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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


29
Jun17

Há que saber perdoar

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Olha só o que a minha guru do bem e conselheira espiritual do Ainda Solteira, a querida Isabel Soares dos Santos, diz acerca do perdão, conceito que, segundo o dicionário, é definido como a ação humana de se livrar de uma culpa/ofensa, absolver ou isentar do pagamento de... Portanto, depreende-se que o perdão é um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo sobre determinada pessoa ou por si próprio.

 

"Aprender a perdoar é uma das coisas mais difíceis de fazer para o comum dos mortais. A maioria de nós pensa que é muito mais fácil não perdoar, ficar agarrado a mágoas e tristezas. Infelizmente, na sociedade de hoje, não nos ensinam a perdoar, a amar, as coisas mais básicas da vida. Por isso mesmo, muitas almas andam perdidas, pensando que estão a fazer o bem, quando muitas vezes nem sequer sabem qual o caminho do bem.

 

Perdoar deve ser aprendido. Pode ser muito simples para quem se disponibilizar a viver uma vida feliz. Perdoar significa libertar-se de uma energia que pesa e que bloqueia a tua alma. No fundo, perdoar significa libertar. Mas este sentimento de libertação tem sido muito difícil de compreender, pois é como se pudesses viver no paraíso (se te libertasses), mas preferes viver agarrado à raiva que bloqueia (inferno). Tens medo de te sentires sozinho ou desamparado na vida...

 

Faz a experiência, não tenhas medo de te sentires leve e livre. A libertação através do perdão é uma das maiores bênçãos da vida. Após essa libertação, serás capaz de receber todas as bênçãos que o universo tem ao teu dispor. Serás capaz de sentir uma enorme leveza; as preocupações passam a parecer bem mais simples de se resolverem e o teu coração fica cheio de afeto. Nenhum pensamento menos bom será capaz de entrar num coração cheio de amor."

 

Meu bem, que o dom do perdão se faça presente no teu coração e consigas eliminar qualquer vestígio de mágoa, tristeza ou ressentimento que por lá ainda possa permanecer.

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Ora viva!

 

Nos últimos dias falámos dos atributos que fazem toda a diferença na hora da conquista, assim como da caraterística-chave que abre o coração feminino. Que tal falarmos agora do outro lado da questão, ou seja, de uns quantos comportamentos que afastam uma pretendente.

 

Ciente de que este assunto possa ser do interesse de ambos os géneros, aconselho os single guys que seguem este blogue, sobretudo os que ainda acalentam o desejo de encontrar a sua metade da laranja, a dedicarem uma atenção especial às próximas linhas.

 

Meu bem, se tens tido pouco sucesso na arte do amor o mais provável é que a culpa resida no teu comportamento, já que podes estar a incorrer em algumas condutas que simplesmente afastam uma potencial candidata ao teu coração. Acerca disso, a edição norte-americana da Men's Health destaca sete atitudes masculinas que afastam o mulherio. Anota aí: 

 

1. Ser demasiado afoito
Por mais que nos dias de hoje reine o culto da intimidade física instantânea, mulheres que realmente valem a pena não são adeptas desta prática. É por isso que mostrares-te apressado ao ponto de abordar questões sexuais no início da convivência é de mau tom e pode afastar o alvo do teu interesse, já que ela vai pensar que só estás interessado 'naquilo'.

 

2. Fazer comparação com outras 
Mesmo que o objetivo seja elogiar, a comparação com outras raramente é aceite de ânimo leve. Tenha em mente que cada qual é como é, com personalidade própria e caraterísticas únicas, o que faz de cada pessoa um ser incomparável. Portanto, tenta não cair na tentação de tecer comparações entre ela e outra qualquer, por melhor que seja a tua intenção.

 

3. Insultar exs
Um homem que fale mal de quem já foi importante na sua vida, isto é, que diz cobras e lagartos de antigas relações, o mais provável é que acabe por afastar as pretendentes com melhor potencial. Mais do que mostrar que tens um caráter rancoroso, infantil e indiscreto, este é o tipo de coisa que deixa a candidata de pé atrás, ao ponto de pensar que o problema pode estar em ti e não nelas.  

 

4. Pedir/enviar fotos ousadas
Pessoalmente, esta é das coisas que mais me impressionam pela negativa, na medida em que considero de extremo mau gosto um homem que mal me conhece e já vai pedindo que 'me dispa', muitas vezes antes mesmo de perguntar como me chamo. Se é o teu caso, entende de uma vez por todas que é no mistério, na expectativa e no jogo de sedução que reside a magia da conquista. Se queres ver mulheres nuas há sites próprios para isso.

