma mulher se torna. A maior parte de nós (a parte que interessa, digo eu) prefere mulheres que sabem o que querem, mulheres que agem e que falam com firmeza.

Acreditem quando vos dizemos: mesmo a mais bonita das mulheres sem atitude não vai muito longe nestas coisas do amor. Sim, pode até atrair olhares e uns engates ocasionais, mas não passará disso.

(Lembrem-se que estamos a falar de algo mais do que uma relação ocasional, ok?) 

 

3. Saber dizer "não"

Ao contrário do que se passa com a grande maioria das mulheres, que ouvem um "não" e se sentem rejeitadas, um "chega para lá" é coisa para deixar os homens ainda mais interessados e estimulados. Sim, é verdade. Vá-se lá entender, mas um homem sente mais desejo quando algo lhe é negado. Freud havia de explicar isto melhor do que nós, mas tenho para mim que a justificação para isto remonta ao Adão, à Dona Eva e ao seu fruto proibido.

Enfim: a melhor dica que vos podemos dar a este respeito (tipo cereja no topo do bolo) é dizer que não e sorrir ao mesmo tempo. Estes sinais contraditórios são infalíveis, acreditem. Been there, felt that.

 

4. Manter o mistério

Muitas mulheres pensam que para atrair um homem é necessário mostrar desde logo o que são e o que pensam. Mas os homens não funcionam assim. O "truque" é não demonstrarem de imediato todas as vossas qualidades ou defeitos (sobretudo estes últimos). Naturalidade, sim senhora, mas com calma. Não precisam de contar logo tudo sobre a vossa vida. O ideal será despertarem aquela vontade (boa) de querermos saber mais sobre quem está ali à nossa frente. De novo, numa era em que pespegamos tudo nas redes sociais, um pouco de mistério é ouro. E se há coisa de que nós, homens, gostamos é de uma boa (e saudável) corrida ao ouro.

 

5. Sem pressão

A uma senhora não se pergunta a idade, mas chega a uma certa altura em que uma mulher já devia saber que os homens não gostam de ser pressionados. Isto no geral, mas muito em particular nestes assuntos. Por isso, fica a nossa sugestão: deixem as coisas fluir e acontecer naturalmente, no tempo certo. Evitem comparar a relação ou o encontro com outros do passado e aproveitem o que está a acontecer sem qualquer tipo de preocupação. Só assim vão conseguir divertir-se e ser o mais naturais possível.

Se sentem que a coisa não avança ao ritmo que vocês desejariam, lembrem-se dos pontos 2 e 3. Com a atitude certa e a capacidade de dizer que não, podem não conseguir o homem que pretendem, mas pelo menos não perdem tempo com o errado. E o que não falta por aí são homens interessantes à espera de serem conquistados. Lembrem-se disso."

 

Se não me falha a memória, este tema já aqui foi abordado um par de vezes, só que nunca na perspetiva do outro lado da barricada. Agora que temos em nosso poder este precioso testemunho, dou por aberta a sessão de debate.

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Ora viva!

 

Uma das razões mais punjantes porque sou (ainda) solteira prende-se precisamente com o facto de não acreditar em amizades coloridas. Digam o que disserem (e acredita que ouço muito, já que a esmagadora maioria das pessoas com as quais privo é absolutamente pró este status quo), não me identifico – de todo –  com a coisa. Sou romântica, fiel por opção e adepta ferrenha da exclusividade. Tudo o que não vai de encontro a uma amizade colorida.

 

Adepta (ou não) de tal prática – isso é lá contigo – cumpre esta crónica o propósito de elucidar-te sobre as razões porque considero que esta não passa de uma perda de tempo. Isto porque "dar o corpo ao manifesto a custo zero", como costumo dizer, é, a meu ver, uma opção inglória, que só serve o propósito de fintar a carência e a solidão que costuma acometer os celibatários ou desfalcados de um coração rendido ao amor.

 

Perfeitamente legítimo alguém disponível, ainda para mais no rescaldo de uma deceção amorosa, querer um relacionamento sem compromisso, preocupações ou cobranças, tudo o que uma amizade colorida parece oferecer.

