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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Ultrapassada a pendência burocrática que me consumiu toda a semana que passou, eis-me aqui para te desejar, se for o caso, uma ótima festa do Entrudo, umas espetaculares miniférias ou, simplesmente, uma boa semana. Infelizmente, neste dia não estão reunidas as condições desejáveis para escrever nada (particularmente) profundo ou tocante.

 

E não penses que é porque já não quero saber de ti ou do nosso momento diário. Só para teres uma ideia do meu atual estado de espírito, deixa-me fazer-te um ponto da situação: ontem à noite, a tentar reorganizar a disposição dos móveis do meu quarto, não sei como, levei com uma pesada estante em cima, acontecimento que só não teve consequências catastróficas porque o meu anjo da guarda estava de plantão.

 

Por causa da hora tardia a que fui para a cama (à uma da manhã ainda andava às voltas com móveis, pá, vassoura, esfregona e afins); do braço dorido (a parte do corpo que mais sofreu com o embate de primeiro grau com o referido objeto mobiliário); do frio (como não uso pijama, estou habituada a dormir com o ambiente do quarto a temperaturas tropicais, coisa que ontem não foi possível, dado que, com a mudança dos móveis do sítio, não batia a bota da ficha da tomada com a perdigota do fio do aquecedor); do ronco do vizinho de cima (o barulho do aquecedor também cumpre a missão de amortizar o som deste meu calvário de toda a noite, só que sem aquecedor...), a dona insónia andou a moer-me o juízo a noite toda. Resultado, nem duas horas de sono consegui.

 

Como se não bastasse, a rede da cá de casa (da Vodafone, só para ficares a saber que o serviço deles já viu melhores dias) está indo abaixo minuto sim, minuto não. Um autêntico teste de fogo ao meu sistema nervoso central. De qualquer maneira, daqui a pouco vou à fisioterapia e depois ao ginásio (à conta daquela burocracia toda de que te falei no post anterior, na semana passada não consegui lá por os pés). Resumindo e concluindo: o tempo, a inspiração e a concentração reservados à escrita já se esgotaram, antes mesmo de terem sido usados.

 

O que me anima é que logo mais vou pular o carnaval com uma amiga, numa festa lá para as bandas do Parque das Nações. Quem sabe, não estará aí o meu grand finale do dia. Até lá, só me resta pensar positivo e deixar-te com aquele abraço amigo de sempre.

 

Carnaval daí vamos vadiar, vamos vadiar para a polícia não pegar!

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Ora viva!

 

Passei só para atualizar o meu estado: Ausente: à conta de procedimentos burocráticos. Entre a junta de freguesia, a repartição das finanças, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a conservatória (tudo isso numa única jornada), residência que é bom nada. Ou seja, continuo em situação ilegal.

 

Por não ter emprego nem beneficiar de nenhum subsídio público, não fui tive como comprovar os meios de subsistência. Infelizmente, subsídio parental não é argumento válido para o pessoal da referida entidade, que, na minha modesta opinião, deveriam dedicar todo este zelo àqueles que de facto podem representar um perigo para a segurança interna, ao invés desta solteira órfã de (praticamente) tudo.

 

Enquanto se espera por um milagre, deixo-te com a prosa com que um admirador tentou animar o meu espírito. Só é pena que o dito não tenha tido o bom senso de dar um título ao poema.

 

"Dispa-se de roupas e preconceitos
que a vida depressa passa.
Esqueça todos os defeitos
que por ela trespassa.
Diga amar quem ama
disso não sinta medo,
pois de que serve amar
se se amar em segredo.
Das palavras não tema,
não recalque sentimentos,
dê largas á imaginação,
viva todos os momentos,
pois um dia a vida se vai
e para todos você cai
num mero esquecimento!"

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Ora viva!

 

Quem melhor que nós para atestar as (reais) vantagens da solteirice? Pelos vistos, a ciência; já que tem vindo a dedicar uma maior e melhor atenção a este fenómeno social. Tanto assim é que investigações científicas comprovaram cinco vantagens inerentes ao celibato. Confirma aí:

 

1. Melhores relações extra-amorosas
Estudos comprovam que até os melhores enlaces têm o lado negativo de afastar as pessoas das outras relações sociais. Quem nunca protagonizou ou assistiu a um episódio da novela 'Já ninguém lhe põe a vista em cima desde que arranjou namorado/a' que fale agora ou cale-se para sempre. Ora aqui está a razão porque os solteiros têm melhor relacionamento com os familiares, amigos e até vizinhos.
 