 

5. Focar-se apenas em gajas boas
Possuis uma autoestima tão grande assim ao ponto de só considerares as opções mais atraentes? Desdenhar as menos giras não só abona muito pouco a teu favor como queima o teu filme com ambos os tipos de mulheres: as que te atraem e as que não. Mostra que és fútil e pretensioso, incapaz de olhar para além da aparência.

 

6. Fazer pouco da inteligência feminina 
Atitudes machistas ou comentários misóginos e depreciativos acerca do intelecto feminino deixam transparecer falta de edução, desinformação, pouca inteligência e complexo de inferioridade. Reduzir a mulher à sua beleza e desconsiderar todas as suas opiniões, ideias e interesses é um autêntico suicídio amoroso. Não o cometas, por favor!

 

7. Não aceitar a mulher como ela realmente é
Mais do que quereres desfrutar da (boa) companhia feminina, tens que querer conhecer realmente a essência dela. Prestares atenção ao que ela diz, ao que (des)gosta ou à forma como reage àquilo que fazes ou dizes é o garante de que, de facto, te interessas por ela enquanto pessoa e não somente como fêmea. Sem falar que é das coisas que mais cativam o universo venusiano.

 

Tomo a liberdade para acrescentar mais três tópicos a esta lista, a meu ver, uma lacuna no citado artigo.

 

8. Ser demasiado carente
Se há gajos de que fujo a sete pés é dos carentes. Sabes aquele tipo que mal te conhece e já te trata por amor, diz que não pode viver sem ti, que és a mulher dos seus sonhos, manda mensagens atrás de mensagens e quer estar contigo o tempo todo? Se falar em compromisso e descendentes, então… fui. Perante um exemplar destes, a sirene de alerta começa a piscar incessantemente, pois tanta carência e ansiedade não me inspiram confiança. Espero sinceramente que não te revejas nessa minha descrição.

 

9. Queixar-se de tudo e mais alguma coisa
Passar a vida a lamentar-se – o chefe que implica (injustamente), os colegas que fazem a vida negra, o trânsito que dá cabo dos nervos, o salário que é uma miséria, a família que vive num espiral de melodramas, o cão que adoeceu, a coluna que dói, o abdmómen que amoleceu, etc., etc. – é dos comportamentos que mais afastam os outros de nós, especialmente aqueles que têm pretensão de nos incluir na vida deles. Problemas toda a gente tem, por isso guardemos os nossos para nós mesmos, que o mundo precisa de gente positiva capaz de somar e não sugar.

 

10. Gabar-se das conquistas amorosas
Um homem que se gabe despudoramente das mulheres com quem andou cai a pique na minha consideração. Se entrar em detalhes intímos é imediatamente excluído da prova de acesso à minha vida. Por mais sucesso que faças entre o mulherio, por melhor que seja a tua performance sexual ou por mais extensa que seja a tua coleção de opções, esse é o tipo de informação que só diz respeito à tua pessoa ou ao teu círculo de amigos, no caso de seres um fala-barato incapaz de comer e calar. Nenhuma mulher sensata leva a sério um conquistador barato, ainda por cima linguarudo. Até porque um homem comme il faut não sente necessidade de sair por aí a vangloriar-se dos seus feitos amorosos.

 

Ainda que não te identifiques com nenhuma destas práticas desgostosas, espero que este artigo tenha sido últil para ti, mais não seja para te lembrar do que não fazer em matéria de conquista e sedução. 

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Ora viva!

 

Encerrado mais um capítulo no meu percurso profissional (ontem foi o último dia daquele trabalho de cuidadora de terceira idade de que te falei no outro dia), eis-me, na melhor disposição e cheia de energia, de volta à minha rotina que tanto adoro e que tanta falta me fez nas últimas semanas.

 

Dito isto, que tal um olhar sobre o atributo que nós as mulheres mais valorizamos nos homens? Quanto a este assunto pertinente e sempre atual, diz-me a minha experiência (real e virtual) que a maioria deles, especialmente os desemparelhados, não fazem a mais pálida ideia sobre os aspetos – intrínsecos, claro, que os físicos saltam à vista – dão o xeque-mate no jogo da sedução.

 

Será o cavalheirismo, a generosidade, o sentido de humor ou, quem sabe, o paleio? Nada disso, meu bem! Mais do que a beleza, que de facto, rende imensos pontos em matéria de atração, a qualidade masculina que as discípulas de Vénus mais valorizam é, pasme-se!, o altruísmo. Sim, leste bem!

 

Pelo menos é que diz um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology, cujos resultados "provam a importância do altruísmo nas preferências das mulheres quando procuram um companheiro", segundo escreve Daniel Farrelly, que foi quem liderou esta pesquisa da Universidade de Worcester.