 

Até aqui tudo maravilha, na verdade, tudo ótimo; afinal quem não quer interagir nestes moldes? As coisas só começam a dar para o torto quando se começa a querer mais, ou seja, quando se criam expectativas e laços afetivos mais profundos que a tesão começam a palpitar na mente e no coração de uma das partes.

 

E as razões para que assim seja, segundo um artigo da Sol, são estas:

1. Um 'amigo colorido' não é realmente um amigo

Quando estamos com alguém com uma certa frequência, ainda que seja apenas pelo sexo, é normal que comecemos a nutrir algum tipo de sentimento e um certo tipo de conforto em relação à outra parte. O que convém reter é que partilhar coisas corriqueiras do teu quotidiano seria um atentado ao tratado de não envolvimento, ou seja, algo expressamente proibido.

 

2. Ter um ‘amigo colorido’ acaba por afastar-te das relações sérias

Se tens uma vida preenchida a nível profissional, uma amizade do género pode parecer-te uma excelente opção, a ponto de te levar a pensar que não te faz falta uma relação (mais) séria. Aí é que te enganas. Por mais confortável que te sintas com os benefícios de uma amizade colorida, haverá sempre uma parte de ti que vai sentir aquele vazio que nenhum orgasmo (por mais épico que seja) consegue preencher.

 

3. O corpo é que paga

É do conhecimento geral dos informados que na presença de sexo assíduo o corpo humano liberta oxitocina, um químico que nos faz sentir extasiados, ao ponto de querermos manter essa performance. Agora imagina o que acontece quando esta é (prematuramente) interrompida... Ah, pois é!

 

4. Há sempre uma razão para não serem namorados

Por muito bom que seja o tempo que passam juntos, há uma razão para serem apenas amigos coloridos, como é o caso de diferenças entre ambos que sejam irreconciliáveis e que podem originar duras discussões.

 

5. Uma 'amizade colorida' tem sempre um prazo de validade

Por mais que se tente promovê-lo a algo mais consistente (e acredito que conheças vários exemplos bem-sucedidos), o facto é quando se começa uma relação deste género, na maioria das vezes o fim é só uma questão de tempo (e oportunidade). Se um 'f*** friend' se torna essencial na tua vida, quando o perdes o mais expectável é que acabes a carpir mágas que era suposto não carpires. E essa mágoa é capaz de te levar à loucura, quando, volvido pouco tempo após o rompimento, ele assume outro amor, dando a ela/ele tudo aquilo que dizia ser incapaz de te dar.

 

Single mine, acredito piamente que cada um sabe o que é melhor para si próprio. Tanto acredito que não tenho nenhum pudor em assumir que amizade colorida não é a minha praia. Nunca foi! Agora quero saber o que nos tens a dizer sobre isso.

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Ora viva!

 

Há exatamente um ano, escrevi isto: "Na opinião da Cosmopolitanàs vezes é tudo uma questão de matemática na vida de uma solteira. Duvidas? Espreita só o artigo de hoje.

 
2. Número de vezes que deves dizer o nome dele durante uma conversa para lhe mostrares que estás interessada. Especialistas comprovam que, ao repetir o nome de alguém, o subconsciente dessa pessoa faz com que se sinta mais ligada a ti. Mas dizê-lo mais do que duas vezes pode tornar-se demasiado intenso.
 
92. Percentagem de homens que acha que jantar é o programa perfeito para o primeiro ou segundo encontro.
 
97. Número médio de dias que um homem demora até dizer "Amo-te".
 
78. Percentagem de homens que verifica online informações sobre ti antes do primeiro encontro.
 
5. Número de vezes, em 15 minutos, que deves tocar num homem em quem estás interessada. Os homens não são peritos em detetar subtileza, por isso, alguns toques no braço, peito, rosto, mão ou joelho, quiçá, são extremamente essenciais para que ele perceba.
 
30. Número de centímetros que vos devem separar num primeiro encontro, para que ele entenda que estás definitivamente interessada, segundo especialistas. Chama-se distância íntima…
 
7.3. Número médio de segundos que ele vai permanecer de olhar fixo na tua boca se estiveres a usar batom vermelho (comparado com apenas 2.2 se for um tom nude, ou absolutamente nada).
 