2. Melhor forma física
Novamente, a ciência comprova o que se observa no dia a dia: os casados felizes têm maior probabilidade de ganhar peso nos primeiros quatro anos de união. E não é coincidência os singles terem maior probabilidade de se manterem em forma, já que estando no mercado há que cuidar da aparência, mais do que nunca.
 
3. Maior satisfação profissional
Ao solteiro é possível dedicar, sem problemas de consciência ou cobranças de ausência, todo o tempo que quiser à carreira. Uma investigação da Universidade de Washington sugere mesmo que os solteiros gostam mais do seu trabalho e dão-lhe mais valor.
 
4. Menos dívidas
Um estudo americano permitiu concluir que ter uma relação ou estar casado é, literalmente, mais caro do que ser solteiro. Os solteiros eram os que tinham menos dívidas e se os casados tivessem filhos, então, a situação piorava.
 
5. Melhor qualidade de sono
Sem companhia na cama, ou seja, sem roncos, movimentos alheios, falta de espaço, ficar destapado ou horários desencontrados, o sono dos solteiros tende a ser melhor. Um estudo de 2012 mostrou que mesmo 26% dos inquiridos casados dormiam melhor sozinhos.
 
Depois destas razões, e de todas as outras que temos vindo a mencionar ao longo deste blog, é caso para perguntar porque tantas almas continuam a sentir-se infelizes, miseráveis até, por não estarem emparelhados.

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Ora viva!

 
Será uma boa ideia reatar uma relação? Voltar com quem já se esteve é prova de que o sentimento que existiu é verdadeiro? Resgatar sentimentos antigos é garantia de sucesso numa relação? Ou será insistir no erro e voltar a viver uma estória que se fosse para dar certo teria dado à primeira?
 
São estas as respostas que o artigo Voltar para os braços onde já foram felizes, uma publicação do DN, tenta dar àqueles que estejam numa onda de flashback amoroso, e não só. Antes que comeces com ideias, fica sabendo que não é o meu caso. Não mesmo! Feliz, ou infelizmente (já nem sei), não acredito em segundas oportunidades, pois penso que se não deu certo à primeira por algum motivo foi, pelo que convém não esquecer esse motivo.
 
Obviamente, esta minha perceção pode não coincidir com a tua, aliás nem tem que ser assim. Creio que todos nós temos conhecimento de algum caso de reconciliação francamente inspirador, capaz de nos fazer acreditar que o amor, quando verdadeiro, tudo vence, tudo supera, tudo alcança.
 
É esta minha personalidade vanguardista, focada no porvir e não no que já foi, que me leva a acreditar que se fosse para dar certo uma única oportunidade bastaria. Daí não ser adepta de reconciliações, expiradas 90 dias após a rutura. À custa da meditação, e de todas as palmadas que a vida me tem dado nos últimos tempos, vejo-me impelida a reformatar esta minha crença (e outras), empreitada que há de levar o seu tempo e que pode revelar-se inglória.
 
O essencial aqui é reconhcer que da leitura de todos aqueles testemunhos ficou a sensação de que todas aquelas estórias eram merecedoras de serem interpretadas como uma mensagem, uma espécie de lição de vida, um puxão de orelhas a esta minha tendência em ser intransigente e intolerante às falhas alheias, sobretudo na esfera amorosa.
 
Seja qual for a tua posição em relação a este assunto, acredito que vale a pena dares uma espreitadela, ainda que de relance, ao dito artigo, mais não seja porque finais felizes a poucos deixa indiferente.
 
Boa leitura, meu bem, e uma semana estupidamente feliz.

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Ora viva!

 

A pensar naqueles que não puderam festejar o Dia dos Namorados em braços alheios, a Speed Party propõe algo bem interessante, mais não seja porque é um conceito muito em voga e que ando mortinha por experimentar. Infelizmente, para mim ainda não será desta, já que o dinheiro anda sumido da minha vida faz tempo. Quem sabe não para ti não poderá ser um bom investimento. Afinal o amor continua no ar e nunca se sabe quando e onde pode-se tropeçar nele. 