 

"O altruísmo é muito importante para as mulheres, no que diz respeito ao homem da sua vida", sendo os detentores desse traço de perfil encarados como muito mais atraentes que os bad boys, espécie que só reúne a preferência feminina quando se trata de one night stand, vulgo relação casual instantânea.

 

Caro seguidor, portador ou não de predicados estéticos de alta intensidade, com este artigo passas a saber que a beleza em si não é garantia de sucesso na arte do amor sustentável. O altruísmo sim parece ser a chave que abre o coração feminino (pelos menos das britânicas, amostra da referida pesquisa).

 

Portanto, se ainda acalentas o sonho de encontrar a tua special one, toca a trabalhar esta característica, que o (verdadeiro) amor espera por ti. Boa sorte e uma ótima semana.

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Ora viva!

 
A crónica desta sexta-feira resulta de uma partilha da EA, amiga que se fez seguidora deste cronicário e que todos os dias me inspira com a sua forma de ser e estar na vida. A ela associo palavras como positividade, alto astral, realização e sucesso, todas elas presentes nas alíneas que se seguem.
 
1. Aceitar a própria individualidade
Há quem seja bom de conta, quem tenha talento para a culinária, quem faça do humor a sua melhor referência, quem consiga inspirar multidões, quem toque o coração dos outros com a sua escrita (eu, eu, eu!)... Precisamente por sermos todos diferentes, portadores de caraterísticas distintas, um dos primeiros passos para a felicidade é a aceitação da própria individualidade. Sentirmo-nos bem connosco é essencial na interação com o mundo que nos rodeia e uma caraterística pessoal que salta logo à vista.
 
2. Dormir oito horas por dia
Dormir é fundamental para o ser humano, pelo que quando não o fazemos corretamente estamos, não só a por em perigo o bem-estar do nosso organismo, como a induzir a nossa pele a um envelhecimento precoce. Isto porque, é durante o sono que o corpo recarrega as baterias gastas ao longo do dia e restaura as funções vitais: as células regeneram, as toxinas eliminadas e os órgãos ativados para executarem as funções que lhes cabem.
 
3. Não duvidar da própria capacidade
Se existe algo capaz de detonar uma ideia ou um objetivo, mesmo antes da sua concretização, esta coisa é o medo. O facto de duvidarmos de nós faz com que acabemos por sabotar as oportunidades de sucesso. Em momentos assim, ativo alguns destes mecanismos mentais: insegurança faz parte da vida; todo sucesso implica risco; não há glória sem sofrimento; visualizo a minha pessoa no cenário que quero conquistar; elaboro planos b e c (just in case).
 
4. Fazer-se uma marca de sucesso
Acredites ou não, pensar em mim como uma Apple, uma Audi ou uma Zara da vida ajuda-me a exercer uma melhor gestão da minha vida. Devido à minha atividade profissional, esta é uma estratégia com a qual me sinto perfeitamente à vontade. É por isso que primo pela excelência em tudo que faço, tal qual uma marca bem-sucedida: invisto forte e feio nos meus pontos fortes; tento melhorar, na medida do possível, os fracos; rentabilizo as oportunidades e mantenho-me, sempre que puder, longe das ameaças.
 
5. Não se comparar com os outros
Neste quesito, há que reconhecer que peco muito, demasiado até. Para mal dos meus pecados, tenho uma tendência doentia para me comparar com os outros. E o pior é que no fim sinto que fico sempre aquém das conquistas delas. É algo no qual tenho estado a trabalhar, até porque toda vez que isso me acontece a sensação de fracasso que me acomete é deveras desmoralizante. Se te revês nessa minha descrição, lembra-te que nos outros só vemos a conquista e não o caminho, muitas vezes pouco ortodoxo, que eles tiveram que percorrer para lá chegar.
 
6. Limpar a pele todas as noites
Cartão de visita por excelência e o mais atualizado boletim de saúde, a pele é o nosso instrumento de interação com o que nos rodeia. Além de ser com base nela que os outros constroem a imagem que têm de nós, é garantidamente a primeira coisa que vemos sempre que nos olhamos ao espelho. É por isso que uma pele bonita e saudável é fundamental, como referido em vários artigos ao longo deste blog. Limpá-la todas as noites é o primeiro passo.
 
7. Equilibrar vida pessoal e profissional
A coabitação pacífica entre estes dois aspetos é a chave do sucesso para uma existência feliz. Com isso quero dizer que há que saber definir muito bem a linha que separa o trabalho do lazer: na presença de uma a outra deve fazer-se ausente. Simples assim! Não aceder a contas de e-mail institucional, não atender chamadas profissionais, não levar tarefas para casa, não pensar no que está pendente são apenas alguns exemplos do que fazer para não permitir que a vida profissional não se imiscua na privada.
 