21-34. Intervalo médio de idades em que a maioria dos homens pensa em ter filhos.
 
20. Número médio de segundos que um homem demora a decidir se quer ver-te de novo.
 
22. Número médio de homens que beijas antes de encontrares o príncipe encantado.
 
6. Número médio de encontros desastrosos que terás na tua vida.
 
40. Mínimo de euros gastos por ele em cada encontro nas primeiras semanas da relação.
 
8. Número de vezes que deves sair com ele antes de o apresentares aos teus amigos. Os especialistas afirmam que é aconselhável fortalecer os vossos laços e cumplicidade antes de o submeteres à opinião alheia.
 
52. Percentagem de homens livres em Portugal, contabilizando solteiros, divorciados e viúvos, segundo estudos recentes. Só tens de encontrar "o tal"!"
 
P.S. - Querida seguidora, o tempo e a inspiração continuam à mingua, pelo que só me resta apelar à reciclagem. Espero que me compreendas e perdoes.

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Ora viva!

 

Tempo limitado mais inspiração escassa é igual a crónica reciclada, desta feita de uma reflexão minha, datada de há exatamente dois anos, sobre o que é essencial, não aos olhos, mas sim ao coração.

 

"O essencial é invisível aos olhos, e só se vê bem com o coração!" Uma das frases mais conhecidas de Antoine de Saint-Exupery e talvez, a mais verdadeira. O melhor de um amor, de uma viagem, de um encontro ou de um presente não é o que se transmite aos outros, mas o quanto nos toca o coração.

 

Amores não se tornam mais verdadeiros quando atestados em contratos; viagens não são mais incríveis pela quantidade de fotos que foram tiradas; amizades não são mais honestas quando os envolvidos falam todos os dias.

 

O essencial é sentirmos e, ao sentirmos, sabemos.

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07
Set17

Hora H

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Uma das novidades para esta nova temporada do Ainda Solteira – a terceira – é a instituição da rubrica Hora H, referindo-se o H a humor. Assim, nos dias em que não haja crónica – cuja fornada passa a sair às segundas, quartas, sextas e sábados (em vez de segundas, terças, quintas e sextas, como até então) –, tasco uma piada qualquer, no intuito de te proporcionar uma (boa) desculpa para um merecido break. Que te parece esta minha ideia?

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Ora viva!

 

No calendário contemporâneo há espaço para Dia do Pai, Dia da Mãe, Dia dos Avós, Dia da Criança, Dia dos Namorados e por aí fora. Portanto, nada mais lógico haver um dia dedicado àquilo que dá origem a tudo isso. Fazes ideia a que me refiro? Ao sexo, ora essa!

 

Única manifestação fisiológica ou biológica – é-me indiferente – capaz de conceber a vida, o sexo (mais do que o poder ou dinheiro) é o que move o ser humano (por mais que nos tentem convencer do contrário), fazendo-se presente em tudo, desde vida quotidiana, a literatura, arte, moda, internet e até a Bíblia.

 

Sexo rima com arte. Sexo rima com felicidade. Sexo rima com humanidade. Sexo rima com divino. Muito mais do mero ato físico, ele rima com prazer, amor, vida.

 

Foram precisamente nestes pressupostos que se baseou uma campanha de marketing da marca de preservativos brasileira Olla, que, em 2008, sugeriu a implementação do Dia Mundial do Sexo a 6 de setembro, data que remete para um trocadilho entre o dia 6 e o mês 9 – 69, a posição sexual mais consensual a nível planetário.

 

Das inúmeras vantagens de ‘sexar’ já eu estou cansada de falar. Portanto, vou apenas frisar a mai flagrante: é bom. Para o corpo (pele, peso e sono), para a mente (autoestima, stress, ansiedade e depressão) e, sobretudo, para a alma (a sensação que tenho é que se renasce a cada orgasmo).

 

Posto isto, que mais te posso dizer que não seja isto: 'sexa'! E muito. Independentemente da tua situação amorosa, o importante é dar tarefa ao corpo. Feliz Dia Mundial do Sexo!

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