 

Pode ser que a flecha do cupido te atinja já este sábado, a partir das 21:30, no Hotel Mundial, em Lisboa, onde vão decorrer duas sessões, em simultâneo, de speed dating: uma para celibatários com idades compreendidas entre os 24  e os 35 anos e outra para a faixa etária dos 36 aos 45 anos. 

 

Além da obrigatoriedade de ser solteiro e da proibição de pedir ou dar dados pessoais, este evento não tem que saber, pois o objetivo é tão somente conhecer pessoas novas e divertir-se. Deste modo, durante duas horas, poderás conhecer entre 10 e 18 pretendentes, em encontros de quatro minutos. No final de cada um, se ficares impressionada, podes decidir se queres (ou não) voltar a ver o dito cujo - sempre que exista interesse, a organização cede os contactos de ambos. Em caso de match, podes sempre ficar pelo bar ou subir até ao terraço com vista panorâmica para a cidade. E que vista!

 

Interessa-te este evento? Se sim, podes efetivar a tua inscrição (no valor de 25 euros, para mulheres e 29 para homens até aos 35 anos, e 27 euros, para maiores de 36, independentemente do sexo) através deste site ou do endereço info@speedparty.net

 

Independentemente da inspiração da tua estrelinha da sorte nesse dia, sempre tens um excelente pretexto para sair de casa, tentar a sorte, desfrutar de um espaço magnífico e de uma bebida (por conta da casa).

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Ora viva!

 

O Dia de S. Valentim tem muito que se lhe diga, dias antes, no próprio dia e nos dias posteriores. Nem imaginas a quantidade de artigos que foram publicados no day-after ao 14 de fevereiro. Vai-te preparando que nas próximas publicações vais levar com uma data delas, até porque ando constipadíssima, sem condições físicas e psicológicas para escrever crónicas originais.

 

Antes de adentrar pelo tema do post de hoje, gostaria de te perguntar o que foi feito de ti na terça-feira, dia do nosso rendez-vous. Não deste a cara no Evolution nem aqui no blog. É caso para perguntar por onde andaste o dia todo. Estarei perante emparelhado disfarçado de solteiro ou, por um acaso com sentido, conseguiste companhia nesse dia. Conta-me que quero saber porque me deixaste pendurada.

 

O título do artigo de hoje, O mundo nunca foi simpático para os solteiros, é uma produção do Publico, que não poderia ser mais revelador de uma realidade que tão bem conhecemos e pelo qual temos estado a batalhar arduamente para lhe dar uma nova roupagem, mais trendy e bem mais cool.

 

Precisamente porque (ainda) é estigmatizada a solteirice, é mais do que hora de nós (solteiros) fazermos por mudar essa realidade e afirmarmo-nos como uma classe consciente, bem resolvida e absolutamente convicta da sua escolha em permanecer desemparelhado.

 

Bem, deixa-me lá partilhar o dito artigo contigo, caso contrário o texto vai ficar muito extenso e aí já não terás paciência para ler tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e muita fé de que ainda haveremos de vencer esta batalha social e amorosa.

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Ora viva!

 

Por diversas vezes aqui assumi que mulheres demasiado bem resolvidas não fazem muito sucesso junto do sexo oposto, a não ser que delas se queira apenas sabura (palavra crioula que qualifica tudo que seja diversão). A última foi na passada sexta-feira, quando escrevi que: "Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que tantos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar."

 

Esta declaração rendeu-me todo o tipo de reações, de tal modo que se justifica uma nova incursão ao âmago desta questão de independência feminina versus sucesso amoroso. Inspirada num texto do Thought Catalog, o artigo de hoje, uma sequela da anterior, visa esmiuçar o porquê de tantos homens não acharem grande piada a mulheres fortes e independentes.

 

Se "forte" e "independente" são caraterísticas inerentes à tua personalidade, deves estar habituada a dificuldades acrescidas no que toca a relações amorosas. Uma das razões primeiras, provavelmente, a mais enraizada, prende-se com a educação patriarcal que confere ao sexo masculino o dever de zelar pela segurança e bem estar do chamado sexo frágil, as mulheres.

 

Encarada como um ser indefeso, tal qual a donzela das estórias de encantar, a mulher precisa de quem a conduza, de quem a proteja, de quem a defenda de tudo e mais alguma coisa. E cabe aos homens, autênticos cavaleiros andantes de armadura e espada em riste, o papel de zelar pela sua segurança e sobrevivência. Assim vigorava no tempo das cavernas e assim continua a vigorar em muitas sociedades e na cabeça de muitas pessoas.