8. Aceitar a beleza natural
É facto que, nos dias que correm, o que não faltam são opções para se mudar, corrigir ou atenuar aquilo que não se aprecia no corpo. O que importa aqui frisar é que nenhuma delas, por mais eficaz que seja, é capaz de resolver o problema que existe dentro de nós. A autoestima é algo que não se compra, mas que se trabalha (arduamente). Aceitar o nosso corpo tal como ele é, encontrando beleza nas suas particularidades, e investir no que pode ser melhorado são os meus conselhos para aqueles que se debatem com essa questão.
 
9. Usar protetor solar sempre
Neste ponto, os especialistas da pele são unânimes: usar protetor solar todos os dias, faça chuva ou faça sol, seja verão ou inverno. Este é o mais importante de todos os cremes, pois é o único capaz de prevenir o envelhecimento cutâneo, assim como o cancro e as manchas. Já não tens desculpa para não aplicá-lo diariamente, quer seja no rosto, no pescoço, no peito e também nas mãos, e várias vezes ao longo do dia, já que a sua eficácia vai-se perdendo com o passar das horas.
 
10. Investir mais experiências e menos em coisas
Viajar é das melhores coisas da vida e das que mais ajuda a cimentar a personalidade e experiência de vida. Desenvolve o caráter, desperta a solidariedade, aumenta a cultura geral, abre a mente, quebra barreiras culturais, aproxima pessoas e desperta admiração alheia. Por (ainda) não ter tido possibilidades financeiras para tal, fascinam-me pessoas viajadas, a meu ver, infinitamente mais interessantes do que aqueles que preferem investir em bagagem material (casa, carro, joias ou dinheiro no banco), ao invés de sair por aí explorando o mundo.

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Ora viva!

 

Quando me perguntam porque não tenho um homem na minha vida, costumo responder que "mais do que saber o que quero, sei exatamente o que não quero". Homens há muitos, é certo; disponíveis para quecas furtivas, mais ainda; volta e meia, lá aparece um ou outro que queira compromisso. A questão é aquele 'mas' que persiste em fazer-se presente na hora do veredito.

 

No meu caso em particular, esta resume-se na seguinte equação: quando há conteúdo, a embalagem deixa a desejar. Quando há embalagem, o conteúdo peca por deficiência. Quando acontece a junção destas duas variáveis, das três uma: ou é comprometido, ou é promíscuo ou só quer saber de passa sabi (leia-se, divertir-se).

 

Como se não bastasse tudo isso, ainda há que ter em conta o lado sexual da coisa, a verdadeira prova dos nove, pois de pouco adianta um sujeito cheio de predicados se o seu desempenho na hora do 'vamos ver' ficar aquém das expectativas (se é que me entendes).

 

Posto isso, que tal incidir este artigo sobre as caraterísticas masculinas, invisíveis a olho nu, capazes de deixar a maioria das mulheres pelo beicinho? Por fazerem toda a diferença na hora da conquista e da sedução, passo a citar algumas delas:

 

Confiança/autoestima
Um macho alfa que se ama (e é correspondido na devida proporção), que se dá o devido valor, que se assume tal como é – sem arrogância, prepotência ou falsa modéstia – e que sabe o seu lugar no mundo é algo que a todos fascina e a mim encanta. Alguém assim emana segurança, encara os outros nos olhos, expressa riso fácil e emite um magnetismo difícil de ignorar.

 

Segurança
Saber o que se quer – da vida, do amor e do trabalho – é outro atributo que faz toda a diferença na vida de qualquer pessoa, sendo meio caminho andado para a realização plena. Um pretendente que assume as suas escolhas e convive pacificamente com as consequências das suas decisões não é coisa que abunde por aí, pelo que quando tenho a sorte de me cruzar com um destes o primeiro pensamento que me ocorre é: "eu quero!"

 

Trato social
Mais do que possuir um diploma, ter sido educado em colégio particular, possuir quatro apelidos, dominar vários idiomas ou conhecer meio mundo, é essencial ter bons modos, um diferencial que salta à vista seja em que ambiente se esteja. Um homem que nos abra a porta, puxe a cadeira, prime por um tom de voz moderado, cumprimente os outros (independentemente da sua posição social), cultive bons hábitos de higiene ou vista-se com elegância (independentemente do seu estilo pessoal), ou seja, saiba comportar-se em sociedade, não deixa ninguém indiferente, a mim muito menos. É um orgulho poder desfilar por aí com um modelo destes.