 

A maioria dos homens demonstra desconforto perante mulheres autossuficientes precisamente porque têm consciência de que o papel que lhe caberia na vida delas seria de mero figurante, com sorte de coprotagonista, ao invés do protagonismo que a sociedade lhe incutiu desde sempre. Sem donzela para ser salva, como pode ele desempenhar o papel do herói salvador? Se ela não precisa dele para garantir a sua preservação, então qual o seu papel na vida dela?

 

À custa dessa tal sociedade patriarcal e de milénios de lavagem cerebral, os discípulos de Marte precisam das mulheres, melhor dizendo das meninas, para acariciarem os seus egos e fazê-los sentirem-se elemento sine quo non na vida delas e membro ativo da esfera privada, uma espécie de macho alfa da relação.

 

Na presença de espécies femininas portadoras de atributos qualificativos semelhantes ou até superiores aos deles, o mais certo é que estes se sintam inibidos ou diminuídos. A verdade é que estes homens não foram programados para duvidarem de si mesmos, para porem em causa o seu valor, para sentirem-se intimidados, especialmente pelas mulheres.

 

Preferem ir atrás de uma "donzela", dependente e submissa, capaz de fazê-los sentirem-se superiores, necessários e responsáveis, do que batalhar por uma que o desafie, que o encare de igual para igual, que o estimule a superar-se e a dar o melhor de si (todos os dias).

 

Se estes exemplares pudessem aprender a amar e aceitar uma mulher forte e independente, muitas vezes mais disposta a dar mais e melhor para o bem da relação, não assistiríamos a este fenómeno tão contemporâneo e francamente desolador: um crescendo de mulheres espetaculares desemparelhadas, estigmatizadas e rotuladas. Talvez resida aqui a justificação para tantas preferirem submeter-se a relações ocas, estéreis e abusivas a enfrentarem o celibato.

 

Com muita pena nossa, mulheres fortes e independentes, não abundam pelos tortuosos caminhos do amor homens com segurança e autoestima suficientes para, sem pudor nem receio, desafiar o status quo e contentar-se com uma companheira de batalhas ao invés de uma mera espetadora das suas façanhas.

 

Se também te assumes como uma mulher assim fica sabendo que não há nada de errado contigo. Pelo contrário, deves é ter orgulho em seres quem és. Em meio a tantas ovelhas, opta por ser a tresmalhada. Aquela que pensa pela própria cabeça, assume o comando da própria vida, é responsável pelas suas escolhas e decisões, dá a cara tal qual é e recusa-se a usar o espartilho social com quem se tenta moldar-nos.

 

A tua luz, especial, rara e preciosa, é o que deve guiar os teus passos rumo à felicidade plena. É precisamente a originalidade, a genuinidade, a particularidade e a força que fazem de ti digna de merecer um homem à tua altura, alguém com quem possas partilhar a tua essência sem filtros.

 

Desses homens de que falei ao longo do texto, só nos resta esperar que, ainda nessa encarnação, venham a consciencializar-se que, apesar de este tipo de mulher dar mais trabalho para conquistar e ainda mais para conservar, a vida ao seu lado é infinitamente mais interessante. Afinal não é à toa que se diz que quanto maior o esforço maior a recompensa.

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Ora viva!

 

Quando me martelam a cabeça com aquela lengalenga sobre a minha situação amorosa, dependendo da pessoa que me aborda e do meu estado de espírito, costumo assumir três posições: encolho os ombros e respondo "não sei", atiro com uma resposta impertinente ou simplesmente contra-argumento com tal convicção que o assunto acaba por morrer.

 

Em relação à última posição, nos dias de maior inspiração, dou-me ao trabalho de explicar pacientemente, por a+b, por que razão não me sinto infeliz, nem menos mulher por não ter um macho agregado à minha vida.

 

Como é sexta e precisamos de coisas leves e ânimo redobrado, partilho contigo alguns argumentos de que me costumo valer nessas ocasiões:

1. Teria que limpar por dois. Só de pensar nas toalhas molhadas em cima da cama, em catar roupas sujas alheias, baixar a tampa da sanita, limpar os respingos de urina das zonas adjacentes à sanita, ter que levar com os pelos no lavatório, só para citar as mais gritantes, até fico com urticária.