 

Gentileza
Não é à toa que se diz que gentileza gera gentileza. Há coisa mais agradável do que conviver com uma pessoa gentil, alguém que nos faça sentir que ao seu lado o mundo é um lugar bem melhor para se viver? Acho simplesmente encantador um homem que fale manso, peça por favor, saiba agradecer, mostre disponibilidade para ajudar e não se coíba de demonstrar afeto.

 

Personalidade positiva
Um homem de bem com o mundo, que opte por (tentar) ver sempre o lado positivo das coisas, é uma mais-valia na vida de qualquer mulher. Afinal quem não quer ter por perto alguém de sorriso fácil, olhar amigo, cavaqueira amena, astral elevado e vibração otimista? Eu, sem dúvida!

 

Idoneidade/sinceridade
Um detentor de caráter impoluto, que não deixe por mãos alheias os seus melhores valores morais, é uma bênção para esta sociedade repleta de pessoas tóxicas, mesquinhas e mal resolvidas. Ter na nossa vida alguém que faça da verdade o pilar da sua personalidade é algo que não tem preço e que quase todas as mortais cobiçam.

 

Boa conversação
A capacidade de se expressar e entender o que expressa o outro é uma das caraterísticas que as mulheres mais valorizam e de que mais se queixam nos parceiros. Sabes, aquele tipo de pessoa com quem falas durante horas e mesmo assim ficas com aquele gosto de "quero mais"? Na presença de um homem assim, a sensação com que se fica é que o tempo nunca é suficiente e fica sempre algo por dizer.

 

Inteligência
Mais do que a intelectual, a proficiência emocional é outra particularidade que rende muitos pontos a um potencial pretendente. Ninguém merece privar com pessoas estúpidas – cognitivamente debilitadas, como costumo dizer –, pelo simples facto de elas não terem nada de interessante a acrescentar. No caso de se tratar de um candidato à nossa vida, é a treva. É por isso que quando dou de caras com um dito cujo que saiba fazer uso das suas faculdades intelectuais e emocionais, derreto-me toda.

 

Meu bem, estes são apenas alguns dos predicados, que, na opinião desta solteira aqui, distinguem um príncipe de um sapo, recorrendo à linguagem dos contos de fada. Prometo não me fazer de rogada na próxima vez que tropeçar com um indivíduo que reúna estes atributos (ou pelo menos a maioria delas). Resta saber, aonde para ele!

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Ora viva!

 
Cá estamos nós para mais uma semana; esta que, pesarosamente, arranca com acontecimentos trágicos e registos térmicos pouco habituais nesta altura do ano. Aparte isso, estou em condições de afirmar que tudo corre bem no reino da solteirice.
 
Cumprido o protocolo da cordial saudação, é hora de dizer que a crónica deste dia incide sobre dois elementos essenciais no erotismo, em primeira instância, e na autoestima, em última, de qualquer pessoa, sobretudo pertencente ao sexo feminino: o sexo e a pele.
 
Não deve ser novidade para ti que existe uma relação flagrantemente intimista, uma espécie de elo em cadeia, entre estes dois elementos. Ou seja, boa pele pode render em bom sexo e bom sexo pode traduzir-se numa boa pele. 
 
A propósito dessa dinâmica, explica Yael Adler, dermatologista alemã que anda nas bocas do mundo devido ao livro O Fascinante Mundo da Pele, que: "O sexo aumenta as hormonas femininas ou masculinas, o que faz bem à pele, e diminui o cortisol, a tal hormona do stress, que a afeta negativamente. Nas mulheres, o aumento dos níveis de estrogénio combate as borbulhas, torna a pele mais macia e fortalece o cabelo. Nos homens, a testosterona fortalece os músculos e a barba, embora faça perder cabelo. Há estudos que mostram que o sémen quando «aplicado» por via intravaginal tem efeitos antidepressivos nas mulheres (não estudaram a administração oral). E sabe-se que o sexo reduz o risco de enfarte do miocárdio e de osteoporose, assim como a intensidade das depressões. A natureza inventou o sexo para que fosse muito praticado, para garantir a continuação da espécie. E faz bem à saúde, física e mental."
 
A ser assim, é caso para se perguntar se a pele pode ser considerada um órgão sexual. Ao que parece, sem dúvida, já que: "todo o nosso erotismo está relacionado com a pele. Não há sexo sem pele ou sem toque. E as nossas zonas erógenas, os órgãos genitais, o ânus, os mamilos, etc., todos estão cobertos de pele e é esta que contém os recetores sensoriais e terminações nervosas que proporcionam o prazer. Por isso, para mim, a pele é «o» órgão sexual."
 
Dado que este é um assunto caro a qualquer solteira bem resolvida, recomendo uma espreitadela a esta obra. Com uma linguagem simples e cheia de humor, esta especialista, para quem a pele não tem tabus, explora todos os recantos do «tecido» que envolve o corpo humano, o sexo inclusive.
 
Boa leitura e uma excelente semana.

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Ora viva!

 

É com alguma surpresa que fico a saber, pelos relatórios estatísticos, que o post mais lido nos últimos tempos é Queres um amor de segunda? Vai ao Second Love!, um dos primeiros artigos deste blog. Como gosto de agradar, eis-me aqui a encetar a terceira edição do referido artigo, com uma nova roupagem.

 

"Ser solteira tem destas possibilidades, ou seja, deixa-nos mais à vontade para tentar o engate digital, já que com o avançar da idade os engates reais, os da vida quotidiana, tornam-se uma tarefa cada vez mais árdua e inglória.

 

A minha irmã (do meio) há muito que me incentivava a tentar a sorte no cibermundo. Por ter sido sempre bem sucedida neste tipo de empreitada, pretendentes nunca lhe faltaram. Às vezes, até chegava a sair com dois ao mesmo tempo (cada um de uma cidade diferente, não vá o azar fazer das suas), já que para ela "um é companheiro de nenhum!"

 

À enésima desilusão amorosa resolvi deixar de lado o velho preconceito de que quem procura companhia na rede, ou é pervertido, encalhado, esteticamente prejudicado e por aí fora, e toca a efetivar o registo num dos mais badalados sites de encontros.

 

É neste contexto que, num belo dia de janeiro (lembro-me bem) vejo na minha inbox um anúncio do Second Love. Sem atentar ao real significado do nome, na ânsia de me aventurar no engate virtual, ao mesmo tempo que tentava fintar a desconfiança e a prudência, toca a preencher os campos, tornado assim real a minha entrada neste mundo clandestino, oculto e incerto.

 

Quando dei por mim, já era membro (honorário) de um dos mais conceituados sites de online dating, a meu ver, um provedor por excelência de contatos amorosos de segunda linha, como gosto de chamar.

 

Escusado será dizer que quando me apercebi de que era uma séria candidata a tornar-me a mistress de alguém "amarrado" –  por livre e espontânea vontade, convém ressalvar –, mas inconformado em degustar durante dias, semanas, meses e anos o mesmo prato, os meus alicerces morais foram abalados.

 

Foi assim que perdi a minha virgindade amorosa online e as aventuras e desventuras dessa parte até aqui, perfazem mais de quatro anos, vou contando aos poucos, pois são tantos episódios que nem o Atlas conseguia absorver tudo de uma vez só."

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Ora viva!

 

Feriado vai feriado vem e eu aqui entalada entre o Ainda Solteira, a terceira idade, a diplomacia (entidade para a qual voltei a prestar serviço de consultoria), a fisioterapia, o workout e a paixão pelo fulano do ginásio que estes tempos, tal qual uma fénix, renasceu das cinzas.

 

Ainda hei de entender porque mexe tanto esse fulano comigo. Enquanto isso não acontece, bora tocar a vida e dar corpo à crónica do dia, cujo tema é o poliamor.

 

Soube que, recentemente, a Colômbia procedeu à  legalização de uma relação entre três pessoas. Os envolvidos, todos do sexo masculino, alegam que obtiveram reconhecimento legal como a "primeira família poliamorosa" do país, depois de celebrarem o matrimónio.

 

Ainda que amar em várias frentes seja uma capacidade emocional tão antiga como a própria condição humana, não deixa de ser surpreendente a legitimação deste género de união por parte de uma sociedade mais conservadora, como é o caso da colombiana, ao contrário de outras, como a muçulmana, a indiana, a africana e a indígena (só para citar as mais flagrantes), em que a poliamorosidade, se é que a podemos assim chamar, é uma realidade que a mais ninguém surpreende.

 

Ilações a tirar da crónica de hoje? A vida é mesmo caprichosa: uns com mais do que um parceiro e outros sem nenhum. Poliamor versus solteirice, que venha o diabo e escolha!

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Ora viva!

 

Correu bem o fim de semana, single mine? O meu – feliz ou infelizmente, já nem sei dizer – foi passado a trabalhar. Abro aqui um parêntesis para te fazer um balanço da minha situação profissional, coisa que há muito não acontece.

 

Durante este mês, abracei o cargo de cuidadora (de um amoroso casal nonagenário), cujas tarefas se regem nos seguintes termos: dias úteis, entrada ao final da tarde e saída na manhã seguinte, e aos fins de semana, entrada na sexta à tarde e saída à mesma hora de domingo.