2. Volta e meia teria que dar uma de enfermeira particular, já que quando ficam doentes os homens portam-se piores que os bebés e fazem um drama como se fosse o último suspiro deles.

3. Teria que cozinhar frequentemente e variar mais no cardápio (eu que não me importo de comer por dias a fio o mesmo prato e contento-me com fervidos, cozidos e coisas leves).

4. Teria que cozinhar carne (prática que evito por uma questão de hábito, saúde e respeito pelas minhas colegas de casa, ambas vegans).

5. Teria que levar em conta a disponibilidade e vontade alheias na hora de decidir a minha vida (já não poderia fazer o que quisesse, quando quisesse, com quem me apetecesse e da maneira que me desse na real gana).

6. Sair à noite as vezes que quisesse e vestida como quisesse é algo que me iria render muitos dramas.

7. Estaria sujeita a protagonizar ou antagonizar cenas de ciúmes.

8. Teria que falar com outro ser humano todos os dias. Eu gosto de estar na minha e tem dias que não me apetece abrir a boca nem interagir com ninguém.

9. Teria que partilhar a minha cama, o meu quarto, o meu sofá, a minha tv e mais coisas em relação às quais sou tão possessiva.

10. Teria que dividir o meu tempo.

11. Teria que aturar os amigos dele, mesmo que não suportasse alguns.

12. Teria que privar com a família dele, mesmo que não gostasse dela.

13. Teria que voltar a correr o risco de ser enganada, traída e usada. Já excedi o meu plafond disso para esta encarnação.

14. Teria que embarcar em programinhas com outros casais.

 

Estas são apenas algumas das coisas que teria que (re)aprender a gerir para poder encaixar um homem na minha vida. Já o fiz, não me arrependo, mas não estou certa de querer voltar a fazê-lo. Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que muitos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar.

 

Claro que estar emparelhada tem o seu lado bom, se for com a pessoa certa então... é bem capaz de fazer com que estes meus argumentos pareçam futilidades.

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Ora viva!

 

Acaso sabes quais os atributos femininos com mais aceitação no mercado masculino? Antes de responderes, fica ciente de que não me refiro aos físicos. Uma legítima descendente direta de Vénus sabe que a aparência é importante, mais não seja porque, por saltar logo à vista, é o que atrai de imediato.

 

Por sua vez, a personalidade é tão ou mais importante, pois é ela que legitima (ou não) o grau de atratividade da pessoa. Recorrendo novamente às linhas mestras do marketing, de que adianta ter uma embalagem apelativa se o produto for uma porcaria?

 

É neste contexto que partilho contigo as conclusões de um estudo da aplicação de encontros OkCupid, que revela que preocupar-se com os outros, acreditar na liberdade de expressão, defender a separação de poderes, falar abertamente sobre sexo, sentir-se à vontade com a masturbação, defender a importância da educação e acreditar na igualdade de direitos são traços de personalidade que deixam qualquer um rendido aos encantos femininos.

 

Apesar do universo da amostragem da pesquisa restringir-se ao território estado-unidense (que recentemente deu-nos provas de que sabe espalhar-se ao comprido como poucos), acredito que noutros polos terrestres a realidade não deva ser muito díspar. O que me parece evidente nestes resultados é que os entrevistados deram mostras de já não se contentarem apenas com uma cabeleira farta, olhos exóticos, lábios carnudos, coxas roliças, seios fartos ou nádegas salientes.

 

Para algo mais que have a fun, as suas pestanas peludas assumiram-se despudoradamente abertas aos aspetos mais intrínsecos da personalidade feminina. Talvez ainda haja esperança para mulheres como nós, que suspiram por encontrar o seu unicórnio, no meio de tantos equídeos.

 

Eles, ao reconhecerem que valorizam o nosso lado mais forte, opinativo e inconformista, fazem-nos acreditar que a superficialidade e frivolidade com que tantos encaram o sexo oposto pode ter os dias contados. A nós, do género oposto, cabe-nos a tarefa de saber usar estes encantos como um trunfo para cativar mais e melhor.

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Ora viva!