 

Como podes imaginar, a minha vida social, que já andava ligada a soro, neste momento só sobrevive à custa do suporte básico de vida. E logo agora que, quiça inspirada pelas festas juninas, pelos arraiais, pelos festivais de música, pelos eventos ao ar livre, pelo arranque da época balnear, pelo regresso dos sunset party ou pela perspetiva de um (escaldante) amor de verão, me predispus a atravessar a fronteira da solteirice e dar uma oportunidade ao amor.

 

Mas fazer o quê? Trabalho é trabalho, e enquanto não chega a tão ambicionada estabilidade económico-profissional, não me posso dar ao luxo de dispensar as oportunidades que me vão surgindo, venham elas de onde vierem.

 

Dramas meus à parte, hoje escrevo-te a propósito dos resultados de um estudo da Aston Medical School sobre os benefícios do casamento na saúde humana. Ao que apurou esta recente pesquisa, o matrimónio ameniza os efeitos de problemas como hipertensão, colesterol alto ou diabetes tipo 2, os principais fatores de risco para o aparecimento de doenças cardíacas fatais.

 

A explicação para esta relação causa-efeito parece residir no facto de os cônjuges se incentivarem mutuamente no que toca a cuidar da saúde e da alimentação, a tomar medicação e a praticar exercício físico.

 

A dita pesquisa, que contou com mais de um milhão de participantes com cerca de 60 anos e desenrolou-se ao longo de 13 anos, vem confirmar os resultados de vários outros estudos anteriormente realizados, como a descoberta da OMS de que o casamento reduz o risco de ansiedade e depressão ou da Universidade da Califórnia, que concluiu que a taxa de mortalidade nos pacientes oncológicos casados é menor do que nos pacientes solteiros (assunto já aqui abordado aquando do artigo Três razões porque compensa namorar). 

 

Contudo, parece que as benesses do enlace marital são bem mais flagrantes na vida deles do que na delas. Isto porque os efeitos nefastos da solteirice são mais amenos quando se trata delas.

 

Estar casado traz ainda outras vantagens para o sexo masculino que não são tão significantes nas mulheres. Segundo o America's Institute for Family Studies, os benefícios do casamento para os homens "são substanciais em todos os parâmetros". Incluem ganhar mais dinheiro, ter uma vida sexual melhor e "saúde física e mental claramente melhor", afirma o estudo.

 

A ser verdade tudo isso, porque relutam tanto eles em deixar-se enlaçar? E porque é a sociedade tão impiedosa com a solteirice feminina, quando, no final das contas, são eles quem mais lucram com o casamento?

 

Terá a ciência uma resposta cabal e convincente a estas minhas questões? Aguardemos, pois, o desenrolar das próximas investigações. Até lá, uma semana ausipiciosa para todos nós e um bom feriado para os alfacinhas!

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Ora viva!

 

Acabo de me dar conta que, não obstante nutrir uma queda pela escrita dela, pouco partilho sobre os artigos da Paula Cosme Pinto. É por isso que decidi que hoje – sexta, véspera de feriado e com as festas populares à espreita – é um bom dia para este texto da autora do A vida em saltos altos sobre o tema-mor deste blog: a solteirice.

 

Boa leitura, single mine, e já agora, um fim de semana absolutamente escaldante, de preferência, naquele sentido (se é que me entendes).

 

"Com a chegada do verão, chegam também os convites para casamentos. Há uns tempos estava eu a jantar só com mulheres e percebi que, para quase todas, ir a uma festa do género significava de lidar com um rol de perguntas indiscretas sobre a sua vida privada. Das solteiras às enamoradas, passando, inclusive, pelas divorciadas, eis a principal questão a que nenhuma se escapa, como se disto dependesse a sua realização pessoal neste mundo: "Então e tu, quando é que te casas?". Melhor que isto só mesmo o eterno "não consegues arranjar ninguém?", mas já lá vamos.

 

Se a partir dos vintes já se ouve a pergunta sobre o casamento, é certo e sabido que passando os trintas a mesma surge quase como uma sentença por incumprimento do ciclo correto da vida: 'arranjar' alguém, casar e ter filhos, enquanto ainda se é nova, claro. Porque, pelos vistos, também temos prazo de validade nisto do amor. Há várias coisas que são particularmente desagradáveis nesta pergunta feita com aparente inocência, começando pelo mais óbvio: a assunção de que todas nós temos o casamento como uma meta a cumprir.