 

Portador de maior ou menor quantidade de neurotransmissores românticos, a verdade é que vem aí o dia mais amoroso do ano, o de São Valentim. A solteirice, apesar de um estado civil que a muitos realiza, não é uma sentença de vida. Com isso quero dizer que, a qualquer momento, o amor pode bater-nos à porta. É essencial estarmos atentos e de coração aberto para recebê-lo. Se não abrirmos o coração, o amor não entra.

 

Apesar do nome, este blog não é um manifesto anti-emparelhamento, pelo contrário. É, desde o primeiro post, pró amor, seja ele em versão duo ou, na ausência de um par, em versão solo. O imprescindível é que ele se faça presente na nossa vida. E isso não passa necessariamente pela presença de outro ser na nossa vida, no nosso coração ou na nossa cama.

 

A respeito disso, a minha filosofia é tão simples quanto isso: enquanto não chega aquele amor que todos nós almejamos e merecemos, contentemo-nos e sejamos felizes com o nosso próprio amor, mais essencial e grandioso que qualquer amor alheio.

 

A meu ver o amor acontece quando tem que acontecer, de forma natural e espontânea, sem que para isso necessitemos de traçar estratégicas de caça, numa autêntica campanha de marketing, que visa cativar o consumidor, mostrando-lhe (apenas) os benefícios do produto. Na fase da sedução ou enamoramento, tudo é um mar de rosas, as pessoas resumem-se a qualidades, predicados, encantos, gentilezas e boas intenções. Tal e qual o anúncio de um produto, em que só se revela o lado B da coisa.

 

O caldo começa a entornar quando o consumidor, tantas vezes incauto, depois da compra começa a constatar in loco que o dito produto não é aquela maravilha toda que o fizeram acreditar. Apesar dos defeitos fazerem parte do ser humano, a par das qualidades, muitos consumidores não conseguem gerir bem a situação, ao ponto de preferirem descartar, trocar (por outra versão, outro modelo, outra gama ou outra marca) ou simplesmente deixar de usar o dito artigo.

 

Sim, o amor dá trabalho. Mas a vida também, não? Tudo o que vale realmente a pena exige esforço, empenho, dedicação, motivação, paciência, perseverança, fé, foco e sentimento. Nem faria sentido ser de outra forma. Lamentavelmente, vivemos numa sociedade em que o culto da facilidade, da descartabilidade e da desresponsabilidade é uma realidade cada vez mais gritante. À primeira crise, ao primeiro descontentamento, ao primeiro defeito, abre-se mão. Tão simples quanto isso!

 

Quantas vezes não ouvi eu da boca de gajos o seguinte: "Por cada mulher que dá trabalho, existem três ou quatro que não dão. Então, porque hei de eu ralar-me?". Concorde ou não, o facto é que este ponto de vista tem a sua lógica, da mesma forma como espelha a forma como estamos adictos na lei do menor esforço.

 

A máxima nos dias de hoje consiste em pouca dificuldade para muita felicidade, pouco investimento para muito retorno, pouco esforço para muito proveito, pouco trabalho para muito prazer. Quanta ingenuidade, quanta pobreza de espírito, quanta mediocridade.

 

A dificuldade faz parte, na realidade, é precisa. No meu caso, é ela que motiva e instiga a fazer mais e melhor para conseguir atingir aquilo que eu quero. Claro que, à semelhança da maioria dos comuns mortais, chega uma altura em que canso, desanimo, desespero, deprimo e revolto. Ou seja, vou abaixo. Mas depois levanto-me, mais forte, mais motivada e ainda mais determinada. C'est la vie!

 

Aplico, igualmente, esta filosofia a relações interpessoais, em geral, e amorosas, em particular. Aprecio pessoas difíceis, não no sentido de andarem com joguinhos ou esquemas para te fazerem correr atrás ou mendigar pela sua atenção, mas no de levaram tempo para se revelarem plenamente, para manifestarem os seus sentimentos, para se comprometerem, para te cativarem. A meu ver, é a prova de que não são levianos, que pensam muito bem antes de agir e que só expressam o que realmente lhes vai na alma.

 

Bem, entusiasmei-me de tal modo com este parlapiê todo, que nem sequer cheguei a mencionar o verdadeiro tópico que tinha delineado para a crónica do dia. Sendo assim, vai ter que ficar para uma próxima, pois o dia já vai a meio e encontrar um emprego é preciso. Lá vou eu à minha odisseia de mandar currículos, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo e votos de um dia bem feliz para ambos. Nós merecemos!

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