 

É curioso que um homem que permaneça solteiro tem a aura charmosa do bon vivant. Já uma mulher, é basicamente uma encalhada. E se, por acaso, os nossos planos simplesmente não passem pela vontade de casar e ter filhos, algo está nitidamente mal. Há olhos, incrédulos, que se reviram em jeito de julgamento, e, invariavelmente, soltam-se profecias do género: "Dizes isso agora, mas quando arranjares alguém vais querer". No que toca a estas coisas, a escolha e vontade individual de uma mulher não interessa para nada, porque o seu papel está bem definido desde o dia em que nasceu.

 

"Então e tu, não consegues arranjar ninguém?"

Esta profecia leva-nos diretamente a outra pergunta dispensável, mas também bastante comum, principalmente quando se chega sozinha a um casamento: "Então e tu, não consegues arranjar ninguém?". Quem a diz pode até não ter noção, mas a carga recriminatória desta frase é de digestão difícil. Novamente, parte-se do princípio de que temos de partilhar a vida com alguém para sermos felizes. Depois, a crítica implícita: nós é que não conseguimos 'arranjar’'ninguém, algo que, como todos sabemos, é um objetivo indispensável pelo qual devíamos batalhar todos os dias. Aparentemente tão simples quanto ir ao talho e arranjar um pedaço de carne que nos agrade para levar para casa.

 

De vez em quando, também surge o famoso "ninguém te pega?", que, para além de ser um comentário de uma classe extrema, também nos coloca a nós na qualidade de peça de fruta que alguém já deveria ter pegado e metido na cesta. Parece-me relativamente claro que as relações de intimidade, quando as queremos para as nossas vidas, não se arranjam, acontecem. Mas se até aos trintas isto ainda não aconteceu, então algo nitidamente está a falhar. E devemo-nos sentir preocupadas – ou até mesmo culpadas – com isso. E a verdade é que muitas mulheres acabam por se sentir assim.

 

"Queres ficar para tia?"

Quando temos vinte e poucos anos, perguntam-nos estas coisas com um sorriso compincha. Passados os trinta, o semblante já carrega alguma preocupação. Quando nos aproximamos dos quarenta, somos claramente um caso perdido, "deixadas para trás" na linha de montagem da ordem supostamente natural das coisas. Muito provavelmente, somos mulheres estranhas, demasiado masculinas, com a "mania da independência", demasiado mau-feitio, traumas graves ou com um profundo ódio aos homens em geral (nesta regra de três simples, querermos ter uma relação com alguém do mesmo sexo entra, obviamente, na categoria da "mulher estranha"). Se o nível alcoólico já for elevado aquando desta conversa, talvez ainda se acabe mesmo por ouvir o famoso "mas queres ficar para tia?". O que é também um comentário deveras simpático de se ouvir em dia de festa.

 

Contudo, o tal rol de perguntas e comentários, feitos sem pudor, ora por familiares, ora por amigos, ou até mesmo por ilustres desconhecidos que se cruzam connosco pela primeira vez, não se resume a isto. Quanto a isto, falo por mim: partilhar a vida com alguém também não é suficiente para as expectativas da nossa sociedade. "Mas há algum problema para não casarem?", ouve-se amiúde num sussurro, seguido do mítico "então ele não te pede em casamento?". Pelos vistos, um casal só parece ser digno desse nome quando há papel assinado ou festa com vestido branco que comprove o seu amor. E, é claro, querer ou não querer casar passa pela vontade do homem, responsável máximo por dar o passo e por decidir o caminho dos dois. A mulher que espere, passiva, pela sua sorte.

 

Sei que há coisas mais preocupantes no mundo – haverá sempre – mas tal como no caso das perguntas sobre "para quando uma gravidez" escrevo este texto como chamada de atenção para a pressão e mal-estar desnecessários que muitas vezes causamos nos demais com comentários do género. Entendam, são perguntas carregadas de julgamento. Sei que muitas vezes surgem como conversa fácil e de circunstância, algo que se faz por hábito e que supostamente ninguém leva a mal. Mas, não só essas perguntas não acrescentam absolutamente nada de bom à vida de quem as ouve (e, já agora, também à de quem as faz), como podem ser catalisadoras de emoções muito amargas.

 

Falando concretamente no impacto que têm nas mulheres, são perguntas que, demasiadas vezes, têm o condão de magoar, desrespeitar, menosprezar, fomentar inseguranças e criar frustrações, porque quer queiram, quer não, nós crescemos a ouvir que aquele é o caminho certo a seguir e se não o fizermos a tempo a nossa vida roça o falhanço. Mas, acima de tudo, estas são perguntas invasivas, e a vida privada de cada um de nós – homens e mulheres – só a nós diz respeito. Não custa nada manter isto em mente e usar antes o empecilho Trump, por exemplo, quando for preciso fazer conversa de circunstância."

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